sss



10 dezembro 2009

as asas do desejo



A Le Cool avisa-me sempre. :-)
Próxima segunda-feira, dia 14, às 22h na Cinemateca. É obrigatório.

Os anjos vivem entre nós. Aliás, têm estado a vaguear pela terra desde o princípio da criação, ainda antes da humanidade existir. Eles conhecem a História. Vamos encontrá-los na Berlim dos anos 80, uma cidade ainda dividida pelo muro, ainda a viver os traumas da Segunda Guerra. Ao mesmo tempo, uma cidade em reconstrução, que se quer re-erguer das cinzas, que recebe grandes produções cinematográficas, onde Nick Cave já dava concertos. Estes anjos são espectadores privilegiados da vida. São imortais. Conseguem ouvir o pensamento das pessoas com quem se cruzam. Um sonho, para muitos de nós. Mas vivem num mundo a preto e branco. São sentidos, mas não sentem. Levanta-se a questão – o que é melhor? Conhecer todos os momentos da eternidade ou viver a eternidade alguns momentos?

the city that rarely yawns



If New York is the city that never sleeps,
Lisbon is the city that rarely yawns.

Arriving in a new European city is exhilarating at any time of day, but I have always been more intrigued by the first nightfall.
Dusk, to be precise. It's that time - as the sun descends and the shadows of buildings inch forward ominously - when you take one last squint at your guidebook and think, "Is it going to be the hotel bar or the great unknown?"

continue a ler o artigo do Los Angeles Times aqui.

09 dezembro 2009

A cidade na ponta dos dedos l Abram-se as portas



Por trás de uma porta que não passa despercebida, o chá mais sonhador do Chiado. Ainda uma loja que promete elevar a imaginação e um tapete que promete aquecer as casas mais irreverentes da cidade.

follow the rainbow lV


© Filipe Enes
noites hão-de chegar, semeadas de púrpuros astros, de magias - e do fundo da terra onde vivo erguer-se-á uma neblina perfumada que diluirá o teu corpo sólido ao meu etéreo corpo. Juntos ascenderão ao estonteante canto da madrugada, até que um carvão se incendeie de novo no olhar - e nos ilumine, mais um dia.

07 dezembro 2009

voice lesson


é para repensarmos a luz
que precisamos de tantos quartos escuros.

nesses dias distantes, não me apercebia da imensidão por trás da linha de água. e num dia inundado de luminosidade, apenas a consistência mais pura.

nothing less than star walking.

santos design district



a celebrar o 4ª aniversário, o ano o Santos Design District vai voltar a animar as ruas da cidade.

Nesta edição, aos associados a que já nos habituámos nos eventos anteriores, juntam-se agora novas lojas, ateliers e novos espaços culturais. Participarão neste evento: Alkantara Associação Cultural, Astella Melu, Branco sobre Branco, Cool Design, Domo, Drago Capital, Estado Líquido, Flor, Floris, Frade dos Mares, Gaggenau, Galeria Reverso, Gandia Blasco, La Hora Española, Loja do Banho, Mood, Nogo, O Epicurista, O Mundo de Sofia, Paris-sete, Purpurina, Rentagallery 24, Rentagallery Now, Santos da Casa e Steinwall.

Para além da animação de cada loja, serão partilhadas castanhas assadas e vinho Defesa, numa tarde dourada de Outono.
Terça-feira feriado, dia 8 de Dezembro das 11h às 21h, em Santos.

06 dezembro 2009

na senda dos livros perdidos II



abriu mais um templo sagrado em Lisboa. A Assírio & Alvim que nos tem habituado a livrarias móveis no Chiado (a última na actual Marc Jacobs) voltou a abrir, desta vez no páteo por trás da Nespresso. Todos os dias das 12h às 19h.

heart bit



Hoje, enquanto me perdia pelo bairro elevado da capital, reconheci que o indesejado consumismo do mês das luzes faz acontecer uma movida que ao Domingo é sempre tão rara. E na observação mais pura da minha cidade e enquanto me libertava debaixo da chuva, na companhia do romance de Shostakovich apercebi-me que sobre este post há salvação.

Ao contrário da cidade contínua, esta ideia da Câmara de Lisboa foi elevada e afinal este Natal, o coração pode ter a cor que desejarmos. Basta estendermos a mão.

04 dezembro 2009

snow white city

do you believe in fairy tales?

follow the rainbow III


© Filipe Enes
e da treva ergue-se uma mão de luz,
avança,
e dum gesto irrompe aquilo que não sabemos ainda nomear.

