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13 novembro 2009

"ha detto impressionante?"


e com esta está decidido,
uns destes dias, ainda largo tudo
e aventuro-me no cinema italiano.

11 novembro 2009

to float



Já não bastava o Alfaiate Lisboeta, o The Lisbon Stylist e o Diário de Lisboa, a minha amiga Laurinda resolveu-me surpreender com o post de hoje.
A verdade é que esta cidade está cheia de lufadas de ar fresco e para homeagear quem não fica retido na miséria de uma noite gerada por um dia igual, uma das imagens iluminadas a que o Blog da Laurinda sempre me habituou. Ainda um agradecimento pelas inigualáveis entrevistas do Jornal I. Obrigada pela generosidade, obrigada pela existência.

A cidade na ponta dos dedos l Quando a reciclagem é visionária


clique na imagem ou se é assinante do Expresso aqui.

Um café que parece uma segunda casa, uma loja no Chiado que promete surpreender a visão e ainda uma ideia genial da marca que elogia as cidades.

publicado a 6 de Novembro na Revista Única do Expresso.

10 novembro 2009

PersonalTime 7 l Novembro 2009



Novembro abriu com a inauguração do Príncipe Real Live que animou as ruas de um dos bairros mais desejados da capital. Na senda das cidades contínuas, momentos imperdíveis com o fascinante bailado Amaramália, o concerto dos Massive Attack , a estreia do novo filme de Meryl Strip, Julie & Julia, a exposição Beatles to Bowie, na Nacional Portrait Gallery e a exposição de Guy Bourdin, na Phillips de Pury & Company’s, ambas em Londres. Ainda o testemunho iluminado de Manuel Alves e Alves Gonçalves Beauty, a nova terrazze Martini, a inauguração da Marc Jacobs no Chiado ou uma viagem a Nova Iorque.
Sempre sem nunca esquecer todos os serviços PersonalTime, onde no tempo pessoal lhe sugerimos que sobre a poesia a ser colhida nas longas estradas, será sempre fundamental ser feliz na imobilidade.

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são rosas senhores, são rosas


Jamais me cansarei de repetir, as cidades serão sempre as pessoas.
As pessoas e os caminhos percorridos atrás dos sonhos.
Quem me segue o rasto, no privilégio de divulgar cidades, sabe bem que jamais escreverei sobre qualquer morada que habite qualquer centro comercial. E por mais que admire o tamanho do império que um homem trabalhador do Norte construiu, é mais forte que eu: Jamais lhe perdoarei o que fez ao comércio de rua.
E enquanto vos escrevo estas linhas, recordo-me dos dias em que vivi em Amesterdão, dos dias em que pedalava com doze graus negativos até ao mercado Albert Cuyp, para comprar fréseas brancas e inundar a minha casa de Primavera. Lanço então pétalas a este país que apesar do tempo inaceitável para uma latina como eu, nunca investiu em centros comerciais, tem das lojas mais criativas do Mundo e ruas molhadas inundadas de viajantes em bicicletas esvoaçantes.
Hoje homenageio neste blog, um homem que enaltece a nossa Lisboa, com uma das lojas mais dignas das mais bonitas capitais do Mundo (como a nossa). O Maurício do Em Nome da Rosa, permitiu que o meu escritório vivo acontecesse na montra mais famosa da cidade, cenário sempre elevado de genealidade.
E emocionada, agradeço a beleza dos dias, a ópera na rua, (que me transportou por momentos à presença de um fantasma), agradeço a disponibilidade do Maurício, do Miguel e do João, a alegria, a criatividade e generosidade que vi acontecer nesta morada, onde o perfume me fundiu com a cidade que me move.
Ainda um agradecimento a todos os parceiros, que por enorme cúmplicidade escolhi a dedo:
Arquiloja da Mercedes Seco l secretária vintage
BCBG Max Arzia l vestido esvoaçante do dia da estreia
Domo l candeeiro Ingo Mauer
M.A.C. l make up
Max & Co l looks de 6ª, Sábado e Domingo
MontBlanc l caneta com que foram escritos todos os poemas
Nespresso l a marca que amo por enaltecer as cidades contínuas
O Epicurista l vela da Diptique de fréseas
Paris-Sete l cadeira Charles & Ray Eames, 1950 da Vitra
Perrier Jouët l o Champagne mais poético do Mundo
Rouge l hair by Domy
Sistemas Rafael l impressão digital
e claro, a toda a equipa Em Nome da Rosa.

