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28 novembro 2008

Descobrir l na ampliação da linguagem


clique na imagem ou aqui nas páginas 20 e 21.
Na congelação das imagens que nos envolvem, o convite transporta-nos à extensão da linguagem emocional. Com a inauguração da exposição BESart - Colecção do Banco Espírito Santo, “O Presente: Uma Dimensão Infinita”, Lisboa entende-se ao registo de conceituados artistas nacionais e internacionais. Num outro “arquivo de vida”, ainda uma viagem nostálgica às imagens de Rui Calçada Bastos, no Hotel do Bairro Alto, e uma viagem insular de Alexander Koch. Porque a escapadela merece silêncio, ainda três reflexões silenciosas e sensoriais, do magnânimo Henri Cartier-Bresson.

26 novembro 2008

maturação


na elevação da linguagem,
abro portas
e estendo-me às palavras futuras.

25 novembro 2008

como a cor do Atlântico



Lisboa inundou-se de um azul lindo.
A irreverência deve-se à intenção de Eko Five, um graffiter que agarrou no projecto de arte pública do catalão Blai Mesa e da brasileira Verônica Volpato “Da Onda Magnética”. As intervenções aconteceram em 11 portas de edifícios devolutos e o registo partilhado encontra-se na praça do Príncipe Real.
Se o azul é questionante, a frase inscrita não deixa margem para dúvidas. E se hoje reinvento as palavras da língua portuguesa, mergulho na mensagem “iremos mais longe ao voltarmos às origens”. O caminho será sempre na direcção da palavra futura.
Na não perseverança de uma atmosfera de crise questiono-me sobre os erros da história ou no rasgo que confirmaram os portugueses de outro tempo como pioneiros da globalização.
Se o voltar às origens fosse nunca perder o alcance visionário e construir uma cidade única no mundo, Lisboa seria com certeza mais luminosa.
É que as capitais distintas fazem-se com uma imensa vontade e a distinção estará na irreverência realista da concretização dessa ambição. De preferência verdadeira e persistente, como a cor do Atlântico.
Lisbon Golde Guide, Novembro 2008

na elevação do caminho


Se me puderes ouvir
O poder ainda puro da tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove.
descobrem um destino que passa
e não passa por aqui

à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos.

mas se hoje me puderes ouvir
recomeça,
medita numa longa viagem

(...) JTM in Baldios

21 novembro 2008

Descobrir l no limbro da genialidade


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

20 novembro 2008

miss expression


na FAC,
auto-retrato dentro da obra.

18 novembro 2008

miss lightness


as luzes estão de volta.
mais uma vez a falta de simplicidade
afecta a beleza da minha cidade.
as preferidas,
Avenida da Liberdade pela simplicidade
e luzes eiffelianas
nas paredes da praça mais bonita do mundo.

17 novembro 2008

Desenrascanço

from Wikipedia, the free encyclopedia
Desenrascanço (impossible translation into English) is a Portuguese word used in certain specific contexts and situations. It is used to express an ability to solve a problem without the adequate tools or proper technique to do so, and by use of sometimes imaginative resourcefulness when facing new situations. Achieved when resulting in a hypothetical good-enough solution. When that good solution escapes us we get a failure. Most Portuguese people strongly believe it to be one of their most valued virtues and a living part of their culture. However, some critics (...) are of the opinion that the concept is related to the discoveries period of the 15th century. But sceptics doubt there is any substantial proof of that relation.In the 16th and 17th centuries it was very common for other exploring nations, such as the Dutch, to bring a Portuguese national along during the voyages, because the Portuguese were allegedly the most skilled and knowledgeable in the proper handling of the occasional emergency aboard the ship when the control of the vessel was given to them (what is known among the Portuguese as 'desenrascanço'). Desenrascanço is in fact the opposite of planning: it's managing that any problem does not get completely out of hand and beyond solution.

14 novembro 2008

miss sexy?


as pétalas não caberiam na
dimensão do meu sorriso rasgado.
Obrigada ao post Atlântico.

