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09 setembro 2006

encontro ibérico


não sei para onde vou,
só sei que não vou por aí.

07 setembro 2006

o verbo


nomeámos hoje
a maior sabedoria.

03 setembro 2006

cidade branca


transporto Lisboa
comigo

a cidade eleva-se.

02 setembro 2006

e se


e se uma gaivota viesse
pintar o chão de Lisboa?

01 setembro 2006

de branco


no alcance de quem te encontra
surge uma palavra

a fragilidade.

31 agosto 2006

novis

um filme onde nunca entrei
gerou obcecação.

a paz interior e a liberdade
são muito mais

que tudo isso.

29 agosto 2006

hoje

28 agosto 2006

quebrar o mar


a casa onde habita
a minha e a tua morada
constroi-se sólida

e com tempo.

dizias tu do calor?

os outros


porque " a vida são os outros"
hoje abraça-te o reencontro
dos amigos.

caminhos de Helena


o significado da palavra "relação"
revela-se sempre

com os pés
vincados na terra.

24 agosto 2006

o guarda-amor


os viajantes
recolhem a noite
com nome de alma.

transporta-se assim
o amor
que guardamos

pelas esquinas da cidade.

22 agosto 2006

Constança de Portugal


um Pai que se apaga
uma sobrinha que nos transforma

tivesse ainda tempo
e entregava-te

a beleza do mundo.

21 agosto 2006

sem porta


nos alongamentos
respira-se fundo
porque o caminho faz-se andando.

a vida nunca estagna.

apenas passa.

19 agosto 2006

hoje comigo


na magia de quem te criou
testemunho um amor denso.

abraço as certezas
pelas esquinas da cidade
com o mesmo amor que te partilham

hoje comigo.

Parabéns E. e C.

17 agosto 2006

de branco


hoje reconstruo
de novo

a minha individualidade.

puro


enquanto acreditar
no teu ser mais puro
abraçarei as paredes.

nelas transponho a luz
dos passos
onde hoje me transporto.

16 agosto 2006

la vita dolce


nelle nostre parole
tocco il futuro
tranquillamente.

15 agosto 2006

a fragilidade


no reencontro do que pareces
habita sempre
uma palavra chamada família.

os sorrisos escondidos


poucas imagens
habitam focadas
nesta morada.

esta merece.

12 agosto 2006

no dia em que o céu te recebeu

11 agosto 2006

one


is it getting better
or do you feel the same?

10 agosto 2006

resguardo


enquanto as velas ardem
caminharei sobre a água.

09 agosto 2006

a exploração


a exploração
da cúmplicidade que nos atinge
sulplica-nos a fechar os olhos

sentimos

hoje
a brisa quente da beleza
que nos transporta.

07 agosto 2006

com porta


enquanto reconstruo a minha pele
invades-me de branco

ou de qualquer outra coisa
sem número de contacto.

dizias tu da luz?

02 agosto 2006

the passenger


há pessoas
que vivem em deserto a vida inteira
outras
aceitam a vida tal como ela é.


nesse momento em que me transformava
pela loucura da esperança do que não resta

um momento baço preso ao pó da recusa,
da transparência de uma vida inteira,
onde tudo o que se transporta
passava a estar num único reflexo.

a culpa era das paredes.
a história que renasce
a cada momento por quem lá habita,
por quem lá segredou que está vivo.

mas as paredes já não as sinto.
delas transpiram o odor do passado
que deixei que me passasse por cima.
sinto o que elas transbordaram
durante toda a minha existência
e reconheço agora

só salvarei a minha morte

se passar em frente
como uma criança
e com um coração esgalhado
ao perdão
que nunca esquece.

01 agosto 2006

a entrada


nas minhas mãos
o futuro rasga-se com espera.

tudo o que hoje conquisto
e que nunca imaginei.

29 julho 2006

palavras de caminho


a língua do meu país
alcançou-te

no dia em que resgataste
a Helena
que trago comigo.

na ausência


na transparência
da minha palavra inteira

entreguei-te o meu rosto.

27 julho 2006

ruas da cidade


voo profundo
numa espera
ou procura
inexistentes.

reconstruo hoje
as paredes
daquilo a que chamo

casa.

26 julho 2006

the art of Amália


nos dias
em que não te partilhas

somos todos mais lúcidos.

24 julho 2006

"posso levantar-me"


elevo-me
a uma serenidade
mais ousada,

e questionamos com cumplicidade
a procura.

dizias tu dos livros?

22 julho 2006

mnaa


aqui
enquanto não somos todos livres
seremos todos prisioneiros.

zero2


enquanto
descubro o bairro
com nome de alma
toco a calçada.

revejo-me no futuro
daquilo
a que um dia
chamarei de casa.

18 julho 2006

Santos ConVida


hoje palmilhei o bairro
com nome de alma grande.

mais um motivo
para acreditar
que Lisboa pode ser
a futura Barcelona da Europa.

17 julho 2006

o fogo


enquanto observamos o fogo
abraço
os teus segredos mais puros.

a vida
devolve-nos sempre
aqueles que nunca tivémos

e o poder
mais implacável.

do vento


enquanto plantas cerejeiras
no fundo do rio,

abraço uma viajante
no dia em que o céu
a recebeu.

parabéns J.

taxi


enquanto me apontas
anestesias e saltos
deixo que o tempo
te reconstrua.

procura-se um registo

cor
é o seu nome.

16 julho 2006

mais um pano


Chiado.
mais um pano
que cai.

abraço o que recolho
com uma avidez
de quem vive

hoje
em reconstrução.

14 julho 2006

sx and the city


hoje,
num outro branco
envolvemo-nos
em realidade.

na cúmplicidade feminina
partilhamos
um sonho,

chamado puro.

a cidade


a cidade
transporta-me sempre.

os voos são altos
e registam-se
sempre alados.

12 julho 2006

por dentro


a reconstrução
é sempre uma vontade implacável.

hoje visto-me de branco
por dentro.

crianças invisíveis


faço-o
para ficar perto de ti.

onde deixaram a beleza do mundo?

11 julho 2006

lisboetas


na fragilidade
do que pode ser uma vida,
uma felicidade
que se constrói

livre.

09 julho 2006

o bonito


enquanto meditas
na tua limpeza interior
inspiro
o que temos construído.

és precioso demais
para te perderes

para te perder.

08 julho 2006

eu, tu e todos os que conhecemos


gosto
de te tocar de perto.

na reconstrução livre
do meu corpo
envolves-me sempre

de branco.

07 julho 2006

um voo breve


na noite
em que te sentes livre
segredas-me
o toque das tuas mãos.

um voo breve

que regressa
sempre a casa.

06 julho 2006

D.


na ausência de carne fria
e no medo da tua sombra
habita o meu mundo
real.

um lugar
onde as pessoas
são inteiras

e não temem a palavra
maturidade.

pic32nic III


comprova-se
em terra kármica
uma amizade
chamada presença.