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19 setembro 2010

nos dias do elogio



sem perder o rasto dos dias em que cresciam pelas ruas do Chiado, retenho-me na capacidade do ser humano não deixar o amor refém dos mal entendidos do Mundo. agora é tempo para agradecer quem faz ainda maiores as palavras do elogio.

'Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso”dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também'.

O Elogio do Amor, Miguel Esteves Cardoso

17 setembro 2010

volver II


a chegada do bom Inverno



na livraria Ler Devagar agarro o momento puro do teu crescimento. e depois destas ou destas palavras, que um dia te dediquei, foi com muita alegria que te vi iluminado numa sala cheia. atrevo-me assim a elevar uma das frases no genial 'uso da literatura'. 'Não sei dizer exactamente porque o fiz. Talvez porque a literatura, coisa extraordinária e impossível de explicar (e justamente por isso alvo de constantes e frustradas tentativas), tinha sido uma jovem ambição que cedo se transformara numa fonte de mal-entendidos. Fosse porque não acreditava em mim próprio, fosse precisamente pela razão contrária – porque, no fundo, me julgava capaz de coisas extraordinárias – tomei a decisão de, após muito tempo a fazer aquilo a que normalmente chamamos 'ganhar a vida', renunciar a essa flagrante perda de tempo e fechar-me em casa a escrever a obra com que, finalmente, me vingaria do mundo'.

inicio num dia de Verão a viagem à emoção das tuas palavras.

16 setembro 2010

da história mais badalada de Lisboa



passados alguns e outros e outros capítulos da história mais badalada de Lisboa celebro com gratidão os trinta dias de vida do novo restaurante do Príncipe Real. sem noção da passagem das horas - e agradeço o que nesta morada tem sido feito pela energia da minha cidade - na companhia de quem não se deixa consumir pela última palavra dos Lusíadas, de Luís de Camões, rendo-me ao bolo de polenta com creme baunilha e gelado de pera.
é caso para dizer que os grandes finais elevam os seres humanos
sempre
a um bem maior.

volver



a poucos dias de distância de Sevilha, entro no Teatro Nacional de São Carlos como se tivesse nascido num outro século. e enquanto me oferecem um leque capaz da mesma brisa dos que me evaporavam em terras andaluzas, para ouvir a voz de Enrique Morente, a qual tem capacidade para resuscitar mortos ou, tal como dizia o Al Berto, capaz de limpar a morte dos dias, identifico 'o' perfume. e de regresso às ruas da cidade dourada lembro-me das imagens que ainda guardo como um tesouro.

um dia
as mãos voltarão a sentir.

15 setembro 2010

o Chiado voa



ontem consegui finalmente beber um chá no número 96 da Rua Nova do Almada, para me elevar na Voa, um projecto cem por cento nacional, e que dignifica mais uma vez as memórias do meu Chiado antigo. Livros, cosméticos, enxoval, mercearia gourmet, flores e uma simplicidade revelada em forme de puro bom gosto escandinavo.

em breve numa das minhas colunas sobre a cidade.

'the world's best hotel rooftops'



a varanda do Bairro Alto Hotel ficou em quarto lugar na lista 'a roof with a view'. numa lista ganha pelo Jumeirah Beach Hotel não posso deixar passar o manifesto: é quase ofensivo. já sabem sobre todas as cidades que visitei, o Dubai é uma das maiores aberrações do nosso planeta. e quem escreve este post ama incondicionalmente esta cidade. tenho dito.

14 setembro 2010

'somewhere'



é da Sophia Coppola, ganhou o Leão de Ouro em Veneza e ainda há direito, mais uma vez, à música dos Strokes . não é preciso dizer mais nada.


13 setembro 2010

Muji no Chiado. 'vai buscar!'



a (minha indispensável) Muji vai abrir em Novembro no Chiado! chegar a Lisboa é a prova de que podemos gerir melhor a sanidade mental, de cada vez que aumentamos o período entre descolagens no aeroporto da Portela.

Lisboa está ou não está a ficar um espanto?

12 setembro 2010

na extensão da criatividade



desde o tempo do liceu que gosto de observar os passos largos do menino de ouro.

