sss



07 abril 2008

barbela II


não serão as palavras,
mas os actos
que controiem
os mais dignos peixes dos cardumes.

06 abril 2008

barbela I


Conhecida também por diabo-do-mar, a Jamanta é um animal solitário, que ocasionalmente vive em pequenos agregados. Este animal dá-se bem com os mergulhadores e por vezes oferece-lhes boleia.
A Jamanta tem pele lisa e desloca-se na água batendo as barbatanas peitorais da mesma maneira que uma ave utiliza as suas asas de uma forma muito harmoniosa. As Jamantas são geralmente vistas na companhia de golfinhos e tubarões.
A alimentação da Jamanta é à base de pequenos peixes, também chamados de zooplâncton, ou seja, animais que andam à deriva no mar ao sabor da corrente.
Têm apenas pequenos dentes no maxilar inferior e nenhum no superior apanham os alimentos através de um filtro. A Jamanta nada com a boca aberta e leva o alimento em direcção à boca com a ajuda dos lóbulos. A corrente de água passa dentro da boca e sai pelas guelras, onde os filtros capturam as presas.
Têm de comer grandes quantidades todos os dias, porque as presas são pequenas. As Jamantas são animais solitários, mas juntam-se na época de reprodução. O período de acasalamento da Jamanta ocorre entre os meses de Dezembro a Abril, em águas tropicais e em redor das áreas rochosas dos recifes. Depois de acasalar com um segundo macho, a fêmea abandona o recife.

31 março 2008

O Senso e a Cidade l A Cidade de Seda


aqui página 6 ou
Sempre defendi uma Lisboa sofisticada. Menina e moça sim, mas sem lugar a esplanadas de plástico ou portas de alumínio, já que a minha cidade tem dádivas que não se compram.
Porque as suas qualidades naturais me preenchem sempre, na passada semana tive a oportunidade de descobrir-lhe uma vista que apenas imaginava em sonho. Sem a conhecer sabia que um dia, tal como a capacidade de deixar a vida surpreender-me, ela se cruzaria com a minha existência. Uma morada que abraça Lisboa em cento e oitenta graus de história e sentimentos únicos por quem a sente tanto como eu tento.
Um bar com um magnânimo terraço do último andar da Rua da Misericórdia, no Chiado está a fazer as delícias a quem de facto ama esta cidade.
Inalcançável para alguns, este discreto clube está a puxar pelo lado mais sofisticado dos portugueses. Aqui a água e sabão são trocados por auto-estima, amor-próprio e muitos brilhos nocturnos. Aceitando o elitismo, a existência é de louvar e por trás desta exigência estética que tanto engrandece o enjoy life está o melhor do mundo: os outros.
Nota vinte para o grupo de amigos que sonhou e construiu esta morada oferecendo à nossa cidade um lugar que na minha opinião ultrapassa claramente a experiência do restaurante Felix em Kowloon, situado no vigésimo oitavo andar do Hotel Península e de onde se avista soberbamente a energia de Hong Kong.
Quanto aos sonhos dos viajantes da minha querida cidade de seda e reflectindo no que se pode vir a tornar a nossa capital lembro-me sempre de Fernando Pessoa: porque eu sou do tamanho do que vejo, e não, do tamanho da minha altura.
coluna publicada a 31 de Março no Meia Hora.

