sss



22 maio 2009

mude


o mude inaugurou hoje ao fim da tarde.
um notável pau de fósforo
para a mudança de energia da restante Rua Augusta?





Descobrir l um toque mais puro


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.
Se a Cleópatra ou mesmo Maria Antonieta partilhassem os tesouros de uma pele exemplar acreditaria que seriam da mais consistente marca de cosméticos do mundo. Com uma gaivota no logotipo, roubado ao filme Jonathan Livingston Seagull, Albert Laporte ilustra a simplicidade a filosofia que tanto tem defendido ao longo da sua carreira: o ser humano existe para aprender e deixar uma herança de conhecimento. Tudo por um toque mais puro.

21 maio 2009

o animal moribundo



David Kepesh tem cabelos brancos e mais de sessenta anos, é um eminente crítico cultural da TV e conferencista de grande mérito numa universidade de Nova Iorque, quando conhece Consuela Castillo, uma estudante bem-comportada e de boas maneiras, com vinte e quatro anos e filha de exilados cubanos ricos, que lança imediatamente a vida do professor num tumulto erótico.
Desde a revolução cultural dos anos 60, quando deixou a mulher e o filho, Kepesh experimentou viver aquilo a que chama uma “virilidade emancipada”, fora do alcance da família ou de uma parceira. Ao longo dos anos refinou essa exuberante década de protesto e licenciosidade com uma vida ordenada em que é simultaneamente livre no mundo de Eros e estudiosamente dedicado na sua actividade estética. Mas a juventude e a beleza de Consuela, “uma obra-prima de volupté”, transtornam-no por completo e uma enlouquecedora possessividade sexual transporta-o aos abismos do ciúme deformador. A despreocupada aventura erótica evolui ao longo de oito anos para uma história de cruel perda.

a adaptação do livro de Philip Roth estreia hoje no cinema.


a noite abre (...)



um nome arde tanto
de repente todos os caminhos parecem de regresso
a vida por si mesma não se pode escutar demasiado
a vida é uma questão de tempo
um sopro ainda mais frágil

a rapariga desce à pequena praça,
compra uma flor para ter na mão
uma forma intemporal de conservar
a perfeição ou a incerteza.


J.T.M.

19 maio 2009

Magnética #6



a Magnética continua deslumbrante.
no número seis, uma elevação ao cinema português.

no desenho

no desenho,
uma das mais sublimes transpirações de O'Neill.

18 maio 2009

miss Ελλάδα


hoje tive saudades disto.

17 maio 2009

bilhete postal


as palavras. trago-as comigo.

velocidade feérica


bastante metafísica para não pensar em nada

16 maio 2009

The L.S. by J. Alfred Prufrock




T.S. Eliot lido por Ian McKellen
roubado daqui

15 maio 2009

Descobrir l no plano maior


clique na imagem ou aqui páginas 14 e 15.

A minha Lisboa cresce acesa. No resgate da intimidade procuro lugares que me estendam a uma capital mais sincera. São projectos como a Trem Azul e como a Poesia Incompleta que me enaltecem numa cidade que se mostra nos exemplos rasgadamente ousada. Porque a felicidade contorna sempre os minutos mais limpos, partilho estes dois projectos como testemunho de uma Lisboa consistente que sem medo arrisca a visão de um dia ascendente. Na extensão do sonho alcançado pela realidade e recordando os meus dias na antiga Batávia, ainda uma das mais fascinantes livrarias do mundo. Sempre por um plano maior.

13 maio 2009

to hostel


são três os nossos hotéis baratos e com charme
eleitos pelo The Guardian
como os melhores do mundo.

para ler aqui.

12 maio 2009

a dança das palavras



com o apoio da Assírio & Alvim,
hoje são retomados os recitais de poesia no Bar da Barraca.
uma iniciativa louvável do Changuito,
que receberá Pessanha, Cesariny, Herberto e O'Neill.
todas as terças de Maio às 22h, a entrada é livre.

11 maio 2009

espectros




A cidade na ponta dos dedos l com o calor do Sul



clique na imagem ou se é assinante aqui.

