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01 agosto 2008

caminhos de silêncio


homens e deuses vivem no mesmo prédio
e por vezes encontram-se na escada.
Jean Cocteau

odisseia do talento



"se o nacionalismo é ter ódio ao que é dos outros,
o patriotismo é ter amor ao que é nosso".

hoje vesti-me de atlântico
e engrandeci a palavra inconformista.

dizias tu do vento?

31 julho 2008

Descobrir l um perfil mais dourado


clique na imagem ou aqui nas páginas 16 e 17.

para reencontros estivais


clique na imagem ou aqui na página 15.

29 julho 2008

O Senso e a Cidade l Sushi Garden


aqui página 6 ou

Ser empreendedor nunca foi fácil em Portugal. Confirmo a frase porque o sonho de ter a criarte, um projecto que divulga a língua portuguesa sempre foi um enorme desafio.

No que toca a Lisboa, numa das minhas explorações da cidade descubro o novo Fusion Sushi. A juntar à iniciativa do Santos Design District e do futuro projecto do Norman Foster, não tenho qualquer dúvida que esta será a futura zona trendy da capital.

É imperdoável que uma morada tão apetecível tenha demorado dois anos a nascer, apenas porque pelo arrasto das burocracias câmarias. Estamos numa Europa dinâmica e confesso que me deixa impaciente tamanha demora. Não apenas porque adoraria ter tido já dois anos de igualável sushi de fusão, mas porque prejudica a oferta da cidade.

Questiono-me o porquê do arrasto? Genes, cultura, burocracia, falta de organização ou braços sem vontade de construir, a verdade é que a cidade avança lentamente e isso deixa-nos atrás das tais Barcelona’s europeias.

Em frente ao exemplar Estado Líquido habita um jardim lindo e confesso que nunca o vivi porque nunca o achei convidativo. E não porque a flora não seja extraordinária, mas porque a fauna urbana assim mo exige.

Desafio então ao sólido império líquido, porque não um “sushi garden” no jardim de Santos? Por estas linhas já se imaginam as nocturnas lanternas nipónicas, em noites de Verão de brisa atlântica.

Mas será que Câmara Municipal de Lisboa terá estofo para os criativos e viajantes do mundo, que querem melhorar a nossa cidade? Ou saber esperar será um eterno fado, uma paciente arte em terras lusitanas?

publicado a 23 de Julho no jornal Meia Hora

25 julho 2008

Descobrir l viajantes que ficam


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24 julho 2008

Resgatar l única no mundo


clique na imagem ou aqui página 11.
O projecto Fabrico Próprio é mais um feito estóico de 3 descobridores portugueses. Da autoria de Pedrita (Rita João, Pedro Ferreira) e Frederico Duarte, o livro que hoje partilho por estas linhas é mais uma lufada de ar fresco no orgulho de ser portuguesa. Para consolidação do brio nacional, para consultar tudo o que é possível degustar nas nossas pastelarias ou mesmo para experimentar a sua confecção, o livro merece uma aquisição orgulhosa. Porque é preciso continuar a criar esta nossa arte única no mundo, ainda um kit obrigatório para dar largas à imaginação.

22 julho 2008

miss teje

na energia do amor


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18 julho 2008

Descobrir l no elogio da essência


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17 julho 2008

miss moving


mesmo nos feitos estoicos,
os anjos vivos
transportam o final legado.

Resgatar l ao abraço da cidade


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Uma viagem aos “braços do desafio” do novo cd de Mariza, um convite ao abraço da cidade acompanhando a guitarra portuguesa numa aventura ecuménica. Com várias intervenções do mundo que envolve o flamenco, a morna, jazz, a canção clássica ou o mesmo o folclore, a sugestão é acompanhada de um kit para palmilhar com conforto e muito brilho as calçadas portuguesas.

15 julho 2008

Lisbon’s Cultural Boom


Perhaps the last of the Western European capitals to experience a cultural resurgence, Lisbon is avidly making up for lost time. All over the city, an upstart generation is gleefully constructing edgy and forward-looking ventures amid the time-worn monuments.
publicado a 13 Julho 2008, The New York Times.
para continuar a ler aqui. (não perder as fotos do slide chão)

ordem para relaxar


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12 julho 2008

madredeus


nas noites em que me elevo,
configuro um outro sentido de libertação.

