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24 janeiro 2008

mais luz para Lisboa


é já amanhã que inaugura a Fabrico Infinito,
na Rua Dom Pedro V, 74.
muito à frente, este novo espaço,
sonho de uma brasileira e uma alemã promete originalidade, transformação e um café com esplanada em pleno Príncipe Real.
Nós agradecemos.

23 janeiro 2008

tributo

Heath Ledger is not there anymore.

fraqueza de espírito ou não,
a procura do nada permanece.


Batman - The Dark Knight (2008)
I'm Not There (2007)
Brokeback Mountain (2005)

Casanova (2005)
The Brothers Grimm (2005)
Ned Kelly (2003)
Monster's Ball (2001)
A Knight's Tale (2001)
The Patriot (2000)
10 Things I Hate About You (1999)
Two Hands (1999)

21 janeiro 2008

O Senso e a Cidade l Na palavra Oportunidade


aqui na página 7 ou

O Turismo de Lisboa perguntou-me qual a relação com a minha cidade e o senso leva-me a partilhar-lho hoje por estas linhas.

Enquanto caminho livre pelas ruas da cidade, abraço a palavra cumplicidade. O sentido de pertença molda-se em silêncios puros, que não já não precisam de nome. Ontem menina e moça, hoje mulher és a minha Lisboa, uma amante por quem vivo uma paixão compulsiva.

Desejando-te uma feminilidade balzaquiana, procuro-te ainda um mais digno Terreiro do Paço, a recuperação dos edifícios devolutos, a substituição das inexplicáveis esplanadas de plástico, uma Baixa Pombalina com sorrisos nocturnos, ou mesmo uma perseverança e uma vontade mais sentida. Mas foi nos dias em que te troquei pela justa e rigorosa Amesterdão ou pela alegre e caótica Atenas, que realizei numa certeza mais limpa, a bênção de um Tejo que nos abraça. Talvez por isso, e apesar do que te falta, não ousei trocar-te pela movida de Madrid.

Sonhos e futuros à parte, sempre misteriosa, a minha cidade branca continua a atrair viajantes, sejam eles descobridores por tempo certo, ou vidas livres que passaram a chamar pátria à nossa capital. E perante a energia presente, onde se vive a ideia de mundo, os alternativos pontos de encontro fazem-me trocar pensamentos e palavras mais europeias. Por isso agradeço os novos lugares que hoje habito. Lisboa está, sem dúvida, mais iluminada e se muitos acusam ainda o ”tanto por fazer”, apenas me revejo na palavra oportunidade.

Entre as esquinas escondidas e os tapetes de folhas de plátanos que testemunham a estação presente, sei que Lisboa é insubstituível. E se o caminho é longo, para nunca deixar de a sonhar, nas suas sete colinas me enaltecerei. Sempre.

coluna de opinião publicada a 21 de Janeiro no Meia Hora

atonement


na espera de um outro alcance mais puro,

o melhor filme do ano.
(se ainda viu, não veja os filmes seguintes)








18 janeiro 2008

Descobrir l o culto do chá


aqui páginas 12 e 13

17 janeiro 2008

Nike somewhere outside Manchester


a Nike continua a apostar as suas publicidades nos valores portugueses.
o que é nacional continua a ser bom.

16 janeiro 2008

Descobrir l os 4 elementos


aqui nas páginas 14 e 15
Agradecimentos aos portugueses no mundo:
Barcelona: Guilherme Godinho, Gota Pinto-Coelho e Pedro van Zeller
Londres: Sousa e JoanaVilhena Ramos e Josephine Campos e Sousa
Nova Iorque: João Rodrigo Santos e Rui Abecassis

move

uma das vozes mais sexy's do planeta
ou os anjos afinal não precisam de asas?

14 janeiro 2008

O Senso e a Cidade l Fogo sem Fumo


aqui na página 7 ou
Confesso que os cigarros dos outros sempre me incomodaram e estaria a ser incoerente se o escondesse por estas linhas. Enquanto moradores neste mundo universal vamos sendo também as nossas circunstâncias e depois de três anos de vida em Amesterdão confesso que hoje transporto algumas ideologias mais radicais. Por ser considerado falta de respeito fumar em casa dos amigos, a minha varanda com dez graus negativos inundava-se de fumadores aos saltos que o faziam para combater o frio, mas por vontade própria.