03 dezembro 2009

follow the rainbow II


© Filipe Enes
apenas um destino.

magnética



sublime, o último número deste ano da Magnética está dedicado ao champagne e na página 113, ainda se estende a uma das marcas mais sonhadoras de sempre. it's been a happy new year.

del fado a lo 'fashion'



Apetece dar la espalda a la globalización del shopping europeo y buscar espacios alternativos y originales en ciudades emergentes como Lisboa. La capital portuguesa se está reinventando, y lo está haciendo muy bien. Ha añadido charol y vinilo a las calles del Barrio Alto, convirtiéndolo en un espacio para captadores de tendencias de toda Europa; y ha impulsado a sus artistas jóvenes, abriéndoles galerías y museos donde exponer sus creaciones.

continue a ler o artigo do El País aqui.

NY, I love you



I need to return,
but am I ready?

more amazing city here.

02 dezembro 2009

follow the rainbow I


© Filipe Enes
à procura das fadas, dos gnomos, dos duendes, dos elfos, dos saltimbancos, dos centauros e dos guerreiros,
apenas um destino,
um encontro sublime num dos subterrâneos da cidade.

01 dezembro 2009

coming soon


e os contos de fadas,
existem?

30 novembro 2009

o abraço perdido



A Câmara Municipal de Lisboa disse que "as árvo­res foram aba­ti­das por­que cres­ce­ram mal, são mal for­ma­das, têm ramos dema­si­ado lon­gos e esguios sus­cep­tí­veis de se par­ti­rem, cai­riam com qual­quer raba­nada de vento, apre­sen­tam indí­cios de podri­dão facil­mente detec­tá­veis a olho nu…".

no Príncipe Real foram cortadas quarenta árvores centenárias e na vontade de as abraçar, lamento não ter ainda percebido o porquê da falta de acesso, ao plano de requalificação de um dos jardins mais desejados da cidade.

assine a petição aqui.

ante-estreia



Na sequência deste e deste post, a esperada ante-estreia do documentário A Primeira Fronteira estreia esta sexta-feira, às18h30 no BES Arte & Finança, no Marquês de Pombal. A entrada é livre, a apresentação é do João Tordo e promete deixar a pensar os mais ambiciosos sonhadores da cidade.

29 novembro 2009

less is more



Confesso. Roubei a imagem (funcionável apenas neste enquadramento dez por quinze) da minha amiga italiana a viver em Lisboa. A razão do furto: não quis ofender a minha Leica, ao absorver o mau gosto das luzes da cidade. E sim comparo-as com as luzes de Nova Iorque, Londres ou Paris que jamais me deram vontade de entrar numa farmácia desesperada por um alka seltzer.
Mais uma vez decepcionada, volto a oferecer para 2011 - e de graça - os meus serviços de consultoria estética para as luzes de Natal da cidade. O mau gosto, as formas, a mistura de cores, o azul... mas de onde surge o azul? Tudo nota muito baixa, com excepção para algumas formas sugestivas penduradas pelas ruas, na época mais santa de todas.
E por incrível que pareça é na a luz do dia, que vejo a imagem mais cénica: as luzes por acender, ainda brancas, penduradas nas árvores da avenida mais livre da cidade.

next year, please make it simple.

28 novembro 2009

mms



e é no detalhe inesperado, que ao viajar pelas ruas do teu Chiado, que rasgo também um sorriso... e imagino

onde estaria o coração deste calceteiro da cidade?

27 novembro 2009

na senda do sonho IV


o voo livre anda pelo Chiado?

26 novembro 2009

o viajante



Chegas com um mapa na mão, e na madrugada em que o céu te recebeu registo a imagem de um sagitário viajante. E chegas sem medo, numa noite de verdades mais puras, de verdades que não temem o silêncio ou a profundidade de uma solidão longínqua. Neste preciso momento abraço-te com a ponta dos dedos. E chegas numa noite em que a ousadia das palavras inteiras me confirmam todas as escolhas mais intactas. E mesmo sem sentir o poder puro das tuas mãos, abraço-te com humildade e agradeço o privilégio e o crescimento de uma árvore, que me confirmam a extensão da existência.

Esta noite, agradeço a chegada do viajante e enquanto tudo se inicia, na consciência do que precisas para percorrer o sonho, invoco a luz, a senda, a paixão e o fogo para te darem coragem e de novo em silêncio, ajoelho-me na destreza e peço ao Universo que consigas amar num sítio tão frágil como o Mundo.

