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31 dezembro 2011

2011 - 2012, o privilégio do presente



escrevo o meu último post de 2011, depois de ter andado a consumir informação sobre 2012. para muitos o mundo acaba, para muitos será um ano difícil ou 'horribilis' como transpirava um dos jornais de hoje numa das bancas da cidade.

por mais estranho que possa parecer para muitos, eu acredito que estamos a viver um momento muito importante da história da humanidade. não poderíamos continuar a viver como estávamos a viver e por isso eu consigo amar muito esta crise e o que ela tem feito por nós.

a nossa vida vai sendo um processo de aprendizagem e o meu testemunho diz-me que o sofrimento bem usado purifica-nos e transmuta-nos em seres humanos mais completos. a factura interna de aceitar esta realidade é alta. muito alta. e é duro atravessar desertos completamente sozinhos e muitas vezes sem água ou alimento dos afectos. mas não será a maior grandeza uma unidade com todos os túneis que trazemos dentro? aqueles onde guardamos as memórias mais felizes de infância, mas também aquelas que desejamos nunca terem existido?

parece que a tecnologia que tanto nos ajuda e também destrói não encontrou essa formula, porque nós humanos somos feitos de vivências e de experiências. somos o que vamos vivendo e por isso a minha pele comove-se quando o tempo onde vivo me dá o privilégio de assistir a esta mudança do mundo.

os discursos dos últimos meses falam de um ano horrível. ao contrário da massa eu sei que 2012 vai ser um dos anos mais bonitos de sempre e para mim em particular um ano muito forte, pleno de abundância.

sorrio quando olho para os meus últimos cinco anos, tudo aquilo que percorri. a mulher que me tornei, possível porque não me entreguei ao que a sociedade espera de mim ou ao desamor de uma situação criada pelas minhas escolhas. ainda apanho papéis do chão muitas vezes, ainda digo coisas que me arrependo mas alivia-me a certeza de que faço sempre o melhor que sei, sempre que vivo uma realidade. olho para trás com imenso carinho por todos os momentos em que nunca duvidei do meu processo de existência.

viver em verdade dói muitas vezes porque temos de ser duros com os outros e connosco mesmos, mas esta é uma escolha que me faz levar não mais de dois minutos a adormecer todas as noites. por vezes a verdade afasta-nos temporariamente dos que amamos, tudo porque afinal ousamos ser transparentes. não será um drama o afastamento mas antes espaço para respirarmos fundo e recolher a sabedoria que precisamos para aprender a ser mais simples.

esta noite agradeço o privilégio de viver tudo o que me fez - na alegria e no sofrimento - chegar a esta noite. uma noite que para mim faz sentido estar na minha mais profunda companhia com a consciência que é uma bênção estar a viver 2012. agradeço todos os que me deram a mão num ano tão difícil e também a liberdade dos meus editores que em meios tão diferentes me deixam abrir as mãos e expor o que sinto e o que tanto quero partilhar com todos os que me lêem. e sorrio com graça quando observo grata tudo o que caiu por terra, assim como as barreiras que nos permitiram o mais importante deste ano, 'a partilha'.

2011 talvez tenha sido o ano mais importante dos meus dias vividos. o ano em que sem medo da lama do charco, o ano em que sou posta à prova com uma ameaça de uma doença de quem nem queremos ouvir o nome, o ano onde me atirei à vivência do sagrado a 264 Km hora, o ano onde fui sozinha ao ponto mais alto de Portugal e que permitiu hoje, estar a escrever-vos no topo mais alto de uma árvore, de onde apenas avisto imagens bonitas. viver em verdade, corpos que se abraçam, corações que se entregam e confiança no dia de amanhã.

