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27 janeiro 2012
26 agosto 2011
'isto foi escrito para mim'
enquanto a voz de Eddie Vedder me tira todos os dias do sério, 'sim, são vinte anos (pausa para o leitor se recompor enquanto se 'lembra perfeitamente' o dia em que Ten saiu). Amanhã cumprem-se os 20 anos do primeiro álbum dos Pearl Jam, que bem poderia ser um hino à adolescência, cheio de canções ora zangadas, ora melancólicas, ora perdidas, ora miseráveis. Há muito pouca felicidade em "Ten", mas muitos minutos de sentimento, cantados por Eddie Vedder, vocalista de serviço e autor todas as letras. E, apesar de não se perceber quase nada do que Vedder diz, muitas foram as alturas em que pensámos "isto foi escrito para mim". Na véspera do aniversário, avaliamos a fundo cada uma das 11 canções que compõem o álbum e dedicamo-las a episódios de profunda confusão adolescente' (que delícia). mais aqui.
13 agosto 2011
02 agosto 2011
26 julho 2011
'l’amour n’est qu’une extrème attention'

'Tinha um livro único, La Côte Sauvage, e uma frase de que nós, adolescentes, gostávamos e com a qual concordávamos: «L’amour n’est qu’une extrème attention». Foi essa extrema atenção que procurámos praticar entre nós e estender à pequena tribo que fomos criando: filhos, netos, amigos. Descobrir, perceber, antecipar o que o outro quer, o que lhe faz falta, o que o vai alegrar. E evitar e prevenir o que o pode magoar ou fazer-lhe mal. A Zezinha tinha essa extrema atenção, até ao pormenor. A nossa amiga Nélida Piñon disse-lhe uma vez: «Você é uma provedora».
Era uma provedora. Organizava os nossos espaços com um amor e uma aplicação inteligentes, pensando-os em função de nós, dos utilizadores. Sempre.'
leia toda a crónica de Jaime Nogueira Pinto aqui.
10 julho 2011
na extensão do silêncio 1952 - 2011

crescemos com modelos do que queremos ser quando formos 'grandes' e na construção de um caminho que me ensina todos os dias a ser maior, nunca tive dúvidas da doce assertividade. a nobre assertividade que se mostra sem arrogância.
hoje tenho humildade suficiente para saber que aprendermos quem somos é um processo de aprendizagem onde muitas vezes caímos sem rede. mas mais importante do que cair é ter a capacidade de o mostrar 'sem medo'. Maria José Nogueira Pinto tinha tudo isto.
na frágil entrega dos afectos mais profundos, ou nas incertezas que não vêm com manual de instruções, a convicção sólida e a tentativa de ser 'grande' como esta mulher. uma mulher que deixa um enorme legado:
a altura de um ser humano nunca será física.
07 julho 2011
eu sei quanto tempo duram as fréseas

passaram quase quatro meses desde a partida e hoje rompo a promessa das emoções mais expostas. volto a adormecer com o coração mais humilde. não apenas pela admiração da mulher destemida que cresci a admirar, não apenas pela Mensagem de Pessoa que me chegou também pelas sábias mãos de veludo. não pela falta de medo ou por uma vida entregue à cidade.
hoje ajoelho-me em homenagem de Maria José Nogueira Pinto, uma mulher que nas fraquezas e limites da condição humana mostrou que 'uma vida boa não é uma boa vida'.
que estes momentos espalhem a certeza dos 'dias distantes de uma vida que pode ser interminável'. também pelas famílias que tanto amamos e que com nobreza queremos dar continuidade. ainda o sonho. o sonho e a coragem de lutar por aquilo que sabemos ser a nossa fórmula de felicidade e de não deixarmos refém do ego solitário, todos os sentimentos, os melhores que podemos ter com o mundo.
que 'nada nos falte'. para ler aqui.
07 abril 2011
Peixe em Lisboa
O Peixe em Lisboa começa hoje e vai animar Lisboa até 17 de Abril , aumentando de nove para onze o número de dias de duração deste evento gastronómico que regressa ao Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, com mais novidades. Este ano estão já confirmados três jovens chefes de origem portuguesa a trabalhar no mundo da alta cozinha, respectivamente em Londres, Nova Iorque e França: Nuno Mendes (uma estrela Michelin), George Mendes (uma estrela Michelin) e Serge Vieira (uma estrela Michelin). mais aqui.
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no abraço ao Atlântico
29 março 2011
'Lisbon’s Culinary Golden Age?'

