
21 novembro 2007
20 novembro 2007
encontro

cobriu de dourado a nossa cidade.
a espiritualidade
19 novembro 2007
O Senso e a Cidade l E fez-se Luz
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aqui na página 6 ou
16 novembro 2007
15 novembro 2007
13 novembro 2007
O Senso e a Cidade l O Mata Rato

aqui na página 7 ou
Aprovado em 2005, pela vereadora Eduarda Napoleão, ainda na autarquia presidida por Santana Lopes, e com aprovação do IPPAR (IGESPAR desde Março), o imóvel da autoria de Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus, aguarda apenas a aprovação da licença de construção, pela CML. Composto por 7 pisos acima do solo e 5 de estacionamento, com fachadas entre os 19 e os 22 metros, 10.000 metros quadrados em gaveto com apartamentos T0 e T2, o prédio terá lugar entre a Rua Alexandre Herculano, Largo do Rato e Rua do Salitre.
A construção do edifício promete muita polémica entre defensores do enquadramento histórico e adeptos de soluções arquitectónicas de ruptura. Há quem diga que a primeira impressão marca sempre, e a minha tem a percepção de uma volumetria excessiva, para aquele largo que se tem vindo a tornar numa passagem de veículos poluentes.
Os prédios laterais perderão a estrutura e o Chafariz do Rato, do século XVIII, perderá enaltecimento. A construção do edifício obrigará à demolição de imóveis como a centenária Associação Escolar de São Mamede e a Sinagoga de Lisboa ficará ainda mais engasgada. Olhando para as Avenidas próximas, penso que os exemplos de ruptura deixam muito a desejar e o prédio vizinho da Império nem precisa de comentários.
É certo que as cidades tem de crescer, mudar e evoluir. A diferença está em transformarem-se com qualidade e coerência urbanística. Não duvido da qualidade arquitectónica do edifício, mas será este o lugar certo para o colocar? Na dúvida e para não continuar a descaracterizar a nossa cidade, melhor que fazerem mal, é não fazerem nada.
coluna de opinião publicada a 13 de Novembro no jornal Meia Hora.
entre aqui para votar neste projecto.
11 novembro 2007
mais Um dia por Lisboa
Um dia por Lisboa, o Tejo e tudo, Teatro S.Luiz, 12 Novembro, das 18h às 23h
«O que fazer e não fazer com a Frente Ribeirinha de Lisboa
Numa iniciativa do grupo “Um dia Por Lisboa”, dia 12 de Novembro, das 18 às 24h, no Teatro S. Luís, no Jardim de Inverno, estarão presentes várias personalidades, especialistas e opinion makers, que vão intervir sobre os seguintes temas:
Tejo – usos do Rio e das suas margens
A Margem Ribeirinha, Planos e Projectos
A Administração da Frente de Rio
O cidadãos residentes e utentes de Lisboa, além de serem convidados a estar presentes, terão também um papel activo nesta discussão, nos “Speakers Corner”, cabines com sistema de gravação, onde poderão deixar os seus depoimentos e opiniões sobre os temas em discussão
Programa:
18h às 21h00- Intervenções de, entre outros :
António Câmara, Nuno Portas, Gonçalo Ribeiro Telles; Raquel Henriques da Silva; Nuno Teotónio Pereira; Jorge Gaspar; Augusto Mateus ; Paulo Saragoça da Matta, José António Pinto Ribeiro
21h30 – Debate com os responsáveis decisores da zona ribeirinha e da cidade de Lisboa: Presidente da CML António Costa*, Manuell Salgado, Vereador do Planeamento Urbano da CML, Manuel Frasquilho ‑ APL, Fonseca Ferreira ‑CCDR de Lisboa, José Miguel Júdice, e Rolando Borges Martins ‑ Parque Expo
08 novembro 2007
para quem merece
a pele é o órgão de revestimento externo do corpo, sendo o maior do corpo humano e o mais pesado, responsável pela proteção do organismo.
07 novembro 2007
06 novembro 2007
05 novembro 2007
O Senso e a Cidade l A devolução do 24