Extraordinário l Luxo



para viajar num dia de Luxo em Portugal, clique aqui.

13 novembro 2008

Descobrir l Na extensão da eternidade


clique na imagem ou aqui páginas 18 e 19.

O Senso e a Cidade

por alguns instantes,
foi de férias.

novidades em breve.

do talento


or just
miss decandent chic.

11 novembro 2008

miss green


enquanto se abraçam em segredo,
as energias envolvem o universo.
"dizias tu do vento?"

a caminho da liberdade


uma enorme nódoa negra,
no final da Rua do Salitre.

10 novembro 2008

miss decadente chic



não é todos os dias que podemos encarnar
o exponencial da pele de uma diva.

será que a Fontana di Trevi cabe no Maxime?

09 novembro 2008

santos


na casa.

07 novembro 2008

Descobrir l Lisboa acontece


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

03 novembro 2008

casados de fresco



é num dia muito especial para a minha história de vida,
que comunico com entusiasmo e convicção, o casamento
da criarte com os representantes da Moleskine em Portugal.

é sempre estranho ver partir parte de um filho,
mas a língua portuguesa merece e o meu lifestyle business também.

sem dúvida, uma libertação saudável,
a quem quer continuar a espalhar a nossa língua no Mundo.

02 novembro 2008

gémeos


o que de mais belo soube
(sempre o) disse de repente
a alguém que não conhecia.

José Tolentino Mendonça, in Frésias

retroseiros preservados

abandonada à vários anos,
estão finalmente a recuperar
a mais bonita loja da Rua da Conceição.
e dizem que vão manter os estuques.
to be continued


Lisboa, o plano da Baixa hoje


"para os humanistas, mais que tudo isso, o terramoto foi uma oportunidade"
Comemorando os 250 anos do plano de Lisboa de 1758 e com o fim de dinamizar o debate em curso sobre a reabilitação da Baixa de Lisboa, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu promover a realização de uma exposição de grande escala onde o processo urbano de reconstrução do seu centro pós-1755 será apresentado ao grande público e aos especialistas.
A viagem contou com 3 horas com a voz de Water Rossa acompanhada da excelente notícia que a exposição estará aberta por mais tempo, a iniciar já na próxima 6ª feira,.
Páteo da Galé, Terreiro do Paço, todos os dias das 11h - 19h
mais aqui

30 outubro 2008

Descobrir l quando Lisboa não dorme


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

O Senso e a Cidade l o Tejo das costas Largas



Sendo Lisboa uma cidade de sete colinas, proporciona-me altos e baixos estimulantemente contrastantes. Mas além da altura da sua beleza indiscutível, existem momentos reduzidos aos quais não me pretendo nunca me conformar.
Um desses exemplos acontece sempre que me desloco a um dos 4 cartões-de-visita da capital, a Bica do Sapato, o Delidelux, o Casanova ou o Lux. Todos exemplos contrários à construção aberrante da Agência de Segurança Marítima e do Observatório Europeu de Droga e Toxicodependência, que viram as costas ao Tejo em pleno Cais do Sodré.
Serão sempre e até ao dia em que o céu me volte a receber, uma irreversível e vergonhosa pedra do sapato. Como se este desabraço ao rio, oferecido de mão beijada não bastasse, a ampliação do terminal de contentores de Alcântara que o Governo quer levar por diante, implicará uma muralha com cerca de 1,5 quilómetros com 12 a 15 metros de altura, entre a minha querida capital e o Tejo.
Sem qualquer concurso público o alargamento da exploração do terminal de Alcântara, por mais 27 anos é justificado pelo Governo como uma compensação ao investimento de mais de 220 milhões de euros, que a Liscont vai fazer na obra de ampliação do terminal.
Eu sempre gostei de portos. Eles alongam-me ao Atlântico, sempre que observo os contentores de diferentes cores. Mas será preciso continuar a desperdiçar lugares centrais para o abraço da cidade ao Tejo, ainda mais numa zona que promete revitalizadores projectos de Frederico Valsassina, Aires Mateus, Jean Nouvel e Mario Sua Kay com o esperado projecto Alcântara XXI?
E escrevia eu sobre a ideia de mundo…
assine a petição aqui.

leilão Fernando Pessoa


é já no dia 13 de Novembro, às 21h no CCB.
mais info aqui.

miss cool


the first boutique "chain,"
W started the trend for a network of branded urbane-style properties
and has just launched its latest edition W Hong Kong.