28 março 2008

Descobrir l um outro toque de Midas


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23 março 2008

O Senso e a Cidade l uma lenta reverência


aqui página 6 ou
António Ramos Rosa escreveu que cada árvore é um ser para ser em nós. Para ver uma árvore não basta vê-la. A árvore é uma lenta reverência, uma presença reminiscente, uma habitação perdida e encontrada. À sombra de uma árvore, o tempo já não é o tempo, mas a magia de um instante que começa sem fim, a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas e de sombras interiores. Nós habitamos a árvore com a nossa respiração, com a da árvore. Com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses.
As árvores têm um papel fundamental nas cidades. Além de melhorarem sem dúvida a qualidade do ar, diminuírem a erosão dos solos, reduzirem o perigo de cheias e contribuírem para melhorar o ambiente social, encorajam as actividades ao ar livre.
Responsáveis por absorver o dióxido de carbono e transformarem-no em oxigénio, diminuem as emissões de CO2 que contribuem para o aquecimento global. Responsáveis por filtrar os poluentes ambientais, as baixas temperaturas associadas à sombra das árvores podem reduzir a percentagem de hidrocarbonetos que evaporam do combustível dos automóveis.
Como se isso não bastasse, as árvores atenuam os ruídos e embelezam a cidade. No começo da Primavera faço-lhes homenagem. Infelizmente são muitas as destruições das escassas zonas verdes de Lisboa e sem conta as diversas caldeiras sem árvores, ou cepos, muitos deles ocos e a servirem diariamente de caixotes do lixo.
No entretanto e porque o sonho também existe, por estas linhas alcanço as imagens breves, onde costumo esvoaçar sobre as calçadas. Nesses dias, os passeios são inundados pela beleza dos Jacarandás.
coluna publicada a 24 de Março no Meia Hora.

20 março 2008

Descobrir l para ressuscitação de Divas


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17 março 2008

O Senso e a Cidade l SOS Azulejo


aqui página 7 ou
Sejam eles hispano-mouriscos, encomendas da Flandres, de repetição, de obras encomendadas na Holanda, do Ciclo dos Mestres, da Grande Produção Joanina, do Rococó do Neoclássico, das fachadas de azulejo do Século XIX, de Rafael Bordalo Pinheiro, Querubim Lapa ou Jorge Barradas, de grandes campanhas do Metropolitano de Lisboa ou de outras grandes obras públicas, o azulejo faz parte da história da nossa identidade enquanto cidade.
Na viagem persistente da procura de uma casa, com algum carisma especial tenho observado com alguma tristeza a falta de azulejos, não apenas em fachadas, mas também no interior de algumas escadarias lisboetas.
Designado por uma placa de cerâmica quadrada, com uma das faces decorada e vidrada, o azulejo, importante para a cultura portuguesa, enaltece-se na vida das nossas cidades, não apenas pela permanência do seu uso ou por proteger e decorar tantos edifícios, mas também por ser uma arte decorativa tão subjacente à sua história.
Na intenção de uma preservação urgente partilho e enalteço por estas linhas, o projecto SOS Azulejo, uma iniciativa do Museu de Polícia Judiciária do Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais. Com parceria do Instituto Politécnico de Tomar, do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública, a mesma serve para combater o modo crescente e preocupante pelos furtos e vandalismos na grave delapidação do património azulejar português.
Para preservação das nossas cidades, fica o alerta.
coluna publicada a 17 de Março no Meia Hora

les mauvais garçons

14 março 2008

Descobrir l para o Pai que sabe sempre o que quer


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12 março 2008

1975 - 2008

125 azul


livres,
controem-se palavras
e edificam-se futuros
que não precisam de nome.

10 março 2008

O Senso e a Cidade l o segundo sonho


(Lisboa vista do Jardim Botânico)
aqui na página 7 ou
Se já partilhei por estas linhas o meu desejo de ver ainda em vida, o Terreiro do Paço como ele merece, partilho o segundo sonho de poder ir do Príncipe Real até à Avenida da Liberdade atravessando a exuberância do Jardim Botânico.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e o vereador do Urbanismo, Planeamento e Reabilitação Urbana, Manuel Salgado, anunciaram na passada semana os cinco primeiros classificados e respectivas propostas do Concurso de Ideias para a reabilitação do quarteirão de 15 hectares que engloba o Parque Mayer, a Praça da Alegria, o Jardim Botânico e os edifícios da antiga Escola Politécnica e zona envolvente.
As propostas de Aires Mateus e Associados em primeiro lugar, e os seguintes ARX Portugal Arquitectos, Vão Arquitectos Associados, Eduardo Souto Moura e Gonçalo Byrne Arquitectos foram as seleccionadas pela entrega dentro do prazo, além do bom pensamento ecológico, animação sociocultural e de qualidade arquitectónica, entre os 27 projectos apresentados ao concurso aberto pela CML em Novembro de 2007.
O atelier de Aires Mateus além de bibliotecas e livrarias especializadas em artes plásticas, audiovisuais e artes de palco, propôs ainda residências para artistas, escolas alternativas e espaços de exposição. O plano idealiza ainda a revitalização do museu da Faculdade de Ciências, bem como de vários percursos pedonais.
Sendo este um projecto bastante apetecível não vejo a hora de rasgar a cidade pelo jardim, tão desconhecido por tantos lisboetas e tão desejado pelos turistas que se perdem ao querer ter o mesmo sonho que eu.
coluna publicada a 7 de Março no Meia Hora

