sss



19 junho 2008

Resgatar l um andar oceânico


clique na imagem ou aqui na página 13.

17 junho 2008

um reencontro


clique na imagem ou aqui página 11.

12 junho 2008

Descobrir l mulheres ao alto


clique na imagem ou aqui (páginas 12 e 13).

08 junho 2008

Eugénio de Andrade


urgente permanecer,
porque o que é autêntico,
tem mais sabor.

the Story, by Brandi Carlile

07 junho 2008

Descobrir l especial 1 ano



clique nas imagens ou aqui (páginas 47 a 51).

01 junho 2008

O Senso e a Cidade l ao acto de esplanar


aqui página 6 ou
Bica do Sapato, Delidelux, Meninos do Rio, Noobai, Chapitô, Regency Chiado, Farol Design Hotel e ainda a varanda do Albatroz. Eis algumas das esplanadas que enaltecem Lisboa e envolvente, com a certeza indiscutível que Portugal goza de um clima oferecido de mão beijada ao acto de “esplanar”.
E se hoje o bom tempo ainda dorme lembro-me que por menos Sol, os holandeses nos poucos minutos de raios nórdicos arejavam ideias à porta das casas de bonecas dos canais de Amesterdão, acompanhados de vinho branco muito fresco. Tirando o De Jaren ou o Werk, as esplanadas não eram muitas, por isso pouco tenho para partilhar sobre elas em terras da Batávia.
Já a Grécia supera tudo o que vi em tempo de vida. Sofisticadas, majestosas e de um extremo bom gosto, o povo helénico sabe bem gozar a dádiva solar.
Mas sendo o tema Lisboa, hoje o apelo é dedicado ao sentido estético das restantes esplanadas que diminuem a capital. De plástico e com publicidade a refrigerantes de massa, não se percebe a autorização de poluir a oferta turística e serenidade visual de quem as goza.
Em Lisboa, mas também por todo o país, as esplanadas estão longe do seu potencial de perfeição e não, não aceito que não seja possível fazer melhor. Para comprovar o contrário convido o leitor a ver na imagem o exemplo tirado das docas da capital catalã, que comprova que mesmo com publicidade, o risco de ferir pode ser diminuto.
Porque acredito em paraísos, hoje agradeço a beleza do Kubo, a qual goza de uma vista magnânima e de uma das mais bonitas esplanadas do mundo, senão a mais bonita.
publicado a 3 Junho no jornal Meia Hora

29 maio 2008

Descobrir l no regresso ao estado puro


clique na imagem ou aqui (páginas 9, 12 e 13).

27 maio 2008

de bicicleta a partir de Lisboa


de bicicleta a partir de Lisboa
e com apenas mil euros
os meus queridos amigos viajantes
já chegaram a Cap Blanc.
mais aqui

25 maio 2008

O Senso e a Cidade l Um dia por Lisboa


aqui página 6 ou
Ninguém poderá conhecer uma cidade se não a souber interrogar, interrogando-se a si mesmo. É com esta citação de José Cardoso Pires que acontecerá mais “um dia por Lisboa” já amanhã, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz Lisboa. Das seis da tarde à meia-noite, a terceira edição desta sessão será como habitualmente contínua de cidadania, para dizer em alto e bom som o que se deve e o que não se deve fazer na nossa cidade.
Se nos compete enquanto cidadãos, a vontade, o dever e a responsabilidade de pensar e de actuar sobre a nossa Lisboa, o convite para esta terceira iniciativa colectiva fica feito por estas linhas. O grande objectivo é provocar discussões abertas, «desmistificadoras e sobretudo motivadoras, em torno da nossa condição de cidadãos de uma cidade tão fascinante, tão intrigante, tão desejada e tão mal tratada».
Com dez minutos para fazer declarações entre cada bloco, as intervenções serão divididas por cinco grandes temas: Respirar (Ambiente e Paisagem), Relacionar (Vida Urbana e Quotidiano), Mover (Mobilidade e Estacionamento), Projectar (Urbanismo, Construção e Reabilitação) e Governar (Administração, Transparência e Participação).
Todos os cidadãos residentes e utentes de Lisboa podem ainda dar o seu testemunho e expressar as suas vontades nas cabines com sistema de gravação.
Iniciativa com nota vinte, para contestar mas acima de tudo alertar e evitar erros como a Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Toxicodependência no Cais do Sodré, que viraram as costas da cidade ao rio numa avenida que goza do nome de Avenida das Naus.
publicado a 25 Maio no jornal Meia Hora.

