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09 fevereiro 2010

body without limits



fui ontem ao preview da exposição de Jutith Barry. Don't miss it.

Com origem na teoria da literatura e do cinema, e na sua experiência com a dança e a performance, a artista tem traduzido directamente muitas destas ideias em relações físicas específicas que colocam o espectador em diálogo com o conteúdo das suas instalações. Para o fazer, Judith Barry constrói uma diversidade de “posições do sujeito” para o espectador, utilizando frequentemente técnicas de cinema e, em particular, de montagem. Estas posições funcionam como perspectivas, ou pontos de vista, e permitem ao espectador aceder ao significado da obra ao habitar o espaço da instalação e, simultaneamente, conferir múltiplos sentidos à experiência. É precisamente esta va¬riedade de formas e a grande amplitude das suas investigações que tornam a obra de Judith Barry crucial para muitos debates actuais no âmbito das práticas artísticas contemporâneas.

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08 fevereiro 2010

A cidade na ponta dos dedos l O amor e a cidade



clique na imagem ou se é assinante do Expresso aqui.

Num mês apaixonado, um portal de luxo com responsabilidade social, um restaurante do chefe mais elegante de Santos e um chá que promete espalhar o amor pela cidade.

publicado a 6 de Fevereiro na Revista Única do Expresso.

GQ l Pelas ruas da cidade


O novo brunch do Chiado
Nunca é demais falar desta morada que me diz muito, não fosse quase colada ao alfarrabista do meu Pai. Cresci a subir e a descer as ruas do Chiado e assistir ao nascimento de tantos lugares novos, na minha capital deixa-me feliz pela evolução da cidade. O Chiado já oferecia os mais animados brunchs de fim-de-semana, no Royal ou no Kaffehaus, mas acaba de surpreender Lisboa, com a sofisticação do Quinoa que se instalou num antigo antiquário. Quem sobe a Rua do Alecrim em direcção ao Camões, não fica indiferente à porta encarnada do número 54. Depois da entrada, o Quinoa é uma padaria, uma casa de chá, uma morada para petiscos nocturnos de Quinta a Sábado e ainda uma loja gourmet. Com as vitrinas mais apetecíveis da cidade, os bolos, as tartes e as miniaturas abrem lugar a um novo conceito, felizmente mais bonito, das montras da pastelaria em Portugal. O pão em dez variedades é feito dentro de portas com farinhas biológicas, sem fermentos nem aditivos, mas apenas com a fermentação natural. Da carta inundada com ingredientes de excelente qualidade, destaco o brunch com o nome da casa, composto de uma taça de iogurte bio com granola e fruta fresca, selecção de pães, croissant ou brioche ou pain au chocolat, chá ou chocolate quente ou meia de leite, sumo de fruta natural, salada fria de queijos e enchidos e ainda ovos mexidos. Nos bagels a não perder o de requeijão e doce de abóbora, nas sanduíches quentes a de queijo da ilha e presunto e nas frias a de presunto com peras assadas e queijo roquefort e o trilogia de hambúrgueres biológicos, com mostarda, queijo emental e cebola caramelizada. A destacar também as sopas caseiras, os sumos naturais, as tartes merengadas, o iogurte grego com mel e nozes e os suspiros com canela. Ainda bolachas e empadas miniatura e uma selecção de produtos gourmet que passam pela Fauchon, a Mariage Frères ou pelas biológicas Prestat, Organiko ou Choco Vic. O chá de serviço é da Kusmi Tea, a apresentação e o serviço são extraordinários.

A cantina é cool
Não percebi ainda a falha de ter estado tanto tempo sem a conhecer. Não há dúvidas, a cantina tem mesmo muita graça e a qualidade da luz, perfeita, faz acontecer uma das minhas novas salas de jantar da cidade. Descontraída, divertida e eficiente, os candeeiros são raladores de legumes, as toalhas um verdadeiro clássico e os individuais uma das ideias mais elevadas que invadiu os restaurantes mais cool da cidade (também está no Buenos Aires nas escadinhas do Duque). Concebidos pela “Migalhas”, os individuais são também uma agenda cultural, uma genialidade a explorar em www.migalhas.org. A minha escolha elege a Pasta Baldraca, composta de fusilli, azeite, alho, espinafres, farinheira, requeijão e pimenta. Na escolha das sobremesas há opção entre pannacotta, o bolo de chocolate que não aconselho e ainda uma variedade de gelados. O serviço por ser tão eficiente peca por tirarem o prato da nossa companhia antes de terminarmos o nosso. E mesmo sem sobremesas à altura ou um couvert sem pão quente, a cantina vale mesmo a pena, nem que seja pela relação qualidade preço ou pelo ambiente, no meu testemunho sempre transversal e cosmopolita. Depois é só não esquecer que estamos numa cantina.

Para o ano dourado
Chamem-lhe capricho ou o que quiserem, mas desde que voltei para Portugal insisto em ter no frigorífico do andar atlântico uma garrafa de champagne. Nunca se sabe quem pode aparecer e a vida é curta demais para não estarmos preparados para o melhor. Nas grandes eleições para ir festejando o ano dourado, partilho o Cuvée René Lalou da Mumm, que produzido a partir da safra de 1998, contém um equilíbrio perfeito de uvas Chardonnay e Pinot Noir de doze vinhedos, localizados em toda a região de Champagne. Para beber e abusar em 2010.

das weisse band


o laço branco lembrou-me o poema do poeta de Igual para Igual.
pela neve sem vincar rasto
sempre caminhou
aquele que busca um amor.

04 fevereiro 2010

coming soon


the new most fancy Lisbon flavor,
brevemente numa das minhas colunas sobre a cidade.