2011 mostrou-me o quão divinos podemos ser e que a vida é uma formula simples de estarmos à altura do que nos acontece. foi um ano em a ilusão me bateu à porta e eu tive a coragem de a fechar. foi um ano que o Universo me deu um privilégio da maternidade, que pode existir em tantas outras formulas do que apenas abraçar um fruto da nossa existência. um ano em que me levaram um dos seres humanos que me gerou vida e um ano em que vi a desconstrução de uma das coisas mais importantes do meu mundo. um ano em que dei e leiloei objectos que já não faziam sentido no meu processo de evolução de alma, porque afinal é disso que se trata, sermos verdadeiramente livres.

o filme que vos deixo vale o que vale. Não o escolhi por ser ‘o’ filme e confesso que foi recolhido das muitas mensagens que circularam pela rede estes últimos dias. muitas coisa parecem tão óbvias outras nem tanto, mas isso não é importante. o importante esta noite é sabemos quem somos realmente, sabermos para onde vamos e como na nossa realidade, podemos fazer alguma pequena ou grande diferença.

hoje sei que muitas vezes os galhos caiem em tempestades imprevistas para dar lugar ao novo. é isso que é pedido agora à humanidade. viver com dignidade. estar preparado para o que aí vem na certeza que alinhados à nossa essência divina (pois acredito que também o somos) será um ano para desfrutar de um momento único da nossa existência.

bom ano a todos e amanhã de ressaca ou não ;-) movam-se pelos filmes que aparecem de braço dado ao filme que vos deixo. nem tudo faz sentido a cada um de nós, mas é isso não é o mais importante. o importante é termos avaliação crítica e ter a capacidade de discernir e conectados com a Natureza, escolhermos o que queremos ser, a partir de agora.

29 dezembro 2011

Vogue l Saída de Emergência l o melhor de 2011



Chego ao final de 2011 cheia de tudo. Lisboa abraçou a criatividade como nunca e ofereceu-nos moradas de fazer vibrar qualquer viajante do mundo.

É com imensa luz que escrevo a última Saída de Emergência, de 2011, para o Vogue.pt, um dos melhores sites que Lisboa recebeu este ano e que me permite voar e partilhar a cada semana toda a liberdade que me move. E para agradecer o ano que passou e inspirar o futuro que virá, ofereço esta lista preciosa para não olharem de lado para 2011.

continue a ler a Saída de Emergência aqui.

28 dezembro 2011

a cidade na ponta dos dedos l a reinvenção do amor



Dois projectos da Pensão Amor, que está a iluminar Lisboa numa antigo edifício do Cais do Sodré, e a mais humana marmelada nacional, para amar no mês do Natal.

Amor precisa-se
A Purple Rose está num dos quartos dos fundos da Pensão Amor, mas não deixa por isso de ser um dos projectos mais inovadores e interessantes da morada mais badalada da Lisboa do momento. A boutique erótica que promete revolucionar o amor da cidade, sempre com elegância e a alegria contagiante da sua mentora, Rosa Dias de Oliveira, que explica a sensualidade dos artigos, com uma descontracção e leveza rara. A jura de amor promete que afinal não há fantasmas nem bichos papões nos brinquedos dos adultos, com um atendimento que pode ser personalizado, para que o cliente se sinta bem a descobrir a lingerie, os corpetes, os acessórios, os livros, ou as velas de aromas sábios que se transformam em óleos de massagem.
Purple Rose
Pensão Amor, Rua do Alecrim, 19, Lisboa
Tel. 967 069 899/ 913 245 570 www.facebook.com/purplerose.pt
Todos os dias 15h – 24h

Pelos livros, um amor maior
A editora Babel e o espaço Fabrico Infinito casaram-se no Príncipe Real. Numa das mais emblemáticas lojas da Rua Dom Pedro V e ao lado das escolhas e das criações de marcela Brunken, a cidade pode agora mergulhar nas edições de excelência a que a Babel já nos habituou. Com os temas da arte e de amor, as prateleiras do Fabrico Infinito estão agora ainda mais fascinantes numa montra que promete enaltecer a cidade de espanto já no próximo Príncipe Real Live nos dias 8, 9 e 10 de Dezembro.
Babel Fabrico Infinito
Rua D. Pedro V, 74 Lisboa
www.fabricoinfinito.com
www.babel.pt
Ter a Sáb 11h – 22h

