19 agosto 2008
17 agosto 2008
14 agosto 2008
13 agosto 2008
12 agosto 2008
o poder da voz
"um desenho vivo
caminha com a nuvem
eu esperei-a doce
e a nuance fez do branco
um invento que dança
dou-te as boas vindas
não te vás"
o viandante
10 agosto 2008
09 agosto 2008
06 agosto 2008
num abraço ao Tejo

Na minha Lisboa habitam lugares que não precisam de nome. Lugares que me envolvem, na construção de uma cidade europeia mais sofisticada. Da magia de uma companheira de quotidiano, hoje tenho a certeza da ambição de exigir mais e melhor a esta capital sem comparação.
A vista da varanda do hotel do Bairro Alto é um destes lugares tesouro, que me confirmam uma paixão de vida, sem prazo de validade. É no sexto andar de um dos hotéis mais concorridos da cidade, que muitas vezes me entrego à decisão do que ainda quero fazer pela minha Lisboa. Magnânima, a vista desta varanda é clara e intensa.
E se daqui abraço mais uma vez, um dos meus magos, o rio Tejo, é quando olho para a torre da Igreja de São Paulo, que confirmo tudo o que ainda pode ser feito.
Desta morada avisto ainda a minha infância, quando procuro o alfarrabista no número 44 da Rua do Alecrim. Debaixo de uma montra que contorna o nome que me define, encontro o Terreiro do Paço em azulejos e uma infância no antigo Chiado que me passaram esta paixão a Lisboa.
O amor confirma-se e se a história da cidade me inspira,
o futuro é hoje desafiante.
Lisbon Golde Guide, Agosto 2008
01 agosto 2008
odisseia do talento


"se o nacionalismo é ter ódio ao que é dos outros,
o patriotismo é ter amor ao que é nosso".
hoje vesti-me de atlântico
e engrandeci a palavra inconformista.
dizias tu do vento?
31 julho 2008
29 julho 2008
O Senso e a Cidade l Sushi Garden

aqui página 6 ou
Ser empreendedor nunca foi fácil em Portugal. Confirmo a frase porque o sonho de ter a criarte, um projecto que divulga a língua portuguesa sempre foi um enorme desafio.
No que toca a Lisboa, numa das minhas explorações da cidade descubro o novo Fusion Sushi. A juntar à iniciativa do Santos Design District e do futuro projecto do Norman Foster, não tenho qualquer dúvida que esta será a futura zona trendy da capital.É imperdoável que uma morada tão apetecível tenha demorado dois anos a nascer, apenas porque pelo arrasto das burocracias câmarias. Estamos numa Europa dinâmica e confesso que me deixa impaciente tamanha demora. Não apenas porque adoraria ter tido já dois anos de igualável sushi de fusão, mas porque prejudica a oferta da cidade.
Questiono-me o porquê do arrasto? Genes, cultura, burocracia, falta de organização ou braços sem vontade de construir, a verdade é que a cidade avança lentamente e isso deixa-nos atrás das tais Barcelona’s europeias.
Em frente ao exemplar Estado Líquido habita um jardim lindo e confesso que nunca o vivi porque nunca o achei convidativo. E não porque a flora não seja extraordinária, mas porque a fauna urbana assim mo exige.
Desafio então ao sólido império líquido, porque não um “sushi garden” no jardim de Santos? Por estas linhas já se imaginam as nocturnas lanternas nipónicas, em noites de Verão de brisa atlântica.Mas será que Câmara Municipal de Lisboa terá estofo para os criativos e viajantes do mundo, que querem melhorar a nossa cidade? Ou saber esperar será um eterno fado, uma paciente arte em terras lusitanas?
publicado a 23 de Julho no jornal Meia Hora
25 julho 2008
24 julho 2008
Resgatar l única no mundo

clique na imagem ou aqui página 11.
O projecto Fabrico Próprio é mais um feito estóico de 3 descobridores portugueses. Da autoria de Pedrita (Rita João, Pedro Ferreira) e Frederico Duarte, o livro que hoje partilho por estas linhas é mais uma lufada de ar fresco no orgulho de ser portuguesa. Para consolidação do brio nacional, para consultar tudo o que é possível degustar nas nossas pastelarias ou mesmo para experimentar a sua confecção, o livro merece uma aquisição orgulhosa. Porque é preciso continuar a criar esta nossa arte única no mundo, ainda um kit obrigatório para dar largas à imaginação.
22 julho 2008
18 julho 2008
17 julho 2008
Resgatar l ao abraço da cidade

clique na imagem ou aqui página 13.
Uma viagem aos “braços do desafio” do novo cd de Mariza, um convite ao abraço da cidade acompanhando a guitarra portuguesa numa aventura ecuménica. Com várias intervenções do mundo que envolve o flamenco, a morna, jazz, a canção clássica ou o mesmo o folclore, a sugestão é acompanhada de um kit para palmilhar com conforto e muito brilho as calçadas portuguesas.
15 julho 2008
Lisbon’s Cultural Boom