Como contraste bastou-me um ano de Atenas para perder qualquer hábito fundamentalista, sendo que as famílias gregas fumam com os filhos dentro do carro de janelas fechadas e as saídas à noite mais parecem uma busca ao Rei D. Sebastião. Apesar da tinta que corre sobre a nova lei anti-tabaco, que entrou em vigor em Portugal no início de 2008, hoje sei que habito um país onde me acompanha a palavra equilíbrio.

Nos 14 dias de lei, e pelo que observei devo escrever que estou impressionada com o cumprimento dos portugueses. Nem sempre são perfeitas as soluções, mas a necessidade de nos despirmos em frente à máquina de lavar depois de uma ida ao Lux baixou literalmente e o day after já não é tão ressacante.

Nos meus trinta anos saborosamente balzaquianos confirmo que viver é muito bom, e sempre que o escrevo tropeço na palavra saúde. Ao que parece Lisboa está mais respirável e desculpem-me “o egoísmo” mas a minha liberdade permite-te gostar mais desta versão. Mesmo com a nova lei, Lisboa continua divertida e luminosa e apesar do ditado fica comprovado que afinal pode haver fogo sem fumo.
coluna de opinião publicada a 14 de Janeiro no Meia Hora

Descobrir l energia para 2008


aqui (páginas 12 e 13)

frase da semana

"A melhor definição de sucesso foi oferecida por Churchill: é ir de fracasso em fracasso sem nunca perder o entusiasmo."

crédito João Pereira Coutinho

10 janeiro 2008

on the waterfront with style II


mesmo com "Docas" desorientadas, Lisboa volta a ser destacada num artigo desta vez pela ShermansTravel, editora norte-americana de publicações de viagens, em parceria com a Yahoo Travel.
original aqui.

07 janeiro 2008

Nike Shox Lisbon

frase da semana

"não existe o pecado do osso, apenas o pecado da carne."

crédito ao ego descontrolado, também ilustre guru Duarte Miranda Mendes

O Senso e a Cidade l Os sorrisos livres


aqui na página 7 ou

Porque é a primeira vez que escrevo esta coluna em 2008 gostaria de o fazer não apenas sobre, mas também para o maior património de Lisboa: os viajantes que todos os dias inundam as ruas da cidade. Aplicável a todos os outros centros urbanos de Portugal, o poder do ser humano como factor indispensável à energia de uma Lisboa mais feliz é suficientemente valioso para lhe dedicar estas linhas.

Muitas são as promessas no novo ano, muitas são as expectativas que vamos desejando conquistar. Muitas são as pedras que nos engrandecem e muitos são os desafios que nos vão construindo. Determinados na tarefa de alcançar os objectivos a que nos propomos e a atitude com que o faremos será sempre o grande factor diferenciador. A palavra “difícil” poderá aparecer pelas esquinas inesperadas, mas esse ingrediente dará às vitórias uma outra luz mais transbordante.

Num país abraçado pelo Fado, e onde se vive o constante sentimento de faltar sempre alguma coisa observo muitas vezes os sorrisos tristes, transportadores das palavras “impossível” ou “complicado”. Seremos sempre seres humanos mais inteiros se mantivermos a capacidade de sonhar e seremos habitantes mais felizes quando nos entregamos com auto-estima e confiança ao papel a que nos propomos desempenhar na sociedade.

Num novo ano que agora começa atrevo-me a registar que qualquer capital europeia é sempre mais luminosa, quando transporta o movimento diferencial de quem simplesmente acredita.

É que o poder de uma cidade estará sempre nos sorrisos livres.
As cidades portuguesas merecem. E a nossa identidade também.

coluna de opinião publicada a 7 de Janeiro no Meia Hora

06 janeiro 2008

expectation


enquanto caminhamos sobre a lua
trocam-se opções
que não precisam de nome.

