
04 julho 2006
por existires

uma cúmplicidade de vida
ou um presente
balsaquiano,
alguém
ou mesmo a fada
da casa que agora
reconstruo.
parabéns M
obrigada por existires.
jogo de cintura

enquanto sujas as mãos
e foges do mais puro,
nas pegadas
da tua ausência
escrevo a palavra
liberdade.
dizias tu do reencontro?
03 julho 2006
pic32nic II

na noite
em que o céu te recebeu
um encontro
de almas resolvidas.
à volta do fogo
a chuva
molhava-nos o rosto.
30 junho 2006
29 junho 2006
inside Teresa's heart

when I sit here
listening to the sounds of your country
I am still mind-traveling
to places
I've never been.
I don't know if it's the best one,
but it sure points out
the warmth
inside Teresa's heart.
um presente de um grego
que conheci
no Concerto dos Madredeus
em Atenas.
escreves-me
e toco por momentos
o poder das oliveiras.
27 junho 2006
elevamo-nos sempre mais

elevamo-nos sempre mais
nos dias em que com luz de cima
damos
o outro lado da face.
nesses dias helénicos
nem suspeitava
dessa beleza chamada
futuro.
25 junho 2006
22 junho 2006
um ano mais longo

numa cidade
onde o céu é mais alto
ensinas-me a tua
serenidade
e o teu olhar
de frente
dizem que malva
é a cor da transformação.
21 junho 2006
o anjo mudo

na caixa helénica
surge-me o preferido
como uma primeira vez.
reconhecerei as ruínas
daquilo que amei,
daquilo que nomeei
para entender o mundo.
19 junho 2006
luz na praia

as noites
trasformam
o banho das raízes.
um lugar
onde quedas
são acolhidas
como pedras
de formas
sempre preciosas.
15 junho 2006
14 junho 2006
13 junho 2006
11 junho 2006
10 junho 2006
o poder das frésias

da beleza
que trazes dentro
e do nascer do Sol
onde me levaste
a caminhar
sobre a água
reconstruíste-me
a branco e seda.
devolve-se assim
o poder das frésias.
09 junho 2006
08 junho 2006
um beijo na ponta dos dedos

meu único país é sempre onde estou bem
é onde pago o bem com sofrimento
é onde num momento tudo tenho
o meu país agora
são os mesmos campos verdes
que no outono
vi tristes e desolados
e onde nem me pedem passaporte
pois neles nasci e morro a cada instante
que a paz não é palavra para mim
o malmequer a erva o pessegueiro em flor
asseguram o mínimo de dor indispensável
a quem na felicidade que tivesse
veria uma reforma e um insulto
a vida recomeça e o sol brilha
a tudo isto chamam primavera
mas nada disto cabe numa só palavra
abstracta quando tudo é tão concreto e vário
o meu país são todos os amigos
que conquisto e que perco a cada instante
os meus amigos são os mais recentes
os dos demais países os que mal conheço e
tenho de abandonar porque me vou embora
pois eu nunca estou bem aonde estou
nem mesmo estou sequer aonde estou
eu não sou muito grande nasci numa aldeia
mas o país que tinha já de si pequeno
fizeram-no pequeno para mim
os donos das pessoas e das terras
os vendilhões das almas no templo do mundo
sou donde estou e só sou português
por ter em portugal olhado a luz
pela primeira vez.
um beijo na ponta dos dedos
ao peregrino e hóspede sobre a terra,
no dia em que regressámos um ao outro.
vestida de Jacarandás

"vi-te neste dia,
em que choravas
tão plena de vida estavas
que nunca ninguém viu
tanta luz, nem beleza, nem forma
de dançar queria eu ir contigo
perder-me nesse teu encontro
que é princípio. "
obrigada F
06 junho 2006
02 junho 2006
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