No acolhimento à cosmopolita atmosfera paulista, Lisboa recebe um dos artistas de intervenção urbana mais conceituados a nível mundial. Ainda uma das coberturas mais famosas do mundo e os frutos secos da Boa Boca Gourmet, uma das marcas portuguesas mais divulgadas na revista britânica Wallpaper.

publicado na Revista Única do Expresso a 9 de Maio de 2009

"permanecer"



na eloquência do Tolentino,
no sempre abraço do amigo intenso,
na dádiva do tríptico de Herberto Helder,
ainda o reencontro
com um dos mais perseverantes monólogos do cinema.

nos dias felizes e não distantes,
nos tempos
em que somos tantas vezes estancados pela geração facebook,
olho com gratidão o momento elevado.

hoje,
basta-me o testemunho e a consistência

do amor raro.

08 maio 2009

coming soon



já reparam
nas copas dos jacarandás que enobrecem a cidade?

Descobrir l no solo da criatividade


clique na imagem ou aqui nas páginas 12 e 13.
A adrenalina suave da cidade de Barcelona merece a dedicação completa destas páginas. Numa semana onde a capital catalã se encheu de mundo para nomear o vencedor do El Botón El Botón Mango Fashion Awards, partilho o pensamento do criador Oscar de la Renta, quando verbaliza que para uma planta crescer, muitas terão de ficar pelo caminho. Porque o solo é de criatividade, as vistas das montanhas guardam-se convictas aos perseverantes.

07 maio 2009

o número um



depois do número zero, o número um.



mais sobre a Personal Time aqui.

"you already have the most difficult”


há quase um ano partilhei a minha Lisboa numa mesa de café no Fabrico Infinito do Príncipe Real. Um sueco (fotógrafo) e um holandês (jornalista de viagens) maravilhavam-se com a minha cidade e chamavam-lhe de “criativa, energética e tímida”.

a paixão foi tão grande que hoje recebo por e-mail este portal de imagens da nossa capital, em homenagem a uma visita que se fez transcendente.

the love boat


os contentores sempre me estenderam à ideia de mundo,
mas percebo que virar a cidade de costas ao rio
seja um pecado muitas vezes cometido na minha cidade.
(estou a pensar em bazucas e no que fizeram ao Cais do Sodré),

mas hoje não vou debater ideias, nem defender causas.
o tão esperado i está hoje na rua e trouxe-me esta notícia.

a verdade é que adoro jardins,
mas vou ter saudades dos love boat na margem do meu Tejo.

06 maio 2009

the Europe's most scenic capital



a nossa Baixa Pombalina está listada para voto nas seven urban wonders of the world.

ainda sobre Lisboa, o UCityGuides considera a nossa capital the Europe's most cenic capital and one of the world's most soulful cities:

Lisbon, The first capital of the global village.
Can Lisbon be Europe's new capital of cool? The words "new" and "cool" haven't really been associated with this city since the 16th century when it ruled over the world's first global empire, extending from Brazil to India. Vasco da Gama's expedition to the East brought it cultures and a touch of the exotic that Europe had never seen before - spices (cinnamon, pepper, ginger), foods (potatoes, pineapples, tea) and animals such as the elephant and rhinoceros that paraded by the city's waterfront.

para continuar a ler aqui.

a imagem é do RCB, com exposição patente aqui.

a margem


é no seu coração que todo o homem ri e sofre
é lá que as estações recolhem findo o fogo
onde aquecer as mãos durante a tentação
é lá que no seu tempo tudo nasce ou morre.

hoje,
o que é preciso é dar lugar aos pássaros
nas ruas da cidade.
R.B.

05 maio 2009

a menina dança?



na continuidade do poder do toque,
e esta imagem não seria possível através do facebook,
a "caralivro" do HG
publicado no jornal do Lux.