22 maio 2008

medusa-de-lua


sobre o perfume suave,
e as fundações da consistência,
o alcance.

apenas para alguns.
Aquário Internacional Sunshine, Tóquio. Foto: Toru Hanai

18 maio 2008

O Senso e a Cidade l Ideia oferece-se


aqui na página 5 ou

Numa das zonas de maior charme da cidade e inserido num plano que ronda os 145 milhões de euros para intervenções na frente ribeirinha da Baixa Pombalina e na zona dos bairros da Ajuda e Belém, o lindíssimo edifício onde habita hoje o Tribunal da Boa Hora no Chiado irá acolher um hotel.

A decisão de libertar o antigo convento da Rua Nova do Almada faz parte de um conjunto de edificações, que o Governo pretende vender, para concentrar no novo complexo de escritórios Office Park, no Parque das Nações, vinte e cinco serviços do Ministério da Justiça.

O antigo Convento da Boa Hora erguido no século XVII para morada de dominicanos irlandeses, depois de ter sofrido danos com o terramoto de 1755 foi recuperado por Eugénio dos Santos e Manuel da Maia, esses grandes nomes da Baixa Pombalina. Depois de ter servido de quartel ao Batalhão dos Voluntários do Comércio, de sede da Guarda Nacional Republicana e de ter sido transformado em tribunal há 165 anos, finalmente um hotel.

Como cartão-de-visita das cidades, os hotéis serão sempre segundas casas de onde se leva não apenas a palavra hospitalidade mas também a referência de uma morada que nos acolhe à exploração de uma Lisboa única na Europa.

Sem data ainda de venda e sem ter qualquer luz da entidade que irá explorar o projecto, oferece-se por estas linhas uma ideia luminosa para esta nova morada. Preciosa demais para ser mal implementada e porque acredito não apenas na alma do negócio, mas também no poder do factor surpresa, a quem de direito não hesite em contactar-me para oferecer a Lisboa um hotel lindo e com um imenso sentido de pátria.

publicado a 19 de Maio no jornal Meia Hora.

miss gone


once to be continued.

17 maio 2008

extraordinário


uma viagem ao equilíbrio aqui.

16 maio 2008

Descobrir l pelo voo da memória


clique na imagem ou aqui (páginas 12 e 13).

14 maio 2008

secure the grounds

for the later parade.

12 maio 2008

O Senso e a Cidade l O Museu da auto-estima


aqui na página 5 ou
O Museu do Oriente inaugurou na passada sexta-feira, uma morada de 15.500 metros quadrados, que une o país da costa atlântica com o continente asiático. Com localização na Doca de Alcântara, este novo museu constituído por 7 pisos está instalado num carismático edifício dos anos 40 à beira do Tejo, um antigo armazém frigorífico do Porto de Lisboa.
Com peças de arte chinesa, indo-portuguesa, japonesa e timorense o Museu abrange áreas como a história, a religião, a antropologia e ainda uma área dedicada às artes. A primeira exposição patente apresenta 1.400 peças adquiridas pela Fundação Oriente ao longo de 20 anos e ainda uma exposição "Deuses na Ásia" com 650 peças que vão desde instrumentos musicais às porcelanas.
A juntar às exposições, o espaço alberga também uma área multiusos, a qual terá uma programação cultural dedicada ao teatro, dança, música e cinema. Ainda um centro de reuniões, um auditório, um centro de documentação, uma loja, uma cafetaria e um restaurante. Com uma programação especial para o fim-de-semana de reabertura com o nome “ Festa do Oriente - Venha conhecer o outro lado do mundo” integrou várias actividades, com mais de 2000 visitantes no primeiro dia.
Entusiasmo-me ao ver a futura programação cultural e de certo que a Lisboa que acontece terá mais sobre o que escrever e divulgar. Como um notável exemplo dos nossos feitos históricos, esta morada será com certeza um atributo à auto-estima da nação que em dias mais cinzentos poderá recordar a existência de um povo de rasgo. Sebastianista ou não o tempo é de festejo, sempre uma nota bem alta a enaltecer a nossa cidade.

publicado a 12 de Maio no jornal Meia Hora.