Marmelada há muita
A pensar nos bons sabores portugueses a PDF Food - que nasceu da entrega de Isabel Dias da Costa e João Tomás para valorizar os saberes da Serra da Estrela e apoiar os habitantes de Manteigas - os novos sabores revelam-se em Marmeladas de Abóbora, Castanha ou Pêra, ou em Chutney de Tomate e Uvas ou de Figo e Pimenta Verde. A juntar aos pestos, aos biscoitos, aos ketchups, às geleias ou aos torrões pensados em conjunto com a sofisticação do chefe Luís Baena, qualquer sabor da PDF Food será um bálsamo à economia nacional.
PDF – Penhas Douradas Food & Factory
Rua Nova do Amada, 103 Lisboa
Tel. 21 245 6910
www.saberesefazeresdavila.pt
Seg a Dom 10h às 20h
artigo publicado na revista Única no Expresso no dia 7 de Dezembro 2011

23 dezembro 2011

Vogue l Saída de Emergência l Oferecer o que é nosso



A história que a Humanidade vive agora resgata a nossa continuidade sem grandes dramas e tenta ensinar os poluídos pelo queixume que o desespero e a falta de confiança afastam soluções. Observo, com carinho, a noite do nascimento de Jesus e, da história que atravessa gerações, recolho a sua simplicidade.

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21 dezembro 2011

Vogue l Tendências l Londres III, com asas eu desejo




Se pudesse pedir um presente de Natal gostava que o Super-Homem me apanhasse na minha janela Atlântica me levasse a sobrevoar Lisboa.

Tenho este sonho há anos e por mais que já tenha a ousadia de conseguir saltar de um avião, este é uma daquelas imagens que congela uma palavra que nunca uso, a ‘impossível’. Não foi por isso que me lancei ao elemento do ar no passado dia quatro de Setembro, porque por mais desejável que é ser levada a sobrevoar a minha cidade de capa encarnada, voar é um acto de coragem individual e a beleza está na sua individualidade.

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20 dezembro 2011

Vogue l Tendências l Londres II, a poesia e o mundo




Confesso. É no metro agitado de Londres que recolho sempre a poesia desta cidade.Na memória trago o mês de Dezembro do ano passado, em que me rendi à ousadia de vestir a personagem de uma ‘londoner’, dias onde imortalizei o início de uma das mais importantes viagens de sempre. Por isso, regresso hoje, com as mãos revestidas de Lisboa, humildade e consciência, sempre com a certeza que em tão pouco cabe a extensão de uma vida.

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Kartell abraça Lisboa



para assinalar a abertura da primeira loja Kartell em Portugal, a Dimensão Designer Center e a Kartell e a Dimensão desafiaram os alunos do IADE – Creative University a 'lisbonizarem' os objectos de design italiano. António Cruz Rodrigues, João Santa-Rita e Paulo Bago D'Uva aceitaram o repto. O resultado é a exposição 'Dimensão Love Lisboa' .Além dos docentes do IADE, também o arquitecto Álvaro Siza Vieira e os artistas plásticos José de Guimarães, Eduardo Nery e Leonel Moura assinaram algumas das obras em exposição na 'Dimensão Love Lisboa'.

Adoro a iniciativa :-) patente no Palácio Quintela na Rua do Alecrim até 14 de Janeiro, mais aqui e aqui.

19 dezembro 2011

Vogue l Tendências l Londres I, pudesse o tempo parar




Londres ganha mais luz em Dezembro e não falo das luzes de Natal, mas de uma morada que nos obriga a viver o tempo sem pressa de chegar a lado nenhum.

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16 dezembro 2011

La.Ga Bag sobre a lucidez

lançada ontem no Hotel do Bairro Alto para desassossegar os mal entendidos do mundo. mais aqui.