09 novembro 2009

na extensão da eternidade



surpreendo-me por abrir a excepção de colocar pessoas - e falo também de mim - nesta morada. mas elevo-me na distância, com a responsabilidade de conseguir partilhar a experiência de um escritório com vista sobre a cidade.

agendado já um exclusivo, a publicar daqui a um mês no meio que tinha como o mais desejado, deixo-vos alguns dos viajantes que na beleza da transversalidade e no movimento, enaltecem ainda a minha memória.

no final das imagens, o agradecimento do privilégio,
uma homenagem a esta cidade que me move
e ainda a dúvida do poeta que me ilumina,
todos os dias.






















e na invenção dos dias claros,
em que cidade fechámos as pálpebras para nos amarmos?

resquício



esmagada pela intensidade dos dias,
trago ainda a cidade,
solta nos cabelos.

o anjo mudo



enquanto a chuva limpava a morte dos dias,
recolhi as imagens mais extensas.
o movimento dos viajantes da cidade,
a memória de um rosto que apenas me olhou.

e no abraço das moradas contínuas,
onde a solidão se eleva mais pura,
entrego-me
de novo,
às tuas mãos incendiadas.

07 novembro 2009

na senda do sonho





Lisboa acordou suave e com o barco do Amor no cenário da minha janela, finalmente tempo para agradecer as fotografias e as palavras do Alfaiate Lisboeta.

Embevecida pelos comentários do post do Alfaiate, a rendição a algumas frases como" imagens que pensamos existir só nos filmes", a "elegância, o vestido, o cenário perfeito, poesia, a luz" , "o melhor post de sempre do Alfaiate" ou quem diria, um "je ne ces qua de Monica Bellucci". A surpresa do aumento de visitas à morada onde me refugio para me fundir com o Mundo, nesta cidade que me move e que transporto comigo todos os dias na ponta dos dedos. Ainda um comentário no meu blog de uma viajante que não percebia a falta de comentários, a qual retribuo com a certeza dos amigos silenciosos.

Mas mais importante que qualquer bálsamo de seda no meu ego, as palavras do Zé, esse Alfaiate que nos enche as medidas numa fuga de um dia menos claro.

Sem saber que tinha estudado sociologia ou ter tido a intuição da sua rara sensibilidade, conheci o Alfaiate em Saint Tropez há um tempo, o qual não me importo de não saber o dia mais certo, pois existem momentos na nossa vida onde essa palavra não tem forma. E num dia estival em que me vesti helenicamente de branco, a abordagem pede-me para agradecer ao Universo, o caminho de vida ou a minha ideia de Mundo, que me deu transversalidade e curiosidade para nunca negar um sorriso que nos procura - e enquanto escrevo lembro-me deste post.

Nesses dias distantes, tal como hoje, o Zé revelou-se charmoso, com uma "lata" imensamente elegante - talvez a mesma com que encontra os viajantes que fazem acontecer o nosso querido Alfaiate - e uma enorme espontaneidade. A acrescentar a uma primeira impressão que me marcou pela irreverência, uma enorme simplicidade e o mais importante de tudo, uma pessoa que se relevava sem photoshop, qualidade rara na nossa geração facebook, a qual revejo todos os dias nas suas fotos (o Alfaiate não usa photoshop) e nas suas palavras, as escritas e as verbalizadas.

Hoje e colhendo com ternura as suas palavras posso escrever nestas linhas que o mais importante aconteceu: atrás do sonho onde o objectivo nunca foi colher pétalas, a missão de ser inteiro naquilo que faz, oferecendo-nos um blog que nos alivia a monotonia dos dias, e caminhando por momentos para o lado alado da margem de outro viajante inteiro desta cidade, a certeza de que a vida jamais será escassa para o milagre do fogo.

05 novembro 2009

Príncipe Real Live



Depois do sucesso do ano passado, a segunda edição do evento, que inaugura hoje promete. Com o nome Príncipe Real Live, juntaram-se à Rua D. Pedro V a Praça do Príncipe Real e a Rua da Escola Politécnica. A iniciativa é promovida pelo Príncipe Real Project do Eastbanc e todas as lojas estarão abertas entre os dias 5 de Novembro (5ª feira) e 8 Novembro (Domingo) das 10H às 23H e a animação de rua será constante - principalmente a partir das 18h30 - com o patrocínio da Absolut Vodka, Vinhos Fiuza e Champagne Mumm.