09 maio 2008

Descobrir l ordem para criar


clique na imagem ou aqui (páginas 12 e 13).

05 maio 2008

O Senso e a Cidade l Os detalhes que constroem



aqui página 6 ou

Sempre que passo à frente do número trinta da Rua Domingos Sequeira continuo a envergonhar-me das nódoas da minha cidade. O Cinema Paris vai-se degradando de dia para dia e parece não ter fim a tristeza de ver um edifício tão especial de Lisboa neste estado. Jurisdições à parte espero que não se arquive na pasta das passividades sem perdão e que mesmo tarde mas a tempo, se faça justiça ao projecto do Arquitecto Carvalho Piloto, inaugurado em 1931.

Em Novembro de 2007 também o cinema Quarteto foi fechado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais, por falta de sistema de prevenção de incêndios e presença de inflamáveis. Esta carismática sala da sétima arte lisboeta, que curiosamente tem a mesma idade que eu, tinha reabertura prevista para Dezembro. A mesma exigia a realização de obras mas o fundador Pedro Bandeira Freire, não o conseguiu antes do céu o receber no passado dia 16 de Abril.

Não o conheci pessoalmente, mas deixo nestas linhas uma homenagem a um amante da sétima arte que não teve tempo de ver enaltecido o seu sonho, de preservar uma das salas de cinema alternativo da capital.
As cidades serão sempre feitas de pessoas e observar as que lutam tanto, sempre em menor quantidade do que as que vivem em passividade originará com certeza uma cidade mais lenta, perdendo assim lugares do pódio onde habitam as Barcelonas deste mundo.

Neste cenário resta-nos o King, que já se sente ameaçado pela possível garagem do Hotel Lutécia.
Reflictamos então sobre os detalhes que destroem ou construem as cidades, e consciencializemos que portugueses de rasgo continuam a precisar-se.

publicado a 5 de Maio no jornal Meia Hora.

c.b.m.i. II


It wasn’t so hard to cross the street that night.
It all depends who is waiting for you
on the other side.

02 maio 2008

Descobrir l a quem chamamos futuro



30 abril 2008

O Senso e a Cidade l Nas asas do desejo


aqui página 8 ou
Conduzida não por um príncipe catalão mas de Portugal voltei a abraçar a cidade de Barcelona e esvoaçando de mota pelas ruas da cidade confirmo por estas linhas uma morada longe da agressividade madrilena. Uma cidade que serenamente convicta de si própria, se enaltece como agradável a quem a habita ou procura.
Esquecida da arrogância guardada em memória lancei-me a um sorriso rasgado no primeiro dia de visita, aquando encontro ocasional com um tão desejado cartaz do filme Asas do Desejo de Wim Wenders. Com surpresa acabaria por me ser oferecido, apenas por ser uma lisboeta curiosa que prometeu ao futuro viajante da cidade branca, informação antecipada.
Sem tocar de perto os planos de Ildefonso Cerdà é inquestionável a sua visão notável de um lugar que nos envolve. Seja pelas esquinas truncadas, pelas geniais bicing's pedaladas pelos moradores desta atraente morada, seja pelas bow windows sem arrastamento de estores, seja pela inundação de árvores pelas ruas, ou pela energia vibrante que esta cidade transporta é louvável o seu posicionamento turístico aos olhos do mundo.
E tudo porque quem faz, faz bem feito e quem renova não estraga. Bem planeada e urbanisticamente quase perfeita, (sente-se falta de jardins no centro da cidade), Barcelona é sem dúvida uma cidade equilibrada onde a coerência urbana não nos faz gastar o stock doméstico de Alka Selser.
Porque sempre defendi que Lisboa tem tudo para merecer ocupar um lugar igual ou melhor, partilho a vontade de a destacar como quem abre um tesouro à beira da irreverência Atlântica. E a quem a constrói, suplico apenas o bom senso nas decisões futuras.

publicado a 28 de Abril no jornal Meia Hora.