15 dezembro 2011

Vogue l Saída de Emergência l Do Sotão vem a luz



No regresso à memória dos sótãos da infância, onde aprendi a criar histórias sobre os objectos do passado, o novo Sótão do Príncipe Real respira o poder da transformação.‘Sem medo da escuridão’. Por momentos, viajo a um dos livros do Nobel Português – ‘Todos os nomes’, no qual a personagem principal, confusa e cansada, decide não se levantar logo do chão do sótão. E se me pergunto ‘por quantos sofrimentos têm de passar as pessoas que saíram da tranquilidade de seus lares para se meterem em loucas aventuras’, a resposta neste canto delicioso de Lisboa é: nenhum.

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14 dezembro 2011

Montra Humana l um imenso obrigada



A minha terceira Montra Humana teve como objectivo dinamizar as ruas da cidade e é uma entrega que faço à minha Lisboa mais visionária, sempre que a energia mo permite.

Agradeço as parcerias de
Marcela Brunken e do seu lindo projecto Fabrico Infinito, da Babel, da Paris-Sete, Smeg, KitchenAid, Dualit, Rosti, Nespresso, Niu Sistemas, Espaço B, M.A.C. Cosmetics, O Alfaiate Lisboeta, Love is My Favorite Colour, Fiuza, Jacob's Creek Sparkling e do incansável restaurante The Decadente, onde destaco a entrega do chef Nuno Bandeira de Lima e da energia inesgotável de Duarte e Bernardo D'Eça Leal, fulcrais para fazer acontecer três jantares inesquecíveis.

A presença dos parceiros convidados não foi cobrada e não teve qualquer fim lucrativo.
A todos (aos parceiros , aos que jantaram e aos que observaram) e à Flamingo que imortalizará tudo numa curta metragem (para ver em breve) o meu imenso obrigada.

12 dezembro 2011

Vogue l Saída de Emergência l o que crise faz por nós




O país move-se frágil. E o que pode parecer invulgar num primeiro momento, inunda-me de tudo ao assistir o desmoronamento das barreiras.Na humildade do privilégio de uma vida que será sempre uma bênção, não nos devemos deixar abater por sentimentos menos alegres. E é neste momento que consigo adorar o que a crise tem feito por nós. Há quanto tempo não recebíamos como nunca, nas cozinhas onde chegam os amigos com ingredientes nas mãos abertas…? É o elogio da humildade mais pura, abraçado a uma palavra que dá sentido à nossa passagem pela vida: a partilha.

Sempre foi isso que me moveu quando iniciei no Príncipe Real Live, em 2009, a loucura de criar montras vivas oferecendo alguma irreverência à cidade. Depois de três anos de vida em Amesterdão a imaginação levou-me a elevar a luz de um vendido bairro holandês a uma causa maior.

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06 dezembro 2011

é já amanhã


ler o post de baixo, aparecer e não se deixar intimidar pelo meu ar distante na caricatura. ;-)
mais aqui.

mais uma montra para a minha cidade



Depois de duas montras vivas no Príncipe Real Live – um escritório vivo na montra do Em nome da Rosa em Novembro de 2009 e uma sala viva na montra do Espaço B em Maio de 2011- escolhi a montra da Livraria Babel Fabrico Infinito para criar mais um espaço irreverente na envolvência da cidade.

Pela primeira vez vou ter a montra interactiva e receber convidados para jantar na cozinha e o primeiro dia os convidados são apenas imprensa. Sempre com um amor imenso a Lisboa, e numa altura tão frágil de Portugal, convicta de que nas casas as cozinhas aproximam os seres humanos, pela primeira vez as suas montras terão uma intervenção interactiva, colocando os viajantes da cidade como participantes da montra.

Com as parcerias da Paris-Sete, Smeg, KitchenAid, Dualit, Rosti, Nespresso, Niu, Espaço B, M.A.C., Pernod Ricard com Fiuza e Jacob's Creek Sparkeling e o restaurante The Decadente que servirá os jantares na montra viva, Sancha Trindade convidará onze pessoas para jantar na sua mesa de cozinha, marcando a época do Natal como um dos valores que acredita ser um dos mais importantes todos os dias do ano: o sentido de partilha.