07 março 2008

Descobrir l para além do óbvio


nota vinte ao novo site da Jameson que está lindo.
agora já pode também Descobrir Lisboa e outras cidades portuguesas aqui.

Descobrir l no rasto da Cinderela


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02 março 2008

O Senso e a Cidade l na ideia de mundo


aqui página 7 ou
Confesso que há uns anos que estou viciada na ideia de mundo e por isso gosto de me sentir estrangeira na minha própria cidade. Palmilhando a calçada portuguesa e as esquinas de Lisboa como se fosse sempre a primeira vez, registo-a por breves instantes como fazia quando habitava em terras da Batávia ou de Helena.
Perante a curiosidade de outros lugares desconhecidos lembro-me sempre da célebre frase de Almada Negreiros, que ao entrar numa livraria e depois de contar os livros presentes apercebia-se que não viveria anos suficientes para metade da livraria. No final verbalizava que deveria haver certamente outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estaria perdido.
Com um gosto especial em conhecer os viajantes da capital, descobri há dias pela mão de um nómada português, o Couch Surfing. Lançado em 2003, nos Estados Unidos da América, por Casey Fenton e com a participação de 450 mil participantes tem o lema: participate in creating a better world, one couch at a time.
Muito mais do que um simples sistema de partilha de sofás e de poupança na estadia das viagens, acontece um intercâmbio de culturas e de experiências que nos deixa com certeza mais sábios e humanos. O sistema partilha testemunhos para ser seguro e tem nos participantes pessoas de todas as nacionalidades e feitios. Continuando o lema do projecto: we strive to make a better world by opening our homes, our hearts, and our lives.
No fim de contas há que ter abertura de espírito e ser curioso suficiente para conhecer não apenas os lugares, mas as pessoas, o património mais importante do mundo.
coluna publicada a 3 de Março no Meia Hora

29 fevereiro 2008

Descobrir l onde a alma chega longe


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28 fevereiro 2008

elevador do Lavra

27 fevereiro 2008

o Bolhão é nosso


usando as palavras que me chegaram por e-mail de Catarina Portas, o Bulhão é provavelmente o mais belo mercado português. Vai ser demolido e transformado num shopping. O pouco que se conhece do projecto é mau e as contrapartidas negociadas uma vergonha. Uma petição contra este projecto já reuniu mais de 30 mil assinaturas mas nenhuma será demais. Apelamos a todos os que ainda não o fizeram, para que se juntem ao protesto.

Para acompanhar o manifesto clique aqui e para assinar a petição aqui.

