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14 outubro 2011

nós e as palavras



'a cidade, efectivamente, sorri apenas àqueles que se aproximam dela e deambulam pelas suas ruas; a esses, ela fala numa linguagem tranquilizante e familiar, mas a alma de Paris só se revela de longe e ao alto, e é no silêncio do céu que se escuta o imenso grito de orgulho e de fé que ela eleva na direcção das nuvens'.

01 fevereiro 2011

36 Hours in Lisbon by New York Times


não adorei a abordagem,
mas não deixa de ser a minha Lisboa no The New York Times.

'Cheap. That’s the label usually slapped across the forehead of the Portuguese capital. Around the Continent, the waterside city is mostly seen as the charmingly faded seat of a centuries-gone trade empire where you can plunk down some coins to ride an old yellow cable car, visit Baroque churches and squares, fill up on cut-rate seafood meals, sip 2-euro glasses of Portuguese red and retire to your budget hotel. But Lisbon is getting fancier every month. By day, ambitious upstart museums and renovated industrial districts offer an infusion of contemporary art and design. By night, a fledgling wave of neo-Portuguese restaurants, stylish night spots and innovatively designed hotels provide happening places to play. The best part? The city remains a terrific bargain'.

veja as imagens aqui.

31 janeiro 2011

i pad addicted



na minha mais pura humildade e com a promessa de nunca abandonar as páginas riscáveis, eu extasiada me confesso. somos sempre mais no futuro e hoje enquanto vos escrevo estas palavras memorizo a descoberta num dos cafés do Chiado.

para quem viaja tanto pelas ruas, para quem gosta de observar os viajantes nas mesas de café, para quem a portabilidade passsou a ser uma forma de vida, entre a cidade que me absorve e me resgata todos os dias, a plataforma movível é um achado.

e não, jamais não substituirá a minha agenda Smythson escrita a tinta permanente, não substituirá o papel dos jornais (obrigatório entrar aqui), nem me separará do cheiro dos livros e de tantas páginas soltas sublinhados a grafite. mas extendia a minha velocidade a uma Lisboa ainda mais vivida em tempo real.

e sobre tantas vantagens... só (!) me falta mesmo o ipad. mais aqui, aqui e aqui.

05 janeiro 2011

o Porto tira-me do sério



é verdade. eu adoro a minha cidade, mas a verdade é que ir ao Porto é tão interessante como ir a Berlim. 'in Braga they pray, in Porto they work, in Coimbra they study, in Lisbon they spend and in the Alentejo they sleep'. são as palavras de Mary Lussiana no How to spend it do Financial Times.
mais aqui.

29 dezembro 2010

bricklane II



'then there is the kind you do not notice at first but which adds a little bit to itself every day like an oyster makes a pearl, grain by grain, a jewel from the sand. that is the kind I have come to know'.

24 novembro 2010

on my way to London



estou de partida para Londres, por um mês, para escrever uma coluna especial sobre Londres (amazing people, amazing places) para o Diário Económico. poderão acompanhar a cidade europeia mais apetecível do Natal nesta morada, mas principalmente pelo Outlook - suplemento de sábado do Diário Económico - nos dias 4, 11, 18 e 24 de Dezembro.

na mala da viagem, muita cápsulas Nespresso. não apenas por elevar tanto o conceito das cidades que nos movem, mas porque ser patrocinador das minhas ponta dos dedos, num mês em que teve a nobreza de lançar uma das campanhas mais humanas deste Natal. imite o gesto aqui e aqui.

11 novembro 2010

a cidade e as serras



há lugares me fazem não ter palavras pela experiência, ou pela intensidade de energia gerada à volta do legado da natureza, ou do mais importante legado de todos: os seres humanos. os donos desta casa construiram um grande sonho, sustentado na observação das estrelas e enquanto a sua história de amor se funde com a beleza das faias basta-me pedir ao universo, que me dê sabedoria suficiente para conseguir partilhar a mais bonita casa da Serra da Estrela.
em breve numa das minhas páginas sobre a extensão das cidades.

a cidade e as serras II ou um 'lactarius deliciosus'

sempre gostei de me abraçar às árvores. 'elas também falam'.




uma das elevações mais fascinantes da Casa das Penhas Douradas é a travessia da floresta à procura de cogumelos. as espécies são muitas (há um que se chama Sancha que em latim tem a ternura do nome 'lactarius deliciosus'). para não cair na tentação de alguma magia ou alucinação, sugere-se a procura na companhia de um dos metres da Ecofungos. fascinante ainda é o micélio de onde nascem os cogumelos, que pode percorrer milhares de quilómetros de distância e que é o grande responsável pela ligação da energia das árvores por baixo da terra. agora imagine juntar à libertação da natureza (também o privilégio das escolhas do chef Ljubomir Stanisic) um workshop de cozinha nas talentosas mãos chef Luís Baena. é um verdadeiro manifesto aos cogumelos mágicos.






a cidade e as serras III

qualquer semelhança da imagem, com uma das obras primas de Yann Arthus Bertrand é pura coincidência.



'no começo do verão, antes de demandar os altos da serra, ovelhas e carneiros deixavam, em poder dos donos, a sua capa de inverno. lavada por braços passantes, fiada depois, a lã subia, um dia, ao tear. e começava a tecelagem. o homem movia, com os pés, a tosca construção de madeira, enquanto as suas mãos iam operando o milagre de transformar a grosseira matéria em forte tecido. constituía o acto uma indústria doméstica, que cada qual exercia em seu proveito, pois a serra não dava, nessas recuadas eras, mais do que lã e centeio.'

são palavras de Ferreira de Castro que transpiram um dos projectos Saberes e Fazeres da Vila em Manteigas, na Serra da Estrela. a fábrica (uma fascinate e deliciosa viagem no tempo) recupera a energia de outros tempos com a inovadora marca Burel, que abriu recentemente uma loja no Chiado. entre mantas, tapetes, tapa-pés para cama e muitos acessórios estou rendida ao banco tertúlia. para perceber do que estou a falar mergulhe aqui.