24 abril 2008

Descobrir l sempre onde o mar começa


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22 abril 2008

c.b.m.i.


enquanto me espelho,
conserva-se o fogo.

os teus lugares ocultos
são sempre tão intransponíveis.

21 abril 2008

O Senso e a Cidade l Obrigada com canela


aqui página 9 ou
A 29 de Outubro de 2007 divulguei por estas linhas o lançamento do site do Fabrico Próprio, um projecto dedicado à Pastelaria Portuguesa e à sua relação com o design. Mais uma vez e para continuação do bem dos nossos pecados, dia 12 de Abril foi lançado o tão desejado livro “Fabrico Próprio – O Design da Pastelaria Semi- Industrial portuguesa”. Da autoria dos designers portugueses Rita João, Pedro Ferreira e Frederico Duarte, os bolos portugueses foram inventariados como objectos de design de pleno direito.
O livro de 292 páginas é bilingue (português e inglês) e regista a nível fotográfico e enciclopédico um total de 92 bolos e variantes dos mesmos, com respectiva identificação, ingredientes, características especiais e dados históricos. A acrescentar a esta enciclopédia de bolas de Berlim, pastéis de nata, parras, mil folhas, bolos de arroz, travesseiros, queques e a famosas pirâmides que inspiraram o início deste projecto, o livro é polvilhado por 23 visões de profissionais portugueses e estrangeiros.
Financiado pela Direcção Geral das Artes do Ministério da Cultura, com o Turismo de Portugal como patrocinador institucional, a ARESP e o CFPSA como parceiros estratégicos, o livro tem a Delta Cafés como patrocinador privado.
Sendo o primeiro inventário alguma vez realizado sobre a nossa pastelaria, única no mundo e sempre tão cúmplice dos hábitos portugueses, a iniciativa tem um valor precioso para a nossa cultura. Inspirada ou não pelos poemas de Cesariny, e porque o feito enaltece com certeza a marca Portugal, resta-me apenas partilhar com muita canela o meu Obrigada.
publicado a 21 de Abril no jornal Meia Hora.

18 abril 2008

Descobrir l para cidades sofisticadas


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

14 abril 2008

O Senso e a Cidade l Na magia dos detalhes


aqui página 6 ou
Da minha experiência de vida em terras da Batávia guardo como exemplo exímio o respeito ao património holandês. Com expedições nocturnas ao mais romântico dos programas, lembro com gosto as noites passadas a subir os alpendres das casas dos edílicos canais, onde confirmava a preservação não apenas dos lindíssimos edifícios, mas também dos seus interiores.
Com rigor e como manda a influência calvinista recordo-me quando o senhorio da minha casa teve de repetir o restauro de uma janela que dava para as traseiras do Museumplein, por não ter respeitado a traça original. Talvez por isso Amesterdão faça as delícias a quem procura e encontra uma cidade única na Europa.
Preocupando-me com a minha rainha branca é urgente a consciencialização de uma Lisboa preservada também nos seus interiores. Na busca incessante de uma nova morada tenho-me deparado com alarvidades para as quais não encontro justa explicação.
Moradores em bairros históricos que pela ordem de uma enorme falta de sensibilidade arrancam estuques da parede para encaixar sofás, escondem tectos trabalhados para colocar os tenebrosos focos em pladur e substituem lavatórios de cozinha de mármore antigo por outros de inox. Tudo em prol da palavra modernidade e falta de criatividade ecléctica. A juntar a isto, a capital fere-se ainda com o soalho flutuante e a destruição das marquises em ferro antigo.
Uma cidade enquanto vive evolui, mas que o ecletismo da sua história se faça com bom senso, condição indispensável para se manter única e especial. É que a exclusividade de uma Lisboa mais marcante estará sempre na magia dos detalhes.
coluna publicada a 14 de Abril no Meia Hora.

