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16 junho 2009

"digam-me como é uma árvore"


a poesia é uma arma carregada de futuro G.C.

15 junho 2009

eros

mesmo sem a sublimação que sempre me habituou, a história de Wong Kar Way, habitada de ego frágil e sublime perserverança, destaca-se grandemente das histórias de Michelangelo Antonioni ou Steven Soderbergh.

14 junho 2009

cama algodão


esta imagem sempre foi uma das minha preferidas dos registos de Yann Arthus-Bertrand.
para quem não teve oportunidade de ver o Home, e porque o Mundo que habitamos precisa e merece, mergulhe aqui.

12 junho 2009

o sagrado

ou uma espécie de grito do homem que sonhava voar.


acredita que se pode morrer de amor?
também se pode morrer de falta de amor.


é a única coisa que há para acreditar

os excertos são da Autobiografia de Miguel Gonçalves Mendes, sobre Mário Cesariny
(para quem ainda não viu: é obrigatório este enorme testemunho de beleza)

"liberdade"




o amor

08 junho 2009

A cidade na ponta dos dedos l A cidade transportável



clique na imagem ou se é assinante aqui.

A permissão de um franchising de chocolates artesanais, uma loja irreverente que nos orgulha de viver em Lisboa e ainda a mais cúmplice mala da cidade, elege uma capital que se constrói cada vez mais solta e consistente.

publicado na Revista Única do Expresso, a 6 de Junho 2009

a verdade

Vou-vos dizer a verdade: Eu minto.

Não quero ser derrotado, quero render-me.
Quando os corações velhos aprendem amores novos, o mundo recebe na cara cínica que tem, uma escarreta de esperança.
É bonito e corajoso, isto de amar outra vez.

Durante muito tempo pensei que o amor era um exercício de equilibrismo – bonito pelo desastre iminente, difícil por ser impossível o dar ser igual ao receber. Mudaram a minha ideia e a minha experiência. Não estou a aprender a amar de novo, estou a perceber outro amor. Desta vez não é dois contra o mundo, nem um a salvar o outro. Desta vez estou ligado, sem tratados e mesmo assim unido. Não estamos, somos juntos. E percebi agora que nenhum inglês poderia dizer assim este amor.

Já vos disse que sou Outro Romântico e que acredito que o amor se deve espalhar como manteiga. Ser um pinga-amor é mil vezes melhor do que ser um pinga-na-cueca. De que vale um amor guardado? O amor não vale mais por ser vintage, ou estar em mint condition. Ama tudo muito, ama tudo o que conseguires, sempre de peito escancarado. E isto é o que tenho vindo a perceber e a insistir em acreditar. Mas depois há o medo.

O medo de encontrar para voltar a perder. O medo de magoar e ser magoado. O medo de, mesmo juntos, nos sentirmos sozinhos. O medo de não querer a mesma coisa. O medo de descobrirmos que é tudo uma ilusão boa. As cicatrizes são como os elefantes, têm muito boa memória e ocupam demasiado espaço numa sala. Por isso é que uma das partes mais bonitas e determinantes de um amor novo é o showcase das cicatrizes (ou dos elefantes, como queiram). Mostrar ao outro onde e como fomos magoados, aproxima ou afasta. “Olha, este é o meu elefante gostava que o respeitasses e se conseguires, que o percebesses. Ele eventualmente há-de ir à sua vida. Obrigado.” Depois, é o vai-ou–racha.

Amar outra vez vale o esforço.

E é um esforço, não digam que não. Voltar a arranjar espaço e força, para deixar entrar alguém novo. Conseguir estar consciente para não repetir padrões antigos, aqueles responsáveis pela tua parte nos desastres anteriores. Controlares-te para não pedires demais nem dares de menos. Uma canseira. E isto tudo perde toda sua desgraçada importância quando um abraço sabe a casa e o cheiro do pescoço dela é inacreditavelmente familiar.

