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02 fevereiro 2011

London l Hakkasan



o Hakkasan dispensa apresentações. não por ser um dos restaurantes mais desejados de Londres, mas por ser um dos chineses mais bonitos do mundo com atmosfera, pessoas e gastronomia no seu melhor. um pouco óbvio? talvez, longe das esquina escondidas que Londres tanto guarda, mas sem dúvida uma experiência obrigatória na cidade londrina.



26 janeiro 2011

London l Yauatcha



na extensão dos dias londrinos voltei mais do que uma vez ao Yauatcha, um restaurante chinês em Broadwick Street, no Soho, que além de especialista em Dim Sum tem das sobremesas mais bonitas de Londres. Ainda a importância dos aquários, o melhor serviço do mundo e o ambiente que faz desta casa de jantar um dos hot spots mais descontraídos e apetecíveis da cidade londrina. Para ir e voltar muitas vezes.






25 janeiro 2011

à conversa com Nuno Mendes em Londres



De uma humildade rara, o chefe Nuno Mendes não pára de ser aclamado pela imprensa britânica. No seguimento do The Loft Project, um projecto onde o chefe abre as portas da sua cozinha e senta os convidados desconhecidos na mesma mesa, surge o Viajante, um restaurante onde é importante viver as emoções. Conversei em Londres com um dos mais emblemáticos chefes portugueses no Mundo - acabou de ganhar uma estrela Michelin - e segui viagem, deliciada pela grandiosidade que suporta duas das mais elevadas casas de jantar londrinas.

Viajante porquê?
Foi um nome que dei a mim próprio por ser um viajante. Por nascer e viver em Portugal mas por ter partido no mundo. Vivi em cinco cidades diferentes dos Estados Unidos, Ásia, Espanha…
E Londres?
Era uma cidade grande onde eu queria muito viver. Depois de Nova Iorque quis voltar para a Europa e achei que pela língua inglesa, pelo cosmopolitismo e por Londres ser uma cidade aberta ao Mundo. Sinto-me mais bem enquadrado aqui.
O Nuno disse um dia que ‘Há quem pinte, quem faça escultura, eu cozinho.’ A sua cozinha é uma elevada forma de arte?
A cozinha chega com a minha bagagem as minhas memórias e experiencias e é baseada em mim, no que eu vivi.
Um viajante com uma mala de memórias. Sente-se essa influência nos seus pratos?
Sim. Viver o viajante é uma viagem. Eu conto histórias. Histórias de onde estive e para onde vou. Até a maneira como a sala está apresentada.
Há uma atmosfera escandinava...
Sim eu queria um ambiente aberto à experiencia de intimidade. De uma maneira diferente há uma certa continuidade do meu outro projecto o The Loft Project onde todos os clientes partilham a mesma mesa.
O The Loft Project nasceu primeiro?
Sim. E ainda antes disso estive no Bacchus. O planeamento do Viajante já tinha a ver com esta ideia de intimidade. Queria um restaurante que tivesse a ideia de estar em casa, de se sentir as emoções e não ser apenas uma sala de jantar.
E o espaço do The Loft Project foi uma oportunidade?
Sim. Procurei muito e encontrei. É o projecto mais bonito que fiz até hoje. É uma cozinha caseira, é o chefe abrir as portas da sua casa e partilhar a sua cozinha.
Li que o Nuno gosta de ‘criar emoções na boca dos clientes’…
É o que dizem os críticos (risos). Eu gosto das pessoas e a minha cozinha não é apenas a estética. Não se traduz apenas no prato. Eu gosto que quando a pessoa consome tenha o momento mais elevado. É no acto da prova que quero criar as emoções.
A imprensa britânica arriscou classificar o restaurante como, ‘o novo Santo Graal’. Estava à espera deste sucesso?
Não estava. Este é um restaurante especial. As pessoas não vêm cá para verem e serem vistos. Vêm para viajar, vêm para comungar sensações.
Que palavra mais descreve o Viajante?
Emocão.
Abriu o seu restaurante nas vésperas do dia do trabalhador. O sucesso deve-se ao trabalho?
Sim. Muito trabalho. É impossível para mim não fazer o que sei que devo fazer.
'Um bicho-carpinteiro e não é capaz de ficar muito tempo no mesmo sítio', escreveu a imprensa sobre si. Já imagina novos projectos?
Estou associado a este projecto há três anos tempo em que começou a ser imaginado. Claro que há projectos que ainda gostava de realizar.
Como um livro?
Eu sou um viajante mas não tenho ainda conteúdo suficiente. Eu acabei de chegar…
Está há quanto tempo em Londres?
Seis anos. Cheguei agora (risos) e ainda tenho muito para mostrar.
Veio dos Estados Unidos…
Sim e estive em são Francisco, Nova Iorque, Los Angeles, Miami e Santa Fé.
Que cidade preferiu?
Adorei Nova Iorque, São Francisco e tenho um amor muito especial por Santa Fé.
É um homem de fé?
Sim fé nas coisas. Sou muito sonhador. Não tenho os pés tão fundos na terra como devia ter, mas sei que o sonho leva-me sempre mais longe.
Como se inspira um viajante em Londres? É um viajante sem sair na cidade?
Sim é uma inspiração enorme. Londres é uma cidade de viajantes. Londres tem energia, tem transversalidade. Tem o velho, tem o novo e é um ponto fácil de passagem para muitos lugares do mundo. Tem uma grande comunidade, tanta gente de tantos sítios. E estamos na Europa.
Qual foi a decisão mais certa que tomou na sua vida?
Foi ter deixado Portugal e ter partido à procura dos meus sonhos. Quando partimos temos mil possibilidades à nossa frente.
Onde encontra os seus maiores momentos de liberdade?
Profissional em Londres, pessoal na Índia.
Já deu alguma volta de 180º?
Dentro da minha vida vivi já muitas vidas. As memórias ficam e cada sítio que deixei foi uma vida que deixei para trás. Além das experiências não trouxe muito mais comigo.
Para se gerir uma equipa assim é importante ser frontal?
Sim. Quero que aprendam e como família eu também aprendo. Esta também é uma família. Aqui no viajante há uma relação muito pessoal. É aqui que me sinto bem e sei que as pessoas quando chegam aqui sentem a amizade.
Há um grande sentido de fraternidade?
Sim. Muito grande.
Onde vive os seus momentos mais ‘chivalry’?
Em East London. É a minha cidade e é a cidade que acredito. E está cheio de pessoas que me inspiram.
Que sentimento tem em relação a Lisboa?
Tem potencial para ser uma das melhores do mundo. É uma das mais bonitas onde já vivi até hoje. Foi de lá que partiu o viajante.