12 abril 2008

Descobrir l todo o tempo do mundo


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07 abril 2008

O Senso e a Cidade l Lisboa e o photoshop


aqui página 6 ou

A terceira travessia do Tejo foi aprovada na passada quinta feira, em Conselho de Ministros, com base num estudo comparativo do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil). O mesmo deu vantagem ao eixo Chelas/Barreiro em detrimento da Beato/Montijo, proposta no estudo sobre o novo aeroporto de Lisboa, encomendado pela CIP (Confederação da Indústria Portuguesa).

O presidente da Câmara de Lisboa anunciou que a nova travessia sobre o Tejo, entre Chelas e Barreiro, será rodoviária e ferroviária. Com uma extensão de 13 quilómetros, sete dos quais sobre o Tejo, com duas vias para a alta velocidade, duas para a rede convencional e duas laterais com três faixas cada para o tráfego rodoviário, a mesma permitirá assegurar a ligação em alta velocidade Lisboa - Madrid (TGV), a ter início em 2013. António Costa, defende ainda que parte das receitas das portagens deverão reverter para a melhoria dos transportes públicos da capital.

Questiono-me sobre a necessidade de uma terceira ponte nesta morada.Fará sentido uma travessia entre as já existentes 25 de Abril e Vasco da Gama? Enquanto qualquer cidade mundial restringe a entrada de carros nas cidades, reduzindo a poluição automóvel, fará também sentido aumentar o tráfego em Lisboa?

E sobre a enorme alteração ao impacto ambiental sobre a capital portuguesa, modificando por completo uma das mais importantes paisagens da cidade branca? Mesmo que o projecto da nova ponte venha a ser mais um ícone arquitectónico, temo por um dos mais bonitos postais de Lisboa. É que depois do erro cometido, nem o photoshop nos valerá.

coluna publicada a 6 de Abril no Meia Hora.

Descobrir l abram-se os panos


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barbela II


não serão as palavras,
mas os actos
que controiem
os mais dignos peixes dos cardumes.

06 abril 2008

barbela I


Conhecida também por diabo-do-mar, a Jamanta é um animal solitário, que ocasionalmente vive em pequenos agregados. Este animal dá-se bem com os mergulhadores e por vezes oferece-lhes boleia.
A Jamanta tem pele lisa e desloca-se na água batendo as barbatanas peitorais da mesma maneira que uma ave utiliza as suas asas de uma forma muito harmoniosa. As Jamantas são geralmente vistas na companhia de golfinhos e tubarões.
A alimentação da Jamanta é à base de pequenos peixes, também chamados de zooplâncton, ou seja, animais que andam à deriva no mar ao sabor da corrente.
Têm apenas pequenos dentes no maxilar inferior e nenhum no superior apanham os alimentos através de um filtro. A Jamanta nada com a boca aberta e leva o alimento em direcção à boca com a ajuda dos lóbulos. A corrente de água passa dentro da boca e sai pelas guelras, onde os filtros capturam as presas.
Têm de comer grandes quantidades todos os dias, porque as presas são pequenas. As Jamantas são animais solitários, mas juntam-se na época de reprodução. O período de acasalamento da Jamanta ocorre entre os meses de Dezembro a Abril, em águas tropicais e em redor das áreas rochosas dos recifes. Depois de acasalar com um segundo macho, a fêmea abandona o recife.

