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28 março 2012

Porto, o Melhor Destino Europeu 2012



notícia estrondosa aqui.
e se a Lisboa na ponta dos dedos se estendesse ao Porto? Gostam da ideia?

07 junho 2011

GQ l o homem que mudou o Porto


O marcante percurso de Paulo Lobo conta já com vinte cinco anos de carreira e é com certeza também à sua assinatura que se deve a velocidade do bom crescimento de muitos dos espaços de lazer do Porto. A ele se devem muitos dos interiores extraordinários de restaurantes como o Buhle – aclamado pela revista Wallpapper – o Shis ou o Cafeina. Ainda o Porto Palácio Hotel, o recente bar Twin’s na Baixa, o Faz Gostos ou o recém inaugurado Solar do Vinho do Porto em Lisboa.



O céu rasgava-se a tons de cinzento e azul sustentado pela beleza da Alfandega do Porto. Mesmo em frente ao edifício com o mesmo nome e que receberia o Portugal Fashion nesses dias, Paulo Lobo recebeu-me no seu novo atelier. O chão move-me os passos sobre as pedras da rua e toco à campainha. A porta abre-se sobre as arcadas e descubro a imensidão do antigo armazém de químicos que Paulo Lobo recuperou em imaculados tons de branco. Os tijolos de alvenaria postos a salvo mantêm o pulsar do edifício e nesta grande entrada somos captados pelo espaço vazio mas que nos convida a um outro mundo, onde todas as formas terão liberdade para se desenvolverem sem mácula. Uma parede de toros de madeira do lado direito contrastam com a pureza do espaço e se numa primeira impressão poderíamos imaginar uma sensação de frio, os troncos terão o seu fim destinado à lareira da sala de estar do primeiro andar, onde Paulo Lobo tanto gosta de estar sempre que pode entregar-se aos seus momentos mais serenos.
As escadas conduzem-me à sala de estar. Um canapé de artesanato urbano tailandês salta à vista na imensidão do branco. Em folhas de ananás de várias cores o canapé pelas suas formas e explosões de cores enche o espaço que contrasta com os candeeiros Royal da marca espanhola Dad, que já fazem parte da assinatura do designer. Um espelho, uma poltrona um sofá e um candeeiro da holandesa Moooi cobrem o espaço de peças únicas, singulares.
Paulo Lobo recebe-me com a simplicidade discreta que define a sua personalidade e é na sua sagrada sala de reuniões que iniciamos a viagem aos seus vinte e cinco anos de carreira, folheando revistas que atravessam continentes e que em caracteres asiáticos falam bem do seu trabalho. A equipa projecta e trabalha numa sala forrada a livros e catálogos presentes na luz que chega da margem do rio.

Os telefones não param de tocar. Paulo Lobo foi convidado para tomar conta dos interiores do lindo edifício da Alfandega que inaugurará nessa noite o Portugal Fashion. Gruas espreitam às janelas para descarregar materiais para a grande noite. Continuamos a nossa conversa atravessando a rua. “A entrada é resistente até a Muammar Kadafi” confessa-me a rir enquanto me explica todo o conceito da entrada com muros de sacos de serapilheira. “Tínhamos pouco tempo e foi o possível para criar forte impacto a baixo custo”. O resultado é surpreendente e as luzes à noite iluminarão o mais importante evento de moda na cidade do Porto. Percorremos vários espaços até chegar à sala do primeiro andar que exibirá o desfile da dupla Alves Gonçalves nessa noite. O efeito é cénico. Simplicidade e materiais ligados à natureza constroem a boca de cena. Desta vez e por irreverência “irei sentar os VIP’s em sacos de serapilheira e darei as almofadas às filas comuns”. O mesmo irá acontecer na passerelle, que “será de madeira tal como as estruturas que cruzam os troncos ao alto”. Observo a equipa imensa de um lado para o outro e questiono sobre as horas que faltam para a inauguração. “Vai estar pronto, esta equipa trabalha bem”.