Montra a acontecer na Babel Fabrico Infinito
Rua D. Pedro V, 74 Lisboa
Tel . 21 246 7629
18h – 23h

01 dezembro 2011

Vogue l Saída de Emergência l a partilha



É com a mesa de Natal à vista que testemunho tudo o que a palavra ‘crise’ está a fazer pelo sentido de humanidade. Não apenas nas mesas dos amigos, mas numa mesa de um hotel, que entre o mar e a terra me entrega de mãos abertas sentido de partilha.

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30 novembro 2011

on my way to London



para aqui e aqui. em breves numa das minhas páginas sobre a cidade.

29 novembro 2011

fotos de rua



sabes Ana, Lisboa devia fazer com a tua cumplicidade o que 'a Primavera faz com as cerejas'... e talvez a parede de onde me lembro existir esta frase seja pequena para te agradecer o amor com que o partilhas todos os dias. queremos um blog. a esperança de Lisboa precisa dele... :-)

26 novembro 2011

Fora de Série l Da essência da Terra





Quando se chega à região de Champagne as vinhas estendem-se pela essência da terra que ondula suave. Chego a Reims nos dias dos tons mais dourados dos campos, onde a beleza das vinhas se mostram mais esplendorosas. Há qualquer coisa de muito suave a tranquilo que se evapora da terra, mesmo quando reconheço com alegria que o nosso Douro continua a ser uma das mais bonitas paisagens do mundo. A palavra ‘champagne’, ocasionalmente aportuguesado para ‘champanha’ ou ‘champanhe’, deriva do latim popular ‘campania’, que designava uma paisagem de campos abertos e se em Champagne não existe a marca de um rio comovente, a ondulação que nos envolve nas vinhas fazem-me coleccionar postais de momentos, onde apenas há espaço para a arte de viver a desejar beleza para este campo lavrado que é a nossa vida humana.

Nos dias mais gloriosos onde se tira a rolha com alegria, uma garrafa de champagne transporta-me para os onde abrimos tesouros com fitas de cetim vermelho vivo. Nessa imagem cénica, abro as portas de uma das maiores caves de champagne, a casa Mumm, imortalizada pelo célebre Cordon Rouge nascido em 1875.

Desde o fim do século XIX que esta casa utiliza nas suas garrafas a fita colorida como homenagem à faixa da Legião de Honra, a mais alta distinção francesa criada por Napoleão I , um símbolo que representa a procura da perfeição e espírito de aventura. Elaborado com uvas provenientes das melhores vinhas da região de Champagne e respeitando as tradições e o ‘savoir-faire’ ancestral, o Champagne Mumm é a terceira marca mais vendida no mundo, e a segunda com mais sucesso em Portugal. A sua gama generosa, e que tive a oportunidade de provar, com Didier Mariotti passa por várias emoções diferentes. O Cordon Rouge, o Champagne dos Champagnes apresenta um carácter único e um paladar que nos transporta para um universo de sabores com uma grandeza excepcional. Na sua extensão, o Demi-Sec , uma tradição de prazeres intensos, fresco e untuoso, é o mais macio dos champagnes da Casa. No Rose sente-se o charme em estado líquido e sendo uma cuvée original, combina a delicadeza do Cordon Rouge à força e frutado do Pinot Noir, e por isso, muitas vezes ambicionado pelos desejos mais femininos. No Mumm de Cramant, a cuvée de excepção é rara e preciosa, elaborada na mais pura tradição ‘champenoise’ desde 1882, o champagne apresenta-se com uma efervescência delicada, uma selecção rigorosa de vinhos Cramant cem por cento chardonnay que lhe conferem um sereno estado de pureza.

