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18 fevereiro 2008

O Senso e a Cidade l Pink Lisbon


aqui página 5 ou
Em três meses apenas Lisboa teve quatro referências internacionais: The New York Times, ShermansTravel/ Yahoo! Travel, Telegraph e ainda na edição de Janeiro/ Fevereiro da Virtuoso Life Magazine, uma edição norte americana com 250 mil exemplares. Mesmo com algumas gralhas ou discordâncias, o importante é que Lisboa está de facto na moda.
Como uma das obrigatórias capitais do momento foi eleita em segundo lugar pelo The New York Times e terceiro do top ten mundial dos locais a visitar em 2008, pela ShermansTravel Yahoo! Travel. Os destaques nesta edição vão para as nossas sete colinas e a calçada portuguesa que matam sempre com uma mais-valia orgulhosa, a elegância dos passos de qualquer lusitana mais sofisticada. A cozinha aclamada de inovadora é também mencionada como ponto forte.
O periódico inglês Telegraph implora a visita a Lisboa o mais depressa possível, sendo que nos considera o próximo hit da Europa. A Virtuoso Life Magazine afirma que Lisboa está a transformar-se numa capital chique e destaca as lojas irresistíveis, a boa relação qualidade preço, a beleza natural, as paisagens, o contraste entre florestas e areia branca e ainda a temperatura amena durante todo o ano.
Além do destaque ao Mosteiro dos Jerónimos, Museu Calouste Gulbenkian, Museu do Azulejo, pastéis de Belém, Sintra com passagem obrigatória pelos travesseiros e ainda o bacalhau e o vinho do Porto, a grande novidade é associarem-nos a um sonho cor-de-rosa, com uma expressão inovadora “pink Lisbon”.
Com cores de sonho, verdade ou não o que interessa é que permanece um convidativo "think Lisbon".
Nós agradecemos.
coluna publicada a 18 de Fevereiro no Meia Hora

16 fevereiro 2008

Lisbon is transforming into a chic capital


Com sonhos cor-de-rosa e vinho do Porto, Portugal’s central coast serves up an enticing cocktail num artigo desta vez pela Virtuoso Life Magazine.
Para ler o artigo com imagens aqui, página 94.

15 fevereiro 2008

Descobrir l de amor e para o amor


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

13 fevereiro 2008

convite 14 Fev


com uma das mais bonitas campanhas da praça,
onde Lisboa brilha para além do óbvio,
a Jameson, patrocinador da minha coluna Descobrir
convida-nos a todos aqui. (ligar o som)

11 fevereiro 2008

Portugal ganha 3º lugar World Press Photo


O “medo” de Jaime Jesus, um bodyboarder de 20 anos, da Figueira da Foz, a cair de uma onda de quatro metros na Praia do Norte, na Nazaré, trouxe até Portugal, para as mãos de Miguel Barreira, fotógrafo do diário desportivo Record, o terceiro lugar da categoria de Desporto dos prémios World Press Photo 2008. Miguel Barreira é o segundo português a conseguir este reconhecimento. O primeiro foi Eduardo Gageiro, em 1974, com uma fotografia do general Spínola.
mais aqui

um ano depois


há um ano presenciei a união de um amor que enalteceu os "amigos sãos". um ano depois, e ao ouvirmos o Linda Linda do Armando Gama (agradecemos o cd) pelas ruas da cidade sabemos que o que tem de acontecer tem uma força inquestionável.
meus queridos M e F, obrigada pela luz e pelo testemunho da palavra possível.