03 fevereiro 2010

estamos juntos



O que é importante na vida? O que nos faz lutar e estar onde estamos? Cheguei à conclusão que é o amor, acreditar em algo muito forte que nos encoraja e que nos leva a continuar.
André Cepeda (na minha opinião, o merecedor do prémio Bes Photo 2009)
A exposição com os trabalhos de Patrícia Almeida, André Cepeda e Filipa César - finalistas da primeira fase do BES Photo 2009 - inaugurou ontem à noite no Museu Colecção Berardo. Os trabalhos inéditos dos artistas - a avaliar por um júri internacional que escolherá o vencedor - foram apresentados ontem aos jornalistas durante uma visita guiada no museu. O Prémio BES Photo, o maior galardão do país para a área da fotografia - ascende a 25 mil euros - já distinguiu anteriormente criadores como Helena Almeida (2004), José Luís Neto (2005), Daniel Blaufuks (2006), Miguel Soares (2007) e Edgar Martins (2008).
até 4 de Abril no Museu da Fundação Berardo.

02 fevereiro 2010

Shortcutz, one month after


Todas as terças-feiras, o bar Bicaense coloca em competição várias curtas-metragens nacionais. Mensalmente, é escolhido um vencedor, que é posteriormente divulgado nos parceiros oficiais do movimento e será levado a outras cidades da rede Shortcutz: Nova Iorque, Madrid e Londres.
Quem achou que o Rui de Brito estaria a ser ambicioso ao organizar todas as terças-feiras um movimento de curtas em Lisboa, enganou-se. Sempre lhe admirei a audácia e fico feliz pelo sucesso e pela energia longa na minha cidade. Na última sessão revelou-se a curta vencedora de Janeiro «Assim, Assim», do realizador Sérgio Graciano, na minha opinião merecedora a passos largos.
A curta-metragem que conta no elenco com Ivo Canela, Albano Jerónimo, Joaquim Horta e Isabel Abreu nos personagens apresentadas. A produção retrata relações humanas através de dois diálogos na cidade de Lisboa (delicioso). Dúvidas e a cumplicidade entre duas pessoas, entre outros temas, são os assuntos expostos no filme.
hoje há noite há mais. apareçam.






01 fevereiro 2010

fill the bill


o amigo sábio disse-me ser urgente e ainda mal aterrada do maravilhoso fim de semana no Porto mergulhei no Up in the air.
Com uma consistência diferente do que estava à espera, e com um epílogo mais fraco do que o imaginado (também no cinema, a satisfação é sempre igual a realidade menos a expectativa) não deixei de gostar do filme. O argumento enaltece o nosso papel mais elevado enquanto seres humanos inteiros e extensíveis, mas no final senti falta da irreverência do outro lado da história.
A genialidade está na proeza de nos conseguirmos identificar com as diferentes personagens várias vezes. A melhor cena do filme acontece no fill the bill. Em segundos identifiquei-me com a fragilidade ou insegurança da executiva iludida com o preconceito do que seria melhor. Mas mais do que palavras (e muito mais do que palavras perdidas em inconsistências que não respeitam a nossa entrega ou essência mais pura), os seres humanos medem-se, medir-se-ão sempre, pelos actos.
Já longe do cenário projectado, do cenário que se veio a revelar longe da beleza de um pacote embrulhado a ouro, reconheço mais uma vez que a vida tem sempre planos para nós, mais elevados do que aquilo que esperamos. E enquanto guardo os conceitos numa gaveta com chave, abraço as nossas certezas mais perto da beleza do mundo, ou de um voo livre de uma cena longe das cidades formatadas.
hoje, de volta ao jardim secreto solto a linha,
e voo lentamente.

29 janeiro 2010

ao terceiro dia



hajam luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.
e assim criou duas grandes luzes,
a maior para governar o dia, e a menor para governar a noite.
criou também as estrelas,

e espalhou-as pelo Universo para que iluminassem a Terra.


28 janeiro 2010

2046 - 2010

PersonalTime Newsletter | Fev 2010



O amor e a alegria andam no ar, por isso neste mês de Fevereiro privilegiamos o seu tempo com muitos serviços apaixonantes e sugestões de Carnaval. A não perder a exposição Jane and Louise Wilson no Centro de Arte Moderna, a música de Schubert baseadas nos poemas do alemão Wilhelm Müller e as intervenções Arte em Movimento, que está a impressionar os viajantes dos elevadores da cidade. Ainda algumas alterações na newsletter, a pensar no destaque ainda mais elevado dos nossos parceiros. Os serviços continuam a crescer e a PersonalTime que recentemente reformulou a sua equipa, continua a trabalhar numa prestação cada vez mais eficiente. Sempre, a pensar no privilégio do seu tempo.

explore a PersonalTime aqui e leia a newsletter aqui.

26 janeiro 2010

o tempo suspenso


já o colei na parede dos poetas.
Nomeadas para o Turner Prize em 1999, as gémeas Wilson fazem parte da geração dos Young British Artists (YBA). Nascidas em 1967, trabalham e expõem juntas desde o início das suas carreiras. Trabalhando a memória histórica, a obra de Jane e Louise Wilson recupera lugares vazios, áreas evacuadas sem comando, ou espaços perdidos e abandonados, numa viagem que tem tanto de tempo psicológico como de arqueologia de lugares e vivências, transportando-nos para um tempo suspenso.
No Centro de Arte Moderna (Gulbenkian) até 18 de Abril

25 janeiro 2010

voyeur


acabei de receber a versão online da Voyeur, a nova revista de lifestyle do Grupo Lágrimas, uma edição semestral dedicada à actualidade, moda, tendências e luxo. para mergulhar aqui.

arte em movimento


por mim, nunca mais lhe tirava o vestido.

As intervenções Carris, Arte em Movimento é um programa de compromisso da Carris com a arte contemporânea portuguesa – consiste num desafio lançado a quatro artistas portugueses para intervirem sobre os Ascensores da Bica, Glória e Lavra e Elevador de Santa Justa, na perspectiva de estabelecerem uma ponte entre um passado de histórias e vivências com o presente e o futuro.