O facebook permite-nos ser glamorosomente interessantes mesmo que estejamos em casa de cuecas, ou no escritório, enquanto esperamos uma reunião com pessoas que não lavam o cabelo com a devida frequência. No escritório, estamos debaixo de luzes fluorescentes, agoniados pelo bolo alimentar do colega que mastiga a sandes de carne assada. Mas abrimos o Facebook e, de repente, estamos noutro lado, onde podemos partilhar um vídeo de Dean Martin a cantar “Sway”, e recriar um sentimento de copo de whisky na mão, smoking com o laço maltratado e a possibilidade de um romance que dure até de manhã. Não estamos sozinhos: somos generosos ao ponto de partilhar a banda sonora do nosso dia com os duzentos amigos da nossa rede social de internet. Também eles, ainda que por dois minutos, estão com vontade de deslizar pelo chão e cantar: “When marimbas rythms star to play dance with me make me sway”.

Para a maioria das pessoas a vida é como o Fernando: umas vezes a pé, outras vezes andando. Ou seja, aborrecida e conformada. Condição que se agrava se tivermos em conta que a maioria das pessoas não faz o que gosta: seja lamber envelopes ou usar máquinas de calcular para fechar balanços.

Como dizia Tom Wolf: “A realidade é um bom sítio para visitar mas eu não viveria lá”. Claro que Wolf se referia à realidade de lamber envelopes enquanto se vê telenovelas.O facebook não tem as qualidades risonhas do Prozac, mas parece-me ser um estímulo para que as pessoas ponham a cabeça a funcionar (um bocadinho mais).

No facebook recuperou-se esse espírito de competição e vaidade (tudo coisas boas, já vão perceber) que tínhamos nas salas de aula – queremos ser engraçados, interessantes, atraentes. Queremos acreditar que temos alguma coisa para partilhar e que as nossas ideias ou gostos irão tocar os outros, melhorar-lhes o dia durante uns segundos.

O facebook faz-nos mais interessados e mais generosos – seja a partilha de uma notícia do Jakarta Post, uma petição para que os bares do Bairro Alto fechem depois da duas, uma canção da Likke Li (descobri-a no facebook através de uma amiga) ou uma frase do John Updike (esta usei-a eu): “Somos seres criadores, potentes e plásticos, o mundo na nossas mãos. Estamos a brincar com dinamite.”

para continuar a ler aqui

04 maio 2009

van boeken

na excepção,

raros
são os momentos
de saudade calvinista.

in Blibliotheek Eindhoven

aquapura



as labaredas aquáticas,
revelam "o poeta",

há homens
com quem se pode aprender a ver
aquilo que dentro de nós existe
e não sabíamos.

the super aunt



quando registei este imagem
estava longe de imaginar que no espaço de 12 meses
de 1 passariam a 4.
A vida é, ou não é, abundância?