11 julho 2008

Descobrir l sobre o poder do mar


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10 julho 2008

Resgatar l para ninfas urbanas


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08 julho 2008

a permissão dos pecados


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07 julho 2008

miss moving


04 julho 2008

Descobrir l em estado líquido


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Resgatar l para Cleopatras Atlânticas


clique na imagem ou aqui na página 13.

no sexto sentido


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27 junho 2008

O Senso e a Cidade l de saltos altos


aqui página 17 ou
Linda sem qualquer dúvida, a calçada portuguesa faz dos nossos passeios, um dos mais bonitos do mundo. Cleopatra’s à parte, em Lisboa não se pisam pétalas de rosa, mas antes, chuva de jacarandás, estrelas, peixes, liras e flores.
Para quem adere aos saltos altos das Zilians’s ou dos Manolos Blahnik deste mundo, uma homenagem à coragem das mulheres portuguesas, que todos os dias desafiam os tapetes de basalto e calcário da cidade.
Sempre defendi uma Lisboa sofisticada e se agradeço ao império Inditex, por ter tornado as lusitanas mais bonitas, não posso deixar de implorar à Câmara de Lisboa uma calçada mais perfeita em prol de não trocar a ideia de uns Jimmy Choo pelas confortáveis havaianas.
Muitas vezes estragada, abandonada, desconfortável e muito perigosa, a calçada portuguesa não pode ser um impasse a uma cidade mais dinâmica e sofisticadamente habitável. E com esta ideia, não pretendo aderir à sugestão de Novembro da minha querida Time Out, de a retirar dos pés de Lisboa, mas antes intervir na sua recuperação e preservação.
Com uma crescente escassez de artífices e paralelo desinteresse pela arte da calçada é urgente intervir numa preservação mais atenta. Preservação essa que passa não apenas pelos olhos da Câmara, mas também ao respeito e civismo de todos os que habitam a cidade. Observando os carros sem perdão, acrescento ao apelo mais uns milhares de pinos para proteger os testemunhos desta beleza lisboeta.
Quanto ao malabarismo das lusitanas e porque o caminhar feminino sempre foi uma arte, a partilha das palavras do poeta que anda com luz, o caminho faz-se andando.

publicado a 27 de Junho no jornal Meia Hora

Descobrir l de uma grande praia


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26 junho 2008

Resgatar l replantar Portugal


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24 junho 2008

energias oceânicas


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19 junho 2008

O Senso e a Cidade l na brisa atlântica


aqui página 17 ou

Somos uns privilegiados.
Uma costa atlântica de mão beijada, de mares enérgicos no litoral e de praias serenas no Sul, de onde vos escrevo estas palavras. Mergulho no saco do semanário Expresso e tropeço num artigo que goza do título “como eles (os estrangeiros que cá vivem) nos vêem”.
Diz o artigo que chegam “atraídos pelo clima, pela gastronomia, a cultura, a simpatia e a facilidade de fazer amigos”. Para quem viveu na Holanda sabe bem que Portugal é uma pérola, no que toca à fraternidade.
O artigo revela também os defeitos: o desornamento do território, o mau urbanismo, o pessimismo, o mau sistema de saúde. Como as linhas não dão para mais ressalvo o mau senso no ordenamento do território.
Ter uma costa de mão beijada e destruí-la em prol do betão autárquico inspira-me reacções pouco condescendes. Também os gregos receberam as suas fabulosas ilhas de mão beijada e embora tenham destruído Atenas, as ilhas estão intocadas, bem à maneira da nossa Óbidos.
E se com esta vila do Oeste partilho a prova de que é possível fazer bem, questiono-me o que teria sido de Portugal na mão dos holandeses. É que Deus criou o mundo e segundo os próprios, os holandeses a Holanda. E é verdade, em termos de planeamento do território é de se lhe tirar o chapéu. E não porque temos mais Sol, mas apenas porque a sua conduta calvinista os leva a pensar no planeamento urbano com rigor.
Mesmo sem a nossa costa, a nossa paisagem eclética e sem a Luz de Lisboa jamais “planeariam” tenebrosas Caparicas ou Quarteiras. Aprendamos então, e salvemos o que ainda sobra em terras de brisa atlântica.
publicado a 20 Junho no jornal Meia Hora

Descobrir l quando o Porto fala mais alto


clique na imagem ou aqui páginas 10 e 11

Resgatar l um andar oceânico


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17 junho 2008

um reencontro


clique na imagem ou aqui página 11.