Representados por Alexandre Farto, Susana Anágua, Vasco Araújo e Susana Mendes Silva, as quatro propostas ligam dois pontos, a partida e a chegada, o passado e o presente.
até 30 de Junho.

21 janeiro 2010

largo



decore o nome do título deste post.
é o novo restaurante do Chiado e promete revolucionar os almoços e jantares da cidade. o espaço é um antigo claustro decorado pelo arquitecto Miguel Câncio Martins que fez o Buddha-Bar Paris e a cozinha está à responsabilidade do aclamado chef Miguel Castro e Silva. a ir marque as mesas coladas aos aquários de anémonas que mudam de cor.
mais pormenores em breve, numa das minhas colunas sobre a cidade.

20 janeiro 2010

a morada e o sonho III



A Nespresso foi um dos patrocinadores do Tribute to Cláudia, o mais importante evento gastronómico em Portugal. E no fim de semana passado no Vila Joya, ainda procurei o piano a cair do céu, mas continuo viva para partilhar a versão integral do mais irreverente anúncio de 2009.

E não, não morri (por momentos achei que sim, pela qualidade extraordinária de sensações), mas abracei as nunvens num evento onde o primeiro jantar Koshina & Friends me confirmou até onde pode ir o Coffee Codex da Nespresso. A sobremesa foi criada pelo chef austríaco Peter Schachermayer e era absolutamente estonteante.

Já a marca que elogia as cidades diz-me que no dia em que abraçarmos de novo o céu, nada está perdido. E enquanto o piano não me cai em cima vou rendendo-me aos lotes limitados de alperce, castanha e biscoito de especiarias que me têm elevado a um sorriso, ainda mais rasgado, todos os dias.

19 janeiro 2010

na senda da mensageira dourada



nasce um novo dia e no braço outra asa.

16 janeiro 2010

a morada e o sonho II




depois da abertura do festival na sexta-feira não ficam margem para dúvidas... as estrelas fazem mesmo a diferença. e num Domingo sobre o Atlântico e enquanto me preparo psicologicamente para outro cenário romano, houve apenas salvação nas terapias do mestre Jacob.

sobre a experiência pessoal e humana, subscrevo que tal como na cozinha do chef Kochina, na vida não há receitas. e se os pecados muitas vezes moram ao lado, na alteração da rota, ilumina-me ter a certeza que sobres os assuntos da alma, o Norte nunca me perde.

14 janeiro 2010

Lisboa iluminada



Já repararam nas intervenções de alguns monumentos e edifícios da cidade? Lisboa está a ser iluminada por um dos arquipélagos mais bonitos do Mundo.

Até 16 de Janeiro, entre as 18h e as 22h, o Padrão dos Descobrimentos, a estátua do Marquês de Pombal, a Estação do Rossio e o Bairro Alto Hotel terão projecções nas fachadas com imagens de vídeo 3D dos principais produtos turísticos da região, como as hortências, o mergulho, a observação de baleias, o geocoaching e a vulcanologia.

Divulgam-se os Açores e enaltecem-se as noites da cidade.

13 janeiro 2010

a morada e o sonho



É sem dúvida uma morada onde habita o sonho concretizado. O Vila Joya é muito especial, não apenas por ser um boutique hotel com apenas vinte e dois quartos, ter uma vista de sonho e ter o único chef (Koschina) em Portugal com duas estrelas Michelin, mas também por ser um hotel que foi uma casa de férias onde eram recebidos os amigos da família austríaca Jung. A Mãe (Claudia Jung) sonhou e depois de uma doença prolongada e de ter abraçado o céu, a sua filha (Joy Jung) fez acontecer uma das melhores segundas casas do país, que na maior simplicidade e elegância nos recebe sempre como amigos de longa data.

Este fim de semana acontece o Vila Joya Gourmet Festival, o mais internacional evento de gastronomia em Portugal. Com a presença dos melhores chefes do Mundo, com duas e três estrelas Michelin, este ano de 16 a 24 de Janeiro o evento conta com a presença dos chefes: Koschina, Jacques Pourcel, Michael White, Roland Gorgosilich, Jin Jie Zhang, Andrea Berton, Dani Garcia, Jonnie Boer e Kyoto Tsuruya.

Sobre os pecados, não tenhos qualquer dúvida que serão dignos daquilo a que imagino ser o céu e espero sinceramente que o cycling acrescido desta semana, me conceda no final dos dias a salvação.

Em breve numa das minhas colunas sobre a cidade.
Evento aqui e algumas imagens aqui.

11 janeiro 2010

A cidade na ponta dos dedos l cidades enérgicas


clique na imagem ou se é assinante do Expresso aqui.

Uma publicação que promete surpreender o Mundo, um hotel que proporciona refeições entre o céu e a terra e um chá que promete renovar energias em 2010.

publicado a 9 de Janeiro na Revista Única do Expresso

10 janeiro 2010

endymion



a thing of beauty is a joy for ever:
its lovliness increases; it will never
pass into nothingness; but still will keep
a bower quiet for us, and a sleep
full of sweet dreams, and health, and quiet breathing.
therefore, on every morrow, are we wreathing
a flowery band to bind us to the earth,
spite of despondence, of the inhuman dearth
of noble natures, of the gloomy days,
of all the unhealthy and o'er-darkn'd ways
made for our searching: yes, in spite of all,
some shape of beauty moves away the pall
from our dark spirits. Such the sun, the moon,
trees old and young, sprouting a shady boon
for simple sheep; and such are daffodils
with the green world they live in; and clear rills
that for themselves a cooling covert make
gainst the hot season; the mid-forest brake,
rich with a sprinkling of fair musk-rose blooms:
and such too is the grandeur of the dooms
we have imagined for the mighty dead;
an endless fountain of immortal drink,
pouring unto us from the heaven's brink.


de John Keats. mais aqui e aqui.



curioso apanhar neste filme, umas das minhas músicas de 2009.
mais aqui.