10 fevereiro 2008

O Senso e a Cidade l Desejos antecipados


aqui página 6 ou
José Tolentino Mendonça escreveu que levamos anos a esquecer alguém que apenas nos olhou.
Há dias cruzei-me com um viajante do mundo apaixonado pela minha Lisboa. Sobre um registo em papel de destino inseguro e numa cumplicidade quebrada num vão de uma escada de Alfama, o testemunho vivo do movimento da cidade.
Num reencontro adiado, hoje por estas linhas, a visão estrangeira de uma feira que não nos rouba nem nos ladra, e que apenas vai enaltecendo as madrugadas e manhãs de um bairro cheio de Graça:
Não deve haver outro lugar em Lisboa ao qual voltei tantas vezes, tantos sábados, algumas terças, e nunca me topei com uma feira igual a outra. Teimosa e carinhosamente, melhor cedo, espantando aos meus amigos que a sexta à noite me via voltar para a cama a horas de dia laboral, quase sempre com pouco dinheiro e nunca pronto para confundir o valor com o preço das coisas.
Continuo maravilhado de pensar que esta feira, possivelmente não me canse nunca. E se a feira não me cansa, a cidade que a esconde também não, e chega logo ao coração uma sensação de alívio, de descanso, de saber que por uma vez não será preciso fugir em poucas semanas, que se calhar ainda são possíveis os amores eternos.
A feira muda sempre, muda-se a si própria como procurando algum sinal externo que lhe devolva os traços de uma vez passada. A feira muda como fala, como escreve a sua papelada velha, com rapidez e “nocturnidade”.
Vá se a feira para encontrar, para se encontrar a um próprio nalguma verdade esquecida que pode aparecer em velhos livros, onde até podem aparecer os nossos desejos antecipados.
coluna de opinião publicada a 11 de Fevereiro no Meia Hora

miss move


enquanto não me registas,

uma outra beleza inteira
enaltece as palavras
inalcançáveis.

para tu isla

08 fevereiro 2008

Portugal deserves deeper exploration


Parece que a moda pegou.
Portugal volta a ser destacado num artigo desta vez pelo Telegraph.
Nós agradecemos.

Descobrir l único e irrepetível


aqui páginas 12 e 13.

na natureza nada se repete,
não há duas árvores iguais,
dois pássaros iguais,
duas gotas de chuva iguais,
dois beijos iguais.

neste
fabrico infinito também tudo é único e irrepetível.
não volta mais.
aproveitem. e sejam felizes.
Fabrico Infinito
Rua Dom Pedro V, 74 Lisboa
Tel. 21 246 7629
http://www.fabricoinfinito.com/
Seg a Sex 11h – 19h (o horário irá ser alargado no futuro)

07 fevereiro 2008

reabriu




reabriu finalmente o Jardim de São Pedro de Alcântara.
a ver... o que lhe fizeram. comentários em breve.

01 fevereiro 2008

Descobrir l porque a vida são dois dias


aqui páginas 12 e 13.

30 janeiro 2008

partida


porque há dias que não vêm com livro de instruções.

28 janeiro 2008

O Senso e a Cidade l Mais vale tarde


aqui página 5 ou
Nunca me poderei esquecer do ano de 98 e dos dias felizes vividos na nossa exposição mundial, que tanto nos enalteceu como povo.
Depois de oito anos a degradar-se, a conclusão da reabilitação da Marina do Parque das Nações está finalmente prometida para o Verão de 2009.O presidente da Parque Expo, Rolando Borges Martins, prometeu a reabertura com renovação do comércio, restaurantes, animação e mais lugares para embarcações.
A bacia sul da Marina será adaptada para poder receber 580 embarcações, mais 80 do que as inicialmente previstas, de 10, 12 e 15 metros, o que permitirá um aumento de 23 % na oferta de postos de amarração.
Com projecto da Proman adjudicado à Somague, e com o aval do Laboratório Nacional de Engenharia Civil vai ser possível a reactivação da actual ponte-cais de Cabo Ruivo de modo a activar novamente para serviço de cruzeiros turísticos. Posteriormente, a marina poderá ser alargada à bacia norte, com a instalação de um número de postos de amarração que poderá oscilar entre os 250 e os 350.
Consequência de um contencioso que envolveu o concessionário da infra-estrutura e os seus credores e que terminou com a sua aquisição por parte da Parque Expo, Lisboa aguardará mais um ano e meio para voltar a ter a vida merecida nesta parte da cidade.
É urgente questionar a falta de dinâmica que caracterizou todo o processo, e os desperdícios continuamente feitos ao longo da zona ribeirinha de uma cidade que recebeu pelas mãos da natureza um Tejo de mão beijada.
Apesar dessa questão, Lisboa merece sempre.
E no final o ditado prevalece: mais vale tarde do que nunca.
coluna de opinião publicada a 28 de Janeiro no Meia Hora

26 janeiro 2008

Descobrir l pelas ruas da cidade


aqui páginas 12 e 13.

"A Message"


convido-vos a ler este post.

24 janeiro 2008

mais luz para Lisboa


é já amanhã que inaugura a Fabrico Infinito,
na Rua Dom Pedro V, 74.
muito à frente, este novo espaço,
sonho de uma brasileira e uma alemã promete originalidade, transformação e um café com esplanada em pleno Príncipe Real.
Nós agradecemos.

