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17 setembro 2010

a chegada do bom Inverno



na livraria Ler Devagar agarro o momento puro do teu crescimento. e depois destas ou destas palavras, que um dia te dediquei, foi com muita alegria que te vi iluminado numa sala cheia. atrevo-me assim a elevar uma das frases no genial 'uso da literatura'. 'Não sei dizer exactamente porque o fiz. Talvez porque a literatura, coisa extraordinária e impossível de explicar (e justamente por isso alvo de constantes e frustradas tentativas), tinha sido uma jovem ambição que cedo se transformara numa fonte de mal-entendidos. Fosse porque não acreditava em mim próprio, fosse precisamente pela razão contrária – porque, no fundo, me julgava capaz de coisas extraordinárias – tomei a decisão de, após muito tempo a fazer aquilo a que normalmente chamamos 'ganhar a vida', renunciar a essa flagrante perda de tempo e fechar-me em casa a escrever a obra com que, finalmente, me vingaria do mundo'.

inicio num dia de Verão a viagem à emoção das tuas palavras.

02 setembro 2010

a caminho do 'bom inverno'



nos dias em que reconheço a importância da exelência humana nos amigos talentosos, faço das palavras do melhor cronista do Jornal i as minhas palavras, enquanto espero ansiosa o novo livro do brilhante Prémio Saramago.

08 abril 2010

o homem luz ll



ontem entrevistei o homem luz para o Chivas Club que é lançado hoje ao fim da tarde no Ritz Four Seasons. mais do que ser um ser humano raro ou o último prémio Saramago, o João escreve romances elevados. porque sou uma fã incondicional e seguidora atenta das suas palavras partilho-vos um excerto (ao qual já me rendi) do seu próximo romance ainda não publicado.

'Não sei dizer exactamente porque o fiz. Talvez porque a literatura, coisa extraordinária e impossível de explicar (e justamente por isso alvo de constantes e frustradas tentativas), tinha sido uma jovem ambição que cedo se transformara numa fonte de mal-entendidos. Fosse porque não acreditava em mim próprio, fosse precisamente pela razão contrária – porque, no fundo, me julgava capaz de coisas extraordinárias – tomei a decisão de, após muito tempo a fazer aquilo a que normalmente chamamos 'ganhar a vida', renunciar a essa flagrante perda de tempo e fechar-me em casa a escrever a obra com que, finalmente, me vingaria do mundo.'