Por trás de uma grande garrafa há sempre um grande homem
No caso da Cuvée R. Lalou 1998 a bebida é eleva-se ao alto. Envelhecida por uma década nas caves G.H. Mumm, é definitivamente e por direito próprio, um vintage de alta gastronomia, a sua generosidade e riqueza expressam a mais profunda essência de um terroir e da sua história. Criado para prestar homenagem ao visionário René Lalou, inspirado criador de terroir, esta cuvée de excelência inspira-se na sua ilustre predecessora – a Cuvée René Lalou de 1985 – ainda hoje um vintage lendário para muitos apreciadores de champagne e um verdadeiro tesouro para muitos dos grandes chefs e sommeliers de todo o mundo.
Inspirada no blend utilizado na cuvée original, a sua concepção reflecte profundamente o carácter do terroir das vinhas garantindo que apenas o melhor do melhor é utilizado. Proveniente das vinhas mais antigas e com características assertivas da sua localização, não se trata de uma mistura simples de diferentes vinhos, mas uma selecção de mestria de parcelas específicas, escolhidas de uma palete de doze vinhas, todas elas situadas no coração histórico dos grands crus e que constituem a palete de cores onde o Chef de Cave, Didier Mariotti encontrou a sua inspiração.

‘A prova dos jovens vinhos a serem utilizados nesta cuvée revelou quais os de maior intensidade e força, quais os mais distintivos e complexos, os que revelavam frescura ou notas minerais e subtileza. Vinhos das parcelas dos Hannepées são densos e concentrados, com notas complexas de bagas vermelhas. A robustez e o corpo destes vinhos torna-os imprescindíveis no blend. Por outro lado, do patchwork das doze vinhas eleitas, os chardonnais originários de Bionnes têm o estilo e elegância de um puro-sangue. Aromas florais a acácia e camélia sobressaem de uma base cítrica. Estes são vinhos com profundidade e equilíbrio, mesmo em anos difíceis, e dão longevidade à cuvée.’ Apenas sete dos doze vinhos são seleccionados para a mistura final fazendo o equilíbrio entre os Pinot Noir e os Chardonnais’. Na condução da prova, este Champagne fora de série, apresenta um tom dourado, fino e brilhante, capturando a luz e os seus aromas que de vão desdibrando num crescendo. A primeira impressão é de elegância, sublinhada por uma complexidade aromática que dificulta a análise final do vinho, tantos são os elementos interligados e o olfacto abre-se em frescas notas críticas e minerais, possivelmente a marca das parcelas de les Bionnes e de La Croix de Cremant. Logo depois, podem ser detectados traços de Crupots, se não de les Rochelles transpirando toda a sua complexidade, com aromas de nougat, laranja, flores brancas e mel de acácia. Acentos de citrinos e frutas exóticas, baunilha, avelã e amêndoa torrada exasperam-se de seguida. O vinho parece estar dançar entre frescura e maturidade e na boca é limpo e jovial mantendo o equilíbrio entre estrutura e acidez, apesar de seu carácter complexo e generoso. O fim é consistente, com um ligeiro amargor no grande final.

O ano de 1998, foi o eleito por ter sido marcado por fortes contrastes climáticos que após um inverno moderado e seco, foi marcado primeiro por gelos e depois por granizo, seguidos de chuva até ao momento de floração das vinhas. O início do verão fresco, seguido por um Agosto tórrido e as fortes chuvadas abriram o mês de Setembro, mas as vindimas foram solarengas, dando aos vinhos um alto grau de maturidade e frescura. A Cuvée R. Lalou 1998, envelhecida por uma década nas caves G.H. Mumm, revela-se então como um vintage de alta gastronomia, onde a sua generosidade e robustez só são igualadas pela sua riqueza e complexidade ímpares. Com este champagne a casa G.H. Mumm criou uma cuvée que, mais que qualquer outra, expressa a mais profunda essência de um terroir e da sua história.

artigo publicado na revista Fora de Série do Económico a 11 de Novembro de 2011

a cidade extende-se



é uma das moradas idílicas aqui perto do andar Atlântico e projectado pelos arquitectos José Maria Cumbre e Nuno Sousa Caetano, de 31 e 33 anos respectivamente ganharam o prémio de Arquitectura Ascensores Enor Portugal.

mais aqui e aqui.