'Lisbon’s culinary scene is witnessing a remarkable evolution, with a handful of chefs concocting new takes on bacalhau and other traditional staples. At least a dozen ambitious upstart restaurants have opened in the last few years, headed by the country’s small but growing group of celebrity cooks, many of whom have worked abroad.' As palavras são do New York Times, continue a ler aqui.
28 janeiro 2011
17 junho 2010
'the' portuguese cake in New York

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo abriu em Nova Iorque. Digno da fita 'Chocolat' de Lasse Hallström, o famoso bolo de Campo de Ourique apareceu destacado no Dining and Wine do New York Times.
To New Yorkers, chocolate cake might mean crumb-dusted blackout, not layers of chocolate meringue and chocolate mousse with a thin glaze of ganache. But that is the signature dessert at the Best Chocolate Cake in the World. A restaurateur in Lisbon, Carlos Lopes, with his Manhattan partner, Adriano Lucas, created a version of a dacquoise he saw at Fauchon in Paris. Now Mr. Lopes’s shops sell his creamy confection in Portugal, Spain and Brazil, with a factory turning out 150,000 a year just in Portugal.
É sem saudade que me lembro do levantamento que fiz de Campo de Ourique, para os Guias Convida. E nem as boas lembranças (dos áureos anos oitenta) que ainda tenho deste bairro me salvaram. O que em tempos foi um centro comercial a céu aberto, para os bairros dos bairros da Estrela, da Lapa e das Amoreiras é hoje para mim um bairro à margem do meu quotidiano. Passo por lá apenas às sextas-feiras para comprar flores no mercado, levantar o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo ou para me abastecer de produtos orgânicos no supermercado de produtos biológicos Brio.
As cidades serão sempre as pessoas e nas memórias do levantamento das ruas, lembro-me que quase todos os seus comerciantes me passaram a energia de um copo meio vazio. Na percentagem do copo meio cheio estava a simpatia, o positivismo e a ambição de Carlos Brás Lopes, invejado na altura, imagine-se agora, que o seu negócio já atravessou o Atlântico e propõe-se a conquistar uma das cidades mais importantes do mundo. O que na altura recolhia pelas bocas de quem dizia: ‘mas quem é que ele (estamos a falar de um visionário que resolveu sonhar mais alto do que é habitual em Campo de Ourique) se julga para dizer que é o melhor do mundo?’ A indignação na altura não me espantou... afinal os Lusíadas do Camões acabam com a palavra ‘inveja’.
Se é o melhor do mundo será sempre uma opinião subjectiva, quando ao tamanho do sonho de Carlos Brás Lopes não tenho dúvidas: o homem sonhou, a obra cresce.
The Best Chocolate Cake in the World is $6.50 a slice, $36 for a whole 9-inch cake, $55 for 11 inches; 55a Spring Street (Lafayette Street), (212) 343-2253.
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Lisboa mexe,
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o mundo é grande
16 junho 2010
um chá no deserto II

regresso com as mãos mais humildes.
privilegiada a partir do momento que respiro a nossa brisa Atlântica, Lisboa recebe--me com suavidade, enquanto abandono a pele gasta de calor intenso. sem saudade, liberto-me dos 48º com 75% de humidade ou dos tórridos 53º que apanhei no deserto. no regresso ao passado, recordo-me que quando parti com o nome de um post que homenageava um dos filmes que mais gosto de Bertolucci, estava longe de imaginar que encarnaria o desespero de Malkovich em terras ‘emiratis’. na vontade do regresso, transportei na mala a confirmação do nosso papel no mundo e a ternura com que recordo todos os que constroem a tristeza das cidades inquebráveis.
e se o plástico demora anos a desfazer-se na natureza, os sorrisos livres dos povos mais nobres com que me cruzei – e homenageio a Índia, o Sri Lanka, o Paquistão, o Egipto, e as abençoadas Filipinas – paralizam-me na frase de um dos poetas desta cidade. a partilhar em breve em linhas 'fora de série'.
privilegiada a partir do momento que respiro a nossa brisa Atlântica, Lisboa recebe--me com suavidade, enquanto abandono a pele gasta de calor intenso. sem saudade, liberto-me dos 48º com 75% de humidade ou dos tórridos 53º que apanhei no deserto. no regresso ao passado, recordo-me que quando parti com o nome de um post que homenageava um dos filmes que mais gosto de Bertolucci, estava longe de imaginar que encarnaria o desespero de Malkovich em terras ‘emiratis’. na vontade do regresso, transportei na mala a confirmação do nosso papel no mundo e a ternura com que recordo todos os que constroem a tristeza das cidades inquebráveis.
e se o plástico demora anos a desfazer-se na natureza, os sorrisos livres dos povos mais nobres com que me cruzei – e homenageio a Índia, o Sri Lanka, o Paquistão, o Egipto, e as abençoadas Filipinas – paralizam-me na frase de um dos poetas desta cidade. a partilhar em breve em linhas 'fora de série'.
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na ponta dos dedos,
no abraço ao Atlântico
21 maio 2010
na impossibilidade da imaginação concretizada
não foi há muito tempo que escrevi este post. na impossibilidade da imaginação concretizada, a salvação chegou-me através de uma viagem de CS-HGH, um helicóptero do TTC Group. A acção colocou Lisboa a meus pés numa manhã bem passada em Tires, com acções da Nespresso, Montblanc, e o exemplar serviço da Cateri. Em breve numa das minhas páginas sobre o abraço a esta cidade.
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Um lugar para viver
11 maio 2010
14 abril 2010
um lugar para viver

