
na distância de tudo o que não te posso dizer, também eu me perco para não me achar. na velocidade do sorriso que nos é arrancado sem despedida, na beleza da magia das melhores quartas-feiras do mundo, na brutalidade de uma morte lenta de quem me gerou vida, hoje retenho-me por momentos.
e diante das flores brancas que insistem em não morrer, nas minhas mãos mais puras e na distância do teu abraço mais certo,
afinal,
não sei que tempo duram as frésias
a rendição de um corpo
é sempre tão inesperada.
e diante das flores brancas que insistem em não morrer, nas minhas mãos mais puras e na distância do teu abraço mais certo,
afinal,
não sei que tempo duram as frésias
a rendição de um corpo
é sempre tão inesperada.