25 fevereiro 2008

O Senso e a Cidade l da minha língua vê-se o mar


aqui página 7 ou
No passado dia 21 de Fevereiro celebrou-se o Dia Internacional da Língua Materna. Com o objectivo de promover a diversidade linguística e cultural, proclamado em Novembro de 1999 pela Conferência Geral da UNESCO, desde Fevereiro de 2000 que se comemora este dia internacional. São cerca de seis mil as línguas do mundo, mas metade está ameaçada de ser extinta.
Segundo o Observatório da Língua Portuguesa, seguido do mandarim em primeiro, do inglês, espanhol, russo, francês, hindi/urdu e árabe, o português é o oitavo idioma mais falado no Mundo enquanto língua materna e língua estrangeira, através de 190 milhões de pessoas. Em plena 4ª edição do Campeonato da Língua Portuguesa, iniciativa conjunta do jornal Expresso, Jornal de Letras, Sic e Sic Notícias, confesso hoje por estas linhas o incómodo de algum português que me chega através de mensagens de telemóvel.
O nosso poeta embaixador Fernando Pessoa escreveu um dia que a minha Pátria é a minha língua. Certamente que tal como as cidades, a língua também evolui. Mas será que a mesma merece ser facilitada, em detrimento de uma vida apressada e que nos consome os deliciosos detalhes? Sendo que a caracterização de um povo e de uma cidade está também na língua, a verdade é que me esforço em enviar mensagens onde não troque o “qu” por “k”.
Veículo de comunicação e portador de identificação, a língua é sem dúvida um factor para a definição da nossa identidade cultural.
E em caso de dúvida deixo a sugestão de escrever com dignidade. É que como escreveu Virgílio Ferreira, da minha língua vê-se o mar.
coluna publicada a 25 de Fevereiro no Meia Hora

22 fevereiro 2008

Descobrir l moradas que correm o mundo


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

21 fevereiro 2008

Amy Lx

Amy Winehouse no Rock In Rio Lisboa. eu vou. mais aqui

20 fevereiro 2008

2 amigos, 1000 euros cada um, de bicicleta até Dakar?


é já manhã que o meu amigo mais viajante, Jorge Vassalo acompanhado do amigo Carlos Carneiro partem de bicicleta de Lisboa até Dakar. só podem gastar 1000 euros cada um.
e nós até onde vamos? despedida amanhã no Terreiro do Paço a partir das 13h.
acompanhe o blog aqui.

19 fevereiro 2008

o que é nacional é bom


é bom e chega a todo o lado. clique aqui

Y me manque


80 Km de Amesterdão até Harlem, sempre com Lisboa na mochila.
são assim, os viajantes de mundo que se apaixonam pela nossa cidade.

vote em Lisboa para o Monopoly


O Monopoly está a lançar uma nova edição mundial e convida todas as pessoas do mundo a votar nas melhores cidades do globo. As 22 cidades com maior votação a nível mundial farão parte do tabuleiro global do Monopoly.
Vote nas em Lisboa nas "minhas cidades preferidas" aqui.

projecto memória escura


Dizem que é feita de imagens, sons e cheiros mas a memória só nasce depois do que é acessório se ir apagando. É uma construção que vai muito além de nomes de rios ou de uma lista infinita de reis. A memória é uma montagem pessoal que ultrapassa qualquer recordação. Será tudo menos uma imagem congelada no tempo. É a construção de um léxico pessoal: altera-se, renova-se, persiste. Eterniza-se. Nasce da comparação, da aprendizagem, de tudo aquilo de que somos feitos. São as escolhas da nossa personalidade e da falta dela. É como o espreitar pelo buraco da fechadura num cérebro e remexer-lhe nas suas emoções mais íntimas.
até final do mês no Braço de Prata. mais aqui