23 janeiro 2008

tributo

Heath Ledger is not there anymore.

fraqueza de espírito ou não,
a procura do nada permanece.


Batman - The Dark Knight (2008)
I'm Not There (2007)
Brokeback Mountain (2005)

Casanova (2005)
The Brothers Grimm (2005)
Ned Kelly (2003)
Monster's Ball (2001)
A Knight's Tale (2001)
The Patriot (2000)
10 Things I Hate About You (1999)
Two Hands (1999)

21 janeiro 2008

O Senso e a Cidade l Na palavra Oportunidade


aqui na página 7 ou

O Turismo de Lisboa perguntou-me qual a relação com a minha cidade e o senso leva-me a partilhar-lho hoje por estas linhas.

Enquanto caminho livre pelas ruas da cidade, abraço a palavra cumplicidade. O sentido de pertença molda-se em silêncios puros, que não já não precisam de nome. Ontem menina e moça, hoje mulher és a minha Lisboa, uma amante por quem vivo uma paixão compulsiva.

Desejando-te uma feminilidade balzaquiana, procuro-te ainda um mais digno Terreiro do Paço, a recuperação dos edifícios devolutos, a substituição das inexplicáveis esplanadas de plástico, uma Baixa Pombalina com sorrisos nocturnos, ou mesmo uma perseverança e uma vontade mais sentida. Mas foi nos dias em que te troquei pela justa e rigorosa Amesterdão ou pela alegre e caótica Atenas, que realizei numa certeza mais limpa, a bênção de um Tejo que nos abraça. Talvez por isso, e apesar do que te falta, não ousei trocar-te pela movida de Madrid.

Sonhos e futuros à parte, sempre misteriosa, a minha cidade branca continua a atrair viajantes, sejam eles descobridores por tempo certo, ou vidas livres que passaram a chamar pátria à nossa capital. E perante a energia presente, onde se vive a ideia de mundo, os alternativos pontos de encontro fazem-me trocar pensamentos e palavras mais europeias. Por isso agradeço os novos lugares que hoje habito. Lisboa está, sem dúvida, mais iluminada e se muitos acusam ainda o ”tanto por fazer”, apenas me revejo na palavra oportunidade.

Entre as esquinas escondidas e os tapetes de folhas de plátanos que testemunham a estação presente, sei que Lisboa é insubstituível. E se o caminho é longo, para nunca deixar de a sonhar, nas suas sete colinas me enaltecerei. Sempre.

coluna de opinião publicada a 21 de Janeiro no Meia Hora

atonement


na espera de um outro alcance mais puro,

o melhor filme do ano.
(se ainda viu, não veja os filmes seguintes)








18 janeiro 2008

Descobrir l o culto do chá


aqui páginas 12 e 13

17 janeiro 2008

Nike somewhere outside Manchester


a Nike continua a apostar as suas publicidades nos valores portugueses.
o que é nacional continua a ser bom.

16 janeiro 2008

Descobrir l os 4 elementos


aqui nas páginas 14 e 15
Agradecimentos aos portugueses no mundo:
Barcelona: Guilherme Godinho, Gota Pinto-Coelho e Pedro van Zeller
Londres: Sousa e JoanaVilhena Ramos e Josephine Campos e Sousa
Nova Iorque: João Rodrigo Santos e Rui Abecassis

move

uma das vozes mais sexy's do planeta
ou os anjos afinal não precisam de asas?

14 janeiro 2008

O Senso e a Cidade l Fogo sem Fumo


aqui na página 7 ou
Confesso que os cigarros dos outros sempre me incomodaram e estaria a ser incoerente se o escondesse por estas linhas. Enquanto moradores neste mundo universal vamos sendo também as nossas circunstâncias e depois de três anos de vida em Amesterdão confesso que hoje transporto algumas ideologias mais radicais. Por ser considerado falta de respeito fumar em casa dos amigos, a minha varanda com dez graus negativos inundava-se de fumadores aos saltos que o faziam para combater o frio, mas por vontade própria.

Como contraste bastou-me um ano de Atenas para perder qualquer hábito fundamentalista, sendo que as famílias gregas fumam com os filhos dentro do carro de janelas fechadas e as saídas à noite mais parecem uma busca ao Rei D. Sebastião. Apesar da tinta que corre sobre a nova lei anti-tabaco, que entrou em vigor em Portugal no início de 2008, hoje sei que habito um país onde me acompanha a palavra equilíbrio.