Numa manhã que se transforma em chamadas de Sol rasgamos agora as ruas do Porto até ao seu novo projeto, a Lobo Taste. No caminho Paulo vai partilhando a sua cidade, a qual defende que “é uma morada onde se sabe receber, sabe-se trabalhar e sabe-se fazer”. No Palácio das Artes - Fábrica de Talentos, num edifício histórico da Baixa um enorme selo de Paulo Lobo estampa o edifício. Em co-autoria com a sua mulher Paula, Paulo Lobo eleva o design português com produtos que além da sua assinatura nos transportam ao valor do artesanato português aplicado a formas minimalistas. Mais um bom exemplo do projeto humanidade, espalhados num edifício de dois pisos de pé direito muito alto e que transpira uma nova dimensão do nosso artesanato. Trazidos de todo o país, de Norte a Sul, nos produtos é possível ver os tradicionais cestos de palha agora com uma tampa metalizada. A coleção completa-se com chapéus de feltro e de palhinha, mantas, tabuleiros, candeeiros, jarras de vidro em vias de extinção da Marinha Grande, caixas de madeira, ou os famosos candeeiros de estante Bibliotek à espera de nova reedição, tal foi o sucesso que tiveram. Ainda há espaço para peças internacionais como o Wooden Rádio da Indonésia. “It takes 16 hours to create a fine rádio” que ajudam a população de Temaggung no centro de Java. Na sua companhia um candeeiro de leitura dinamarquês que respira a simplicidade de todo este projeto ao gosto de Paulo Lobo.

À hora de almoço atravessamos a rua. No largo de São Domingos espera-nos o seu mais recente projeto, o Tea Point, um ponto de encontro para o chá mas também para refeições do dia. Como filha de um alfarrabista a pergunta salta-me à vista: “porque estão a lombadas dos livros nas prateleiras ao contrário?” São estes pormenores, sempre inesperados e provocantes que constroem a assinatura de Paulo Lobo. A imagem reflecte-se num tom de marfim imaculado pelas folhas das páginas na curiosidade de procurar as lombadas escondidas, assim como nos enormes cadernos para as crianças desenharem e escreverem no fundo da sala. Há chá e scones mas há também sopa do dia, tarte de batata com chévre e salada e mousse de chocolate caseira. A trezentos quilómetros e a celebrar sessenta e cinco anos de existência, o Solar do Vinho do Porto, em Lisboa. Um azul forte abraçam os azulejos do século XVIII na sala de provas ou um verde inglês no salão principal foram as escolhas para fazer deste espaço à beira do Chiado também uma morada para encontro entre amigos.

Muita coisa inspira as criações de Paulo Lobo, “música, moda, craft e handmade, mas sobretudo a cidade”. No grande sentido de missão é urgente “renovar, actualizar, saber utilizar a mão-de-obra e as técnicas artesanais sem nunca descuidar a essência da alma original”. Talvez por isso se sinta fascinado com “a tranquilidade do Douro ou da Costa Alentejana”. Sobre os seus projetos “contidos, charmosos mas sempre provocantes” confessa-me que o “envolvimento é sempre emocionante, e há projetos perfeitos… quando o cliente é perfeito”. Os seus momentos mais puros vive-os em Paço no Norte de Portugal, enquanto os seus espaços de Lisboa e Porto, se inundam de pessoas que se encontram para testemunhar a imensidão prodigiosa da sua criatividade.



artigo Publicado na GQ de Julho 2011

01 abril 2011

05 janeiro 2011

o Porto tira-me do sério



é verdade. eu adoro a minha cidade, mas a verdade é que ir ao Porto é tão interessante como ir a Berlim. 'in Braga they pray, in Porto they work, in Coimbra they study, in Lisbon they spend and in the Alentejo they sleep'. são as palavras de Mary Lussiana no How to spend it do Financial Times.
mais aqui.

28 setembro 2010

Porto, a cidade que incendeia


‘seus olhos – se eu sei pintar o que os meus olhos cegou – não tinham luz de brilhar, era chama de queimar; e o fogo ateou vivaz, eterno, divino, como facho do destino. divino, eterno! – e suave ao mesmo tempo: mas grave e de tão fatal poder, que, um só momento que a vi, queimar toda alma senti… nem ficou mais de meu ser, senão a cinza em que ardi’.