29 outubro 2008

na liberdade semântica


clique na imagem ou aqui página 9.

Livre é um livro gráfico com exercícios que alcançam de diversas formas as potencialidades semânticas, visuais e sonoras da escrita. Resultado de um jogo que sublinha o carácter polissémico, espera-se surpresa, reflexão e alguns sorrisos rasgados que José Oliveira Baptista partilha neste seu estimulante projecto.
Ainda duas sugestões distantes mas complementares, já que a liberdade da língua portuguesa goza de regras inquestionáveis e de muita poesia esvoaçante.

just corporate and premium



O Meia Hora vai a partir desta semana abandonar a distribuição de rua nos semáforos, confirmou ao M&P António Zilhão, administrador da Metro News, considerando que esse ponto de distribuição “não contribui para o posicionamento do título”.

De acordo com a apresentação feita ao mercado aquando do lançamento do gratuito, em Maio do ano passado, os semáforos representavam 50% do mix de distribuição do “gratuito de referência”, no qual a Cofina e a Metro News investiram cerca de dois milhões de euros no lançamento.

“Há excesso de distribuição de jornais na rua”, considera António Zilhão, afirmando que com esta saída o Meia Hora vai “contribuir para um trânsito mais fluído” e, com este abandono deste ponto de distribuição, “estará mais próximo do público do título”. A mudança vai implicar um reforço do Meia Hora em pontos de distribuição fixos onde o gratuito marca presença, nomeadamente centros de escritórios, SPA ou lojas Gourmet, perfazendo “mais de 600 pontos fixos de distribuição”, assegura o responsável da Metro News.

Com esta transição, que segundo o responsável estava prevista na estratégia do título, a editora pretende, assegura, “investir noutros eixos”. A aposta passa, admite o administrador, pela expansão do Meia Hora a outras cidades, escusando-se, no entanto, a especificar quais e a partir de quando.

mais aqui.

e se a bolha explodisse?

depois de ler o artigo de João Meneses no Diário Económico de hoje.

28 outubro 2008

amanhã


somos
o que construímos.

o papel da imaginação


clique na imagem ou aqui página 10.

27 outubro 2008

o melhor


Cristiano Ronaldo foi escolhido pela Federação Internacional dos Futebolistas Profissionais (FIFPro) como “Jogador do Ano” da época 2007/2008. O anúncio foi feito hoje, ao início da tarde, no site do organismo, que reúne cerca de 57.500 membros, provenientes de 42 países, um pouco por todo o planeta. mais aqui

26 outubro 2008

warm up com Peter Zumthor


Como warm-up, da Bienal Experimenta Design 2009, vale a pena vir aqui ver uma exposição do arquitecto Peter Zumthor.
A viver numa das minhas casas de sonho, o arquitecto das famosas Termas de Vals, na Suíça, marca o regresso da Bienal Experimenta Design.
20 anos de carreira, 29 projectos e duas instalações-vídeo onde podemos experienciar 12 edifícios do arquitecto suíço à escala real.
até 2 de Novembro na LX Factory, em Lisboa.

le cool book


hoje chegou finalmente o meu guia le cool Lisboa.
a adquirir aqui.