da nossa passagem

o legado da nossa passagem do JPC na Folha
Vou esquecer as mensagens de celular, porque elas são um tipo de linguagem tribal.
LEIO O "Daily Telegraph" com o café da manhã e encontro em letra de forma uma das minhas múltiplas lamentações. Falo de cartas. Da ausência de cartas em nossas vidas cada vez mais rápidas, cada vez mais áridas. Conta Michael Deacon, colunista do jornal, que as únicas cartas que recebe são as do banco. Linguagem técnica, linguagem tétrica, sem a grandeza das grandes missivas. Porque essas, as cartas de amigos ou inimigos, amores ou traidores, deixaram simplesmente de aparecer no radar.
Sinto inveja de Deacon. O banco, o banco, o meu reino por uma carta do banco. Infelizmente, nem isso: para poupar dinheiro e comprar o uísque das crianças, recusei o serviço tradicional, mais caro, e passei a fazer depósitos ou transferências pela internet. Aqui a casa, os correios não vêm mais. Já pensei em escrever cartas a mim próprio, meditações estoicas na linha de Marco Aurélio, só para dar uma alegria ao carteiro. "Senhor, finalmente uma carta!", diria ele , como se tivesse encontrado a Atlântida perdida. Mas os dias passam e ninguém escreve ao coronel.
Recebo o que todos recebemos, sim. Vou esquecer as mensagens de celular, porque elas não pertencem propriamente à linguagem escrita. São, digamos, uma forma de linguagem tribal, que Darwin teria integrado nas suas investigações antropológicas para provar as nossas origens símias. Os brasileiros têm a palavra perfeita para designar a natureza ofensiva, letal, quase bélica, dessas palavras rupestres: "torpedos". Abençoados sejam, irmãos.
Recebo "torpedos" como os meus antepassados recebiam as flechas amedrontadas dos índios. E recebo, em quantidades que me abismam e entediam, e-mails. Vantagens? Mil, admito. Desvantagens? Mil, admitam. O problema do e-mail é a sua evidente facilidade: em minutos, escrevemos e esquecemos. Pior: apagamos. Ou alguém apaga por nós. Alguém nos apaga a nós.
As cartas tinham outro tempo. Corrijo. As cartas tinham outro s tempos. O tempo de pensar. O tempo de escrever. O tempo de lacrar, enviar. Esperar. Era uma forma de respeito. Mesmo que fosse uma forma de despeito. Mas as cartas eram formas únicas de comunicar ao outro a importância do outro. Como se cada carta fosse, por si só, uma declaração de humanidade. Parei para te escrever. Parei para te enviar esta carta. E estarei à espera que me escrevas de volta, quando pensares em mim e parares por mim. Brás Cubas não deixou a ninguém o legado da sua miséria. Mas tenho a certeza que, algures na sua existência imaginária, deixou cartas. E as cartas são o legado da nossa passagem.
Da nossa passagem, vírgula, da passagem dos outros. Michael Deacon, em sentença primorosa, declara: esqueçam o romance, a morte do romance e outras teses fúnebres, que alimentam o ego e o eco de certas múmias acadêmicas. O verdadeiro gênero literário que o século 21 começará por enterrar será a carta.
O empobrecimento literário pr e sente só pode ser medido pela riqueza literária passada. Deacon cita exemplos: as cartas de Kingsley Amis transportam o melhor de Amis. A ironia condensada, quase epigramática, que é possível encontrar em outros sátiros epistolares, como Philip Larkin ou Evelyn Waugh.
Concordo. E digo mais: nunca leiam nenhum autor, nunca vejam nenhum pintor, nunca escutem nenhum compositor sem começar pelas cartas. O melhor de um artista está na forma desarmante e desarmada como ele se confessa. Depois de ler as cartas de Isaiah Berlin aos pais; as cartas de Van Gogh ao irmão; as cartas de Wagner à mulher, partimos para a obra com a armadura posta. Não seremos enganados. A alma não mente.
Até agora. Até hoje. Até quando? A alma começará a mentir no momento da sua gradual invisibilidade. Escrevemos muito. Escrevemos mais. Escrevemos até demais. Mas escrevemos em areia úmida, antes da maré subir e tudo levar. O historiador futuro saberá pouco sobre a vida inte ri or dos seus antepassados. Dos nossos contemporâneos. De nós. Os amores já não se comunicam por carta. Os desamores também não.
Famílias inteiras deixarão de ser cumplicidade, tragédia ou intriga. Serão estatística nos registros oficiais. Que medos, que sonhos, que conversas banais terão os homens banais do século 21 aos olhos interessados dos homens do século 22? Silêncio. Tudo que teremos para mostrar será o silêncio das nossas vozes apagadas. E nenhum saldo bancário servirá para nos redimir ou explicar.

02 maio 2009

urban hunting I


Pessoa all over the world?

01 maio 2009

urban hunting II


calçada mediterrânica?

30 abril 2009

mais de 15 minutos



29 abril 2009

associativismo


enquanto me envolves na tua cidade,
a criatividade
alcança uma extensão mais pura.

as luzes selam
o dia.

28 abril 2009

orgasmo visual



o poder das imagens
e todos os percusores,
numa morada sagrada
que me recordou a frase do português sem mestre.

entrei numa livraria. pus-me a contar os livros e os anos que terei de vida. não chegam, não duro nem para metade da livraria. deve haver certamente outras maneira de se salvar uma pessoa, senão estarei perdido.