Com as intensas palavras de Almeida Garrett regresso ao Porto feliz pelas futuras descobertas. E quando o escrevo não o faço apenas por ser mais uma das nossas mais bonitas cidades, mas porque sempre que toco o postal do Porto apaixono-me de olhos abertos pela proximidade das margens do rio, ou por um dos finais de tarde mais bonitos do mundo.
Numa das ruas mais interessantes da Baixa Portuense, onde se exibe o café da Brasileira e depois de cento e vinte e dois anos do incêndio no desaparecido Teatro Barquet, o Hotel Teatro que ocupa o mesmo espaço estende a Rua Sá da Bandeira a um acto onde os panos se abrem ao primeiro design hotel da cidade e a um Porto cada vez mais extraordinário. Altivo, o projecto arquitectónico tem um traço contemporâneo sem ferir a estética dos edifícios da Baixa e os interiores intimistas a cargo da sempre surpreendente Nini Andrade Silva, preservam a alma de uma morada que homenageia o mundo do espectáculo. E na importância de que as cidades serão sempre as pessoas, o Hotel Teatro recebe as minhas palmas pela equipa, que mesmo com setenta e quatro quartos, não se desprende da missão do acolhimento familiar e a simpatia que se move vestida de tecidos fluidos. O restaurante ‘Palco’ candidata-se a ter o mesmo movimento que em Lisboa encontro na Brasserie do Hotel Tivoli ou no Flores do Hotel do Bairro Alto. E com a mais-valia de um restaurante que já conquistou o centro da cidade, o hotel ilumina-se em detalhes deliciosos, ao lado do poema de Garrett gravado na porta de entrada: o ‘lobby’ lembra-me antigas bilheteiras de cinema e o imponente espelho de do lavabo da recepção transportam-me a um espelho de camarim. Divididos em Gallery, Tribune, Audience, Suite Junior ou Suite, destaco os trinta e sete metros quadrados do Audience pela dinâmica estética do quarto e as suites onde banheiras com pés sugerem banhos espectaculares. O Hotel tem ainda um ginásio com uma vista agradável para as ruas da cidade e um terraço situado no coração do edifício, que além de ser mais uma homenagem à natureza artística do hotel, elevam a expressividade do teatro. Numa morada onde vale a pena pagar para ver e sentir, o Hotel Teatro não é nada menos do que mais ‘um fósforo para o milagre do fogo’, numa cidade onde me sinto sempre incendiada.
Hotel Teatro
Rua Sá da Bandeira, 84 Porto
Tel. 220 409 620
http://www.hotelteatro.pt/

‘A cidade também nos constrói e nos dá sentido’
Incendiada ainda pela estética e pela poesia é agora urgente descobrir o Porto, uma cidade que me fascina pelo entusiasmo assertivo e ambicioso, na construção de espaços sempre tão singulares. Estou em cima da hora para almoçar com o amigo senhor, que em tempos entrevistava por estas páginas e na correria das saudades chego a tempo à acolhedora Taberna do Bonjardim, na rua do mesmo nome.


Caixas de vinho em madeira a revestir a parede, pratos pendurados, cores, quadros e candeeiros a evocar outras épocas, ou escritos a giz sobre lousa, acompanham a variedade de petiscos caseiros num serviço que demorado se revela compensadoramente atencioso, não estivéssemos nós na terra da simpatia.
Solto-me de seguida pelas ruas da cidade e consigo finalmente entrar na Casa de Ló na Travessa da Cedofeita. Com tantas tentativas passadas de a encontrar aberta, jamais estaria preparada para a desilusão da viagem, ao descobrir um potencial imenso entregue ao desmazelo das vitrinas, à falta de produto ou ao ar sujo da apresentação da loja. Um espaço soberbo e carismático onde se pode comprar o mítico Pão-de-ló da Casa Margaride, distraiem a minha exigência pelas nossas queridas cidades e fazem-me oferecer os meus gratuitos serviços de consultoria, em proveito de gestos tão simples como elevar ao máximo um espaço que tem para ser extraordinário. Saio triste e no mergulho nas minhas notas e destinos procuro ansiosa a esquina da Rua da Conceição com o Largo Mompilher. Encontro o Café Candelabro, que nasceu num antigo alfarrabista e que em homenagem à vida do meu pai dedicada aos livros, me devolve as emoções felizes ao deliciar-me com o chão preservado, os livros espalhados pelo café ou as montras muito bem conseguidas, onde máquinas de escrever glorificam o nome do meu blog.