a história 'Away we go' de Sam Mendes transportou-me ao passado, no dia em que me lembro de ter chegado a Lisboa - vivia na Grécia - abraçada a um 'start again' e ter atirado sessenta caixas (ou o meu sublime legado) para dentro de um armazém. a pergunta mais válida, apenas esta: 'quando e onde voltaria a encontrar-me com os meus objectos e os meus amigos silenciosos?
lembro-me que bati com a porta, abandonando o armazém com o objectivo determinado de um dia, voltar a marcar o número de telefone da empresa de mudanças. nesses dias distantes lembro-me do pensamento que me movia: aconteça o que acontecer, terá de ser contruído com paixão. nada de prostituições em função de um alcance mais rápido aos objectos. sim, hoje apenas me movo abraçada à liberdade. sem medo, o dinheiro (essa palavra que verbalizo, consciente de que é apenas uma energia que está neste mundo para nos servir), aparece sempre para voltar a erguer o castelo. e confesso-vos que muitas vezes ainda me espanto com os frutos duma árvore que nunca se deixou podar pelo medo.
na senda dos riscos que cumpri durante a vida, muitas vezes me cruzo com histórias e pessoas que vivem sem redes, como eu. e os filmes de Sam Mendes obrigam-me sempre a confrontar capítulos do passado. 'American Beauty' ou 'Revolutionary Road' já tinham marcado encontro com algumas gavetas da memória. em 'Away we go' não me posso esquecer da imagem final do filme (e não revelarei pormenores para não estragar surpresas) o olhar final de duas pessoas que testemunham 'o elogio do amor' de Miguel Esteves Cardoso.
nunca precisei de colar um itinerário dentro de nenhum dos meus casacos, mas sei que muitas vezes apenas tomamos consciência das nossas imagens passadas nas histórias dos outros. o espelho foi muito próximo: a emoção e a incompreensão na expressão de Verona (Maya Rudolph) e a surpresa serena de Burt (John Krasinski), tudo numa imagem que faz esquecer qualquer cartão a fazer de vidro, ou o frio que um dia entrou através de uma janela partida.
mais aqui e aqui.
08 abril 2010
a cidade branca

finalmente apanhei o Dans la Ville Blanch do Alain Tanner na Fnac. a fita captada pela fotografia de Acácio de Almeida é filmada em Lisboa e co-produzido com Paulo Branco.
o argumento reflecte a solidão e a inconstância de um homem que se perde nas velhas ruas da zona ribeirinha de Lisboa, onde vive um inconsequente amor com uma 'rapariga de alma itinerante'. o envolvente e sensível drama sentimental, eleva a nossa cidade branca que se assume mais como personagem do que como cenário.
um mecânico naval - Bruno Ganz (o anjo do meu idolatrado Wings of Desire de Wim Wenders) - chega a Lisboa a bordo de uma 'fábrica flutuante' e também é um dos viajantes de Bertolucci quando decide ficar na nossa cidade.
na história um relógio anda em sentido inverso, que nas palavras de Rosa - Teresa Madruga - não é mais do que um relógio correcto num 'mundo ao contrário'. os silêncios e a solidão do homem são brancos, num cenário que mostra uma Lisboa decadente (estamos em plenos anos oitenta) com a salvação dos táxis serem ainda pretos e verdes.
o homem viajante deambula pela cidade, é um desertor e nas suas palavras
e o 'tempo desfaz-se', numa fita que testemunha a história cénica da minha cidade.
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29 março 2010
GQ l Pelas ruas da cidade