Primeiro amor há um, a partir daí os sonhos indoutrinados Disney já não fazem tanto sentido, pois não? Tem-se cuidado, demora até mais tempo a inventares um nome para o teu novo amor: não é logo o baptismo, aquela alcunha íntima não aparece com tanta facilidade e quando aparece não é tão cootchy como das outras vezes. Escaldados, não conseguimos ter tantas certezas. E aqui é que se dá o volte-face: Não sei, e estou confortável com isso. Não há necessidade de promessas nem de fantasias de para sempre. Não faço a mínima ideia para onde vamos, mas quero ir. Não sei e sinto-me bem.

Não tenho medo porque já aprendi que não se põem as fichas todas no mesmo número. A pessoa que amas não deve, nem consegue, ser ao mesmo tempo amiga, amante, confidente, terapeuta, colega, parceira de copos e inspiração – é perigoso para ti e extenuante para ela. Não tenho medo porque, desde que eu continue a sentir que ela está comigo porque quer estar comigo, está tudo bem. Não tenho medo porque o que estou a sentir, mesmo sem ter lógica nenhuma, faz todo o sentido. Não tenho medo porque tenho-vos falado das nossas invenções para sobreviver, tenho pensado nas minhas e nas nossas mentiras e agora sinto e sei que isto é verdade. Não tenho medo e não consigo parar de pensar nela.

Eu já era, mas agora estou apaixonado. Queria só que soubessem isso.


Quimpostor no blog do Lux

it just happened



porque é que os holandeses ficam mais luminosos
na senda da calçada portuguesa?

06 junho 2009

blue velvet


(mesmo sem perceber porque tenho de ver filmes na Cinemateca com legendas em castelhano)

no limbo
e na redenção ao blinding light of love,
a persistência do outro lado da margem.
it's a very strange world.

no final,
as túlipas abrem-se a amarelo.


05 junho 2009

Descobrir l Quando Lisboa se incendeia


clique na imagem ou aqui páginas 36 e 37.

Com a energia consistente de quem constrói a melhor meia hora do dia e numa alegria serena, de quem se surpreende todas as semanas por ver acontecer a minha Lisboa, não poderia deixar de partilhar a mais importante fábrica da cidade, o Lx Factory. Quem lá passou no open day sabe do que estou a falar. Lisboa acende-se perseverante nesta morada e, olhos nos olhos, testemunho um lugar onde me revejo na poesia de Herberto Helder: não há fogo sem incêndio. Porque é ainda tempo de conhecer outros lugares sagrados, ainda uma morada, onde o apaixonante T.S. Eliot um dia me segredou que os saborosos mares de silêncio jamais permitirão as crises do instante.

o redentor

enquanto me ensinas a olhar para as coisas,
agradeço e aceito,
sempre no abraço largo.


(obrigada R. pela partilha)

04 junho 2009

Personal Time 2 l Junho 2009



O Verão tem coisas que não precisam de nome é uma frase do poeta José Tolentino Mendonça que me acompanha sempre que vivo a estação azul. Porque queremos que cada vez mais alcance a mais valia do projecto Personal Time, este mês tivemos a ousadia de escrever esta newsletter mais perto do seu tempo pessoal. Seja com a partilha do novo projecto do chef Henrique Sá Pessoa, seja com o restaurante mais aquático do Porto, seja num fim-de-semana onde a terra acaba e o mar começa ou numa viagem de sonho à mais romântica das ilhas em terras de Helena, as escolhas erguem o seu espaço mais limpo. Porque é preciso tempo para conhecermos melhor a verdadeira essência dos rostos da cidade, uma conversa com um homem que terá um papel fundamental na revitalização do Largo de Santos, um verdadeiro testemunho de perseverança na implementação dos seus sonhos. E porque gostamos de desafios, ainda nesta edição de Junho, uma pergunta pertinente: será que o tempo nos constrói?
mais aqui

to dive



talvez pela cumplicidade perdida,
num sitio tão frágil como o mundo,

talvez pelo inconformismo
dos sorrisos tantas vezes negados
da terra que hoje habito,
talvez
pela linguagem dos poetas,
na margem de Ruy Belo,
na imensidão de Pessoa,
ou nos incêndios de Herberto Helder,

quis o destino que eu tropeçasse
onde tudo começa.

03 junho 2009

de vagar


a imagem foi roubada na Vu Mag, na Ler Devagar do Lx Factory.
jamais saberemos como nasceu o desejo do poema.
quando as mãos encontrarem as mãos, e os olhos de um cegarem no fundo dos olhos do outro - recomeçaremos tudo.
lá fora é outra vez verão.
A.B.