12 junho 2008

Descobrir l mulheres ao alto


clique na imagem ou aqui (páginas 12 e 13).

08 junho 2008

Eugénio de Andrade


urgente permanecer,
porque o que é autêntico,
tem mais sabor.

the Story, by Brandi Carlile

07 junho 2008

Descobrir l especial 1 ano



clique nas imagens ou aqui (páginas 47 a 51).

01 junho 2008

O Senso e a Cidade l ao acto de esplanar


aqui página 6 ou
Bica do Sapato, Delidelux, Meninos do Rio, Noobai, Chapitô, Regency Chiado, Farol Design Hotel e ainda a varanda do Albatroz. Eis algumas das esplanadas que enaltecem Lisboa e envolvente, com a certeza indiscutível que Portugal goza de um clima oferecido de mão beijada ao acto de “esplanar”.
E se hoje o bom tempo ainda dorme lembro-me que por menos Sol, os holandeses nos poucos minutos de raios nórdicos arejavam ideias à porta das casas de bonecas dos canais de Amesterdão, acompanhados de vinho branco muito fresco. Tirando o De Jaren ou o Werk, as esplanadas não eram muitas, por isso pouco tenho para partilhar sobre elas em terras da Batávia.
Já a Grécia supera tudo o que vi em tempo de vida. Sofisticadas, majestosas e de um extremo bom gosto, o povo helénico sabe bem gozar a dádiva solar.
Mas sendo o tema Lisboa, hoje o apelo é dedicado ao sentido estético das restantes esplanadas que diminuem a capital. De plástico e com publicidade a refrigerantes de massa, não se percebe a autorização de poluir a oferta turística e serenidade visual de quem as goza.
Em Lisboa, mas também por todo o país, as esplanadas estão longe do seu potencial de perfeição e não, não aceito que não seja possível fazer melhor. Para comprovar o contrário convido o leitor a ver na imagem o exemplo tirado das docas da capital catalã, que comprova que mesmo com publicidade, o risco de ferir pode ser diminuto.
Porque acredito em paraísos, hoje agradeço a beleza do Kubo, a qual goza de uma vista magnânima e de uma das mais bonitas esplanadas do mundo, senão a mais bonita.
publicado a 3 Junho no jornal Meia Hora

29 maio 2008

Descobrir l no regresso ao estado puro


clique na imagem ou aqui (páginas 9, 12 e 13).

27 maio 2008

de bicicleta a partir de Lisboa


de bicicleta a partir de Lisboa
e com apenas mil euros
os meus queridos amigos viajantes
já chegaram a Cap Blanc.
mais aqui

25 maio 2008

O Senso e a Cidade l Um dia por Lisboa


aqui página 6 ou
Ninguém poderá conhecer uma cidade se não a souber interrogar, interrogando-se a si mesmo. É com esta citação de José Cardoso Pires que acontecerá mais “um dia por Lisboa” já amanhã, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz Lisboa. Das seis da tarde à meia-noite, a terceira edição desta sessão será como habitualmente contínua de cidadania, para dizer em alto e bom som o que se deve e o que não se deve fazer na nossa cidade.
Se nos compete enquanto cidadãos, a vontade, o dever e a responsabilidade de pensar e de actuar sobre a nossa Lisboa, o convite para esta terceira iniciativa colectiva fica feito por estas linhas. O grande objectivo é provocar discussões abertas, «desmistificadoras e sobretudo motivadoras, em torno da nossa condição de cidadãos de uma cidade tão fascinante, tão intrigante, tão desejada e tão mal tratada».
Com dez minutos para fazer declarações entre cada bloco, as intervenções serão divididas por cinco grandes temas: Respirar (Ambiente e Paisagem), Relacionar (Vida Urbana e Quotidiano), Mover (Mobilidade e Estacionamento), Projectar (Urbanismo, Construção e Reabilitação) e Governar (Administração, Transparência e Participação).
Todos os cidadãos residentes e utentes de Lisboa podem ainda dar o seu testemunho e expressar as suas vontades nas cabines com sistema de gravação.
Iniciativa com nota vinte, para contestar mas acima de tudo alertar e evitar erros como a Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Toxicodependência no Cais do Sodré, que viraram as costas da cidade ao rio numa avenida que goza do nome de Avenida das Naus.
publicado a 25 Maio no jornal Meia Hora.