27 abril 2009

omm



para escrever,

e tal como os aeroportos,
a energia das segundas casas do mundo,
pode ser fascinante.

25 abril 2009

to good


não sei se Wong Kar Way conhece os gelados do Santini,
mas esta é uma notícia boa demais
para a minha cidade.

24 abril 2009

Descobrir l com a cerimónia do chá


clique na imagem ou aqui páginas 18 e 19.

Não precisaria de rever as palavras de Wenceslau de Moraes para confirmar que o culto chá tem a virtude de mitigar a sede e de potenciar o organismo às elaborações do pensamento. Com a mais luxuosa linha de tratamentos capilares de sempre e com a chegada da Les Conte de Thé, numa das lojas mais trendy da capital, estendo-me ainda à beleza da cidade de Quioto, onde dormem os mais bonitos jardins do mundo.

indie


saque à bilheteira aqui

vem aí



o príncipe
e o Esplendor de Portugal .

numa série de nove documentários
sobre o que significa ser português hoje.

dia 13 de Maio, na Sic Radical.

miss norway

23 abril 2009

to share


J. trocou a antiga Batávia pela nossa casa. na cumplicidade de quem percebe porque o nosso Atlântico vale mais do que a palavra eficiência, recordo o tempo habitado na minha Amesterdão.

o mar
veste-se de prata.

tram station II

rumo ao calor do Sul, não parti viajante sem trazer a viagem de Gerrit Komrij.

(...) para ele, esta vontade tornara-se cada vez mais intensa.

O desejo de isolamento tinha-se lentamente apoderado dele, que se sentia demasiado controlado.Também era possível que essa observação rigorosa fosse provocada por cada viagem de comboio.

Estranho, pensou Pedro, que justamente um comboio que devora tempo e paisagens nos deixe recordações tão estáticas, como se o espírito do viajante se debatesse e quisesse oferecer resistência.

Pedro afastou essas reflexões
e olhou para fora.
O coração, batia com força.

extensão


no dia mundial do livro,
sinto-me,
sento-me,
assim.

baby boom





longe de uma grande depressão,
ou de uma guerra do mundo
e no alívio da palavra crise,
tão mal gasta nos dias de hoje,

a vida será sempre
de abundância.

para o sangue da minha árvore,
e com mais um(a) a caminho,
obrigada.

22 abril 2009

na importância do toque













na sequência dos cheiros do futuro do JPC
e para não haver enganos,
MST escreve na sua crónica as time gos by na GQ,

mas não quero a internet para substituir a vida real, para me dispensar do incómodo de ir à rua enfrentar o mundo tal qual ele é.

Eu sei que tudo isto, que todas as modas, têm apenas que ver com a mais terrível doença do nosso tempo que é a solidão. Sei que, espremido e expurgado do seu bonito palavreado, o Facebook não passa de uma agência de encontros e engates, onde uma multidão de solitários ou mal resolvidos se põe a jeito para satisfazer a sua vaidade ou vontade de sedução e mal disfarçar da solidão interior que a todos nos consome.

Mas sem ter a sabedoria de saber esperar, a liberdade de poder escolher, a dignidade de aprender e enfrentar o silêncio e a ausência de outras vozes, a coragem de sair para a rua e para a vida e olhar os outros nos olhos, escutar as suas vozes, e expormo-nos tal e qual somos, em lugar de darmos de nós apenas a nossa melhor fotografia e a nossa melhor biografia.


nem tanto ao mar.

mas a sensualidade do perfume,
vale bem a intensidade.

really falling


in love
for this woman.

to come, around

21 abril 2009

to identify


cheiros do futuro do JPC, aqui.
imagem roubada

consistência


com a viajante do mundo,
confirmo a consistência e o tempo que passa
e constrói.

sempre.

o mundo ao contrário


com as palavras da Joana,
tempos difíceis, mas muito interessantes aqui.