02 junho 2009

chacun son cinéma

de la déclaration d' amour à la salle du cinéma, nomeio
Abbas Kiarostami (os três minutos mais comoventes), Alejandro Gonzalez Iñarritu, Walter Salles, Roman Polanski e como não poderia deixar de ser o maior dos mestres, Wong Kar Way.

01 junho 2009

cordoAMA II

a cidade dança?

para quem se lembra da dança da T-Mobile na estação de Liverpool em Londres, aqui partilho a acção na nossa Praça Camões para comemorar os quatros anos do Hotel do Bairro Alto.

(não se esqueçam de reparar nas velhinhas gaiteiras).

31 maio 2009

dedos nos dedos

cordoAMA



30 maio 2009

anjos urbanos



Inaugurou da semana semana a exposição do fotógrafo José Cabral, Anjos Urbanos, na P4 Photography Gallery. Os trabalhos apresentados (resultantes de 1979 a 2002) são fotografias de crianças vivendo em Maputo, no Moçambique. Nascido em Lourenço Marques (Maputo) em 1952, José Cabral é um dos mais famosos fotógrafos de Moçambique. É o primeiro a fazer a transição entre o tradicional fotojornalismo documental e uma fotografia mais pessoal.

mais aqui

29 maio 2009

o poder da voz


O Ípsilon deu um enorme destaque à Carminho. E fez bem. (há anos que previa a consistência desta voz).
Não tenho medo, sabe? Agora estou a viver isto e a gozar isto. Se eu começar a preocupar-me com o que vem aí não gozo o que estou a viver agora. As coisas foram sempre acontecendo. Há-de vir aí qualquer coisa.
O registo do irmão de sangue também vale a pena. Esta interpretação do deslumbrante homem da cidade de Ary dos Santos na voz do Francisco é absolutamente avassaladora.
Alguém sabe do rasto deste Deus grego do fado?




Descobrir l na extensão dos campos imprecisos


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.

É na extensão dos campos imprecisos, que abraço a beleza das montanhas da margem do Douro. Perante um cenário que, acima de tudo, deve ser entendido como uma pura contemplação ao êxtase, a morada privilegiada rende-se à perfeição do rio sereno. Esta semana, e com as palavras de Torga, um elogio a uma paisagem mais secreta e mais nossa, que veio do incêndio simplesmente, para refrescar o mundo.

"might" fever





28 maio 2009

simbiose



talvez fosse esta a chuva de Al Berto,
a chuva que limpa a morte dos dias.

27 maio 2009

"deixa-me dar-te o Verão"



nas madrugadas em que perdemos a lanterna,
nas noites em que sonhamos a cores,
mas acordamos a preto e branco,
inundo-me com os poemas do Tolentino.

se às mãos devemos também
a solidão mais implacável,
se hoje tenho coragem
para arder a minha casa e fugir de bicicleta,

as palavras do poeta, hoje distante,
abraçam-me antes de partir.

o Verão,
tem coisas que não precisam de nome.
e hoje,
hoje não deixo o amor
refém dos mal entendidos do mundo.

26 maio 2009

cinelençol


é já na quinta-feira, a primeira sessão de public screening de curtas metragens de YouTube em Lisboa. O MAL improvisa a sala de cinema em pleno jardim, na meia-laranja defronte da Casa do Marquês de Pombal. Para quem não sabe é na Rua do Século, a um salto do Bairro Alto.

25 maio 2009

comming soon


O System (re)Active, é a reactivação do projecto de design System 2k07. Esta linha de malas e outros objectos define-se como um sistema aberto de design, onde num permanente work in progress se desenvolvem novas valências e soluções segundo premissas projectuais definidas internamente e questões emergentes afectas ao melhor desempenho dos produtos. Este projecto tem uma forte componente comercial e de evolução gráfica, formal e funcional e apresenta-se pela primeira vez em Portugal na cidade do Porto. Conta com o apoio de Galeria de Arte Fernando Santos e Appleton Square.
mais aqui.

plataforma revólver



num dos mais promissores bairros de Lisboa,
obrigatória a exploração até ao cume,
no 84 da Rua da Boavista.