22 maio 2008

medusa-de-lua


sobre o perfume suave,
e as fundações da consistência,
o alcance.

apenas para alguns.
Aquário Internacional Sunshine, Tóquio. Foto: Toru Hanai

18 maio 2008

O Senso e a Cidade l Ideia oferece-se


aqui na página 5 ou

Numa das zonas de maior charme da cidade e inserido num plano que ronda os 145 milhões de euros para intervenções na frente ribeirinha da Baixa Pombalina e na zona dos bairros da Ajuda e Belém, o lindíssimo edifício onde habita hoje o Tribunal da Boa Hora no Chiado irá acolher um hotel.

A decisão de libertar o antigo convento da Rua Nova do Almada faz parte de um conjunto de edificações, que o Governo pretende vender, para concentrar no novo complexo de escritórios Office Park, no Parque das Nações, vinte e cinco serviços do Ministério da Justiça.

O antigo Convento da Boa Hora erguido no século XVII para morada de dominicanos irlandeses, depois de ter sofrido danos com o terramoto de 1755 foi recuperado por Eugénio dos Santos e Manuel da Maia, esses grandes nomes da Baixa Pombalina. Depois de ter servido de quartel ao Batalhão dos Voluntários do Comércio, de sede da Guarda Nacional Republicana e de ter sido transformado em tribunal há 165 anos, finalmente um hotel.

Como cartão-de-visita das cidades, os hotéis serão sempre segundas casas de onde se leva não apenas a palavra hospitalidade mas também a referência de uma morada que nos acolhe à exploração de uma Lisboa única na Europa.

Sem data ainda de venda e sem ter qualquer luz da entidade que irá explorar o projecto, oferece-se por estas linhas uma ideia luminosa para esta nova morada. Preciosa demais para ser mal implementada e porque acredito não apenas na alma do negócio, mas também no poder do factor surpresa, a quem de direito não hesite em contactar-me para oferecer a Lisboa um hotel lindo e com um imenso sentido de pátria.

publicado a 19 de Maio no jornal Meia Hora.

miss gone


once to be continued.

17 maio 2008

extraordinário


uma viagem ao equilíbrio aqui.

16 maio 2008

Descobrir l pelo voo da memória


clique na imagem ou aqui (páginas 12 e 13).

14 maio 2008

secure the grounds

for the later parade.

12 maio 2008

O Senso e a Cidade l O Museu da auto-estima


aqui na página 5 ou
O Museu do Oriente inaugurou na passada sexta-feira, uma morada de 15.500 metros quadrados, que une o país da costa atlântica com o continente asiático. Com localização na Doca de Alcântara, este novo museu constituído por 7 pisos está instalado num carismático edifício dos anos 40 à beira do Tejo, um antigo armazém frigorífico do Porto de Lisboa.
Com peças de arte chinesa, indo-portuguesa, japonesa e timorense o Museu abrange áreas como a história, a religião, a antropologia e ainda uma área dedicada às artes. A primeira exposição patente apresenta 1.400 peças adquiridas pela Fundação Oriente ao longo de 20 anos e ainda uma exposição "Deuses na Ásia" com 650 peças que vão desde instrumentos musicais às porcelanas.
A juntar às exposições, o espaço alberga também uma área multiusos, a qual terá uma programação cultural dedicada ao teatro, dança, música e cinema. Ainda um centro de reuniões, um auditório, um centro de documentação, uma loja, uma cafetaria e um restaurante. Com uma programação especial para o fim-de-semana de reabertura com o nome “ Festa do Oriente - Venha conhecer o outro lado do mundo” integrou várias actividades, com mais de 2000 visitantes no primeiro dia.
Entusiasmo-me ao ver a futura programação cultural e de certo que a Lisboa que acontece terá mais sobre o que escrever e divulgar. Como um notável exemplo dos nossos feitos históricos, esta morada será com certeza um atributo à auto-estima da nação que em dias mais cinzentos poderá recordar a existência de um povo de rasgo. Sebastianista ou não o tempo é de festejo, sempre uma nota bem alta a enaltecer a nossa cidade.

publicado a 12 de Maio no jornal Meia Hora.