Nos 14 dias de lei, e pelo que observei devo escrever que estou impressionada com o cumprimento dos portugueses. Nem sempre são perfeitas as soluções, mas a necessidade de nos despirmos em frente à máquina de lavar depois de uma ida ao Lux baixou literalmente e o day after já não é tão ressacante.

Nos meus trinta anos saborosamente balzaquianos confirmo que viver é muito bom, e sempre que o escrevo tropeço na palavra saúde. Ao que parece Lisboa está mais respirável e desculpem-me “o egoísmo” mas a minha liberdade permite-te gostar mais desta versão. Mesmo com a nova lei, Lisboa continua divertida e luminosa e apesar do ditado fica comprovado que afinal pode haver fogo sem fumo.
coluna de opinião publicada a 14 de Janeiro no Meia Hora

Descobrir l energia para 2008


aqui (páginas 12 e 13)

frase da semana

"A melhor definição de sucesso foi oferecida por Churchill: é ir de fracasso em fracasso sem nunca perder o entusiasmo."

crédito João Pereira Coutinho

10 janeiro 2008

on the waterfront with style II


mesmo com "Docas" desorientadas, Lisboa volta a ser destacada num artigo desta vez pela ShermansTravel, editora norte-americana de publicações de viagens, em parceria com a Yahoo Travel.
original aqui.

07 janeiro 2008

Nike Shox Lisbon

frase da semana

"não existe o pecado do osso, apenas o pecado da carne."

crédito ao ego descontrolado, também ilustre guru Duarte Miranda Mendes

O Senso e a Cidade l Os sorrisos livres


aqui na página 7 ou

Porque é a primeira vez que escrevo esta coluna em 2008 gostaria de o fazer não apenas sobre, mas também para o maior património de Lisboa: os viajantes que todos os dias inundam as ruas da cidade. Aplicável a todos os outros centros urbanos de Portugal, o poder do ser humano como factor indispensável à energia de uma Lisboa mais feliz é suficientemente valioso para lhe dedicar estas linhas.

Muitas são as promessas no novo ano, muitas são as expectativas que vamos desejando conquistar. Muitas são as pedras que nos engrandecem e muitos são os desafios que nos vão construindo. Determinados na tarefa de alcançar os objectivos a que nos propomos e a atitude com que o faremos será sempre o grande factor diferenciador. A palavra “difícil” poderá aparecer pelas esquinas inesperadas, mas esse ingrediente dará às vitórias uma outra luz mais transbordante.

Num país abraçado pelo Fado, e onde se vive o constante sentimento de faltar sempre alguma coisa observo muitas vezes os sorrisos tristes, transportadores das palavras “impossível” ou “complicado”. Seremos sempre seres humanos mais inteiros se mantivermos a capacidade de sonhar e seremos habitantes mais felizes quando nos entregamos com auto-estima e confiança ao papel a que nos propomos desempenhar na sociedade.

Num novo ano que agora começa atrevo-me a registar que qualquer capital europeia é sempre mais luminosa, quando transporta o movimento diferencial de quem simplesmente acredita.

É que o poder de uma cidade estará sempre nos sorrisos livres.
As cidades portuguesas merecem. E a nossa identidade também.

coluna de opinião publicada a 7 de Janeiro no Meia Hora

06 janeiro 2008

expectation


enquanto caminhamos sobre a lua
trocam-se opções
que não precisam de nome.

03 janeiro 2008

Descobrir l abrindo tesouros


aqui (páginas 12 e 13)

01 janeiro 2008

grande praia


no silêncio,
o primeiro de 2008.

31 dezembro 2007

em silêncio


em silêncio,
o último abraço de 2007.

28 dezembro 2007

para 2008


algumas previsões para 2008 aqui.

27 dezembro 2007

cabaret


ou anda tudo à procura de nada?

26 dezembro 2007

lost in translation


mas se hoje me puderes ouvir
recomeça,
medita numa longa viagem.

25 dezembro 2007

25


enquanto a noite nos toca de perto
renova-se a palavra
silêncio.

23 dezembro 2007

no words

because at Christmas
you always tell the truth.

