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19 agosto 2009

na destreza da distância

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não me canso de ter a certeza que um dia quando partirmos, levaremos apenas duas coisas: a nossa experiência de vida e as memórias que deixaremos nos outros. nem que seja pela segunda, vale por isso sermos seres humanos inteiros e coerentes ao lado mais puro do que é ser humano mais limpo.
por vezes, não são precisos muitos minutos para a distância nos revelar o que nunca tivémos coragem para aceitar. a imaginação é uma fábrica prodigiosa daquilo que desejamos que seja o Mundo. mas o Mundo, esse legado de acontecimentos mais vezes densos do que leves, oferece-nos tudo de bandeja para optarmos pela dignidade mais fiel à nossa essência. no final fica a leveza de uma alma livre, aquela mesma sensação quando observamos a nossa verticalidade ao espelho: um auto-retrato sem grandes nódoas.

1 comentário:

  1. eu assino por baixo. no final nem sao tanto as escolhas que fazemos que nos definem. afinal somos seres humanos, errantes por natureza... o que nos define sera sempre o porque dessas mesmas escolhas, porque decidimos tomar certos caminhos, dar a mao a certos principios. no final ficam a verticalidade e a rectidao, mesmo que as escolhas que fizemos em nome das mesmas resultem em vidas menos acolchoadas.

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