Cheio de portuenses que relaxam e gozam o ‘wireless’ oferecido entre torradas e compotas, cadeiras vintage, estantes com livros de fotografia, cinema, teatro ou artes plásticas fazem-me beijar de coração cheio a magia do Porto.
Na continuidade da elevação das palavras, elevo-me no testemunho de Helder Pacheco, no Café 3C.E se ‘o Porto, cidade, somos nós, as pessoas, (mais a nossa cultura, que construiu e lhe deu sentido), a cidade somos nós, com a memória que dela mantemos e a asa de futuro que queremos para ela’.


Rendo-me assim a uma cidade profunda e cosmopolita, onde um restaurante bar se revela através de antigos contentores de carga e frases soltas nas paredes. Marco o encontro sempre obrigatório com a Livraria Lello na Rua das Carmelitas e por boa energia apanho aberto a meio da tarde o bar ‘Era uma vez no Porto…’, que no meio de livros e paredes forradas a papel revelam uma prometedora atmosfera alternativa.


Ainda à procura da memória de outros tempos, desloco-me agora para o primeiro andar do número vinte da Rua Galeria de Paris, para descobrir o que a Catarina Portas fez por cá. Linda a loja como seria de esperar (obrigada Catarina pela mestria com que propões o carisma de Portugal ao mundo), saí determinada a escrever nestas linhas, a minha opinião sobre os Armazéns Fernandes Mattos, que antecedem o rés-do-chão e são passagem obrigatória à Vida Portuguesa.



Não sou complacente com a fraca escolha de selecção do artesanato e com toda a ousadia atrevo-me a sugerir que ofereçam de bandeja o vosso piso térreo à loja de cima. Tenho dito. Haja então ainda tempo, para tratar da minha irritação no Café da Galeria de Paris enquanto se toca piano ao vivo. Somos poucos a esta hora do dia e talvez por isso as velharias e brinquedos que se exibem nas vitrinas do café bar (que é já uma cartão-de-visita do Porto) me transportam a uma viagem por momentos sem regresso: esta cidade é um espanto.


Na procura de mais beleza e na direcção do bairro da arte ganho a viagem, quando descubro que a Rota do Chá ocupa agora o edifício todo ou que as roupas do Quarto de Cima trocaram o primeiro andar da Casa Almada pelo bairro da Miguel Bombarda.





Ainda a tempo de acompanhar esta cidade onde a cada bom dia me chamam de ‘menina’ remato com chave de ouro na Ribeira, com um jantar descontraído no Pimm’s. A espontaneidade de uma cidade do mundo recorda-me os meus três anos de vida em Amesterdão quando uma mesa de holandeses pergunta-me pelo Porto oferecendo-lhes a sorte grande.


Abandono o cenário da cidade, num restaurante com um serviço raro nos dias de hoje, onde o ambiente de brancos escandinavos e um bacalhau com broa extraordinário me confirmam a gratidão de voltar muitas vezes a esta cidade. Despeço-me com saudades das românticas gaivotas nos Aliados e na eloquência das palavras de Pacheco memorizo que ‘a cidade é um grande, um vasto objecto das emoções dos sonhos, ternuras e desesperos que fazem a vida. Um lugar onde nascemos ou vivemos, a cidade também nos constrói e nos dá sentido e por isso deveria ser cuidada (…) com amor’.
No caso do Porto, não há margem para dúvidas.