24 outubro 2008

O Senso e a Cidade l A cidade tímida


clique aqui página 8 ou
Nas cidades do mundo existem rituais sagrados e convictos a uma cidade mais plena. O mercado biológico na Praça do Príncipe Real, ao Sábado de manhã é um desses momentos, onde os Lisboetas alcançam uma qualidade de vida mais inteira.
Preservarmo-nos é bom e termos tempo para abrir o nosso lado mais criativo também. Em apenas cinco minutos a pé do mercado encontramos uma das lojas mais preciosas da cidade de Lisboa. Do mundo e para o mundo, os encontros fazem-se em línguas ecléticas e sorrisos rasgados, não fosse a sua mentora uma das fadas madrinhas do comércio de rua desta cidade.
Paralelamente à elegância da Luvaria Ulisses, na Fabrico Infinito existem candeeiros vintage, leques com penas, chapéus originais, música escolhida a dedo e uma esplanada, onde a alemã Tanja Baur oferece o mais sofisticado brunch da cidade.
O espaço é um achado, mas acima de tudo é quase sempre partilhado por estrangeiros que nunca passam indiferentes às originais montras da brasileira Marcela Brunken.
Num destes dias, partilhei uma mesa, com um jornalista holandês e um fotógrafo sueco que faziam um artigo sobre “Lisboa alternativa, a cidade que promete”. Além da troca de impressões dos meus dias na antiga Batávia, descreveram fascinados a nossa capital, como “criativa, energética e tímida”. À análise bem conseguida, acrescentaram a não compreensão de um bom plano de marketing a uma cidade surpreendente, que continua guardada como um tesouro aos olhos do mundo.
Remataram com a frase “you already have the most difficult”… um facto inquestionável para inspirar a luta dos mentores e pioneiros desta Lisboa sempre tão única.
publicado a 24 de Outubro no jornal Meia Hora

Descobrir l uma outra exploração


clique na imagem ou aqui páginas 10 e 11.

23 outubro 2008

Paris, le film

mais uma história de Cédric Klapisch
com Romain Duris e Juliette Binoche.
ce qui me mieut,
ou mesmo uma outra normalidade?

Nos sentimentos perserverantes


clique na imagem ou aqui página 10.

Sempre abraçado à genialidade das palavras, Miguel Esteves Cardoso escreve-nos no seu último livro que a vida come-se quando é boa, come-nos quando é má. E às vezes, quando menos esperamos,também comemos com ela. Ainda que em Portugal, antes de todas as coisas, está o tempo. Este tempo. Este que ninguém nos pode tirar e a que os povos com tempos piores chamam, à falta de melhor, clima. Viciada em sentimentos perseverantes, uma segunda pele de uma cor obrigatória e genial para dias de crise e um esforço compensatório, sempre com o objectivo de alcançar a mais elevada das vistas.

21 outubro 2008

ao viajante de Alfama

a verdade é que esta podia ser eu.

tentei roubar o momento
para partilhar neste blog, mas não consegui.

obrigada ao viajante
pela ponta dos dedos.

na certeza do azul



A minha Lisboa alarga-se com os viajantes.
Quando regressei a Portugal transportei o receio de perder o contacto com os curiosos do mundo, mas depressa conclui que um dia de malas na mão, eternas asas largas.

Viajar será sempre um dos objectivos mais prodigiosos de uma vida humana e quando me lanço ao tamanho do globo abraço a cumplicidade de Almada Negreiros, quando confirmava que os seus anos de vida não chegariam nem para metade da livraria.

As viagens serão sempre mais soberanas na riqueza da experiência humana e por isso o caminho eleva-se com os outros, esses seres que nos enriquecem e nos estendem a alegria da existência.

Em terras lusas cruzei-me com um amigo livre de terras francesas. Há dois anos a viver em Lisboa, para concluir um doutoramento sobre os fogos nas florestas, a sua expressividade na língua portuguesa é exímia, a sua paixão por Portugal também.

Porque uma capital conduzida por um estrangeiro é uma experiência sempre exuberante, deixei-me levar pela sua Lisboa. E foi pela mão da sua curiosidade que me cruzei com o miradouro de Santo Estevão, uma certeza azul e surpreendente, onde o Tejo se espelha e o mundo se espalha.