24 maio 2009

na margem do dia claro



sem nome,
ou tempo que o nomeie
e enquanto o vento invade
o oculto lugar sagrado,

em silêncio,
ou de mãos atadas,

hoje,
o tempo
espera por mim.

elegy

o animal moribundo ainda não estreou esta semana.
como redenção, aqui fica o conto de natal.
está no king e aconselha-se aos mais inconformistas.

22 maio 2009

GQ l Pelas ruas da cidade



antes de libertar o texto queria partilhar que em nome do"deserto do mundo", vale a pena comprar a edição em papel, para ler a cumplicidade do MST com a sua Mãe Sophia.

Na terra da alegria
É num voo limpo que me estendo na calçada mediterrânica de Barcelona. Longe da arrogância que muitas vezes a descreve, as pétalas desta cidade chegam-me pela gentileza não esperada dos catalães que me ajudam a transportar uma mala que não é de cartão. Sem imaginar de frente os planos de Ildefonso Cerdà, numa cidade onde habitam os sorrisos largos, o equilíbrio e a criatividade, os habitantes reflectem-se vivos a qualquer hora do dia. Seja pelas geniais bicicletas bicing’s à disposição dos moradores, seja pelas frondosas árvores que acolhem o movimento das ruas, seja pelas esquinas canteadas, a sensação é de uma imensa liberdade. As grandes descobertas do reencontro com a capital catalã tiveram dois momentos elevados: um quando sem expectativa descobri a recente e deslumbrante livraria Bertrand no número 37 da Rambla Catalunya, no antigo Cinema Alcázar e o segundo quando me perdi sem tempo na Kowasa, uma das melhores livrarias de fotografia europeias, no número 235 da Calle Mallorca. Elevando as seguintes imagens de redescoberta, a energia do bar do Hotel Oom faz-me esquecer por instantes a falta de jardins no centro da cidade. Se os aeroportos me estendem sempre a uma intimidade do desconhecido, nesta morada vivi uma das mais ricas experiências da cidade de Barcelona. Com uma energia eclética e do mundo é a seguir ao jantar que o hotel ganha uma dinâmica mais viva entre os viajantes presentes. O lugar de eleição é na Arne Jacobsen Egg Chair de cor verde, que junto à empilhada e exclusiva prateleira de livros à disposição, nos resgata a uma flute de champagne obrigatória.

No mais trendy hotel da capital
É sem dúvida o mais fashion hotel da capital e na busca da perfeição, emprestava-lhe a vista da varanda do hotel do Bairro Alto. Mas porque este hotel brilha sem precisar da magia do Tejo, a estética do Fontana Park Hotel é suficiente a uma capital que peca por falta de moradas para viver after work. Porque o ponto de encontro se constrói pioneiro, o convite abraça todos os dias da semana, numa experiência de bar de hotel, um local sempre fulgurante nas restantes capitais europeias. Com uma aposta forte na conquista dos viajantes da cidade, as segundas-feiras oferecem um cocktail Sensation no restaurante Saldanha-Mar, as terças e quartas além de um DJ ao vivo, presenteiam respectivamente miniaturas de sushi e aperitivos portugueses com qualquer bebida. Às quintas uma fusão de aperitivos mixfood & design e às sexta uma bebida na escolha do buffet mediterrânico. Ao Sábado a dádiva goza de uma noite japonesa, com menu degustação no restaurante Bonsai e o Domingo serena-nos com o chá das cinco, num dos terraços mais relaxantes de Lisboa.

Na linha da frente
Sempre na linha da frente como a mais extraordinária morada de gourmet da capital, o Delidelux abraça o Tejo, desta vez, com os chocolates artesanais da Bovetti. Negro, de leite ou branco, a escolha é sábia: com pepitas de framboesas, menta azul, gengibre, laranjas confitadas, pimenta, chá, lavanda, canela, ou violeta, as tentações são apetecivelmente originais. A destacar ainda as versões biológicas com pura manteiga de cacau, e a versão das tabletes de chocolate com originais pedaços de urtiga.

a menina canta?


na mais extasiante varanda da cidade, fui abordada por um estrangeiro que me perguntou se era "aquela famosa" cantora portuguesa. infelizmente não me soube explicar qual.
segredei-lhe que esse teria sido um outro destino
o mais magnânimo.

addicted to


ou um orgasmo auditivo.

mude


o mude inaugurou hoje ao fim da tarde.
um notável pau de fósforo
para a mudança de energia da restante Rua Augusta?