(o Henrique nasceu na madrugada de 26 de Novembro de 2009)

24 novembro 2009

a porta



O mistério acaba já esta quinta-feira, quando o número 54 da Rua do Alecrim abrir finalmente a porta.
Aberta das 8h às 20h, uma padaria 100% biológica que é também um café, uma casa de chá (Kusmi tea de serviço), uma loja gourmet (Fauchon, Mariage Frères e muito mais), e que de quinta a Sábado fica aberta até à meia-noite, para uns petiscos de influência lusitana. O espaço está lindo e promete ser a nova princesa do Chiado. Mais detalhes brevemente, numa das minhas colunas sobre a cidade.

disse rebuçados de canela picante?

lembra-se deste post?



se Lisboa se renovasse sempre assim,
seria possível sonhar a minha cidade de olhos fechados.

Quem me conhece sabe que eu sou contra ideias de franshinsing na minha cidade (lamentarei sempre a falta de criatividade perante a potencialidade lusitana), mas a Papabubble é um delicioso projecto catalão que depois de abrir em Barcelona, Amesterão, Tóquio ou Nova Iorque escolheu também Lisboa. Se a ideia de a abrir na rua dos retroseiros é genial, para já, nota vinte para a manutenção dos vidros negros. Mais detalhes brevemente, numa das minhas colunas sobre a cidade.



discover

(...) needs to be deeplly experincend to be understood.

to DOC I



Lee Miller produced some of the most powerful photographs seen this century, from portraits of her friends such as Pablo Picasso, to her work as a correspondent with the US army in World War II. Beginning her own studio in Paris with artist Man Ray, she went on to work with Vogue, and in France, Egypt, and New York, being best remembered for her witty Surrealist images.

o primeiro daqui.



Lee Miller tirou o uniforme cáqui do exército, os coturnos pesados e entrou nua na banheira. Teria sido um banho como outro qualquer, não fosse a câmera do amigo (e amante) Dave Scherman, fotógrafo da revista semanal Life, que registrou o momento. A banheira não era apenas uma banheira. A casa não era apenas uma casa. E o dia não era outro qualquer. Tratava-se do banheiro da casa onde Adolf Hitler morara durante anos, em Munique, no número 16 da rua Prinzregentenplatz. E era 30 de abril de 1945. Naquela mesma noite, a rede BBC daria a notícia de que o ditador cometera suicídio, em Berlim. Além do local e da data históricos, a imagem resume num só clique quem foi a fotógrafa americana Lee Miller: uma mulher ousada, sem pudores e à frente de seu tempo, ex-modelo, musa dos surrealistas e, no momento daquele banho, correspondente de guerra da revista Vogue (sim, durante a Segunda Guerra Mundial eles não falaram apenas de moda). mais aqui.

GQ l Pelas ruas da cidade



No abraço do Atlântico
Privilegiado pelo Atlântico e pela temperatura apetecível, o convite a almoçar abraçada ao mar era irrecusável e depois de muito adiar – e enquanto escrevo castigo-me por não ter matado a curiosidade mais cedo – finalmente conheci o tão falado Furnas do Guincho. Num almoço de Sábado onde o Sol se fez sentir como num dia de Verão – e viver em Lisboa goza desta mais valia, mesmo em meses de Inverno - partilho nestas linhas que fiquei impressionada: um restaurante bem renovado sobrepõe-se a uma triste memória de marisqueiras típicas, que sempre me habituaram a uma falta de sentido estético. Mas mais do que um restaurante com uma situação fora de série e com um ambiente familiar, onde somos recebidos com bastante simpatia, o Furnas do Guincho enalteceu-se pela qualidade do peixe e do marisco. Na experiência fui conquistada pelo peixe fresco que finalizei com uma poderosa mousse de avelã semi-fria, que só me lembro de provar no Gambrinus em Lisboa. Nesta morada que me aproxima do Guincho, essa poderosa praia da qual mato saudades também durante o Inverno, a sofisticação impõe-se também pela simplicidade. E na comparação dos meus dias em terras helénicas, ainda o testemunho de que sobre o bom gosto das esplanadas pode ser tão fácil fazer tão bem.