03 janeiro 2008

Descobrir l abrindo tesouros


aqui (páginas 12 e 13)

01 janeiro 2008

grande praia


no silêncio,
o primeiro de 2008.

31 dezembro 2007

em silêncio


em silêncio,
o último abraço de 2007.

28 dezembro 2007

para 2008


algumas previsões para 2008 aqui.

27 dezembro 2007

cabaret


ou anda tudo à procura de nada?

26 dezembro 2007

lost in translation


mas se hoje me puderes ouvir
recomeça,
medita numa longa viagem.

25 dezembro 2007

25


enquanto a noite nos toca de perto
renova-se a palavra
silêncio.

23 dezembro 2007

no words

because at Christmas
you always tell the truth.

21 dezembro 2007

Descobrir l com uma outra luz especial


aqui (páginas 12 e 13)

20 dezembro 2007

próxima paragem


na mochila,
os amigos
a palavra coerência
engrandecimento
solidez

e a luz de sempre.

19 dezembro 2007

fim da linha


ou o mergulho
numa palavra
chamada futuro.

um voo breve II


o que de mais belo soube
sempre o disse,
de repente,

a alguém que não conhecia.
JTM

17 dezembro 2007

the great Porto


enquanto a velocidade anda à solta,
uma outra sofisticação mais serena
define o limites

do que nos engrandece.

O Senso e a Cidade l A prata da casa


aqui na página 7 ou

Porque é a última vez que escrevo antes da passagem de ano partilho o entusiasmo vivido no passado Outubro, com o restauro do relógio do Arco da Rua Augusta. A orientar-nos temporalmente desde 1941, o coração deste ex-líbris público em pleno Terreiro do Paço voltou a bater o coração com as obras de recuperação efectuadas por Luís Manuel Cousinha, neto do fabricante do mecanismo e precursor do avô e do pai. O arranjo custou cerca de 12 mil euros, resultado de uma parceria entre o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), a empresa Torres Distribuição e a relojoeira Jaeger-leCoultre.

Tanta sorte não teve o relógio da hora legal do Cais do Sodré instalado naquele local, para informar os barcos que deixavam o Tejo e precioso para o acerto dos cronómetros marítimos, instrumentos essenciais à navegação.

Depois da descaracterização a que a Praça Duque da Terceira foi sujeita, voltando as costas da cidade ao rio, com a construção dos edifícios para albergar a Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Toxicodependência, a Administração do Porto de Lisboa colocou um novo relógio que no seu entendimento é de "tecnologia digital e design bem mais moderno". O original foi colocado em exposição na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, e com esta troca, o marco público da praça passou a ser mais um, pois o mesmo já não está ligado aos cinco relógios atómicos do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Para uma cidade credibilizar a sua história, não faria mais sentido a reposição do mecanismo, mas com a verdadeira prata da casa?

coluna de opinião publicada a 17 de Dezembro no
Meia Hora

14 dezembro 2007

Descobrir l longe dos Colombos deste mundo


aqui nas páginas 12 e 13

13 dezembro 2007

Europe’s West Coast


José Mourinho, Mariza, Cristiano Ronaldo ou a artista Joana Vasconcelos são as caras da campanha promocional da imagem de Portugal no estrangeiro, ontem apresentada no Pavilhão de Portugal.
mais aqui

12 dezembro 2007

on the waterfront with style


Lisboa foi destacada num artigo do New York Times,
The 53 Places to Go in 2008.

10 dezembro 2007

O Senso e a Cidade l Aguardarei atenta


aqui na página 8 ou

Existem moradas que me faltam e o miradouro de São Pedro de Alcântara é uma delas. Mesmo depois de o visitar sem autorização, no passado Julho, e porque era inadmissível não partilha-lo com um amigo viajante do mundo, é urgente a devolução deste marco lisboeta à dinâmica da cidade.

Irmão geográfico do renovado Elevador da Glória, este jardim construído no séc. XIX, também conhecido pelo nome de António Nobre está construído em socalcos, numa das encostas das sete colinas. Um ponto de referência, para quem se move no Bairro Alto e no Príncipe Real, este jardim goza de uma das fotografias mais viciantes do leste da cidade, com a imagem dos bonitos bairros da Graça, São Vicente de Fora e Castelo de São Jorge.