24 novembro 2011

Vogue l Saída de Emergência l Acreditar Portugal




Quando se olha Portugal de longe parece tudo mais simples. É urgente abraçar a criatividade e ter a capacidade de implementar sonhos, numa vida que será sempre curta demais. Quando observo tudo o que transpira o projecto da Casa das Penhas Douradas no alto da Serra da Estrela não tenho dúvidas: estamos perante duas vidas que jamais serão inúteis.

continue a ler a Saída de Emergência aqui.

com a noção do privilégio



Ljubomir Stanisic fez de cada capítulo um hino às tradições nacionais e mostra como conhece Portugal muito melhor que muitos portugueses.

é uma das frases escritas pela Mónica Franco num livro emociona a minha pele. tenho uma paixão por este Chef e sua diva que espalham amor pela cidade nos gestos, nos silêncios, nas expressões e nas palavras como já é raro encontrar nas esquinas da cidade.

pela felicidade, pela alegria contagiante, pela genuinidade, pela frontalidade, pela genialidade e pela dose mágica de sonho e loucura que nos inunda mesmo num sorriso silencioso.

não sei os portugueses se apercebem do privilégio que é ter um viajante do mundo a fazer tanto por Portugal e pela nossa cultura gastronómica. pelo homem verdadeiro e pelo talento orgásmico dos sabores, e pela mulher talentosa e com uma enorme capacidade de implementar alegria e sonhos, aqui deixo a homenagem a um dos casais mais inspiradores desta cidade.

um dos mais preciosos presentes para o Natal aqui.

23 novembro 2011

sim ouviu bem, é uma empadaria



é a nova empadaria do chef José Avillez em parceria com a H3. adoro a imagem e só tenho pena de estar num centro comercial (o Colombo ainda por cima), o que barra a divulgação nas minhas páginas. amei o conceito.

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com mesa marcada



o Miguel é daqueles que como eu acredita na palavra liberdade. Lisboa à mesa fica agora imortal pelo seu paladar clínico, num guia prodigioso com tudo a que temos direito. nós agradecemos (muito).

mais aqui.

17 novembro 2011

Vogue l Saída de Emergência l hoje, beijo-te Lisboa




Dias depois de ter chegado da surpreendente e criativa Berlim, e a poucas horas da abertura, a Pensão Amor Lisboa inunda-me de tudo, numa história que me faz continuar a escolher esta cidade como a minha eterna amante.

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15 novembro 2011

Vogue l Tendências l Berlim III, Berlim em estado belo



Berlim habita um dos países mais eficientes do mundo, mas, na velocidade das ruas, não se sente o stress latente das vidas humanas. Não que com isso os alemães sejam um povo simpático, diria mesmo que fazem gala em não o serem, mas há qualquer coisa de suavidade controlada que escorre das ruas desta cidade.

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10 novembro 2011

Vogue l Saída de Emergência l boutique e orgânico?




Sim leu bem. Com um enorme sentido de missão visionária e com todo o amor da comida caseira, o Origem é a grande revelação de Lisboa que junta o melhor de dois mundos.

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a Lisboa mais bebível



não é segredo que eu estou orgulhosamente viciada no projecto dos irmãos D'Eça Leal. Esta peça do Fugas está excelente e estende tudo aquilo que me prende a uma das moradas mais desejadas da cidade. depois de ver o filme vá e não deixe de experimentar o novo cocktail Miss Lisboa ou de mergulhar no Mercado do Livro, uma biblioteca que é construída por todos os viajantes de mundo.

09 novembro 2011

Vogue l Tendências l Berlim II, Berlim sem cores proibidas




Uma pintura urbana diz-me que a mensagem é importante e numa cidade onde o rio já corre sereno, observo uma imagem idílica de um abraço de três copas de diferentes árvores. O jardim pulsa os tons dourados do Outono e o iPod que puxa por mim surpreende-me no momento mais bonito de todos com a cores proibidas de Ryuichi Sakamoto.

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