10 setembro 2010

mais elevações Nespresso



numa fuga de fim-de-semana onde espero fundir-me com a natureza, abandono a cidade com a mala de viagem pesada de revistas desejadas. e na senda do desejo uma sombra de uma árvore ou um silêncio mais puro para a absorção das páginas soltas. hoje abandono a cidade à pressa, depois da apresentação da nova edição da Nespresso e deixo-vos a sugestão de apanharem a edição número catorze da revista desta marca que numa edição dedicada à cidade das luzes, se apresenta numa imagem extraordinária e conteúdos prometedores.

mais elevações Nespresso, em breve nas minhas páginas sobre a cidade.

'the' portuguese cake in New York II


ainda a colher confettis do Lisbon Fashion's Night Out de ontem, direcciono o foco da luz para o bolo que também atravessa cidades. Depois de Madrid e São Paulo parece que a relíquia de Campo de Ourique confirma a celebridade da frase. na vida não se pode agradar a gregos e a troianos. mas há quem ache que tenha um 'food-gasm' ou lhe chame ' tantric chocolate' e não é preciso dizer mais.

09 setembro 2010

o fashion's night out acontece hoje!


Lisboa eleva-se a outras capitais do Mundo, numa noite que promete muitas viagens pelas ruas da cidade. 'Da Rua Castilho à 5th Avenue, com passagem pela Óscar Freire e pela Avenue Montaigne. Este é o evento que traduz literalmente o Mundo como aldeia global. Numa iniciativa que procura promover a cidade e o seu comércio, a revista Vogue lança o repto em várias capitais de Moda por todo o globo: por uma noite, lojistas e comerciantes abrem as suas portas fora de horas para celebrar o prazer de ir às compras. Os pontos estratégicos no mapa lisboeta, que incluem a Avenida da Liberdade, a Rua Castilho e o Chiado, funcionam como pólos de atracção para profissionais da Moda, celebridades e público em geral, que são convidados a usufruir de uma terapia de compras after hours a preços de happy hour. Entre as 19 e as 24 horas, espaços especializados nas áreas da Beleza, do prêt à porter e dos acessórios mantêm-se abertos para um serão que promete preços competitivos, iniciativas de solidariedade e muita diversão'.

acompanhe Lisboa aqui e todas as cidades envolvidas, como Londres ou Nova Iorque, aqui.

08 setembro 2010

'Paula Rego Anos 70 e Victor Willing, Uma Retrospectiva' ou uma grande história de amor



tenho sempre receio de conhecer os génios da minha vida e confesso que gosto de me pendurar nas árvores da fantasia. no preview das duas exposições da Casa das Histórias (que inauguram amanhã) observo a generosidade da artista, que me prende à simplicidade das palavras.

e se por momentos observo as suas mãos, como quem guarda um tesouro, com o testemunho dos dias distantes da não partilha dos pincéis que os uniam, retenho-me na arte e no amor com 'A' grande, de que tanto fala.
lanço-me então mais uma vez, pela ternura, às palavras do elogio.











Lisbon, 'a world of good'


a Monocle colocou Lisboa em vigésimo quinto lugar na lista das melhores cidades para viver no mundo. Numa lista ganha por Munique, seguida de Copenhaga e depois Zurique, Lisbon as low crime rates and its position as a gateway to South America make the portuguese capital an even more pleasant place to live, with a rejuvenated waterfront (devem ter fechado os olhos quando passaram pelos dois monos do Cais do Sodré, que viraram a cidade ao rio, num dos bairros com mais potencial... falo da Praça de São Paulo), and new laws allowing same-sex marriage. e continua na página 41 da edição 35. a explorar aqui.