Como amante de Lisboa nestes dias escreverei as minhas colunas num escritório vivo numa das montras mais criativas da cidade, a famosa montra do Maurício da loja Em Nome da Rosa. Estarei presente entre as 18H30 e as 22H na Rua Dom Pedro V, 97-99 e conto com os patrocínios da Domo, da Paris-Sete, do Epicurista, da Montblac, da MAC, do Rouge, da BCBG Max Azria,da Max&Co, dos Sistemas Rafael, do Champagne Perrier-Jouët e da marca que elogia as cidades, a Nespresso.
Desde concertos no Miradouro (vou lá parar a seguir às 22h :-), ópera na rua e nas janelas dos prédios cor de gelado, música ao vivo, degustações variadas que vão desde o vinho ao chocolate, inaugurações de exposições em simultâneo de pintura contemporânea, de antiguidades, arte, design, joalharia, peças de autor, moda, passando por workshops de danças indianas, argentinas, make-up, ainda muitos sorrisos rasgados a viajar pela cidade.:-)

O Príncipe Real estará mais vivo que nunca. Be there. Be alive. :-)

28 outubro 2009

Porto cool


a planear uma apetecível viagem ao Porto descobri que em homenagem ao filme de Sofia Copolla, há uma hipótese de dormir num quarto chamado Maria Antonieta.
enquanto ponho os All Star na mala, para palmilhar a cidade romântica, impressiono-me com a quantidade de moradas fascinantes que tenho para descobrir.
e agradeço nestas linhas ao Porto Cool e o romantismo vintage desta cidade surpreendente, que me devolve sempre a cores suaves o algodão doce dos dias.

27 outubro 2009

na senda dos livros perdidos



Amo devagar os amigos que são tristes
com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados,
fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo,
e eles voltam-se profundamente dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
Construimos um lugar de silêncio.
De paixão.


Herberto Hélder

livros sempre a arder
na Ler Devagar, na Poesia Incompleta,
na Trama ou na Assírio & Alvim.

GQ l Pelas ruas da cidade



Aos olhos do Mundo
Quem conhece a verdadeira beleza do Vila Joya no Algarve, sabe que mais do que um boutique hotel de luxo, com o único restaurante de duas estrelas Michelin em Portugal, confirma que são pequenos detalhes que o tornam único na nossa Costa Atlântica. Se lhe destaco a situação privilegiada, o carisma muito familiar, um bar literalmente sobre a praia, um SPA com os mais característicos duches do Mundo ou as criações do chefe austríaco Dieter Koschina, nestas linhas partilho mais um segredo do hotel: a Wine Cellar. Entre a varanda que cobre o restaurante e o caminho do Spa, a adega vive discreta como só os tesouros o sabem fazer. Também pensada em detalhe, é aqui que são guardados todos os vinhos que acompanham as refeições mais famosas de Portugal. Mais uma vez imaginada pelo extremo bom gosto de Joy e da restante equipa que faz acontecer o Vila Joya, também nestas paredes sentimos o tribute to Claúdia - a mãe de Joy – que um dia sonhou este hotel. Se um sonho fez um dia acontecer a casa que já é uma imagem de marca do nosso país, para muitos estrangeiros é também aqui que o nosso vinho se eleva aos olhos do Mundo e só por isso merece a homenagem.

Quando Lisboa acontece
Quando chego a São Pedro De Alcântara não tenho palavras para expressar a emoção de ver Lisboa a acontecer assim. Não sei quantas colunas escrevi a pedir o Miradouro de volta à minha cidade, mas seria injusto se não partilhasse por estas linhas, que a espera compensou o roubo de uma das mais fascinantes praças lisboetas. Quem tem ido ao Miradouro à quinta-feira à noite, sabe bem do que estou a falar e quando partilho as preciosas noites dançantes da Roda de Choro, mais convicta fico de que as cidades serão sempre as pessoas. O Miradouro está lindo e a simplicidade dos quiosques nos dois pisos conquistou os lisboetas. O serviço de cafetaria ainda está em experimentação e terá em breve parceria com um reconhecido chef da cidade. Enquanto a extrema qualidade não chega, o meu brunch de Sábado rendeu-se nos dias de Sol às tostas que variam entre o salmão e o presunto - sempre em pão de centeio - e à limonada com gengibre e hortelã uma das mais apetecíveis de Lisboa, pelo afastamento de qualquer acidez. No quiosque do piso mais baixo, pode ainda petiscar a partir das três da tarde, vinho, presunto e uma variedade de queijos. Mas nem só de petiscos vive o Miradouro: os olhos também comem com o cenário da vista deslumbrante e com os viajantes da cidade de todas as idades e feitios. Ainda as sombras dos namorados e um detalhe muito importante, a música de fundo sempre no registo da Bossa Nova. Como se isto não bastasse ainda há tempo para outros registos nas tardes e noites de Sexta a Domingo, com destaque para clássicos do cinema ao ar livre. Para o Inverno há a promessa de mantas e aquecedores cogumelo e nos dias em que o São Pedro nos pregar partidas, fica o consolo que pelo menos nos dias sem chuva, Lisboa brilha no mais vivo Miradouro da cidade.