06 janeiro 2010

construir cidades


a música foi usada para este anúncio que adoro, mas ontem encerrou o final da primeira mostra da Shortcutz. A iniativa do Rui de Brito é brilhante por motivar Lisboa, ao mesmo tempo que implementa este projecto em cidades como Madrid, Londres e Nova Iorque. (sempre me identifiquei com a ambição deste criador). Mas mais do que isso, e de todo o excelente trabalho que a sua Subfilmes põe cá fora a desembrutecer as massas, o amigo viajante está a contruir Lisboa. Era uma terça feira à noite e provavelmente teria ficado em casa a escrever, mas em vez disso assisti a um início de noite inundado de criatividade, um get toguether com pessoas da área do cinema, em missão para fazer acontecer mais uma noite na cidade.

Para a semana há mais. Apareçam e não digam que não há movida nesta cidade. :-) Todas as terças, no Bicaense pelas 21h30. mais aqui.

05 janeiro 2010

coming soon

um romance que é também um drama, mas que é também uma comédia (adoro a transversalidade). de Jason Reitman o mesmo realizador de Juno (2007) o filme fala dos relacionamentos. que os erros deixam-nos mais sábios é uma grande verdade e só por isso valem a pena. mas é preciso é estarmos atentos.

as curtas e a cidade



A mostra Shortcutz está a criar uma rede para estimular a criatividade através do cinema. As três cidades com que arranca são apenas o começo. Em Lisboa, as curtas começam a ser vistas na terça-feira.

Mais do que um festival, mais do que uma mostra, o SHORTCUTZ pretende-se uma autêntica revolução urbana de ideias, projectos e pessoas na área das curtas metragens e que, dessa forma, se torne parte indissociável e constante da vida criativa, cultural e artística das cidades nele envolvidas. Numa primeira fase o SHORTCUTZ irá começar por ter presença em Lisboa (início em Janeiro de 2010), Nova Iorque e Madrid (início previsto para Março / Abril de 2010).

Todas as 3ª feiras, pelas 21h30, no bar Bicaense, o SHORTCUTZ LISBOA irá exibir 3 curtas metragens, sempre apresentadas por membros das suas equipas de criação. Uma das curtas será convidada (nacional ou estrangeira) e as outras 2 farão parte da competição para a melhor curta do mês. A curta vencedora do mês será exibida no canal de televisão oficial do SHORTCUTZ LISBOA e um ou vários membros da sua equipa serão entrevistados em todos os meios de comunicação parceiros do projecto (televisão, imprensa, rádio e internet). A partir de Março / Abril, as curtas vencedoras e um dos seus membros da equipa circularão também pelas sessões do SHORTCUTZ NEW YORK e SHORTCUTZ MADRID.

Em cada sessão estarão também sempre presentes convidados especiais e profissionais reconhecidos do meio cinematográfico, de forma a partilhar as suas opiniões, conhecimentos e, assim, estimular a discussão entre todos os presentes.

mais aqui.

Buhle, one of the greatest five



A Wallpaper distingiu o restaurante Buhle, do Porto, como dos cinco melhores novos restaurantes do mundo. O Buhle, sob o comando do chefe Rodrigo Garrett, que inclui cocktail bar e salão de chá, é o único representante português do top-5 de finalistas do concurso "Best New Restaurant". A concorrência: Tegui (Buenos Aires, Argentina), Terzo Piano (Chicago, EUA), Kaá (São Paulo, Brasil) e DamUm (Seul, Coreia do Sul). Os prémios da Wallpaper serão revelados ainda em Janeiro.

para já, deixo a certeza da melhor hora do chá em Portugal.

04 janeiro 2010

the alternative

grande falha. não foi possível com nenhuma de olhos revirados ou língua de fora. teria ficado genial. a ver aqui.
(demora alguns segundos a descarregar mas vale muito a pena)

01 janeiro 2010

the golden year

from one single candle a million others can be lit
and still
the life of that candle isn't shortened.

chegas com a luz de sempre.
regressas com a forma dos dias claros e um clarão permanece na consistência do teu ser humano sempre inteiro.
e enquanto trocas o cosmos de Londres pela cidade branca rasgo-me na extensão de um sorriso, Lisboa ganha muito com a luz do teu regresso.

na perseverança dos que constroem esta cidade na senda do sonho, não tenho dúvida da continuidade da tua importância nesta capital, a mesma importância com que te moves sem medo, no transporte de uma vela acesa.

hoje,
longe da palavra distância
e na extensão do ano dourado
devolvo-te de braços abertos a cidade que hoje habito.


31 dezembro 2009

almost 2010

PersonalTime 9 l Janeiro 2010



A pensar no seu tempo antecipamos a edição uma semana, passando a envia-la sempre na última 5ª feira do mês, anterior ao da newsletter. A poucas horas de virarmos a página de 2009, partilhamos consigo o chá do restaurante nomeado pela Wallpaper como um dos melhores do Mundo, uma escapadela num dos riads mais sofisticados de Marrakech, a melhor massagem da cidade no Spa do hotel mais Atlântico da capital, sem esquecer um dos mais extraordinários champagnes do Mundo para a passagem do ano de logo à noite.
Que venha 2010 inundado de tempo, muito tempo para continuar a fazer um projecto que tem apenas uma missão: pensar no seu tempo mais puro.

explore a PersonalTime aqui e leia a newsletter aqui.

how little we know


28 dezembro 2009

black all over

the space between

25 dezembro 2009

already 25th III

already 25th II

already 25th



enquanto o super-homem não chega para me mostrar Lisboa,
o menino dourado brinca pelas janelas da cidade
e sem se esquecer da importância do abraço,
confia-me a beleza do ser humano ainda puro.

na noite de Natal,
a neve cobre-me a imaginação.
e ao reconhecer a abundância,
adormeço com o privilégio de um coração mais extenso.

thank You for light my candle.