Prometida pelo vereador do ambiente e espaços verdes da Câmara de Lisboa, José Manuel de Sá Fernandes, a devolução está prevista para o início de 2008. Depois de quase um ano de obras paradas, por falta de pagamento da Câmara de Lisboa ao empreiteiro, e como um dos detalhes urgentes a resolver no combate à “Lisboa paralisada” de António Costa, a conclusão dos trabalhos reiniciados em Setembro é fulcral à auto-estima dos lisboetas. As intervenções nos lagos, estátuas, pavimentos, zonas verdes, iluminação pública e mobiliário urbano, com orçamento de 987 mil euros têm ainda previsto (e espero que com bom senso) a construção de um espaço de cafetaria, que será concessionada a uma gestão privada.

Por estas linhas aguardo atenta, uma das varandas onde costumo abraçar a cidade, e como escrevia o poeta que empresta o nome ao jardim, me esperam tardes de sonho em que a poesia escorre.

coluna de opinião publicada a 10 de Dezembro no Meia Hora

09 dezembro 2007

saying nothing

07 dezembro 2007

Descobrir l O meu país é sempre onde estou bem


Ruy Belo escreveu um dia que o meu país é sempre onde estou bem.
As nossas cidades estão a ficar diferentes e é com entusiasmo, que confirmo a invasão de outros viajantes do mundo, a quererem apelidar Portugal de nova morada. Com muita coisa ainda por fazer, estes sorrisos livres apaixonam-se pelos mistérios escondidos, de qualquer coisa que não precisa de nome. Vontade em construir bem e um enorme sentido de oportunidade fazem hoje de Lisboa, um lugar onde as palavras passaram a ser mais universais. Por ser uma estreia, hoje dedico estas sugestões a todos os “bons rapazes” e raparigas, que tanto têm iluminado a nossa cidade. É que Lisboa merece muito. E quem tiver abertura de mente, também.

No cortar de fita da página dupla do Meia Hora, sobre descobrir Lisboa, destaquei o Les Mauvais Garçons. É que a minha cantina especial continua a enaltecer as ruas do Bairro Alto. Com a simpatia contagiante do mauvais garçon, David Garcia Gonzalez, um andaluz que trocou as cidades de Paris, Madrid e Barcelona pela magia de Lisboa, aqui está-se bem a qualquer hora do dia. Depois de se render à lasanha vegetariana, à salada de salmão e chèvre, ou ao tourte au canard, não se vá embora sem provar o moelleux au chocolat ou o original bolo de chocolate branco, acompanhado de qualquer chá da Mariage Frères.
mais aqui (página 12 e 13)

1972


no dia em que o céu te recebeu,
abraço-te sempre

como mereces.

05 dezembro 2007

Lisboa merecia


hoje ouvi isto
nas ruas da minha cidade.

made in heaven ou não

a minha Lisboa merecia
uma interpretação do grande Freddie.

04 dezembro 2007

Waterfront Developments Symposium


a conferência "Sustainable Urbanism for Waterfront Developments"
vai acontecer esta 6ª feira dia 7 de Dezembro.