31 março 2008

O Senso e a Cidade l A Cidade de Seda


aqui página 6 ou
Sempre defendi uma Lisboa sofisticada. Menina e moça sim, mas sem lugar a esplanadas de plástico ou portas de alumínio, já que a minha cidade tem dádivas que não se compram.
Porque as suas qualidades naturais me preenchem sempre, na passada semana tive a oportunidade de descobrir-lhe uma vista que apenas imaginava em sonho. Sem a conhecer sabia que um dia, tal como a capacidade de deixar a vida surpreender-me, ela se cruzaria com a minha existência. Uma morada que abraça Lisboa em cento e oitenta graus de história e sentimentos únicos por quem a sente tanto como eu tento.
Um bar com um magnânimo terraço do último andar da Rua da Misericórdia, no Chiado está a fazer as delícias a quem de facto ama esta cidade.
Inalcançável para alguns, este discreto clube está a puxar pelo lado mais sofisticado dos portugueses. Aqui a água e sabão são trocados por auto-estima, amor-próprio e muitos brilhos nocturnos. Aceitando o elitismo, a existência é de louvar e por trás desta exigência estética que tanto engrandece o enjoy life está o melhor do mundo: os outros.
Nota vinte para o grupo de amigos que sonhou e construiu esta morada oferecendo à nossa cidade um lugar que na minha opinião ultrapassa claramente a experiência do restaurante Felix em Kowloon, situado no vigésimo oitavo andar do Hotel Península e de onde se avista soberbamente a energia de Hong Kong.
Quanto aos sonhos dos viajantes da minha querida cidade de seda e reflectindo no que se pode vir a tornar a nossa capital lembro-me sempre de Fernando Pessoa: porque eu sou do tamanho do que vejo, e não, do tamanho da minha altura.
coluna publicada a 31 de Março no Meia Hora.

28 março 2008

Descobrir l um outro toque de Midas


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23 março 2008

O Senso e a Cidade l uma lenta reverência


aqui página 6 ou
António Ramos Rosa escreveu que cada árvore é um ser para ser em nós. Para ver uma árvore não basta vê-la. A árvore é uma lenta reverência, uma presença reminiscente, uma habitação perdida e encontrada. À sombra de uma árvore, o tempo já não é o tempo, mas a magia de um instante que começa sem fim, a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas e de sombras interiores. Nós habitamos a árvore com a nossa respiração, com a da árvore. Com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses.
As árvores têm um papel fundamental nas cidades. Além de melhorarem sem dúvida a qualidade do ar, diminuírem a erosão dos solos, reduzirem o perigo de cheias e contribuírem para melhorar o ambiente social, encorajam as actividades ao ar livre.
Responsáveis por absorver o dióxido de carbono e transformarem-no em oxigénio, diminuem as emissões de CO2 que contribuem para o aquecimento global. Responsáveis por filtrar os poluentes ambientais, as baixas temperaturas associadas à sombra das árvores podem reduzir a percentagem de hidrocarbonetos que evaporam do combustível dos automóveis.
Como se isso não bastasse, as árvores atenuam os ruídos e embelezam a cidade. No começo da Primavera faço-lhes homenagem. Infelizmente são muitas as destruições das escassas zonas verdes de Lisboa e sem conta as diversas caldeiras sem árvores, ou cepos, muitos deles ocos e a servirem diariamente de caixotes do lixo.
No entretanto e porque o sonho também existe, por estas linhas alcanço as imagens breves, onde costumo esvoaçar sobre as calçadas. Nesses dias, os passeios são inundados pela beleza dos Jacarandás.
coluna publicada a 24 de Março no Meia Hora.

20 março 2008

Descobrir l para ressuscitação de Divas


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17 março 2008

O Senso e a Cidade l SOS Azulejo


aqui página 7 ou
Sejam eles hispano-mouriscos, encomendas da Flandres, de repetição, de obras encomendadas na Holanda, do Ciclo dos Mestres, da Grande Produção Joanina, do Rococó do Neoclássico, das fachadas de azulejo do Século XIX, de Rafael Bordalo Pinheiro, Querubim Lapa ou Jorge Barradas, de grandes campanhas do Metropolitano de Lisboa ou de outras grandes obras públicas, o azulejo faz parte da história da nossa identidade enquanto cidade.
Na viagem persistente da procura de uma casa, com algum carisma especial tenho observado com alguma tristeza a falta de azulejos, não apenas em fachadas, mas também no interior de algumas escadarias lisboetas.
Designado por uma placa de cerâmica quadrada, com uma das faces decorada e vidrada, o azulejo, importante para a cultura portuguesa, enaltece-se na vida das nossas cidades, não apenas pela permanência do seu uso ou por proteger e decorar tantos edifícios, mas também por ser uma arte decorativa tão subjacente à sua história.
Na intenção de uma preservação urgente partilho e enalteço por estas linhas, o projecto SOS Azulejo, uma iniciativa do Museu de Polícia Judiciária do Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais. Com parceria do Instituto Politécnico de Tomar, do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública, a mesma serve para combater o modo crescente e preocupante pelos furtos e vandalismos na grave delapidação do património azulejar português.
Para preservação das nossas cidades, fica o alerta.
coluna publicada a 17 de Março no Meia Hora