Na excelência do Sul
Sim, sou humilde suficiente para saber que é um desafio descrever por palavras o Vila Joya. Um hotel de charme encantador, com o único restaurante com duas estrelas Michelin, isso já se sabe. Mas o hotel boutique é muito mais que isso e só quem vive a experiência, percebe o que tento partilhar por estas linhas. Uma segunda casa, uma casa de amigos onde somos acolhidos com imenso carinho e elegância. E seja pela serenidade da Joy, proprietária do hotel, seja pela simpatia do Diego que nos recebe como ninguém, pela eficiência do Paulo ou do Marco que se destacam na sala de jantar, o Vila Joya são pessoas, as pessoas que fazem acontecer um dos mais bem escondidos paraísos atlânticos. O Internacional Gourmet Festival – Trubute to Cláudia (mãe da proprietária que um dia sonhou este hotel) voltou a acontecer no primeiro mês do ano e confirmou toda a dedicação e beleza que a Vila Joya me habituou. A rendição foi sublime e na memória partilho do dia inaugural, o Fígado de ganso com rui barbo e framboesa e o Esparguete de atum com pêra abacate e gengibre. No segundo dia com o tema Kochina & friends, o robalo com alcachofras e trufas de Périgord por Nicolas Isnard, a delícia Nespresso por Peter Schachermayer e a bola de açúcar criola com espuma de chocolate Jivara e gelado de tâmaras por Kochina. Ao terceiro dia subi ao céu, pela exuberância da selecção de Tomates verde, vermelho e amarelo, da autoria de Dani Garcia. Para salvação dos ponteiros da balança o Festival já acabou, mas para o restante ano dourado, o Vila Joya guarda como um tesouro, não apenas o chefe Kochina, ou um hotel com uma equipa notável, mas o mais distinguido manjar dos deuses com uma vista deslumbrante, sempre sobre águas do Sul.
Vila Joya
Praia da Galé, Albufeira
Tel. 289 591 795
www.vilajoya.com
Restaurante Vila Joya 12h – 15h30 e 19h – 24h
A cidade pulsa
'Uma cidade pode ser um coração'. Albano Martins escreveu a frase e eu assino por baixo, quando se fala da cidade do Porto. Na extensão de uma cidade cada vez mais apetecível, consegui finalmente comprovar a fama de um dos mais badalados restaurantes do Porto. Distinguido pela Wallpaper como dos cinco melhores novos restaurantes do Mundo, o restaurante, que é também um cocktail bar e um salão de chá, foi o único representante português do top five de finalistas do concurso 'Best New Restaurant'. A competição passou pelo Tegui de Buenos Aires, o Terzo Piano de Chicago, o DamUm de Seul, e o Kaá de São Paulo que conseguiu o lugar vencedor. E sim, mais uma vez comprovo que o Porto ganha a passos largos à capital no que toca a restauração. Porquê? Pela sofisticação. O projecto de interiores Paulo Lobo marca muitos pontos neste cartão-de-visita da cidade. E se o Porto me surpreende sempre, não tenho dúvida que a qualidade é enaltecida pela simpatia natural de quem lá habita. A juntar ao ambiente e serviço extraordinários, a carta é bem representada, com sugestões de influência portuguesa a passar também pelos risotos ou a carta de sushi. Mas é na hora do chá que atribuo a nota vinte a um dos espaços mais trendy do Porto. A qualidade extraordinária dos scones, da pastelaria diversa e dos salgados miniatura, acompanhados de uma completa lista de chás que vão desde o Japão, Vietman, China, Formosa, China ou Índia confirmaram-me que este é sem qualquer dúvida o melhor chá que já provei em Portugal.
Buhle
Avenida Montevideu, 810 Porto
Tel. 22 010 9929
www.buhle.pt
Todos os dias das 12h30 – 15h30 e das 20h – 00h
Sex e Sáb encerra às 00h30
Chá das cinco €10
Chá das cinco Buhle €15
O esgotado é o mais apetecido
A edição especial é irresistível e difícil de encontrar, mas quem me conhece sabe que raramente me cruzo com a palavra 'impossível'. Na versão Rose Imperial a cor incandescente do Moët & Chandon eleva-se pelo o aroma dos morangos, das framboesas e pelas passas de corintos vermelhos, fundidas pela frescura do espinheiro e leves notas de pimenta. Na extensão da sensualidade da especiaria, ainda duas flutes e um par de dados para estender a imaginação.
Moët & Chandon Rose Imperial
Wine O'Clock
Rua Joshua Benoliel, 2B Lisboa
Tel. 21 383 3237
Rua de Sousa Aroso, 297, Matosinhos
Tel. 22 936 3127
www.wineoclock.com.pt
www.moet.com
Seg a Sáb 10h 20h30