24 dezembro 2009

dreaming really high



enquanto tento colocar setes anões no porta bagagens de um Smart, sinto a chegar a beleza, a intensidade da noite mais emocional do ano. a noite em que me atrevo sempre a sonhar um presente impossível. (e eu que raramente me encontro com esta palavra).

this Christmas I imagine this, in my amazing city.

23 dezembro 2009

almost 25th

Ele dorme dentro da minha alma
e às vezes acorda de noite
e brinca com os meus sonhos.

O Guardador de Rebanhos, Alberto Caeiro

moleskine 2010 III

qualquer semelhança cénica
com os projectos do meu moleskine de 2010 é pura coincidência
.

por tudo isto
os viajantes escolheram o lado nómada da linha de água.
Vivem ali, e cantam - sabendo que a vida não terá sido um abismo,
se conseguirem que o seu canto, ou estilhaços dele,
os una de novo ao Universo.

moleskine 2010 II


enquanto aguardo valores, há ainda salvação na Vida Portuguesa.

Táxi de brincar, feito em lata, plástico e borracha, movido a fricção. Um Mercedes preto de topo verde, como os saudosos fogareiros que voltaram a circular pelas ruas de Lisboa.
Destinado a crianças com idade superior a três anos, tem vindo ainda a tornar-se um objecto de culto entre muitos coleccionadores de automóveis. Não tóxico, conforme à lei portuguesa. Embalado numa caixa de cartão ilustrada. Dimensões: 16 x 6 x 6 cm.

moleskine 2010


for a special year, a special colour?


22 dezembro 2009

nós e as palavras



enquanto guardo na mala da viagem os teus segredos mais puros, agradeço o privilégio dos dias claros. E na extensão dos corações mais inteiros, a cumplicidade da coragem, o poder das palavras que não substituem os actos, o caminho até ao rio no dia mais frio do ano, os fotógrafos viajantes com que nos cruzámos e uma cidade inundada de imagens cénicas.

no final dos dias
ainda a importância da consistência.
and never forget, life should be about trust.

obrigada ao segundo viajante fotógrafo pelo envio da imagem.
para ver a colecção toda (just friends) entre aqui.

21 dezembro 2009

paris lisboa



there is a long distance between "I'm afraid" and "I'm scared".
e este blog lembra-me a apartamento magazine. o seu autor também. culpa talvez da objectiva vintage ou de um expresso Paris Lisboa.

GQ l Pelas ruas da cidade



No rasto do menino dourado
Poderia faze-lo apenas pela tarte Tatin de abóbora, com requeijão e nozes criada pelo Chakall. Mas se já havia razões para rasgar o eixo Norte-Sul, atrás de um dos restaurantes melhores de Lisboa, a partir de agora não há qualquer razão para dúvidas. Estaladiço de requeijão com pinhões, manjericão e mel, sobre aveludado de tomate, doce de damasco e perfumado com iogurte e cebolinho. Robalo do mar crocante sobre migas de batata, puré de alho francês, compota de pêra e tomate confit ou uma Perdiz em duas maneiras, com puré de castanhas, cogumelos estufados e molho de vinho tinto. Ainda um pudim Abade de Priscos com espécie de lemon curd crocante de amêndoa e redução de Porto doce. Foi com esta ementa que Igor Martinho, chefe executivo do restaurante Quinta dos Frades venceu a vigésima edição do concurso Chefe Cozinheiro do Ano 2009. Depois de ter estagiado com Martin Klein no Hangar 7 em Salzburgo, o chef de apenas vinte e cinco anos alargará ainda mais os horizontes da sua criatividade no restaurante Noma, em Copenhaga, onde irá estagiar durante um mês. E porque estamos em época de excessos, não perca mais tempo e renda-se a este tesouro escondido, com tudo o que tem direito. A sensualidade da cozinha do chefe do Mundo e a coragem do menino dourado merecem.

Quando o casamento é perfeito
O Arola tem a mais bonita club sandwich do Mundo e um dos mais apetecíveis brunchs do fim-de-semana. Palco da recente apresentação do Coffee Codex, uma ideia genial da Nespresso, um guia completo para a degustação profissional do café e a arte de o combinar. Ao criar o Coffee Codex, o co-autor, Giuseppe Vaccarini, estudou as diferentes tipologias com 12 reconhecidos sommeliers internacionais, seleccionando o Grand Cru como o que melhor correspondeu às suas próprias personalidades, quando combinado com alimentos, bebidas ou chocolates. Na degustação a experiência foi sublime, quando o chef Fauto Airoldi nos deu a provar uma harmonização de café uma telha de amêndoa com gelatina de mel e espuma de bolacha Maria com o Leggero da Nespresso. Dirigido principalmente aos sommeliers profissionais, o Coffee Codex foi concebido para lhes permitir alargar os seus conhecimentos sobre café e orientá-los de modo a proporcionarem experiências aromáticas únicas, além de um amplo leque de combinações com todos os alimentos e bebidas. A metodologia de degustação estruturada passa pelas sensações da visão, do olfacto, a finalizar no gosto que permite avaliar o sabor amargo, a acidez e a persistência do café. A ideia nasceu para inspirar os chefs mais ousados e promete surpreender as cartas mais irreverentes dos restaurantes da cidade.

O chef que elogia a cidade
Longe de precisar de constar em alguma lista da década, o autor de um dos restaurantes mais desejados da capital, partilha as suas receitas de sempre, num livro apetecível que marca dez anos da carreira. Folheando as páginas cheias de sugestões sofisticadas mas sempre familiares, recordo na memória dos dias, o primeiro restaurante do Olivier no Castelo. O chef enaltece a capital há bem mais de dez anos e porque a cidade é contínua nascerá já em 2010, um novo conceito, que pela descrição tenho a certeza de que será mais um elogio a Lisboa.

