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27 maio 2009

"deixa-me dar-te o Verão"



nas madrugadas em que perdemos a lanterna,
nas noites em que sonhamos a cores,
mas acordamos a preto e branco,
inundo-me com os poemas do Tolentino.

se às mãos devemos também
a solidão mais implacável,
se hoje tenho coragem
para arder a minha casa e fugir de bicicleta,

as palavras do poeta, hoje distante,
abraçam-me antes de partir.

o Verão,
tem coisas que não precisam de nome.
e hoje,
hoje não deixo o amor
refém dos mal entendidos do mundo.

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