les mauvais garçons

14 março 2008

Descobrir l para o Pai que sabe sempre o que quer


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12 março 2008

1975 - 2008

125 azul


livres,
controem-se palavras
e edificam-se futuros
que não precisam de nome.

10 março 2008

O Senso e a Cidade l o segundo sonho


(Lisboa vista do Jardim Botânico)
aqui na página 7 ou
Se já partilhei por estas linhas o meu desejo de ver ainda em vida, o Terreiro do Paço como ele merece, partilho o segundo sonho de poder ir do Príncipe Real até à Avenida da Liberdade atravessando a exuberância do Jardim Botânico.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e o vereador do Urbanismo, Planeamento e Reabilitação Urbana, Manuel Salgado, anunciaram na passada semana os cinco primeiros classificados e respectivas propostas do Concurso de Ideias para a reabilitação do quarteirão de 15 hectares que engloba o Parque Mayer, a Praça da Alegria, o Jardim Botânico e os edifícios da antiga Escola Politécnica e zona envolvente.
As propostas de Aires Mateus e Associados em primeiro lugar, e os seguintes ARX Portugal Arquitectos, Vão Arquitectos Associados, Eduardo Souto Moura e Gonçalo Byrne Arquitectos foram as seleccionadas pela entrega dentro do prazo, além do bom pensamento ecológico, animação sociocultural e de qualidade arquitectónica, entre os 27 projectos apresentados ao concurso aberto pela CML em Novembro de 2007.
O atelier de Aires Mateus além de bibliotecas e livrarias especializadas em artes plásticas, audiovisuais e artes de palco, propôs ainda residências para artistas, escolas alternativas e espaços de exposição. O plano idealiza ainda a revitalização do museu da Faculdade de Ciências, bem como de vários percursos pedonais.
Sendo este um projecto bastante apetecível não vejo a hora de rasgar a cidade pelo jardim, tão desconhecido por tantos lisboetas e tão desejado pelos turistas que se perdem ao querer ter o mesmo sonho que eu.
coluna publicada a 7 de Março no Meia Hora

07 março 2008

Descobrir l para além do óbvio


nota vinte ao novo site da Jameson que está lindo.
agora já pode também Descobrir Lisboa e outras cidades portuguesas aqui.

Descobrir l no rasto da Cinderela


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

02 março 2008

O Senso e a Cidade l na ideia de mundo


aqui página 7 ou
Confesso que há uns anos que estou viciada na ideia de mundo e por isso gosto de me sentir estrangeira na minha própria cidade. Palmilhando a calçada portuguesa e as esquinas de Lisboa como se fosse sempre a primeira vez, registo-a por breves instantes como fazia quando habitava em terras da Batávia ou de Helena.
Perante a curiosidade de outros lugares desconhecidos lembro-me sempre da célebre frase de Almada Negreiros, que ao entrar numa livraria e depois de contar os livros presentes apercebia-se que não viveria anos suficientes para metade da livraria. No final verbalizava que deveria haver certamente outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estaria perdido.
Com um gosto especial em conhecer os viajantes da capital, descobri há dias pela mão de um nómada português, o Couch Surfing. Lançado em 2003, nos Estados Unidos da América, por Casey Fenton e com a participação de 450 mil participantes tem o lema: participate in creating a better world, one couch at a time.
Muito mais do que um simples sistema de partilha de sofás e de poupança na estadia das viagens, acontece um intercâmbio de culturas e de experiências que nos deixa com certeza mais sábios e humanos. O sistema partilha testemunhos para ser seguro e tem nos participantes pessoas de todas as nacionalidades e feitios. Continuando o lema do projecto: we strive to make a better world by opening our homes, our hearts, and our lives.
No fim de contas há que ter abertura de espírito e ser curioso suficiente para conhecer não apenas os lugares, mas as pessoas, o património mais importante do mundo.
coluna publicada a 3 de Março no Meia Hora