18 fevereiro 2008

O Senso e a Cidade l Pink Lisbon


aqui página 5 ou
Em três meses apenas Lisboa teve quatro referências internacionais: The New York Times, ShermansTravel/ Yahoo! Travel, Telegraph e ainda na edição de Janeiro/ Fevereiro da Virtuoso Life Magazine, uma edição norte americana com 250 mil exemplares. Mesmo com algumas gralhas ou discordâncias, o importante é que Lisboa está de facto na moda.
Como uma das obrigatórias capitais do momento foi eleita em segundo lugar pelo The New York Times e terceiro do top ten mundial dos locais a visitar em 2008, pela ShermansTravel Yahoo! Travel. Os destaques nesta edição vão para as nossas sete colinas e a calçada portuguesa que matam sempre com uma mais-valia orgulhosa, a elegância dos passos de qualquer lusitana mais sofisticada. A cozinha aclamada de inovadora é também mencionada como ponto forte.
O periódico inglês Telegraph implora a visita a Lisboa o mais depressa possível, sendo que nos considera o próximo hit da Europa. A Virtuoso Life Magazine afirma que Lisboa está a transformar-se numa capital chique e destaca as lojas irresistíveis, a boa relação qualidade preço, a beleza natural, as paisagens, o contraste entre florestas e areia branca e ainda a temperatura amena durante todo o ano.
Além do destaque ao Mosteiro dos Jerónimos, Museu Calouste Gulbenkian, Museu do Azulejo, pastéis de Belém, Sintra com passagem obrigatória pelos travesseiros e ainda o bacalhau e o vinho do Porto, a grande novidade é associarem-nos a um sonho cor-de-rosa, com uma expressão inovadora “pink Lisbon”.
Com cores de sonho, verdade ou não o que interessa é que permanece um convidativo "think Lisbon".
Nós agradecemos.
coluna publicada a 18 de Fevereiro no Meia Hora

16 fevereiro 2008

Lisbon is transforming into a chic capital


Com sonhos cor-de-rosa e vinho do Porto, Portugal’s central coast serves up an enticing cocktail num artigo desta vez pela Virtuoso Life Magazine.
Para ler o artigo com imagens aqui, página 94.

15 fevereiro 2008

Descobrir l de amor e para o amor


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

13 fevereiro 2008

convite 14 Fev


com uma das mais bonitas campanhas da praça,
onde Lisboa brilha para além do óbvio,
a Jameson, patrocinador da minha coluna Descobrir
convida-nos a todos aqui. (ligar o som)

11 fevereiro 2008

Portugal ganha 3º lugar World Press Photo


O “medo” de Jaime Jesus, um bodyboarder de 20 anos, da Figueira da Foz, a cair de uma onda de quatro metros na Praia do Norte, na Nazaré, trouxe até Portugal, para as mãos de Miguel Barreira, fotógrafo do diário desportivo Record, o terceiro lugar da categoria de Desporto dos prémios World Press Photo 2008. Miguel Barreira é o segundo português a conseguir este reconhecimento. O primeiro foi Eduardo Gageiro, em 1974, com uma fotografia do general Spínola.
mais aqui

um ano depois


há um ano presenciei a união de um amor que enalteceu os "amigos sãos". um ano depois, e ao ouvirmos o Linda Linda do Armando Gama (agradecemos o cd) pelas ruas da cidade sabemos que o que tem de acontecer tem uma força inquestionável.
meus queridos M e F, obrigada pela luz e pelo testemunho da palavra possível.

10 fevereiro 2008

O Senso e a Cidade l Desejos antecipados


aqui página 6 ou
José Tolentino Mendonça escreveu que levamos anos a esquecer alguém que apenas nos olhou.
Há dias cruzei-me com um viajante do mundo apaixonado pela minha Lisboa. Sobre um registo em papel de destino inseguro e numa cumplicidade quebrada num vão de uma escada de Alfama, o testemunho vivo do movimento da cidade.
Num reencontro adiado, hoje por estas linhas, a visão estrangeira de uma feira que não nos rouba nem nos ladra, e que apenas vai enaltecendo as madrugadas e manhãs de um bairro cheio de Graça:
Não deve haver outro lugar em Lisboa ao qual voltei tantas vezes, tantos sábados, algumas terças, e nunca me topei com uma feira igual a outra. Teimosa e carinhosamente, melhor cedo, espantando aos meus amigos que a sexta à noite me via voltar para a cama a horas de dia laboral, quase sempre com pouco dinheiro e nunca pronto para confundir o valor com o preço das coisas.
Continuo maravilhado de pensar que esta feira, possivelmente não me canse nunca. E se a feira não me cansa, a cidade que a esconde também não, e chega logo ao coração uma sensação de alívio, de descanso, de saber que por uma vez não será preciso fugir em poucas semanas, que se calhar ainda são possíveis os amores eternos.
A feira muda sempre, muda-se a si própria como procurando algum sinal externo que lhe devolva os traços de uma vez passada. A feira muda como fala, como escreve a sua papelada velha, com rapidez e “nocturnidade”.
Vá se a feira para encontrar, para se encontrar a um próprio nalguma verdade esquecida que pode aparecer em velhos livros, onde até podem aparecer os nossos desejos antecipados.
coluna de opinião publicada a 11 de Fevereiro no Meia Hora