No passado dia 2 de Novembro, comemorou-se o centenário do nascimento da carreira do eléctrico 24. Nascida em 1907, esta linha percorria bairros como o Carmo, o Príncipe Real, o Rato, as Amoreiras ou Campolide, unindo o Cais do Sodré ao Alto de São João.
Suspensa temporariamente desde 28 de Agosto de 1995, devido às obras de construção do parque de estacionamento de Campolide, a falta desta linha deixou Lisboa carismaticamente mais pobre. Existe um protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Carris, para activar o percurso de Campolide ao Largo do Carmo, após conclusão das obras do passadiço do Elevador de Santa Justa, sendo que as mesmas já terminaram.
Representando uma espinha dorsal, para pontos de atracção de excelência da cidade, como o Chiado e o Bairro Alto, não faria todo o sentido, devolver o 24, não só aos lisboetas, mas também aos nossos turistas?
Numa altura em que as grandes cidades mundiais, repensam a utilização dos meios de transporte, preferencialmente amigos do ambiente, evitando o automóvel nos centros históricos, não será fulcral repensar a rede de eléctricos da capital?
Porque acredito que o 24 poderá tornar-se num novo ícone lisboeta, relembro com cumplicidade as palavras de Fernando Namora. Os donos desta cidade não são furiosos automóveis, de garganta estridente, que aos poucos, foram aterrando a peonagem até chamar a si monopólio da via publica. Os eléctricos são os donos da cidade. Neles, os citadinos têm a sua última oportunidade de saber onde vivem e com quem vivem. Nos eléctricos enfim, as pessoas humanizam-se e a cidade desenruga-se.
01 novembro 2007
30 outubro 2007
28 outubro 2007
O Senso e a Cidade l Mais ingredientes para a Marca Portugal

aqui, aqui ou
Para bem dos nossos pecados, já está on-line o site do Fabrico Próprio, um projecto dedicado à Pastelaria Semi-Industrial Portuguesa e à sua relação com o design. Com autoria dos designers portugueses Rita João, Pedro Ferreira e Frederico Duarte, os nossos bolos estão a ser inventariados como “objectos de design de pleno direito, como o resultado de um processo de natureza projectual que caracteriza esta disciplina, onde forma, ingredientes, materiais, método e instrumentos de fabrico, se conjugam para chegar a um produto final.”
Na morada fabricoproprio.net, podemos acompanhar a concepção do futuro livro bilingue (português e inglês), com mais de 250 páginas, e que registará a nível fotográfico e enciclopédico, todos os bolos que identificamos em Portugal como Pastelaria Semi-Industrial Portuguesa.
Com um subsídio da Direcção Geral das Artes do Ministério da Cultura Português, e com o apoio institucional da AICEP - Portugal Global, do Centro Português de Design, da Embaixada de Portugal em Tóquio e do Centro Cultural Português no Japão, procuram-se ainda potenciais parceiros e patrocinadores para o projecto.
Sempre difíceis de repetir em casa, as receitas secretas, mas com acesso a todos, em qualquer balcão de café das cidades portuguesas, não deixam dúvida que a nossa pastelaria quotidiana é única no mundo. Nota vinte para esta iniciativa, fundamental para melhor conhecer esta fatia da nossa cultura, componente do nosso património gastronómico e que tanto contribui para a desejada marca Portugal. Relembrando um poema de Cesariny, numa alegria orgulhosa, mas que nada tem de surrealista, à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo, no riso admirável de quem sabe e gosta.
coluna de opinião publicada a 29 de Outubro no jornal Meia Hora.
24 outubro 2007
23 outubro 2007
a nona
quem já conseguiu o maior tesouro
de ser o amigo de um amigo,
quem já conquistou uma mulher amável
(...)
ela nos deu beijos e vinho e
um amigo leal até a morte.
22 outubro 2007
estado de insegurança

O Senso e a Cidade l O Abraço de Prata

17 outubro 2007
16 outubro 2007
15 outubro 2007
quero-te bem
nos dias em que vens do nada,
as ambivalências curam o voo livre
das asas sem medo.
hoje
e sem amanhã,
não quero adormecer.
09 outubro 2007
O Senso e a Cidade l Decadência no Conservatório