Lisbon Golde Guide, Outubro 2008

mais doc Lisboa


Giuseppe Verdi era a sua “melhor criação”, destinada a servir todos os que nunca viessem a ter a mesma sorte que ele tivera na vida. Fundada pelo célebre criador de óperas, a “Casa di Riposo” (espaço que hoje ainda existe na Praça Buonarotti em Milão) foi construída para receber artistas falhados, velhos cantores de ópera e músicos aposentados. Il Bacio di Tosca mostra a forma como os mesmos revivem e reproduzem os seus antigos triunfantes papéis de palco, num quotidiano marcado pelas recordações e memórias dos espectáculos. Vissi d’Arti, uma das árias emblemáticas de Puccini é o tema central deste filme – que está entre os maiores da história do cinema. in Doc Lisboa







Filosofia Ecológica


clique na imagem ou aqui página 11.

20 outubro 2008

Weltliteratur







mais aqui.

19 outubro 2008

doc Lisboa


"vê-se melhor
com as pupilas da alma".

18 outubro 2008

extraordinário


viaje mais por aqui.

17 outubro 2008

Descobrir l na magnitude do silêncio


clique na imagem ou aqui páginas 10 e 11.

miss on fire



hot night Jameson no Museu dos Bombeiros de Lisboa.
sombras e happenings
à altura da mais bonita campanha da cidade.

renovado


o Tavares Rico reabriu ontem,
dia em que fez 225 anos de existência.

confesso que da intervenção esperava uma irreverência mais contrastante,
mas o fim de tarde iluminou a capital,
e o surpreendeu com um foie gras brullé inquestionável.

venham as estrelas.

Resgatar l na senda do exotismo



clique na imagem ou aqui página 13.
Ana Hatherly estreou-se como poeta em 1958 com o livro Ritmo Perdido. Como um importante membro do grupo de Poesia Experimental Portuguesa dos anos 60 e 70, impulsionou o projecto vanguardista que establecia o cruzamento entre a literatura e as artes visuais. O Pavão Negro foi inicialmente o tema de uma exposição de trabalhos apresentada no Porto, em 1999, na Galeria Presença, inserindo-se no caminho percorrido desde os anos 60. E se as páginas transportam vazios que prendem o tumulto da voz, o caminho enaltece-se em formas largas guardando com exotismo, tesouros escondidos a negro.

15 outubro 2008

O Senso e a Cidade l De um azul lindo


aqui página 7 ou

No seguimento do senso da semana passada e porque somos seres humanos mais luminosos, quando vemos os desafios da vida pelo lado menos cinzento, esta semana o agradecimento ao poder do azul.

A implementação cromática em alguns prédios devolutos da cidade foi uma ideia de Eko Five, um graffiter de 32 que agarrou no projecto de arte pública "Da Onda Magnética” do catalão Blai Mesa e da brasileira Verônica Volpato.

As intervenções no património mal tratado, atenuam sem qualquer dúvida a desilusão da não preservação dos edifícios da cidade. Implementadas em Agosto, enquanto Lisboa descansava e porque o efeito surpresa tem sempre uma força de impacto acrescida, as onze portas entaipadas foram pintadas de um azul lindo, o qual não me atrevo a definir por palavras. As operações tiveram lugar na Avenida da Liberdade, Calçada de Santo André no Castelo, Rua Bernardo Lima ao Conde Redondo, Rua das Escola Politécnica, Rua das Janelas Verdes, Rua Angelina Vidal no Intendente, Rua de São Lázaro ao Martim Moniz, Rua das Fontainhas na Mouraria, Rua da Regueira em Alfama, Largo do Príncipe Real e a minha preferida no número 29 da Rua Sousa Martins.

Confirmo a magnitude da cor e o enaltecimento dos viajantes da cidade, quando deparados com frases e pensamentos, que nos movem cada vez que lemos “algo de bom vai acontecer, os optimistas estão por perto”. Além de recriar uma capital interactiva, a intervenção é rigorosa no que toca a não estragar o património e se a ideia é genial, relendo as palavras da porta da Mouraria, a missão a uma preservação incompleta, mostra-se gloriosamente perfeita.

publicado a 16 de Outubro no jornal Meia Hora