17 dezembro 2009

coming soon



The musical Nine (probably another creation to feel amazling alive :-) tells the story of Guido Contini (Daniel Day-Lewis), a world famous film director as he confronts an epic mid-life crisis with both creative and personal problems. He must balance the many women of his life, including his wife (Marion Cotillard), his mistress (Penelope Cruz), his film star muse (Nicole Kidman), his confidant and costume designer (Judi Dench), an American fashion journalist (Kate Hudson), the whore from his youth (Fergie) and his mother (Sophia Loren).

watch it here.

vueling together



thanks Universe. I feel the same. watch it here.

PersonalTime 8 l Dezembro 2009



O mês é de festa e o tempo parece que fica ainda mais limitado à evolução da alma humana. E porque a PersonalTime nasceu a pensar no seu tempo mais puro, este mês sugerimos muitos serviços pensados para aliviar na quadra das luzes. Dois restaurantes que são o verdadeiro cartão-de-visita das emoções mais nobres das cidades de Lisboa e Porto, uma loja que veio para conquistar o mood mais desejado de sempre ou uma agenda cultural que o vai estender a dias mais claros. Ainda um espectáculo para os grandes protagonistas no mês da chegada do menino dourado e muito brilho no mês que se pretende iluminado.

explore a PersonalTime aqui e leia a newsletter aqui.

frame motion



não eramos os amigos de Alex, mas ontem as ruas de Lisboa assistiram a um grande momento de Natal. e é neste preciso segundo que reconheço mais uma vez o privilégio de conhecer seres humanos assim. o homem-luz, o viajante inconformista e a princesa que não precisa da palavra desculpa.

obrigada por existirem e por me darem um grande momento daquilo que penso ser o mês das luzes: um transcendente renascimento.

15 dezembro 2009

Fora de Série l Diário Económico



A cidade parece iluminar-se a partir do seu interior mais secreto, onde lateja um coração muito antigo. Lisboa transforma-se, assim, no lugar privilegiado para a invenção da escrita. Nesse lugar me movimento e me encontro, e nele me perco em travessias (…)

Foi na companhia deste pensamento de Al Berto, que tive o privilégio de escrever num escritório com vista sobre a cidade. Depois do sucesso do evento do ano passado - D. Pedro V está vivo - realizado também em Novembro, a segunda edição do evento, este ano com o nome de Príncipe Real Live, teve muito mais força e maior dimensão juntando-se à Rua D. Pedro V, a Praça do Príncipe Real, a Rua da Escola Politécnica e algumas artérias deste eixo principal. Durante quatro dias foram os muitos eventos, a música ao vivo, a ópera nas ruas e nas janelas dos prédios cor de gelado, as degustações, as exposições de arte, de design, de joalharia, de peças de autor, de moda, os workshops de danças argentinas, indianas ou mesmo de make-up e festas pela noite dentro em moradas improváveis, como aconteceu na agência de publicidade Uzina.

Promovida pelo Príncipe Real Project do Eastbanc, todas as lojas envolvidas estiveram abertas das dez da manhã às onze da noite e a animação foi constante. O meu escritório vivo numa das lojas mais exuberantes de Lisboa, o florista Em nome da Rosa, contou com a cumplicidade de parceiros que escolhi a dedo, para fazer o sonho acontecer. Os poemas mais cúmplices pendurados num candeeiro Ingo Mauer da Domo, uma secretária vintage da Arquiloja, sempre pela simplicidade luminosa de Mercedes Seco, a cadeira Charles & Ray Eames, Vitra da Paris-Sete, uma fulgurante caneta da Montblanc, uma vela de Fréseas da Diptique do Epicurista que acendeu também a sensibilidade dos dias, a companhia da marca que elogia as cidades, a inconfundível Nespresso e a bebida mais poético de sempre, o champagne Perrier Jouët. Ainda a BCBG Max Arzia, a Max & Co, o Rouge e a Sistemas Rafael, que sobre a transparência permitiu a partilha das palavras do poeta.

Em nome da experiência, não hesitei em nomear um excerto do texto “Lisboa, Regresso” de Al Berto, do livro “O Anjo Mudo”. Meu guia desde que me propus a partilhar e a escrever a minha cidade, o anjo, em silêncio, acompanha-me nas palavras mais inteiras. E por sedução ou esquecimento vejo-me por momentos a percorrer um caminho que me faz estar hoje a escrever estas palavras. E se os dias foram vividos e pensados intensamente, quase como um poema, passados quase quatro anos desde que cheguei a Lisboa, para recomeçar a linha mais pura da vida, a viagem ao passado confirma-me a perseverança.

Nos dias distantes, Amesterdão e Atenas deram-me outra visão de cidade, mais intacta e mais consciente do que poderia ser a minha Lisboa aos olhos do Mundo: e se escrevo quase que por acidente, acredito hoje que a morada que hoje habito é um lugar de paixão absoluta, onde o acaso não existe.

Nas horas em que troquei o meu andar flutuante – como o movimento silencioso das algas, o andar oceânico, pelo escritório privilegiado, o perfume da loja e a presença inconfundível do Maurício - que faz acontecer as montras mais originais da cidade – estendem-me à grandiosidade da entrega. As páginas da Lisboa partilhada nas paredes laterais da montra, os poemas suspensos, os livros mais elevados da minha biblioteca e a certeza de um Anjo Mudo conduziam-me ao cenário mais transcendental de todos: o privilégio de observar e recolher inspiração no movimento dos viajantes que passavam.

E na intensidade dos dias, tenho humildade suficiente para saber que não será possível partilhar todos os sentimentos elevados. Por momentos recordo as fotografias de Robert Doisneau e as deliciosas reacções à exibição de uma pele nua feminina, na montra de uma loja de onde fotografava. Confirmo o feminino, mas quanto à nudez, apenas o da despoluição das imagens que hoje guardo na memória, como um tesouro.