A cidade na ponta dos dedos l pelo Tejo e até ao Mundo


clique na imagem, ou se é assinante aqui.
Uma esplanada que descobre o Tejo num dos hotéis mais trendy da Lisboa atlântica e um café em pleno Chiado para petiscar a qualquer hora do dia. Porque o elogio à cidade é merecido, ainda exotismo em forma de chocolate.
publicado na revista Única do Expresso a 18 de Abril 2009

evaporar

20 abril 2009

o poder das palavras

premiado em no festival de Cannes,
a história de um letreiro ou
o fulgurante poder das palavras.

GQ l Pelas ruas da cidade


Sofisticadamente imperial
Será sempre ao fim da tarde que gosto de chegar ao Porto, uma cidade onde alcanço depressa o outro lado da margem. Sei que muitos se surpreendem, porque me sabem mais diva nos passeios de Lisboa, mas a cidade do norte ganha à capital a passos largos, no que toca a restaurantes. Sofisticados e com um serviço sempre de sorriso rasgado, no Porto mato as saudades dos meus dias em terras de Helena. E se por momentos recordo a exuberância de Atenas, num tempo que me ensinou a abraçar a vida como uma bênção sagrada, hoje confirmo que o Góshò é um lugar especial. Sexy e consistente, este é com certeza um dos restaurantes mais bonitos da nossa Costa Atlântica. Talvez porque se sente o brio de construir com paixão, talvez pelas carpas das paredes e fardas que me elevam a sensibilidade peixiana, ou porque no Porto quando se faz faz-se bem, a morada é imperial. No design as correntes amarram-nos à consistência de quem é sempre bem recebido com sake de morangos, ou o cocktail Góshò com vinho do Porto branco seco e lima. A minha eleição escolhe a espetada de vieiras grelhada com ar de eucalipto yaki hotategai e a tempura de camarão. Nas sobremesas o tiramisu de chá verde com licor de gengibre ou o fulgurante ménage à trois de chocolate. Ainda um desejo final: para quando um “Palácio Imperial” em Lisboa?

Na fusão do exotismo
Elevada, desafio as ruas da cidade. Santos agita-se na promessa do bairro mais trendy da capital. Os projectos de arquitectura ainda aguardam a concretização, que os nossos olhos anseiam. Mas Santos-o-Velho move-se, e move-se bem. Com o novo portal do Santos Design Distric – e aqui atiro pétalas, muitas pétalas para esta iniciativa que tanto faz pela cidade - este bairro abraçado ao Tejo ganhou ainda mais luz. O site partilha: como se vive, trabalha ou se goza a vida no bairro. E porque o momento merece partilho este mês o sushi mais recente do Estado Líquido. Através de um conto oriental, as paredes transpiram a emoção de uma cozinha de fusão. A mezzanine branca - que me lembra-me por instantes as camas grandes do Supperclub de Amesterdão - torna este espaço ainda mais apetecível. Seremos sempre mais ricos no ecletismo, por isso o Fusion Sushi recebe influências portuguesas e do mundo. A exploração merece um kappatini seguido de um Missô Shiro com amêijoas. A continuar o Fusion Especial, com os mais originais sushi’s de Lisboa. Pour le grand finalle, a pannacotta de gengibre com morangos afogados em calda de citrinos e gelée de sake. Se a hora já não o receber, nos telhados desta morada habita ainda lugar sagrado: um lounge onde as conversas fluem sem tempo e onde descobrimos os viajantes mais eloquentes da cidade.

Cool, Chic and Sexy
Lisboa está mais solta. Convicta das suas formas mais puras, a elegância olha de frente para o erotismo da cidade. A Pussy aparece com a Primavera, para espalhar irreverência. Com uma imagem “cool, chic and sexy” esta bebida energética não precisa de álcool ou de qualquer tipo de aditivo químico, para nos fazer sentir mais vivos. Já disponível para venda no Epicurista, pode experimenta-la em estreia nacional na Bica do Sapato. Com muito gelo e água tónica, ou acompanhada de champagne na versão Pussy Royal, esta será a bebida mais sensual do Verão atlântico.

"o caminho é o fim"