Descobrir l um toque mais puro


clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.
Se a Cleópatra ou mesmo Maria Antonieta partilhassem os tesouros de uma pele exemplar acreditaria que seriam da mais consistente marca de cosméticos do mundo. Com uma gaivota no logotipo, roubado ao filme Jonathan Livingston Seagull, Albert Laporte ilustra a simplicidade a filosofia que tanto tem defendido ao longo da sua carreira: o ser humano existe para aprender e deixar uma herança de conhecimento. Tudo por um toque mais puro.

21 maio 2009

o animal moribundo



David Kepesh tem cabelos brancos e mais de sessenta anos, é um eminente crítico cultural da TV e conferencista de grande mérito numa universidade de Nova Iorque, quando conhece Consuela Castillo, uma estudante bem-comportada e de boas maneiras, com vinte e quatro anos e filha de exilados cubanos ricos, que lança imediatamente a vida do professor num tumulto erótico.
Desde a revolução cultural dos anos 60, quando deixou a mulher e o filho, Kepesh experimentou viver aquilo a que chama uma “virilidade emancipada”, fora do alcance da família ou de uma parceira. Ao longo dos anos refinou essa exuberante década de protesto e licenciosidade com uma vida ordenada em que é simultaneamente livre no mundo de Eros e estudiosamente dedicado na sua actividade estética. Mas a juventude e a beleza de Consuela, “uma obra-prima de volupté”, transtornam-no por completo e uma enlouquecedora possessividade sexual transporta-o aos abismos do ciúme deformador. A despreocupada aventura erótica evolui ao longo de oito anos para uma história de cruel perda.

a adaptação do livro de Philip Roth estreia hoje no cinema.


a noite abre (...)



um nome arde tanto
de repente todos os caminhos parecem de regresso
a vida por si mesma não se pode escutar demasiado
a vida é uma questão de tempo
um sopro ainda mais frágil

a rapariga desce à pequena praça,
compra uma flor para ter na mão
uma forma intemporal de conservar
a perfeição ou a incerteza.


J.T.M.

19 maio 2009

Magnética #6



a Magnética continua deslumbrante.
no número seis, uma elevação ao cinema português.

no desenho

no desenho,
uma das mais sublimes transpirações de O'Neill.

18 maio 2009

miss Ελλάδα


hoje tive saudades disto.

17 maio 2009

bilhete postal


as palavras. trago-as comigo.

velocidade feérica


bastante metafísica para não pensar em nada

16 maio 2009

The L.S. by J. Alfred Prufrock




T.S. Eliot lido por Ian McKellen
roubado daqui

15 maio 2009

Descobrir l no plano maior


clique na imagem ou aqui páginas 14 e 15.

A minha Lisboa cresce acesa. No resgate da intimidade procuro lugares que me estendam a uma capital mais sincera. São projectos como a Trem Azul e como a Poesia Incompleta que me enaltecem numa cidade que se mostra nos exemplos rasgadamente ousada. Porque a felicidade contorna sempre os minutos mais limpos, partilho estes dois projectos como testemunho de uma Lisboa consistente que sem medo arrisca a visão de um dia ascendente. Na extensão do sonho alcançado pela realidade e recordando os meus dias na antiga Batávia, ainda uma das mais fascinantes livrarias do mundo. Sempre por um plano maior.

13 maio 2009

to hostel


são três os nossos hotéis baratos e com charme
eleitos pelo The Guardian
como os melhores do mundo.

para ler aqui.

12 maio 2009

a dança das palavras



com o apoio da Assírio & Alvim,
hoje são retomados os recitais de poesia no Bar da Barraca.
uma iniciativa louvável do Changuito,
que receberá Pessanha, Cesariny, Herberto e O'Neill.
todas as terças de Maio às 22h, a entrada é livre.