29 fevereiro 2008

Descobrir l onde a alma chega longe


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28 fevereiro 2008

elevador do Lavra

27 fevereiro 2008

o Bolhão é nosso


usando as palavras que me chegaram por e-mail de Catarina Portas, o Bulhão é provavelmente o mais belo mercado português. Vai ser demolido e transformado num shopping. O pouco que se conhece do projecto é mau e as contrapartidas negociadas uma vergonha. Uma petição contra este projecto já reuniu mais de 30 mil assinaturas mas nenhuma será demais. Apelamos a todos os que ainda não o fizeram, para que se juntem ao protesto.

Para acompanhar o manifesto clique aqui e para assinar a petição aqui.

25 fevereiro 2008

O Senso e a Cidade l da minha língua vê-se o mar


aqui página 7 ou
No passado dia 21 de Fevereiro celebrou-se o Dia Internacional da Língua Materna. Com o objectivo de promover a diversidade linguística e cultural, proclamado em Novembro de 1999 pela Conferência Geral da UNESCO, desde Fevereiro de 2000 que se comemora este dia internacional. São cerca de seis mil as línguas do mundo, mas metade está ameaçada de ser extinta.
Segundo o Observatório da Língua Portuguesa, seguido do mandarim em primeiro, do inglês, espanhol, russo, francês, hindi/urdu e árabe, o português é o oitavo idioma mais falado no Mundo enquanto língua materna e língua estrangeira, através de 190 milhões de pessoas. Em plena 4ª edição do Campeonato da Língua Portuguesa, iniciativa conjunta do jornal Expresso, Jornal de Letras, Sic e Sic Notícias, confesso hoje por estas linhas o incómodo de algum português que me chega através de mensagens de telemóvel.
O nosso poeta embaixador Fernando Pessoa escreveu um dia que a minha Pátria é a minha língua. Certamente que tal como as cidades, a língua também evolui. Mas será que a mesma merece ser facilitada, em detrimento de uma vida apressada e que nos consome os deliciosos detalhes? Sendo que a caracterização de um povo e de uma cidade está também na língua, a verdade é que me esforço em enviar mensagens onde não troque o “qu” por “k”.
Veículo de comunicação e portador de identificação, a língua é sem dúvida um factor para a definição da nossa identidade cultural.
E em caso de dúvida deixo a sugestão de escrever com dignidade. É que como escreveu Virgílio Ferreira, da minha língua vê-se o mar.
coluna publicada a 25 de Fevereiro no Meia Hora

22 fevereiro 2008

Descobrir l moradas que correm o mundo


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21 fevereiro 2008

Amy Lx

Amy Winehouse no Rock In Rio Lisboa. eu vou. mais aqui

20 fevereiro 2008

2 amigos, 1000 euros cada um, de bicicleta até Dakar?


é já manhã que o meu amigo mais viajante, Jorge Vassalo acompanhado do amigo Carlos Carneiro partem de bicicleta de Lisboa até Dakar. só podem gastar 1000 euros cada um.
e nós até onde vamos? despedida amanhã no Terreiro do Paço a partir das 13h.
acompanhe o blog aqui.

19 fevereiro 2008

o que é nacional é bom


é bom e chega a todo o lado. clique aqui

Y me manque


80 Km de Amesterdão até Harlem, sempre com Lisboa na mochila.
são assim, os viajantes de mundo que se apaixonam pela nossa cidade.

vote em Lisboa para o Monopoly


O Monopoly está a lançar uma nova edição mundial e convida todas as pessoas do mundo a votar nas melhores cidades do globo. As 22 cidades com maior votação a nível mundial farão parte do tabuleiro global do Monopoly.
Vote nas em Lisboa nas "minhas cidades preferidas" aqui.