As reacções surpreendentes, os sorrisos tristes, os sonhadores de sorriso rasgado, os viajantes que voltavam atrás, os que paravam para contemplar, os que absorviam os poemas de Al Berto, os que se orgulhavam da nossa cidade, os que se colavam à montra e tinham coragem para alcançar mais do que apenas um sorriso ou um olhar. As crianças perdidas que colavam as mãos na parede transparente, os homens que se reconciliavam com os amigos perdidos, ou os que no regresso a Lisboa voltavam mais um dia, para ousar descobrir uma cidade na ponta dos dedos.

No cenário, um fantasma que inundava as ruas de ópera e destino, com a certeza de que há homens com quem se pode aprender aquilo que dentro de nós existe e não sabíamos. E no registo dos dias claros, todos os que seguiam o movimento deslocavam-se como se fossem sombras, e no coração, sempre, a euforia de quem viaja.

Na viagem da memória emocionei-me várias vezes por ver Lisboa acontecer nestes últimos anos. E abraçando todos os dias a missão de a enaltecer, abraço de novo as palavras de um poeta que escreveu o viajante sem sono: sobre os enigmas singulares, a claridade que juro conservar, a beleza de que levarei anos a esquecer alguém que apenas nos olhou.

No cenário de uma capital imaginada, quantos seriam os viajantes que perseguiriam a luminosidade? Na continuidade que uma cidade visível que será sempre feita de pessoas, o desejo livre de uma Lisboa europeia cada vez mais brilhante, onde cada um fará a diferença. E a ousadia de ultrapassar a palavra futuro, num dia que deverá ser sempre mais, do que mais um dia.

Por isso na senda mais profunda do que nos move, as palavras mais certas: e se nos calássemos está tudo por acontecer.

Sancha Trindade fundou a criarte inspirada num poema de Alexandre O’Neill com a frase criar-te a ti português saudosista que morres na miséria de uma noite gerada por um dia igual. Escreve várias colunas sobre a cidade: “A cidade na ponta dos dedos” para a Revista Única do Expresso, “Pelas ruas da cidade” na GQ, “A minha Lisboa” no Lisbon Golden Guide, edita a newsletter de luxo da PersonalTime e no elogio a Lisboa é ainda autora de um blog www.lisboanapontadosdedos.blogspot.com.

publicado a 12 de Dezembro na revista Fora de Série do Diário Ecomómico.

scintillement

talvez pela direcção,
hoje acordei com saudades disto.


human breathing



Ontem tive muitas saudades do Chiado antigo. Saudades de quando descia as calçadas viajantes, de mão dada à minha Mãe e me deslumbrava com os lanches na Caravela, as bolachas de Framboesa da pastelaria Ferrari, os frascos de vidro transparente da Casa Batalha e ainda da perfumaria da Moda, talvez a loja mais bonita que conheci na vida, a seguir a Santa Maria Novella em Florença.

Mas tive ainda mais saudades da loja de brinquedos Benard, onde tantas vezes me estendia ao sonho com o meu irmão alfarrabista e onde hoje está a Pareil au Même.

A verdade também é transparente: o mês de Dezembro eleva-nos a um sentimento entre a serenidade e nostalgia. Mas a saudade dessa loja de brinquedos resgatou-me a memória, porque a busca dos Sete Anões me obrigou a ir a uma loja de brinquedos num grande centro comercial na Luz (de luminosidade não tem nada).

Os que já me conhecem sabem que jamais perdoarei o que a Sonae fez ao comércio de rua e ao comércio tradicional deste país. E sim, jamais perdoarei o facto de embrutecer as massas de uma terra que não tem sequer clima, para tanto investimento em betão e superfícies fechadas.

A ternura que tenho pela minha sobrinha Constança merece tudo, a memória da Branca de Neve também. E na busca do sonho, nem as duas hora de mentalização me ajudaram: regressei à beleza da cidade com a alma esmagada.

Talvez pela energia pesada, talvez pela distância da luz do dia, talvez pela saudade do vento que me desafia a pele ou talvez pelo testemunho da "mortificação do ser humano". E viver esta experiência de escuridão sem a ajuda do meu ipod (and I miss him so much) e não ter fuga para me separar da morada contaminada.

A falta de ar estava no limite e no regresso não havia outra opção: rasgar o eixo Norte Sul com as duas janelas abertas com o fulgor dos 7 graus que pulsavam lá fora, subir sem folgo todos os degraus do Atlântico e porque há sempre salvação nas maiores tristezas do Mundo, a rendição nos braços do Cristo, com a composição de John Williams e o violino de Itzhak Perlman.

13 dezembro 2009

dreaming high



talvez sejam os trinta dias mais intensos do ano. talvez seja o tempo mais extenso daquilo que somos. ou talvez sejam os dias em que na alegria e no sofrimento nos rendemos apenas às verdades mais puras. e num mês em que observo um céu ainda maior, rendida ao agradecimento, o inesperado.

coloquei-o na parede dos poetas.
habitar a minha morada no testemunho de um cartaz original da obra prima não estava na senda do sonho.

and because I always believe in magic,
I'll continue dreaming high.

sobre o esquecimento



E entregando-te também de mãos abertas todas as minhas palavras inteiras, queria que soubesses que a ausência do tempo não distinguem os nossos dias distantes.

Sobre o riso, sobre o esquecimento, ou sobre uma pátria onde para sermos maiores muitas vezes no extendemos à loucura, confirmo a verdade mais pura: hoje e até ao fim dos dias, reconheço o privilégio da tua existência e agradeço a tua capacidade de na passagem das horas, alcançares sempre com uma beleza maior,
tudo aquilo que me move.

e talvez por isso
o reencontro se eleve sempre à imagem com que te descrevo,

o amigo do abraço largo.