03 outubro 2007
O Senso e a Cidade l Terminal de Cruzeiros

aqui ou
Para evitar mais um virar de costas da cidade ao rio, o Fórum Cidadania Lisboa e a Associação do Património e da População de Alfama debateram na passada 5ª feira, a construção do terminal de cruzeiros, em Santa Apolónia, uma obra da Administração do Porto de Lisboa. Com conclusão prevista para 2010, prevê-se a construção de um muro com seis metros de altura e cerca de 600 metros de comprimento.
Apesar de convidada, a APL não se fez representar no debate, o que me deixou bastante preocupada. A obra dispensa licenciamento camarário, por ser da responsabilidade da APL, entidade tutelada pelo Ministério das Obras Públicas, a qual tem jurisdição sobre a frente ribeirinha da cidade. O advogado José Miguel Júdice, que poderá vir a coordenar três sociedades para a reabilitação da frente Tejo, e o vereador dos espaços verdes da cidade, José de Sá Fernandes, asseguraram-nos a palavra “descanso” contra esta inacreditável parede, entre o bairro de Alfama e o Tejo. Como gata escaldada tenho receio de mais um balde de água fria, e não meus senhores, não dormirei descansada.
Concordo que Lisboa precisa de um porto e de um terminal de cruzeiros, a questão será “onde”. Nos cerca de 13 Km de Frente Tejo, não haverá um lugar menos prejudicial à vida dos que cá moram? Enquanto cidadã activa, penso ser urgente o governo colocar o projecto em discussão pública. É que antes de ser dos turistas, Lisboa é dos lisboetas e a energia de uma cidade está também nos sorrisos de quem a habita. Usando a boa expressão “matinal” de quem não dorme, se não formos nós a gostar da nossa cidade, quem gostará?
coluna de opinião publicada a 1 de Outubro no jornal Meia Hora
02 outubro 2007
homenagem

29 setembro 2007
26 setembro 2007
número um

24 setembro 2007
O Senso e a Cidade l Cinema Odéon

Situado na Rua dos Condes, em frente ao Olympia e de mão dada à Avenida da Liberdade, sobrevive hoje um ex-líbris do cinema de outrora da cidade de Lisboa, projectado por Guilherme A. Soares.
Oitenta anos depois do dia 21 de Setembro de 1927, a Cinemateca em colaboração com o Forúm Cidadania Lisboa, prestou homenagem a esta magnífica sala de cinema, que tanto preencheu o circuito cultural da nossa cidade branca. Na passada sexta-feira e projectado ao som de piano, foi relembrado o filme mudo A Viúva Alegre de Erich von Stroheim, o mesmo com que o Odéon se estreou há oito décadas atrás.
Sem voz permaneço eu também, cada vez que observo os vidros estilhaçados, sempre que me passeio nas Portas de Santo Antão. E em vez de ocupar o silêncio com as teclas de um instrumento de cauda, prefiro escrever sobre estas linhas, o barulho da minha indignação.
Um palco de frontão Art Déco, uma magnânima plateia e dois balcões, camarotes sumptuosos, um tecto em pau do Brasil com a forma de quilha de navio, um lustre central decorado com néon, um mecanismo que permite iluminar a sala com luz natural, um pé direito invulgar e uma fachada revestida de vidros de várias cores, são mais do que suficientes para não aceitar a degradação deste edifício, que aumenta de dia para dia.
Em vias de classificação, apelo ao Ippar e à Câmara Municipal de Lisboa, a ressuscitação do maltratado Cinema Odéon, com o exercício do direito de preferência para recuperação integral, não fosse uma cidade precisar de detalhes vivos, para ser única e orgulhosamente nossa.
23 setembro 2007
17 setembro 2007
O Senso e a Cidade l Time Out Lisboa

No dia em que tropecei na Invenção do Amor de Daniel Filipe o meu conceito de futuro nunca mais foi o mesmo. Não basta encher de sonhos a mala de viagem. É preciso sorrir, encher a escuridão de árvores sem nome.
Cais da Pedra em Santa Apolónia, Lux, 23H58 do dia 13 de Setembro de 2007 nasce o número zero da Time Out Lisboa. Não para turistas mas para nós lisboetas, a promessa de uma revista irreverente e criativa com edição semanal, à semelhança das revistas de Nova York, Londres ou Chicago. Ambicioso? Saborosamente e decerto que sim.
Depois de quatro anos em Londres como correspondente da Lusa e da TSF, João Cepeda e o ex- editor da secção "Sociedade" do Diário de Notícias, João Miguel Tavares resolvem bater no ombro de Tony Elliot propondo Lisboa a uma das mais fortes marcas de guias a nível mundial nascida em Londres em 1968. A partir de 26 de Setembro, uma equipa com rasgo na casa dos trinta anos propõe todas as quartas-feiras e pelo valor de € 2, cem páginas de divulgação de cultura e lazer. Um projecto onde o fado em vez de triste e saudosista tem lugar como um sentimento convictamente cool. Guia del Ocio em Madrid, Pariscope em Paris e finalmente Time Out Lisboa. Passo-me a sentir mais alinhada às medidas europeias.
A disponibilidade a nós mesmos, as nossas prioridades e interesses, a alegria de viver o presente, acreditar nos sonhos e a grande capacidade de os tentar construir fazem a diferença no nosso contributo à vida de uma cidade. Talvez hoje não estivesse a escrever estas linhas sobre estas páginas se três empreendedores recém-licenciados não tivessem também conseguido implementar um projecto de que muitos duvidaram à partida. Tenho a certeza que todos estes viajantes se cruzaram com as palavras “complicado” e “impossível” mas souberam sempre correr atrás.
Isso prova que o maior património de uma Lisboa mais rica são as pessoas e como dizia o nosso querido Ruy Belo, o que é preciso é dar lugar aos pássaros nas ruas da cidade.
coluna de opinião publicada a 17 Setembro no jornal Meia Hora
11 setembro 2007
O Senso e a Cidade l Os pisos térreos do Terreiro do Paço