24 janeiro 2011

London l The Loft Project



Na procura da grandiosidade dos seres humanos fui surpreendida em Londres por um dos mais internacionalmente reconhecidos chefes portugueses do momento. Nuno Mendes abandonou Portugal há muitos anos e depois de moradas como os Estados Unidos, Ásia e Espanha, encontra em Londres uma cidade transversal e estimulante.

Partilha-me com uma elevada humildade a surpresa com que é mimado pela impressa britânica. Nas suas duas casas de jantar, as mesas são grandes e partilham-se de formas diferentes. No The Loft Project Nuno e Clarisse recebem chefes convidados e clientes, numa mesa única para viver com o desconhecido.

O ambiente é de partilha e ao ficar sentada ao lado da primeira mulher árabe a pisar o Polo Norte reconcilio-me com a minha estadia nos Emirados Árabes Unidos. Elham Al-Qasimi traz nos olhos a ternura que nunca encontrei naquelas terras de deserto. Na comprida a missão de Nuno Mendes ganha ainda mais valor quando dou por mim a reconhecer os outros viajantes do mundo.

Esta não é apenas uma sala de jantar, é uma morada onde no sorriso do encontro se vivem emoções, onde entre degustações e vinhos, nos ligamos à natureza e ao encontro dos seres humanos.







19 janeiro 2011

London l Viajante



No restaurante Viajante, inserido no Town Hall Hotel em East London, Nuno Mendes continua a extensão de uma sala de jantar íntima e o seu talento é vivido com o testemunho de todas as suas memórias e experiências. Com uma cozinha aberta para a sala, as formas e cores escandinavas misturam-se com a generosidade de uma experiência que faz questão de repartir com a equipa de cozinheiros que se movem no palco. ‘Se não repartimos não crescemos’ diz com a mesma suavidade que explica todos os pratos que faz questão de trazer à mesa. A sua cozinha cria emoções. Sensações únicas acompanhadas com vinhos de todo o mundo, onde destaco a qualidade dos ingredientes, os sabores originais servidos em loiça feita à mão por amigos.

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13 janeiro 2011

London l The Wolseley



As viagens iniciam-se sempre antes de partirmos. A poucos dias de Londres partilhava a nossa Taberna Ideal com um amigo inglês, com estudos no nobre colégio de Eton. Prometi-lhe o meu primeiro pequeno-almoço no The Wolseley. ‘As refeições mudam com o tempo, com o clima, com a geografia mas o pequeno-almoço continua a ser um ponto constante no mundo. É uma das poucas coisas que é nossa, mas que é também de qualquer outra pessoa’. E tal como imaginava, no primeiro momento de luz, assisti ao encontro dos que se comprometem a viver com muita alegria um novo dia. Não tive coragem para o famoso English Breakfast guarnecido de ovos, bacon, ‘pudding’, tomate, cogumelos e feijões, mas estendi-me aos melhores ‘Eggs Benedict’ que alguma vez provei e as umas ameixas marinadas em laranja e gengibre. E embora este café restaurante exista há poucos anos, o The Wolseley tem um dos pisos mais bonitos da cidade, e não não é um pastiche, mas uma evolução magnífica de um stand de automóveis e de um de um banco. Hoje revela-se como uma das moradas mais sofisticadas de Londres, numa cidade onde sorrisos rasgados privilegiam reuniões de negócios e encontros à volta de uma mesa.

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London station

depois do poema,
e a partir de amanhã a promessa do movimento da cidade.