A Vodka que veio do gelo
Destilada de trigo escandinavo de Inverno e água de um lago subterrâneo, formado durante a última Idade de Gelo a vodka Heavy Water é produzida na Noruega. Com um conceito ultra-premium, o último grito das vodkas tem leves as notas de açúcar, de amêndoas torradas, especiarias E frutos cítricos que lhe dão um toque refrescante. Para beber pura e bastante fria, misturada com água tónica ou ainda na liberdade da criatividade.

24 outubro 2009

na senda do coração puro



não tenho palavras suficientes, para partilhar a grandiosidade de alma que António Lobo Antunes transpira, de cada vez que dá uma entrevista. são momentos muito intensos e embora Judite de Sousa não esteja à altura do mel necessário para abraçar a generosidade das palavras, vale pelo testemunho de humildade do escritor.

para este homem que confessa hoje (e depois do sofrimento de um cancro) estar mais perto do coração da vida, para um homem que escreve, para se conhecer melhor e aos outros, ainda o desejo da virgindade do olhar. (o desejo é sublime).
veja a entrevista aqui.

bem distante deste registo, recorde a entrevista feita por Mário Crespo há um ano atrás, um dos melhores momentos de televisão que guarda a minha memória. (se nunca a viu, não parta deste Mundo sem o testemunho).

instante anónimo

Lisboa acordou deslumbrante e enquanto me preparo para me perder pelas ruas da cidade, rendo-me às imagens da cidade de pedra, que do outro lado do Atlântico me abraçam às palavras de Cesariny. as mesmas que na cidade habitada, me elevam à suave certeza de que em todas as ruas te encontro, em todas as ruas te perco.







Num instante anónimo do quotidiano em São Paulo, os simbolismos se revelam, vidas se cruzam no meio de sua fina garoa. Na experiência individual de solidão e reencontro, o sentimento de abandono estampado em cada personagem. A história contada em série de 13 imagens, tem seu inicio ausente de personagens e seu fim no silencio de um simples gesto.
One anonymous instant In a single anonymous instant of São Paulo’s daily routine, symbolisms are revealed, lives collide in the midst of its fine drizzle. Through the individual experience of loneliness and re-encounters, the feeling of abandonment is stamped in every character. The story, told in a series of 13 images, begins with the absence of characters and ends with the silence of a simple gesture.
© palomaperez 2009. mais aqui.

23 outubro 2009

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21 outubro 2009

let it rain II

não me canso de lembrar a frase de Al Berto quando dizia que
a chuva limpa a morte dos dias.

e hoje, hoje cheguei à conclusão pura de que se não escrevesse sobre a cidade, gostava de cantar assim. e não falo da grandeza da voz, mas antes no brilho e na alegria serena, de um passado que nos estende a seres humanos maiores.

20 outubro 2009

37,5º



nos dias em que a vida diz para parar,
as formas relevam uma outra luz,
alcançável.

dizias tu do tempo?

lado a lado



Abordaste-me com a ternura do receio, de quem já não habita esta cidade há alguns anos e no desejo do regresso, a saudade antecipada do abandono da tua última morada. Na estrada onde rasgas os horizontes de um amor maior, a exactidão da irrecusável importância das pessoas e no poder do toque, um passado cúmplice que confirmava a minha e a tua visão do Mundo. No momento via-me ao espelho, quando também eu depois de quatro anos fora, regressei a esta cidade e as dúvidas expectantes rasgavam-me um sorriso, daqueles que apenas troco comigo.

Enquanto não o confirmas pela tua experiência pessoal, abraço a tua expectativa e sem ter a certeza que te cheguem estas palavras inteiras, confirmo o teu Chiado sublime, a privilegiada vida de bairro e a elegância das ruas onde não precisarás de nenhuma misericórdia. E entrego-te com a verdade de dois braços abertos de que a nossa cidade acontece na partilha de um testemunho: os passos mais livres, os sorrisos novos e a transversalidade onde devagar nos transbordamos aos olhos do Mundo.

Amanhã, no final dessa viagem e quando alcançares o outro lado da margem, guarda as palavras das harmonias tantas vezes negadas, as mesmas que na distância do nosso lado alado, se retêm na invenção da beleza e nos encontros inesperados da cidade imaginada.