21 dezembro 2007

Descobrir l com uma outra luz especial


aqui (páginas 12 e 13)

20 dezembro 2007

próxima paragem


na mochila,
os amigos
a palavra coerência
engrandecimento
solidez

e a luz de sempre.

19 dezembro 2007

fim da linha


ou o mergulho
numa palavra
chamada futuro.

um voo breve II


o que de mais belo soube
sempre o disse,
de repente,

a alguém que não conhecia.
JTM

17 dezembro 2007

the great Porto


enquanto a velocidade anda à solta,
uma outra sofisticação mais serena
define o limites

do que nos engrandece.

O Senso e a Cidade l A prata da casa


aqui na página 7 ou

Porque é a última vez que escrevo antes da passagem de ano partilho o entusiasmo vivido no passado Outubro, com o restauro do relógio do Arco da Rua Augusta. A orientar-nos temporalmente desde 1941, o coração deste ex-líbris público em pleno Terreiro do Paço voltou a bater o coração com as obras de recuperação efectuadas por Luís Manuel Cousinha, neto do fabricante do mecanismo e precursor do avô e do pai. O arranjo custou cerca de 12 mil euros, resultado de uma parceria entre o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), a empresa Torres Distribuição e a relojoeira Jaeger-leCoultre.

Tanta sorte não teve o relógio da hora legal do Cais do Sodré instalado naquele local, para informar os barcos que deixavam o Tejo e precioso para o acerto dos cronómetros marítimos, instrumentos essenciais à navegação.

Depois da descaracterização a que a Praça Duque da Terceira foi sujeita, voltando as costas da cidade ao rio, com a construção dos edifícios para albergar a Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Toxicodependência, a Administração do Porto de Lisboa colocou um novo relógio que no seu entendimento é de "tecnologia digital e design bem mais moderno". O original foi colocado em exposição na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, e com esta troca, o marco público da praça passou a ser mais um, pois o mesmo já não está ligado aos cinco relógios atómicos do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Para uma cidade credibilizar a sua história, não faria mais sentido a reposição do mecanismo, mas com a verdadeira prata da casa?

coluna de opinião publicada a 17 de Dezembro no
Meia Hora

14 dezembro 2007

Descobrir l longe dos Colombos deste mundo


aqui nas páginas 12 e 13

13 dezembro 2007

Europe’s West Coast


José Mourinho, Mariza, Cristiano Ronaldo ou a artista Joana Vasconcelos são as caras da campanha promocional da imagem de Portugal no estrangeiro, ontem apresentada no Pavilhão de Portugal.
mais aqui

12 dezembro 2007

on the waterfront with style


Lisboa foi destacada num artigo do New York Times,
The 53 Places to Go in 2008.

10 dezembro 2007

O Senso e a Cidade l Aguardarei atenta


aqui na página 8 ou

Existem moradas que me faltam e o miradouro de São Pedro de Alcântara é uma delas. Mesmo depois de o visitar sem autorização, no passado Julho, e porque era inadmissível não partilha-lo com um amigo viajante do mundo, é urgente a devolução deste marco lisboeta à dinâmica da cidade.

Irmão geográfico do renovado Elevador da Glória, este jardim construído no séc. XIX, também conhecido pelo nome de António Nobre está construído em socalcos, numa das encostas das sete colinas. Um ponto de referência, para quem se move no Bairro Alto e no Príncipe Real, este jardim goza de uma das fotografias mais viciantes do leste da cidade, com a imagem dos bonitos bairros da Graça, São Vicente de Fora e Castelo de São Jorge.

Prometida pelo vereador do ambiente e espaços verdes da Câmara de Lisboa, José Manuel de Sá Fernandes, a devolução está prevista para o início de 2008. Depois de quase um ano de obras paradas, por falta de pagamento da Câmara de Lisboa ao empreiteiro, e como um dos detalhes urgentes a resolver no combate à “Lisboa paralisada” de António Costa, a conclusão dos trabalhos reiniciados em Setembro é fulcral à auto-estima dos lisboetas. As intervenções nos lagos, estátuas, pavimentos, zonas verdes, iluminação pública e mobiliário urbano, com orçamento de 987 mil euros têm ainda previsto (e espero que com bom senso) a construção de um espaço de cafetaria, que será concessionada a uma gestão privada.