Desde o mês passado que aos Domingos a Praça do Comércio passou a ser das Pessoas. A iniciativa implica o encerramento ao tráfego automóvel das laterais do Terreiro do Paço e o troço da Ribeira das Naus entre o Largo do Corpo Santo e o Campo das Cebolas. Uma exposição de fotografia, aulas de Yoga, venda de flores, aluguer de bicicletas, venda de livros, uma biblioteca itinerante, um ciclo de cinema documental sobre Lisboa ou mesmo um Quarteto de Jazz do Hot Clube passaram a dar mais vida a esta jóia da coroa lisboeta. Está melhor, mas não chega.
Numa semana em que António Costa, Manuel Salgado, José Sócrates, José Miguel Júdice, Nunes Correia e Paula Vitorino reorganizaram ideias para a reabilitação da frente ribeirinha e em que Maria José Nogueira Pinto volta a estar à frente do projecto Baixa-Chiado quero continuar a desejar muito mais da nossa cidade branca. Retirem sim as lojas dos chineses do comércio tradicional da Baixa em decadência, mas libertem os pisos térreos do Terreiro do Paço e tragam mais Martinhos da Arcada, para nós “Pessoas” nacionais e estrangeiras vivermos uma cidade dignificantemente europeia.
Enquanto espero pela devolução do Cais das Colunas ao remetente desejarei semanalmente e por estas linhas uma cidade viva e preservada que tudo tem de mão beijada. Uma cidade que afinal apenas precisa de pessoas e do seu bom senso.
08 setembro 2007
07 setembro 2007
21 agosto 2007
o Terreiro do Paço é nosso

O encerramento ao tráfego automóvel arranca no próximo domingo, dia 26. Afectadas serão, além das laterais do Terreiro do Paço, o troço da Ribeira das Naus entre o Largo do Corpo Santo e o Campo das Cebolas.A iniciativa, apresentada em conferência de imprensa às 17h00, foi uma das dez medidas prioritárias anunciadas pelo novo presidente da Câmara, António Costa, para o início do mandato.O pagamento da dívida, a limpeza da cidade e o combate ao estacionamento ilegal foram outras acções anunciadas, bem como a recuperação de quase 200 passadeiras junto às escolas, operação que começou hoje.
15 agosto 2007
na cidade branca

não saberíamos desvendar os tesouros
na cidade branca.
e tudo isto
com os cabelos ao vento.
09 agosto 2007
08 agosto 2007
JT

o Dubai não esperou por ti, mas de certo estás num sítio mais bonito. levas as boas recordações que nos deixas e a experiencia de vida sempre com rasgo. onde quer que estejas agora, não queria deixar de te dizer que foi uma dádiva conhecer alguém assim.
e se alguém me voltar a transportar de cabelos ao vento
lembrarei sempre a tua célebre frase do small world,
life is a two day journey, carnival is three days... enjoy life.
20 julho 2007
17 julho 2007
16 julho 2007
15 julho 2007
12 julho 2007
Estoril Sol

10 julho 2007
um dia a casa vem abaixo

ao fazer o novo guia ConVida para Campo de Ourique descobri mais este malicioso plano autárquico. mais uma casa que não será preservada.
uma cidade é feita de detalhes... a morada na Rua Tomás da Anunciação, 120 dará lugar a mais um prédio abrupto e sem carisma. e depois é só dizerem que Paris é que é bonito...
09 julho 2007
27 junho 2007
Lisboa abençoada

e passadas algumas semanas
estreia-se também a Time Out Barcelona.





