Perhaps the last of the Western European capitals to experience a cultural resurgence, Lisbon is avidly making up for lost time. All over the city, an upstart generation is gleefully constructing edgy and forward-looking ventures amid the time-worn monuments.
para continuar a ler aqui. (não perder as fotos do slide chão)
12 julho 2008
11 julho 2008
10 julho 2008
08 julho 2008
07 julho 2008
27 junho 2008
O Senso e a Cidade l de saltos altos

aqui página 17 ou
Linda sem qualquer dúvida, a calçada portuguesa faz dos nossos passeios, um dos mais bonitos do mundo. Cleopatra’s à parte, em Lisboa não se pisam pétalas de rosa, mas antes, chuva de jacarandás, estrelas, peixes, liras e flores.
Para quem adere aos saltos altos das Zilians’s ou dos Manolos Blahnik deste mundo, uma homenagem à coragem das mulheres portuguesas, que todos os dias desafiam os tapetes de basalto e calcário da cidade.
Sempre defendi uma Lisboa sofisticada e se agradeço ao império Inditex, por ter tornado as lusitanas mais bonitas, não posso deixar de implorar à Câmara de Lisboa uma calçada mais perfeita em prol de não trocar a ideia de uns Jimmy Choo pelas confortáveis havaianas.
Muitas vezes estragada, abandonada, desconfortável e muito perigosa, a calçada portuguesa não pode ser um impasse a uma cidade mais dinâmica e sofisticadamente habitável. E com esta ideia, não pretendo aderir à sugestão de Novembro da minha querida Time Out, de a retirar dos pés de Lisboa, mas antes intervir na sua recuperação e preservação.
Com uma crescente escassez de artífices e paralelo desinteresse pela arte da calçada é urgente intervir numa preservação mais atenta. Preservação essa que passa não apenas pelos olhos da Câmara, mas também ao respeito e civismo de todos os que habitam a cidade. Observando os carros sem perdão, acrescento ao apelo mais uns milhares de pinos para proteger os testemunhos desta beleza lisboeta.
Quanto ao malabarismo das lusitanas e porque o caminhar feminino sempre foi uma arte, a partilha das palavras do poeta que anda com luz, o caminho faz-se andando.
publicado a 27 de Junho no jornal Meia Hora
26 junho 2008
24 junho 2008
19 junho 2008
O Senso e a Cidade l na brisa atlântica

aqui página 17 ou
Somos uns privilegiados.
Uma costa atlântica de mão beijada, de mares enérgicos no litoral e de praias serenas no Sul, de onde vos escrevo estas palavras. Mergulho no saco do semanário Expresso e tropeço num artigo que goza do título “como eles (os estrangeiros que cá vivem) nos vêem”.
Diz o artigo que chegam “atraídos pelo clima, pela gastronomia, a cultura, a simpatia e a facilidade de fazer amigos”. Para quem viveu na Holanda sabe bem que Portugal é uma pérola, no que toca à fraternidade.
O artigo revela também os defeitos: o desornamento do território, o mau urbanismo, o pessimismo, o mau sistema de saúde. Como as linhas não dão para mais ressalvo o mau senso no ordenamento do território.
Ter uma costa de mão beijada e destruí-la em prol do betão autárquico inspira-me reacções pouco condescendes. Também os gregos receberam as suas fabulosas ilhas de mão beijada e embora tenham destruído Atenas, as ilhas estão intocadas, bem à maneira da nossa Óbidos.
E se com esta vila do Oeste partilho a prova de que é possível fazer bem, questiono-me o que teria sido de Portugal na mão dos holandeses. É que Deus criou o mundo e segundo os próprios, os holandeses a Holanda. E é verdade, em termos de planeamento do território é de se lhe tirar o chapéu. E não porque temos mais Sol, mas apenas porque a sua conduta calvinista os leva a pensar no planeamento urbano com rigor.
Mesmo sem a nossa costa, a nossa paisagem eclética e sem a Luz de Lisboa jamais “planeariam” tenebrosas Caparicas ou Quarteiras. Aprendamos então, e salvemos o que ainda sobra em terras de brisa atlântica.
publicado a 20 Junho no jornal Meia Hora
17 junho 2008
12 junho 2008
08 junho 2008
07 junho 2008
01 junho 2008
O Senso e a Cidade l ao acto de esplanar