Por estas linhas aguardo atenta, uma das varandas onde costumo abraçar a cidade, e como escrevia o poeta que empresta o nome ao jardim, me esperam tardes de sonho em que a poesia escorre.

coluna de opinião publicada a 10 de Dezembro no Meia Hora

09 dezembro 2007

saying nothing

07 dezembro 2007

Descobrir l O meu país é sempre onde estou bem


Ruy Belo escreveu um dia que o meu país é sempre onde estou bem.
As nossas cidades estão a ficar diferentes e é com entusiasmo, que confirmo a invasão de outros viajantes do mundo, a quererem apelidar Portugal de nova morada. Com muita coisa ainda por fazer, estes sorrisos livres apaixonam-se pelos mistérios escondidos, de qualquer coisa que não precisa de nome. Vontade em construir bem e um enorme sentido de oportunidade fazem hoje de Lisboa, um lugar onde as palavras passaram a ser mais universais. Por ser uma estreia, hoje dedico estas sugestões a todos os “bons rapazes” e raparigas, que tanto têm iluminado a nossa cidade. É que Lisboa merece muito. E quem tiver abertura de mente, também.

No cortar de fita da página dupla do Meia Hora, sobre descobrir Lisboa, destaquei o Les Mauvais Garçons. É que a minha cantina especial continua a enaltecer as ruas do Bairro Alto. Com a simpatia contagiante do mauvais garçon, David Garcia Gonzalez, um andaluz que trocou as cidades de Paris, Madrid e Barcelona pela magia de Lisboa, aqui está-se bem a qualquer hora do dia. Depois de se render à lasanha vegetariana, à salada de salmão e chèvre, ou ao tourte au canard, não se vá embora sem provar o moelleux au chocolat ou o original bolo de chocolate branco, acompanhado de qualquer chá da Mariage Frères.
mais aqui (página 12 e 13)

1972


no dia em que o céu te recebeu,
abraço-te sempre

como mereces.

05 dezembro 2007

Lisboa merecia


hoje ouvi isto
nas ruas da minha cidade.

made in heaven ou não

a minha Lisboa merecia
uma interpretação do grande Freddie.

04 dezembro 2007

Waterfront Developments Symposium


a conferência "Sustainable Urbanism for Waterfront Developments"
vai acontecer esta 6ª feira dia 7 de Dezembro.

mais informação sobre Waterfront Developments Symposium Lisbon 2007 aqui

03 dezembro 2007

O Senso e a Cidade l Make it simple


aqui na página 8 ou
Há uma semana que cheira a Natal nas ruas da capital. Com um protocolo assinado em 1996, entre a União dos Comerciantes do Distrito de Lisboa e a Câmara Municipal, o comércio tradicional é inundado de luz com um orçamento que ronda os 406 mil euros.
Além do bairro da Avenida de Roma, da Rua Ferreira Borges em Campo de Ourique, da Baixa Pombalina, do Chiado, da Rua de Belém, da entrada das Amoreiras, Santa Apolónia e Pedrouços, gozamos ainda de iluminações natalícias no Rossio e na Avenida da Liberdade, sendo estas possíveis com o patrocínio de uma instituição privada. O orçamento teve um corte na ordem dos 60%, o que desinquieta sempre os comerciantes de rua, que lutam contra os impessoais centros comerciais.
Sempre fiel ao "less is more" de Mies van der Rohe, não posso deixar de me desiludir ao procurar sentir as luzes de Natal no Chiado. Com um orçamento mais em conta, poderia ter sido feito uma intervenção mais sóbria e mais condizente com a beleza da nossa cidade branca, que é já tão espontaneamente iluminada. Laços rebuscados, muitas cores sortidas e alguns bolos de noiva não me convidam a respirar a espiritualidade possível, nesta época consumista.
Por isso e oferecendo de graça, desde já, os meus serviços de consultadoria estética para o ano de 2008, faço o apelo: da próxima vez make it simple. O Chiado já é tão bonito, que simples luzes brancas em quantidade seriam com certeza suficientes para o enaltecer. É que como escreveu um dia Eugénio de Andrade, Lisboa é uma rapariga descalça e leve e não precisa de muitas cerejas para brilhar. Eu sei e tu sabias?
coluna de opinião publicada a 3 de Dezembro no Meia Hora

nova vaga



e esta estranha paz
era diante dos infortúnios
o seu único poder


José Tolentino Mendonça, in Antígona e a lei dos homens

nouvelle vague


mais aqui