miss move


enquanto não me registas,

uma outra beleza inteira
enaltece as palavras
inalcançáveis.

para tu isla

08 fevereiro 2008

Portugal deserves deeper exploration


Parece que a moda pegou.
Portugal volta a ser destacado num artigo desta vez pelo Telegraph.
Nós agradecemos.

Descobrir l único e irrepetível


aqui páginas 12 e 13.

na natureza nada se repete,
não há duas árvores iguais,
dois pássaros iguais,
duas gotas de chuva iguais,
dois beijos iguais.

neste
fabrico infinito também tudo é único e irrepetível.
não volta mais.
aproveitem. e sejam felizes.
Fabrico Infinito
Rua Dom Pedro V, 74 Lisboa
Tel. 21 246 7629
http://www.fabricoinfinito.com/
Seg a Sex 11h – 19h (o horário irá ser alargado no futuro)

07 fevereiro 2008

reabriu




reabriu finalmente o Jardim de São Pedro de Alcântara.
a ver... o que lhe fizeram. comentários em breve.

01 fevereiro 2008

Descobrir l porque a vida são dois dias


aqui páginas 12 e 13.

30 janeiro 2008

partida


porque há dias que não vêm com livro de instruções.

28 janeiro 2008

O Senso e a Cidade l Mais vale tarde


aqui página 5 ou
Nunca me poderei esquecer do ano de 98 e dos dias felizes vividos na nossa exposição mundial, que tanto nos enalteceu como povo.
Depois de oito anos a degradar-se, a conclusão da reabilitação da Marina do Parque das Nações está finalmente prometida para o Verão de 2009.O presidente da Parque Expo, Rolando Borges Martins, prometeu a reabertura com renovação do comércio, restaurantes, animação e mais lugares para embarcações.
A bacia sul da Marina será adaptada para poder receber 580 embarcações, mais 80 do que as inicialmente previstas, de 10, 12 e 15 metros, o que permitirá um aumento de 23 % na oferta de postos de amarração.
Com projecto da Proman adjudicado à Somague, e com o aval do Laboratório Nacional de Engenharia Civil vai ser possível a reactivação da actual ponte-cais de Cabo Ruivo de modo a activar novamente para serviço de cruzeiros turísticos. Posteriormente, a marina poderá ser alargada à bacia norte, com a instalação de um número de postos de amarração que poderá oscilar entre os 250 e os 350.
Consequência de um contencioso que envolveu o concessionário da infra-estrutura e os seus credores e que terminou com a sua aquisição por parte da Parque Expo, Lisboa aguardará mais um ano e meio para voltar a ter a vida merecida nesta parte da cidade.
É urgente questionar a falta de dinâmica que caracterizou todo o processo, e os desperdícios continuamente feitos ao longo da zona ribeirinha de uma cidade que recebeu pelas mãos da natureza um Tejo de mão beijada.
Apesar dessa questão, Lisboa merece sempre.
E no final o ditado prevalece: mais vale tarde do que nunca.
coluna de opinião publicada a 28 de Janeiro no Meia Hora

26 janeiro 2008

Descobrir l pelas ruas da cidade


aqui páginas 12 e 13.

"A Message"


convido-vos a ler este post.

24 janeiro 2008

mais luz para Lisboa


é já amanhã que inaugura a Fabrico Infinito,
na Rua Dom Pedro V, 74.
muito à frente, este novo espaço,
sonho de uma brasileira e uma alemã promete originalidade, transformação e um café com esplanada em pleno Príncipe Real.
Nós agradecemos.