(fico à espera da tertúlia)

a bigger stage



Nos dias distantes em que habitava a antiga Batávia, ainda me lembro quando te disse, Catarina, que se não tivesse tido a loucura e a criatividade para imaginar a criarte, teria gostado de ter tido a genialidade de fazer acontecer a tua Vida Portuguesa.

Catarina Portas, Retailer, Portugal. While multinational chains pour into Portugal every year to promote new products, independent retailer Catarina Portas plays the contrarian. In 2006, the 40-year-old journalist turned shopkeeper opened A Vida Portuguesa, a Lisbon store that sells forgotten brands from the country’s past. The idea came to her while she was doing research for a book on 20th-century daily life in Portugal. “When I started to look at historic brands, I noticed how quickly they were vanishing,” she says. Part social anthropologist, part businesswoman, she scours factories and workshops to stock up on ceramics, foodstuffs and toiletries once commonplace on store shelves. continue a ler aqui.

Hoje resta-me agradecer-te tudo o que tens feito pela marca Portugal e concordo deliciosamente com a Monocle quando escreve que mereces um palco maior. Cá continuarei atenta a ver acontecer a minha cidade, também através do teu rasgo onde os sonhos se elevam sempre na mais serena grandiosidade.

11 dezembro 2009

criarte l o regresso



Para mergulhar na criarte entre aqui e aqui. (já passou algum tempo, adoro observar evoluções). :-)

A criarte é uma marca de design cultural, concebe mensagens com citações de Autores Portugueses, produzidas em Portugal em edições limitadas. Inspirada numa frase de Alexandre O'Neill, "criar-te a ti português saudosista que vives da miséria de uma noite gerada por um dia igual", a sua principal missão é divulgar Portugal e o valor da língua Portuguesa. A criarte pretende devolver aos amantes de Portugal e do Mundo a entrega do amor que trazemos nas mãos, a entrega do melhor daquilo que somos, enquanto pássaros que esperam o grito da liberdade da cidade longínqua.

Desde 2009 a criarte uniu-se à Arquivo (representante dos moleskines em Portugal), para partilhar o encanto pela poesia e o futuro da alma portuguesa. Respeitando a alma criarte, a Arquivo assumiu o desenvolvimento deste projecto, nomeadamente com a apresentação de novas edições. Com o projecto criarte, a Arquivo dá uma dimensão nacional a esta forma de estar, incorporando a marca na sua actividade de distribuição. Até agora importadora e distribuidora de marcas de prestígio produzidas no estrangeiro, com destaque para os blocos de notas e agendas Moleskine, a Arquivo transforma-se ela própria em produtora e editora. Sancha Trindade continua a ser a alma e a mentora da criarte.



Não seria inteira se não confessasse que no dia em libertei a criarte parte de mim duvidava se estaria a dar o passo certo. Mas quem me conhece sabe que raramente me arrependo quando me atiro de uma ponte, porque analiso e demoro tempo a apreender a dobrar o pára-quedas. Adoro riscos e saber libertar um filho foi um enorme exercício de ambição para uma marca que criei em 2003, a partir da minha sombra, por um imenso amor a Portugal e ao valor da nossa língua, e um exercício de confiança nas escolhas e nas opções que me têm construído o caminho mais claro.

Hoje partilho a alegria de ter escolhido a Arquivo, representante da Moleskine em Portugal para continuar a espalhar a criarte pelo Mundo. Acabada de ser lançada a primeira peça da nova vida da criarte, com a epígrafe de Álvaro de Campos - tenho em mim todos os sonhos do mundo - a nova segunda pele reflete o que eu sempre quis e o que a Arquivo pretende fazer com a marca, leva-la aos quatro cantos do Mundo. A nova segunda pele da criarte existe em preto e em verde-água e nesta versão aquática, a minha alegria extende-se ainda mais pela genialidade da série numerada e limitada (200 unidades).

Na verdade mais pura criei este projecto de raiz, e no coração mais ambicioso sempre transportei todos sonhos do Mundo. Obrigada a todos o que viram crescer e alimentaram a criarte, em especial ao João Rodrigo Santos ao Filipe Anacoreta Correia, à Joana Oom de Sousa que foram fundamentais na fusão da marca e à Arquivo que desde sempre percebeu a grandiosidade e enorme beleza da criarte, um projecto que sempre teve a missão de devolver a auto-estima a Portugal.

Explore a criarte aqui e encontre os pontos de venda aqui.



miss greece



Transversal e cada vez mais cidade do Mundo, em Lisboa tenho matado (em parte) saudades da melhor entrada grega no Café Royal no Chiado. Ao fim de quatro anos à procura do grande segredo de como fazer tzatziki, foi em Lisboa que ontem a jantar com uma grega e uma chinesa (adoro oxigenar o cérebro na minha cidade) que alcançava o grande segredo. A experimentar em breve no andar Atlântico.

10 dezembro 2009

as asas do desejo



A Le Cool avisa-me sempre. :-)
Próxima segunda-feira, dia 14, às 22h na Cinemateca. É obrigatório.

Os anjos vivem entre nós. Aliás, têm estado a vaguear pela terra desde o princípio da criação, ainda antes da humanidade existir. Eles conhecem a História. Vamos encontrá-los na Berlim dos anos 80, uma cidade ainda dividida pelo muro, ainda a viver os traumas da Segunda Guerra. Ao mesmo tempo, uma cidade em reconstrução, que se quer re-erguer das cinzas, que recebe grandes produções cinematográficas, onde Nick Cave já dava concertos. Estes anjos são espectadores privilegiados da vida. São imortais. Conseguem ouvir o pensamento das pessoas com quem se cruzam. Um sonho, para muitos de nós. Mas vivem num mundo a preto e branco. São sentidos, mas não sentem. Levanta-se a questão – o que é melhor? Conhecer todos os momentos da eternidade ou viver a eternidade alguns momentos?