Um foco mais do que merecido
Não há nada a fazer, a sofisticação do Porto transporta-me sempre aos meus dias em terras gregas. O projecto de interiores é do Paulo Lobo e como sempre, muito bem conseguido. Depois de uma A1 em prego a fundo chegava ao Pappa Razzi com o atraso de uma hora. Os amigos do Porto, que me recebem sempre como uma Rainha, esperavam no bar com a tranquilidade de quem adora viver numa cidade pujante de moradas como esta. E já sei que vou ser trucidada pela capital, mas mais uma vez tenho de afirmar que no que diz respeito a restaurantes, o Porto ganha a Lisboa com muitos pontos de vantagem. Em apenas poucos minutos de ter feito o pedido, estava servida com um Risotto Funghi, com cogumelos porcini, rúcula, queijo parmesão, o melhor que alguma vez provei no Porto e ainda uma Salada Razzi, com tomate, mozzarela fresca, courguettes, rúcula, queijo parmesão e salmão fumado. A rematar num sistema de partilha: um inacreditável Dolce Caramelo que consistia num Fondant de caramelo e açúcar servido com gelado de baunilha – nunca tinha provado nada assim - e o Dolce Papa Razzi, um Fondant de chocolate com açúcar e bola de gelado de citrinos e verduras. Como se a experiencia não bastasse, ainda garrafas de champagne com estrelas vivas, um serviço acima da média e uma atmosfera animada como só o Porto sabe fazer. E se podíamos viver a cidade do Porto sem o Papa Razzi? Podíamos, mas não seria a mesma coisa.

Em nome da elegância
Christian Lacroix elevou a elegante e sofisticada Chivas à categoria de alta-costura, com uma criação única para a Chivas 12 Magnum. No alinhamento da campanha “Live with Chilvary”, a elegância da garrafa faz honra à história dos valores da marca, com um novo formato de 150 cl, um formato maior do que o habitual. A Chivas e Christian Lacroix uniram-se assim pelo luxo, pela paixão, pela exuberância e pela ligação à história, numa garrafa translúcida, gravada a laser, numa edição limitada de 15 mil unidades. O resultado é sublime.

23 novembro 2009

silêncio



há dias assim, em que me sinto projectado para dentro de imagens duma memória futura, plena de luminosidade (...).
tenho saudades dos lugares que nunca estive, porque só nesses lugares, dizem, a vida continua.

21 novembro 2009

próxima estação III



na beleza da morada imaginada
e no silêncio da noite,

se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa

ou num amor
talvez o mais belo.


20 novembro 2009

miss shelf


Ainda a flutuar pela homenagem de ontem, este livro saltou-me à vista na livraria da Gulbenkian. Mas o malabarismo nos saltos altos para mergulhar nas páginas repletas de livrarias do Mundo davam-me além de uns olhos maiores, uma busca frustada ao tentar encontrar a nossa surpreendente Lello no Porto.
Discípula de Bernd Becher, a autora é hoje uma das mais conceituadas artistas alemãs contemporâneas. Na leitura da biografia fiquei também a saber que a fotógrafa precisa de visitar novamente Portugal.
The Sunday Telegraph, considera o livro, breathtaking... brings out the scale and beauty of these temples of learning, o que é de facto verdade, mas na ignorância dos dias - e nem o prefácio de Umberto Eco a salva - não resisti a enviar a sugestão, por e-mail, à autora Candida Höfer.
Logo vos digo a resposta.

19 novembro 2009

não sei que tempo duram as frésias


Ainda esmagada pela intensidade do dia sei que, tal como os livros de Almada, não teria palavras para conseguir deixar nestas linhas a emoção da homenagem.

Cresci no meio dos livros e das histórias mais inteiras. E na visão do cenário imaginado, um homem. Um homem que gerou a minha vida e que até ao fim dos meus dias imagino, com a ajuda de um poema de Herberto Helder, com um cenário de uma biblioteca a arder por trás.

Mais do que um legado de palavras, mais do que o homem que descobriu o primeiro livro impresso em Portugal (e com o qual iniciou a sua história de amor), mais do que uma biblioteca dedicada à Ordem de Cister (e que me deu o privilégio de um nome histórico), hoje, todos os amigos e pessoas que testemunharam a história de uma vida que terá continuidade no menino dourado.

E na memória de mais um dia claro, uma frase do poeta que escreveu o viajante sem sono,

afinal,
não sei que tempo duram as frésias
a rendição de um corpo
é sempre tão inesperada.



18 novembro 2009

"I love dreamers"

a Arte Lisboa provocou a minha maior parede, a parede branca onde todos os dias me refugio da poluição visual da cidade. Na senda do desejo, Joana Pimentel, Geles Mit, João Penalva, Pilar Béltran, Sodedad Códoba, a poderosa Helena Almeida, Jorge Molder e Duarte Amaral Netto.



song no.6


Descobri Ane Brun numa das minhas casas de jantar do Porto. O último álbum da cantora norueguesa, Changing of the Seasons já está disponível em Portugal e terá continuidade ao vivo e a cores, pela primeira vez em Portugal a 6 de Março 2010. amazing music girl.