aqui página 6 ou
Bica do Sapato, Delidelux, Meninos do Rio, Noobai, Chapitô, Regency Chiado, Farol Design Hotel e ainda a varanda do Albatroz. Eis algumas das esplanadas que enaltecem Lisboa e envolvente, com a certeza indiscutível que Portugal goza de um clima oferecido de mão beijada ao acto de “esplanar”.
E se hoje o bom tempo ainda dorme lembro-me que por menos Sol, os holandeses nos poucos minutos de raios nórdicos arejavam ideias à porta das casas de bonecas dos canais de Amesterdão, acompanhados de vinho branco muito fresco. Tirando o De Jaren ou o Werk, as esplanadas não eram muitas, por isso pouco tenho para partilhar sobre elas em terras da Batávia.
Já a Grécia supera tudo o que vi em tempo de vida. Sofisticadas, majestosas e de um extremo bom gosto, o povo helénico sabe bem gozar a dádiva solar.
Mas sendo o tema Lisboa, hoje o apelo é dedicado ao sentido estético das restantes esplanadas que diminuem a capital. De plástico e com publicidade a refrigerantes de massa, não se percebe a autorização de poluir a oferta turística e serenidade visual de quem as goza.
Em Lisboa, mas também por todo o país, as esplanadas estão longe do seu potencial de perfeição e não, não aceito que não seja possível fazer melhor. Para comprovar o contrário convido o leitor a ver na imagem o exemplo tirado das docas da capital catalã, que comprova que mesmo com publicidade, o risco de ferir pode ser diminuto.
Porque acredito em paraísos, hoje agradeço a beleza do Kubo, a qual goza de uma vista magnânima e de uma das mais bonitas esplanadas do mundo, senão a mais bonita.
publicado a 3 Junho no jornal Meia Hora
29 maio 2008
27 maio 2008
de bicicleta a partir de Lisboa

de bicicleta a partir de Lisboa
e com apenas mil euros
os meus queridos amigos viajantes
já chegaram a Cap Blanc.
mais aqui
25 maio 2008
O Senso e a Cidade l Um dia por Lisboa

aqui página 6 ou
Ninguém poderá conhecer uma cidade se não a souber interrogar, interrogando-se a si mesmo. É com esta citação de José Cardoso Pires que acontecerá mais “um dia por Lisboa” já amanhã, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz Lisboa. Das seis da tarde à meia-noite, a terceira edição desta sessão será como habitualmente contínua de cidadania, para dizer em alto e bom som o que se deve e o que não se deve fazer na nossa cidade.
Se nos compete enquanto cidadãos, a vontade, o dever e a responsabilidade de pensar e de actuar sobre a nossa Lisboa, o convite para esta terceira iniciativa colectiva fica feito por estas linhas. O grande objectivo é provocar discussões abertas, «desmistificadoras e sobretudo motivadoras, em torno da nossa condição de cidadãos de uma cidade tão fascinante, tão intrigante, tão desejada e tão mal tratada».
Com dez minutos para fazer declarações entre cada bloco, as intervenções serão divididas por cinco grandes temas: Respirar (Ambiente e Paisagem), Relacionar (Vida Urbana e Quotidiano), Mover (Mobilidade e Estacionamento), Projectar (Urbanismo, Construção e Reabilitação) e Governar (Administração, Transparência e Participação).
Todos os cidadãos residentes e utentes de Lisboa podem ainda dar o seu testemunho e expressar as suas vontades nas cabines com sistema de gravação.
Iniciativa com nota vinte, para contestar mas acima de tudo alertar e evitar erros como a Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Toxicodependência no Cais do Sodré, que viraram as costas da cidade ao rio numa avenida que goza do nome de Avenida das Naus.
publicado a 25 Maio no jornal Meia Hora.
22 maio 2008
medusa-de-lua

sobre o perfume suave,
e as fundações da consistência,
o alcance.
e as fundações da consistência,
o alcance.
apenas para alguns.
Aquário Internacional Sunshine, Tóquio. Foto: Toru Hanai
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