23 janeiro 2008

tributo

Heath Ledger is not there anymore.

fraqueza de espírito ou não,
a procura do nada permanece.


Batman - The Dark Knight (2008)
I'm Not There (2007)
Brokeback Mountain (2005)

Casanova (2005)
The Brothers Grimm (2005)
Ned Kelly (2003)
Monster's Ball (2001)
A Knight's Tale (2001)
The Patriot (2000)
10 Things I Hate About You (1999)
Two Hands (1999)

21 janeiro 2008

O Senso e a Cidade l Na palavra Oportunidade


aqui na página 7 ou

O Turismo de Lisboa perguntou-me qual a relação com a minha cidade e o senso leva-me a partilhar-lho hoje por estas linhas.

Enquanto caminho livre pelas ruas da cidade, abraço a palavra cumplicidade. O sentido de pertença molda-se em silêncios puros, que não já não precisam de nome. Ontem menina e moça, hoje mulher és a minha Lisboa, uma amante por quem vivo uma paixão compulsiva.

Desejando-te uma feminilidade balzaquiana, procuro-te ainda um mais digno Terreiro do Paço, a recuperação dos edifícios devolutos, a substituição das inexplicáveis esplanadas de plástico, uma Baixa Pombalina com sorrisos nocturnos, ou mesmo uma perseverança e uma vontade mais sentida. Mas foi nos dias em que te troquei pela justa e rigorosa Amesterdão ou pela alegre e caótica Atenas, que realizei numa certeza mais limpa, a bênção de um Tejo que nos abraça. Talvez por isso, e apesar do que te falta, não ousei trocar-te pela movida de Madrid.

Sonhos e futuros à parte, sempre misteriosa, a minha cidade branca continua a atrair viajantes, sejam eles descobridores por tempo certo, ou vidas livres que passaram a chamar pátria à nossa capital. E perante a energia presente, onde se vive a ideia de mundo, os alternativos pontos de encontro fazem-me trocar pensamentos e palavras mais europeias. Por isso agradeço os novos lugares que hoje habito. Lisboa está, sem dúvida, mais iluminada e se muitos acusam ainda o ”tanto por fazer”, apenas me revejo na palavra oportunidade.

Entre as esquinas escondidas e os tapetes de folhas de plátanos que testemunham a estação presente, sei que Lisboa é insubstituível. E se o caminho é longo, para nunca deixar de a sonhar, nas suas sete colinas me enaltecerei. Sempre.

coluna de opinião publicada a 21 de Janeiro no Meia Hora

atonement


na espera de um outro alcance mais puro,

o melhor filme do ano.
(se ainda viu, não veja os filmes seguintes)








18 janeiro 2008

Descobrir l o culto do chá


aqui páginas 12 e 13

17 janeiro 2008

Nike somewhere outside Manchester


a Nike continua a apostar as suas publicidades nos valores portugueses.
o que é nacional continua a ser bom.

16 janeiro 2008

Descobrir l os 4 elementos


aqui nas páginas 14 e 15
Agradecimentos aos portugueses no mundo:
Barcelona: Guilherme Godinho, Gota Pinto-Coelho e Pedro van Zeller
Londres: Sousa e JoanaVilhena Ramos e Josephine Campos e Sousa
Nova Iorque: João Rodrigo Santos e Rui Abecassis

move

uma das vozes mais sexy's do planeta
ou os anjos afinal não precisam de asas?

14 janeiro 2008

O Senso e a Cidade l Fogo sem Fumo


aqui na página 7 ou
Confesso que os cigarros dos outros sempre me incomodaram e estaria a ser incoerente se o escondesse por estas linhas. Enquanto moradores neste mundo universal vamos sendo também as nossas circunstâncias e depois de três anos de vida em Amesterdão confesso que hoje transporto algumas ideologias mais radicais. Por ser considerado falta de respeito fumar em casa dos amigos, a minha varanda com dez graus negativos inundava-se de fumadores aos saltos que o faziam para combater o frio, mas por vontade própria.