moradas
3C Café Club
Rua Cândido dos Reis, 118 Porto
Tel. 222 018 247
www.clube3c.pt
A Vida Portuguesa
Rua Galeria de Paris 20, 1º Porto
Tel. 22 202 2105
www.avidaportuguesa.blogspot.com
Café Candelabro
Rua da Conceição, 3 Porto
Tel. 96 698 4250
www.cafecandelabro.com
Casa de Ló
Travessa de Cedofeita 20A, Porto
Era uma vez no Porto…
Rua das Carmelitas, 162, 1º Porto
Tel. 222 022 240
Galeria de Paris
Rua Galeria de Paris, 56 Porto
Tel. 934 210 792
Pimm's Café Restaurante
Rua Infante Dom Henrique, 95 R/C Porto
Tel. 222 015 172
www.pimms.com.pt
Quarto de Cima
Rua do Rosário, 154 Porto
Tel. 222 010 149
Rota do Chá
Rua Miguel Bombarda, 457 Porto
Tel. 220 136 726 / 914 394 027
www.rotadocha.pt
Taberna do Bonjardim
Rua do Bonjardim, 450 Porto
Tel. 222 013 560

02 setembro 2010

qual Roma qual quê?


A minutos de fechar os conteúdos do Porto e que partilharei em breve numa das minhas páginas sobre a cidade, não queria deixar de iniciar o dia com a alegria deste postal. Já sabem que abomino 'franchisings' e que a presença de um Caffè di Roma incomodou a minha passagem pelo Rato nos últimos anos. E observando a fatia da minha biblioteca, dedicada a cafés desaparecidos, não aceito nas minhas cidades cafés nem de Roma nem de lado nenhum. Fomos em tempos um país de tertúlias e a manutenção dos cafés desaparecidos manteria ainda mais viva um dos mais importantes legados culturais do nosso país, a literatura. Na salvação das memórias seria injusta se não agradecesse o postal do dito café italiano, em plena Rua Sá da Bandeira, em frente ao hotel onde tive o privilégio de ficar no Porto. Vá lá... desta vez houve o bom senso de modernizar 'a coisa'. E remato com a palavra de ordem, no caso de dúvida, o melhor é não fazerem nada.

30 agosto 2010

Porto alto


regresso à minha cidade inundada da excelência a que o Porto me elevou. tudo isso e a extensão de um orgulho maior, não apenas pelas novas moradas que trago comigo, mas pela dádiva das margens da ribeira, onde num postal de fim de tarde poderia morrer abraçada a um dos cenários mais bonitos do mundo.

26 agosto 2010

é cool é


esta cidade comove-me. nesta terra de cinzentos visionários, 'a cidade é um grande, um vasto objecto das emoções dos sonhos, ternuras e desperos que fazem a vida'.
em breve numa das minhas páginas sobre a cidade.

14 abril 2010

o Porto é cool. ponto.



'entre sexta e domingo próximos, diversas lojas de comércio tradicional da cidade vão disponibilizar as suas montras à criatividade e intervenção de alguns dos mais promissores e talentosos artistas portuenses. 'Troca-se por Arte' é o nome deste projecto que pretende promover a vivência da cidade através desta interligação e complementaridade entre a arte, a arquitectura e a dinamização comercial'.
mais aqui.

viajantes que tocam

já não me lembro de quando divulguei neste blog a ideia genial da Move On Entertainment. já experimentada noutras cidades como Estocolmo e Milão, a boa notícia é que desta vez a 'escada piano' vai ser colocada no Porto, na estação de Metro do Bolhão. bravo.