mais informação sobre Waterfront Developments Symposium Lisbon 2007 aqui

03 dezembro 2007

O Senso e a Cidade l Make it simple


aqui na página 8 ou
Há uma semana que cheira a Natal nas ruas da capital. Com um protocolo assinado em 1996, entre a União dos Comerciantes do Distrito de Lisboa e a Câmara Municipal, o comércio tradicional é inundado de luz com um orçamento que ronda os 406 mil euros.
Além do bairro da Avenida de Roma, da Rua Ferreira Borges em Campo de Ourique, da Baixa Pombalina, do Chiado, da Rua de Belém, da entrada das Amoreiras, Santa Apolónia e Pedrouços, gozamos ainda de iluminações natalícias no Rossio e na Avenida da Liberdade, sendo estas possíveis com o patrocínio de uma instituição privada. O orçamento teve um corte na ordem dos 60%, o que desinquieta sempre os comerciantes de rua, que lutam contra os impessoais centros comerciais.
Sempre fiel ao "less is more" de Mies van der Rohe, não posso deixar de me desiludir ao procurar sentir as luzes de Natal no Chiado. Com um orçamento mais em conta, poderia ter sido feito uma intervenção mais sóbria e mais condizente com a beleza da nossa cidade branca, que é já tão espontaneamente iluminada. Laços rebuscados, muitas cores sortidas e alguns bolos de noiva não me convidam a respirar a espiritualidade possível, nesta época consumista.
Por isso e oferecendo de graça, desde já, os meus serviços de consultadoria estética para o ano de 2008, faço o apelo: da próxima vez make it simple. O Chiado já é tão bonito, que simples luzes brancas em quantidade seriam com certeza suficientes para o enaltecer. É que como escreveu um dia Eugénio de Andrade, Lisboa é uma rapariga descalça e leve e não precisa de muitas cerejas para brilhar. Eu sei e tu sabias?
coluna de opinião publicada a 3 de Dezembro no Meia Hora

nova vaga



e esta estranha paz
era diante dos infortúnios
o seu único poder


José Tolentino Mendonça, in Antígona e a lei dos homens

nouvelle vague


mais aqui

28 novembro 2007

o voo de Teresa


Teresa Salgueiro decidiu sair dos Madredeus para se dedicar aos seus projectos a solo, mas mantém-se disponível para colaborações futuras com o grupo português, afirmou hoje a cantora. ler mais aqui.

25 novembro 2007

O Senso e a Cidade l Ainda



aqui na página 6 ou

O cinema Quarteto foi encerrado na passada semana, pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais, por falta de sistema de prevenção de incêndios e presença de materiais inflamáveis. Esta carismática sala da sétima arte lisboeta tem reabertura prevista para Dezembro.

Sem tempo certo de recuperação continua AINDA o nº 30 da Rua Domingos Sequeira, o Cinema Paris. Da autoria do Arquitecto Victor Manuel Carvalho Piloto, esta sala de cinema inaugurada em 1931 foi encerrada nos finais da década de setenta e encontra-se hoje em lamentável avançado estado de deterioração. Depois do abandono e de várias possibilidades de recuperação, como um Lidl, uma possível morada da Academia Coral Lisboa Cantat, uma demolição em 2003 travada por contestação dos viajantes da cidade, o edifício acabaria por ser expropriado em 2004.

Burocracias e jurisdições à parte, sei que por trás da fachada em mau estado, existe um potencial pé direito a ser mais um pólo cultural da capital. Para lisboetas e turistas, o sonho desta recuperação envolveria a carreira do eléctrico 28 com a tão visitada Estrela e os bairros de Campo de Ourique, Lapa, Rato e São Bento. Com a basílica ao fundo e as árvores como moldura, não existirão dúvidas que nos encontramos perante um dos postais de excelência da cidade.

Se por uma infeliz passividade sem perdão, um dia esta casa vier a baixo, recordarei para sempre o Cinema Paris, no imortal Lisbon Story do Wim Wenders. Com o Ainda dos Madredeus como música de fundo, por estas linhas vou dizendo certas coisas. São verdades, são procuras sempre com a certeza de quem alcança, mora longe.

coluna de opinião publicada a 26 de Novembro no jornal Meia Hora.


la vieille grotte


à volta,
com os amigos,
"si le livre est ton corps,
mes mains seront ta bouche". DMM

24 novembro 2007

um dia


serei.
quando for grande.

21 novembro 2007

eléctrico 24


excelente notícia

green destiny


na arcádia grega,
fecha-se o ciclo
e abrem-se as comportas.

20 novembro 2007

encontro


a beleza dos plátanos,
cobriu de dourado a nossa cidade.

a espiritualidade
está em encontros tão simples.