Como contraste bastou-me um ano de Atenas para perder qualquer hábito fundamentalista, sendo que as famílias gregas fumam com os filhos dentro do carro de janelas fechadas e as saídas à noite mais parecem uma busca ao Rei D. Sebastião. Apesar da tinta que corre sobre a nova lei anti-tabaco, que entrou em vigor em Portugal no início de 2008, hoje sei que habito um país onde me acompanha a palavra equilíbrio.

Nos 14 dias de lei, e pelo que observei devo escrever que estou impressionada com o cumprimento dos portugueses. Nem sempre são perfeitas as soluções, mas a necessidade de nos despirmos em frente à máquina de lavar depois de uma ida ao Lux baixou literalmente e o day after já não é tão ressacante.

Nos meus trinta anos saborosamente balzaquianos confirmo que viver é muito bom, e sempre que o escrevo tropeço na palavra saúde. Ao que parece Lisboa está mais respirável e desculpem-me “o egoísmo” mas a minha liberdade permite-te gostar mais desta versão. Mesmo com a nova lei, Lisboa continua divertida e luminosa e apesar do ditado fica comprovado que afinal pode haver fogo sem fumo.
coluna de opinião publicada a 14 de Janeiro no Meia Hora

Descobrir l energia para 2008


aqui (páginas 12 e 13)

frase da semana

"A melhor definição de sucesso foi oferecida por Churchill: é ir de fracasso em fracasso sem nunca perder o entusiasmo."

crédito João Pereira Coutinho

10 janeiro 2008

on the waterfront with style II


mesmo com "Docas" desorientadas, Lisboa volta a ser destacada num artigo desta vez pela ShermansTravel, editora norte-americana de publicações de viagens, em parceria com a Yahoo Travel.
original aqui.

07 janeiro 2008

Nike Shox Lisbon

frase da semana

"não existe o pecado do osso, apenas o pecado da carne."

crédito ao ego descontrolado, também ilustre guru Duarte Miranda Mendes

O Senso e a Cidade l Os sorrisos livres


aqui na página 7 ou

Porque é a primeira vez que escrevo esta coluna em 2008 gostaria de o fazer não apenas sobre, mas também para o maior património de Lisboa: os viajantes que todos os dias inundam as ruas da cidade. Aplicável a todos os outros centros urbanos de Portugal, o poder do ser humano como factor indispensável à energia de uma Lisboa mais feliz é suficientemente valioso para lhe dedicar estas linhas.

Muitas são as promessas no novo ano, muitas são as expectativas que vamos desejando conquistar. Muitas são as pedras que nos engrandecem e muitos são os desafios que nos vão construindo. Determinados na tarefa de alcançar os objectivos a que nos propomos e a atitude com que o faremos será sempre o grande factor diferenciador. A palavra “difícil” poderá aparecer pelas esquinas inesperadas, mas esse ingrediente dará às vitórias uma outra luz mais transbordante.

Num país abraçado pelo Fado, e onde se vive o constante sentimento de faltar sempre alguma coisa observo muitas vezes os sorrisos tristes, transportadores das palavras “impossível” ou “complicado”. Seremos sempre seres humanos mais inteiros se mantivermos a capacidade de sonhar e seremos habitantes mais felizes quando nos entregamos com auto-estima e confiança ao papel a que nos propomos desempenhar na sociedade.

Num novo ano que agora começa atrevo-me a registar que qualquer capital europeia é sempre mais luminosa, quando transporta o movimento diferencial de quem simplesmente acredita.

É que o poder de uma cidade estará sempre nos sorrisos livres.
As cidades portuguesas merecem. E a nossa identidade também.

coluna de opinião publicada a 7 de Janeiro no Meia Hora

06 janeiro 2008

expectation


enquanto caminhamos sobre a lua
trocam-se opções
que não precisam de nome.