29 março 2010

GQ l Pelas ruas da cidade



Na excelência do Sul
Sim, sou humilde suficiente para saber que é um desafio descrever por palavras o Vila Joya. Um hotel de charme encantador, com o único restaurante com duas estrelas Michelin, isso já se sabe. Mas o hotel boutique é muito mais que isso e só quem vive a experiência, percebe o que tento partilhar por estas linhas. Uma segunda casa, uma casa de amigos onde somos acolhidos com imenso carinho e elegância. E seja pela serenidade da Joy, proprietária do hotel, seja pela simpatia do Diego que nos recebe como ninguém, pela eficiência do Paulo ou do Marco que se destacam na sala de jantar, o Vila Joya são pessoas, as pessoas que fazem acontecer um dos mais bem escondidos paraísos atlânticos. O Internacional Gourmet Festival – Trubute to Cláudia (mãe da proprietária que um dia sonhou este hotel) voltou a acontecer no primeiro mês do ano e confirmou toda a dedicação e beleza que a Vila Joya me habituou. A rendição foi sublime e na memória partilho do dia inaugural, o Fígado de ganso com rui barbo e framboesa e o Esparguete de atum com pêra abacate e gengibre. No segundo dia com o tema Kochina & friends, o robalo com alcachofras e trufas de Périgord por Nicolas Isnard, a delícia Nespresso por Peter Schachermayer e a bola de açúcar criola com espuma de chocolate Jivara e gelado de tâmaras por Kochina. Ao terceiro dia subi ao céu, pela exuberância da selecção de Tomates verde, vermelho e amarelo, da autoria de Dani Garcia. Para salvação dos ponteiros da balança o Festival já acabou, mas para o restante ano dourado, o Vila Joya guarda como um tesouro, não apenas o chefe Kochina, ou um hotel com uma equipa notável, mas o mais distinguido manjar dos deuses com uma vista deslumbrante, sempre sobre águas do Sul.
Vila Joya
Praia da Galé, Albufeira
Tel. 289 591 795
www.vilajoya.com
Restaurante Vila Joya 12h – 15h30 e 19h – 24h

A cidade pulsa
'Uma cidade pode ser um coração'. Albano Martins escreveu a frase e eu assino por baixo, quando se fala da cidade do Porto. Na extensão de uma cidade cada vez mais apetecível, consegui finalmente comprovar a fama de um dos mais badalados restaurantes do Porto. Distinguido pela Wallpaper como dos cinco melhores novos restaurantes do Mundo, o restaurante, que é também um cocktail bar e um salão de chá, foi o único representante português do top five de finalistas do concurso 'Best New Restaurant'. A competição passou pelo Tegui de Buenos Aires, o Terzo Piano de Chicago, o DamUm de Seul, e o Kaá de São Paulo que conseguiu o lugar vencedor. E sim, mais uma vez comprovo que o Porto ganha a passos largos à capital no que toca a restauração. Porquê? Pela sofisticação. O projecto de interiores Paulo Lobo marca muitos pontos neste cartão-de-visita da cidade. E se o Porto me surpreende sempre, não tenho dúvida que a qualidade é enaltecida pela simpatia natural de quem lá habita. A juntar ao ambiente e serviço extraordinários, a carta é bem representada, com sugestões de influência portuguesa a passar também pelos risotos ou a carta de sushi. Mas é na hora do chá que atribuo a nota vinte a um dos espaços mais trendy do Porto. A qualidade extraordinária dos scones, da pastelaria diversa e dos salgados miniatura, acompanhados de uma completa lista de chás que vão desde o Japão, Vietman, China, Formosa, China ou Índia confirmaram-me que este é sem qualquer dúvida o melhor chá que já provei em Portugal.
Buhle
Avenida Montevideu, 810 Porto
Tel. 22 010 9929
www.buhle.pt
Todos os dias das 12h30 – 15h30 e das 20h – 00h
Sex e Sáb encerra às 00h30
Chá das cinco €10
Chá das cinco Buhle €15

O esgotado é o mais apetecido
A edição especial é irresistível e difícil de encontrar, mas quem me conhece sabe que raramente me cruzo com a palavra 'impossível'. Na versão Rose Imperial a cor incandescente do Moët & Chandon eleva-se pelo o aroma dos morangos, das framboesas e pelas passas de corintos vermelhos, fundidas pela frescura do espinheiro e leves notas de pimenta. Na extensão da sensualidade da especiaria, ainda duas flutes e um par de dados para estender a imaginação.
Moët & Chandon Rose Imperial
Wine O'Clock
Rua Joshua Benoliel, 2B Lisboa
Tel. 21 383 3237
Rua de Sousa Aroso, 297, Matosinhos
Tel. 22 936 3127
www.wineoclock.com.pt
www.moet.com
Seg a Sáb 10h 20h30
€106,85