19 novembro 2007

O Senso e a Cidade l E fez-se Luz



aqui na página 6 ou
Ao observar o Aqueduto das Águas Livres, concretamente a Arcaria do Vale de Alcântara, volto a sentir com imensidão a cidade solta nos cabelos.
Com 941 metros de comprimento e 65 metros de altura, os 35 arcos constituídos por 14 ogivais e 21 de volta perfeita são um marco importante da história de Lisboa. Ao contemplar este monumento, do magnânimo reinado de D. João V estendo um sorriso, e desta vez mais iluminado.
Depois de dois anos sem luz, por degradação do anterior dispendioso sistema de iluminação, a magnífica obra de engenharia hidráulica volta a envolver-se com a magia nocturna da capital. Com comparticipação da EPAL, entidade que gere o Aqueduto, a Divisão de Iluminação Pública da CML remodelou os projectores no passado 8 de Novembro, colocados hoje no cimo dos seus pilares. Com a projecção equacionada em linhas de luz, de cima para baixo, os detalhes arquitectónicos estão agora mais realçados. Com uma nova concepção, mais eficiente e económica, o sistema baseia-se em lâmpadas de baixo consumo e de grande durabilidade, poupando muita energia, com uma redução de custos na ordem dos 90%.
Com probabilidade de algum príncipe desta cidade me imaginar de braço dado ao Velho do Restelo, imagem que reconheço sempre com um orgulho justo, não fosse esta coluna também sobre bom senso, hoje a nota é radiosamente positiva.
É que mesmo tropeçando na passividade de não querer ter mais e melhor, estamos sempre a tempo de alcançar a excelência, e numa outra mensagem, amar o património à noite vale sempre a pena, só é preciso que a luz não seja pequena.
coluna de opinião publicada a 19 de Novembro no jornal Meia Hora.

16 novembro 2007

banho de chuva


no dia nacional do Mar,
as cinderelas contemporâneas
já não perdem sapatos de cristal.

mais aqui

15 novembro 2007

0708


todos os dias.

13 novembro 2007

O Senso e a Cidade l O Mata Rato


aqui na página 7 ou

Aprovado em 2005, pela vereadora Eduarda Napoleão, ainda na autarquia presidida por Santana Lopes, e com aprovação do IPPAR (IGESPAR desde Março), o imóvel da autoria de Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus, aguarda apenas a aprovação da licença de construção, pela CML. Composto por 7 pisos acima do solo e 5 de estacionamento, com fachadas entre os 19 e os 22 metros, 10.000 metros quadrados em gaveto com apartamentos T0 e T2, o prédio terá lugar entre a Rua Alexandre Herculano, Largo do Rato e Rua do Salitre.

A construção do edifício promete muita polémica entre defensores do enquadramento histórico e adeptos de soluções arquitectónicas de ruptura. Há quem diga que a primeira impressão marca sempre, e a minha tem a percepção de uma volumetria excessiva, para aquele largo que se tem vindo a tornar numa passagem de veículos poluentes.

Os prédios laterais perderão a estrutura e o Chafariz do Rato, do século XVIII, perderá enaltecimento. A construção do edifício obrigará à demolição de imóveis como a centenária Associação Escolar de São Mamede e a Sinagoga de Lisboa ficará ainda mais engasgada. Olhando para as Avenidas próximas, penso que os exemplos de ruptura deixam muito a desejar e o prédio vizinho da Império nem precisa de comentários.

É certo que as cidades tem de crescer, mudar e evoluir. A diferença está em transformarem-se com qualidade e coerência urbanística. Não duvido da qualidade arquitectónica do edifício, mas será este o lugar certo para o colocar? Na dúvida e para não continuar a descaracterizar a nossa cidade, melhor que fazerem mal, é não fazerem nada.

coluna de opinião publicada a 13 de Novembro no jornal Meia Hora.

entre aqui para votar neste projecto.

obrigatório ler

este post do Henrique Burnay

11 novembro 2007

mais Um dia por Lisboa



Um dia por Lisboa, o Tejo e tudo, Teatro S.Luiz, 12 Novembro, das 18h às 23h
«O que fazer e não fazer com a Frente Ribeirinha de Lisboa