09 maio 2008

Descobrir l ordem para criar


clique na imagem ou aqui (páginas 12 e 13).

05 maio 2008

O Senso e a Cidade l Os detalhes que constroem



aqui página 6 ou

Sempre que passo à frente do número trinta da Rua Domingos Sequeira continuo a envergonhar-me das nódoas da minha cidade. O Cinema Paris vai-se degradando de dia para dia e parece não ter fim a tristeza de ver um edifício tão especial de Lisboa neste estado. Jurisdições à parte espero que não se arquive na pasta das passividades sem perdão e que mesmo tarde mas a tempo, se faça justiça ao projecto do Arquitecto Carvalho Piloto, inaugurado em 1931.

Em Novembro de 2007 também o cinema Quarteto foi fechado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais, por falta de sistema de prevenção de incêndios e presença de inflamáveis. Esta carismática sala da sétima arte lisboeta, que curiosamente tem a mesma idade que eu, tinha reabertura prevista para Dezembro. A mesma exigia a realização de obras mas o fundador Pedro Bandeira Freire, não o conseguiu antes do céu o receber no passado dia 16 de Abril.

Não o conheci pessoalmente, mas deixo nestas linhas uma homenagem a um amante da sétima arte que não teve tempo de ver enaltecido o seu sonho, de preservar uma das salas de cinema alternativo da capital.
As cidades serão sempre feitas de pessoas e observar as que lutam tanto, sempre em menor quantidade do que as que vivem em passividade originará com certeza uma cidade mais lenta, perdendo assim lugares do pódio onde habitam as Barcelonas deste mundo.

Neste cenário resta-nos o King, que já se sente ameaçado pela possível garagem do Hotel Lutécia.
Reflictamos então sobre os detalhes que destroem ou construem as cidades, e consciencializemos que portugueses de rasgo continuam a precisar-se.

publicado a 5 de Maio no jornal Meia Hora.

c.b.m.i. II


It wasn’t so hard to cross the street that night.
It all depends who is waiting for you
on the other side.

02 maio 2008

Descobrir l a quem chamamos futuro



30 abril 2008

O Senso e a Cidade l Nas asas do desejo


aqui página 8 ou
Conduzida não por um príncipe catalão mas de Portugal voltei a abraçar a cidade de Barcelona e esvoaçando de mota pelas ruas da cidade confirmo por estas linhas uma morada longe da agressividade madrilena. Uma cidade que serenamente convicta de si própria, se enaltece como agradável a quem a habita ou procura.
Esquecida da arrogância guardada em memória lancei-me a um sorriso rasgado no primeiro dia de visita, aquando encontro ocasional com um tão desejado cartaz do filme Asas do Desejo de Wim Wenders. Com surpresa acabaria por me ser oferecido, apenas por ser uma lisboeta curiosa que prometeu ao futuro viajante da cidade branca, informação antecipada.
Sem tocar de perto os planos de Ildefonso Cerdà é inquestionável a sua visão notável de um lugar que nos envolve. Seja pelas esquinas truncadas, pelas geniais bicing's pedaladas pelos moradores desta atraente morada, seja pelas bow windows sem arrastamento de estores, seja pela inundação de árvores pelas ruas, ou pela energia vibrante que esta cidade transporta é louvável o seu posicionamento turístico aos olhos do mundo.
E tudo porque quem faz, faz bem feito e quem renova não estraga. Bem planeada e urbanisticamente quase perfeita, (sente-se falta de jardins no centro da cidade), Barcelona é sem dúvida uma cidade equilibrada onde a coerência urbana não nos faz gastar o stock doméstico de Alka Selser.
Porque sempre defendi que Lisboa tem tudo para merecer ocupar um lugar igual ou melhor, partilho a vontade de a destacar como quem abre um tesouro à beira da irreverência Atlântica. E a quem a constrói, suplico apenas o bom senso nas decisões futuras.

publicado a 28 de Abril no jornal Meia Hora.

24 abril 2008

Descobrir l sempre onde o mar começa


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