€106,85
Sim, sou humilde suficiente para saber que é um desafio descrever por palavras o Vila Joya. Um hotel de charme encantador, com o único restaurante com duas estrelas Michelin, isso já se sabe. Mas o hotel boutique é muito mais que isso e só quem vive a experiência, percebe o que tento partilhar por estas linhas. Uma segunda casa, uma casa de amigos onde somos acolhidos com imenso carinho e elegância. E seja pela serenidade da Joy, proprietária do hotel, seja pela simpatia do Diego que nos recebe como ninguém, pela eficiência do Paulo ou do Marco que se destacam na sala de jantar, o Vila Joya são pessoas, as pessoas que fazem acontecer um dos mais bem escondidos paraísos atlânticos. O Internacional Gourmet Festival – Trubute to Cláudia (mãe da proprietária que um dia sonhou este hotel) voltou a acontecer no primeiro mês do ano e confirmou toda a dedicação e beleza que a Vila Joya me habituou. A rendição foi sublime e na memória partilho do dia inaugural, o Fígado de ganso com rui barbo e framboesa e o Esparguete de atum com pêra abacate e gengibre. No segundo dia com o tema Kochina & friends, o robalo com alcachofras e trufas de Périgord por Nicolas Isnard, a delícia Nespresso por Peter Schachermayer e a bola de açúcar criola com espuma de chocolate Jivara e gelado de tâmaras por Kochina. Ao terceiro dia subi ao céu, pela exuberância da selecção de Tomates verde, vermelho e amarelo, da autoria de Dani Garcia. Para salvação dos ponteiros da balança o Festival já acabou, mas para o restante ano dourado, o Vila Joya guarda como um tesouro, não apenas o chefe Kochina, ou um hotel com uma equipa notável, mas o mais distinguido manjar dos deuses com uma vista deslumbrante, sempre sobre águas do Sul.
Vila Joya
Praia da Galé, Albufeira
Tel. 289 591 795
www.vilajoya.com
Restaurante Vila Joya 12h – 15h30 e 19h – 24h
A cidade pulsa
'Uma cidade pode ser um coração'. Albano Martins escreveu a frase e eu assino por baixo, quando se fala da cidade do Porto. Na extensão de uma cidade cada vez mais apetecível, consegui finalmente comprovar a fama de um dos mais badalados restaurantes do Porto. Distinguido pela Wallpaper como dos cinco melhores novos restaurantes do Mundo, o restaurante, que é também um cocktail bar e um salão de chá, foi o único representante português do top five de finalistas do concurso 'Best New Restaurant'. A competição passou pelo Tegui de Buenos Aires, o Terzo Piano de Chicago, o DamUm de Seul, e o Kaá de São Paulo que conseguiu o lugar vencedor. E sim, mais uma vez comprovo que o Porto ganha a passos largos à capital no que toca a restauração. Porquê? Pela sofisticação. O projecto de interiores Paulo Lobo marca muitos pontos neste cartão-de-visita da cidade. E se o Porto me surpreende sempre, não tenho dúvida que a qualidade é enaltecida pela simpatia natural de quem lá habita. A juntar ao ambiente e serviço extraordinários, a carta é bem representada, com sugestões de influência portuguesa a passar também pelos risotos ou a carta de sushi. Mas é na hora do chá que atribuo a nota vinte a um dos espaços mais trendy do Porto. A qualidade extraordinária dos scones, da pastelaria diversa e dos salgados miniatura, acompanhados de uma completa lista de chás que vão desde o Japão, Vietman, China, Formosa, China ou Índia confirmaram-me que este é sem qualquer dúvida o melhor chá que já provei em Portugal.
Buhle
Avenida Montevideu, 810 Porto
Tel. 22 010 9929
www.buhle.pt
Todos os dias das 12h30 – 15h30 e das 20h – 00h
Sex e Sáb encerra às 00h30
Chá das cinco €10
Chá das cinco Buhle €15
O esgotado é o mais apetecido
A edição especial é irresistível e difícil de encontrar, mas quem me conhece sabe que raramente me cruzo com a palavra 'impossível'. Na versão Rose Imperial a cor incandescente do Moët & Chandon eleva-se pelo o aroma dos morangos, das framboesas e pelas passas de corintos vermelhos, fundidas pela frescura do espinheiro e leves notas de pimenta. Na extensão da sensualidade da especiaria, ainda duas flutes e um par de dados para estender a imaginação.
Moët & Chandon Rose Imperial
Wine O'Clock
Rua Joshua Benoliel, 2B Lisboa
Tel. 21 383 3237
Rua de Sousa Aroso, 297, Matosinhos
Tel. 22 936 3127
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