Numa iniciativa do grupo “Um dia Por Lisboa”, dia 12 de Novembro, das 18 às 24h, no Teatro S. Luís, no Jardim de Inverno, estarão presentes várias personalidades, especialistas e opinion makers, que vão intervir sobre os seguintes temas:

Tejo ­– usos do Rio e das suas margens
A Margem Ribeirinha, Planos e Projectos
A Administração da Frente de Rio

O cidadãos residentes e utentes de Lisboa, além de serem convidados a estar presentes, terão também um papel activo nesta discussão, nos “Speakers Corner”, cabines com sistema de gravação, onde poderão deixar os seus depoimentos e opiniões sobre os temas em discussão

Programa:
18h às 21h00- Intervenções de, entre outros :
António Câmara, Nuno Portas, Gonçalo Ribeiro Telles; Raquel Henriques da Silva; Nuno Teotónio Pereira; Jorge Gaspar; Augusto Mateus ; Paulo Saragoça da Matta, José António Pinto Ribeiro

21h30 – Debate com os responsáveis decisores da zona ribeirinha e da cidade de Lisboa: Presidente da CML António Costa*, Manuell Salgado, Vereador do Planeamento Urbano da CML, Manuel Frasquilho ­‑ APL, Fonseca Ferreira ­‑CCDR de Lisboa, José Miguel Júdice, e Rolando Borges Martins ­‑ Parque Expo

08 novembro 2007

para quem merece



a pele é o órgão de revestimento externo do corpo, sendo o maior do corpo humano e o mais pesado, responsável pela proteção do organismo.

07 novembro 2007

baliza


la realidad hay que sobrevivirla.
los sueños hay que perseguirlos y vivirlos.

06 novembro 2007

obrigatório ver


"roubado" aqui

linie 24


curioso este artigo de um blog alemão que considera a campanha pelo regresso da Linha 24 de eléctrico clássico como um projecto "importantíssimo para o desenvolvimento do turismo de qualidade em Lisboa". Ainda convida os alemães a assinarem a petição. Nós agradecemos.

05 novembro 2007

O Senso e a Cidade l A devolução do 24


aqui na página 7 ou

No passado dia 2 de Novembro, comemorou-se o centenário do nascimento da carreira do eléctrico 24. Nascida em 1907, esta linha percorria bairros como o Carmo, o Príncipe Real, o Rato, as Amoreiras ou Campolide, unindo o Cais do Sodré ao Alto de São João.

Suspensa temporariamente desde 28 de Agosto de 1995, devido às obras de construção do parque de estacionamento de Campolide, a falta desta linha deixou Lisboa carismaticamente mais pobre. Existe um protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Carris, para activar o percurso de Campolide ao Largo do Carmo, após conclusão das obras do passadiço do Elevador de Santa Justa, sendo que as mesmas já terminaram.

Representando uma espinha dorsal, para pontos de atracção de excelência da cidade, como o Chiado e o Bairro Alto, não faria todo o sentido, devolver o 24, não só aos lisboetas, mas também aos nossos turistas?

Numa altura em que as grandes cidades mundiais, repensam a utilização dos meios de transporte, preferencialmente amigos do ambiente, evitando o automóvel nos centros históricos, não será fulcral repensar a rede de eléctricos da capital?

Porque acredito que o 24 poderá tornar-se num novo ícone lisboeta, relembro com cumplicidade as palavras de Fernando Namora. Os donos desta cidade não são furiosos automóveis, de garganta estridente, que aos poucos, foram aterrando a peonagem até chamar a si monopólio da via publica. Os eléctricos são os donos da cidade. Neles, os citadinos têm a sua última oportunidade de saber onde vivem e com quem vivem. Nos eléctricos enfim, as pessoas humanizam-se e a cidade desenruga-se.
coluna de opinião publicada a 5 de Novembro no jornal Meia Hora.
entre aqui para assinar a petição.

01 novembro 2007

corte de cabelo


por hoje
a existência molda-se assim.

transmissão


enquanto me descobres
redefino os contornos.
somos ainda maiores
quando não nos perdemos.