'a cidade do futuro'



falas-me de Lisboa como uma grande história de amor.
e dizes-me com os olhos invadidos de certeza que é 'a cidade do futuro'. uma capital europeia, em tamanho mais pequeno, onde está tudo por acontecer. ainda a importância das pessoas e a beleza do mar, por quem um dia abandonaste Paris.
lançada pelas ruas da cidade, encontrei o Le Petit Bistrô perdido nas ruas da Bica, a poucos passos do Chiado (apanhando a continuação da Marechal Saldanha ou descendo as escadas da Rua das Chagas até ao número vinte e nove da Rua do Almada).
a sala de jantar da luz perfeita acolhe-nos entre candeeiros antigos e chamas das velas que Pascal Chesnot lança pelas mesas na companhia de petiscos, tábuas de queijos, pratos leves ou sopas, com privilégio do melhor gaspacho que provei em Lisboa. há ainda irrecusáveis pratos vegetarianos, lasanha de rúcula e salmão ou a especialidade de almondegas com pistachios e arroz de laranja. o brunch é deliciosamente servido até às dezassete horas, de terça a segunda numa cidade que que me move,
numa cidade que me engrandece.

07 setembro 2010

l'arnacoeur



Romain Duris, Vanessa Paradis e Andrew Lincoln (o inesquecível homem dos cartazes daqui) tudo na mesma fita e em francês? não me digam mais nada.

06 setembro 2010

A cidade na ponta dos dedos l As novas histórias do Príncipe Real


São as novas moradas do Príncipe Real e prometem ter as mesas mais concorridas no regresso à cidade. Mesmo sem a presença de Prokofiev ou de Almada Negreiros, dois testemunhos que provam que vale a pena transformar os sonhos, em histórias ao vivo e a cores.

Fica em Lisboa, mas podia ser Nova Iorque
Paixão, criatividade, rigor, detalhes e muita simpatia são os ingredientes desta história de bem receber. Poderíamos estar na cidade que nunca dorme mas felizmente estamos em Lisboa, num muito bem conseguido projecto de arquitectura de Luís Baptista. Com o talento dos chefes Diogo Noronha e Nuno Bergonse, experimentamos simplicidade e sofisticação, com influências dos percursos internacionais dos chefes (passaram por Nova Iorque e Barcelona). O restaurante que ocupa a antiga galeria dos aos trinta e o antigo espaço da Lidja Kolovrat podem ser pedidos por degustação ou a prato: Pescada com ‘tartare’ de manjericão, Glaze de chocolate com gelado de cardamomo, Salada de pêssego com ‘crumble’ de gengibre acompanhado de gelado de lima ou as ‘millardises’ de fruta e chocolate são muitos dos sabores que estão a encantar Lisboa.
Pedro e o Lobo
Rua do Salitre, 169 Lisboa
Tel. 21 193 3719
www.pedroeolobo.pt
Seg a Sex 13h as 15h e 20h as 23h e Sáb 20h – 23h

O regresso das tertúlias
O agradecimento por mais um café estético na nossa cidade vai para os mentores, Gabriela Faria Santos e Rui Manuel de Sousa, que abandonaram a carreira fiscal por uma sala de jantar onde se servem deliciosos brunch’s caseiros, almoços, jantares e petiscos até horas tardias. Como um 'Ultimatum Futurista às Gerações Portuguezas' e na memória das palavras de escritores como Almada Negreiros, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Luís de Montalvor ou Alfredo Pedro Guisado, a intenção de 'agitar as inteligências e sensibilidades' é entregue a detalhes que convidam ao esquecimento das horas entre escritores e amigos. Não deixe de provar as bolachas de mel, receita madeirense da Avó da Gabriela que acompanham o café ou de beber um copo ao final do dia, quando a praça se releva ainda mais bonita.
Orpheu Caffé
Praça do Príncipe Real, 5A Lisboa
Tel. 21 804 4499
www.orpheucaffe.com
Seg a Qui 10h – 24h, Sáb e Sex até 02h, Dom 9 – 20h

Pintar a cidade de palavras
Acabados de chegar a Lisboa e para acompanhar as chávenas de café ou as canecas para chá da marca Pantone, os cadernos apresentam-se em dois tamanhos distintos e seis cores diferentes: amarelo, azul, rosa, encarnado verde e laranja. Capas duras de cores fortes com pantones específicos, recheadas de folhas coloridas com muitas linhas para escrever.
Pantone Note Books
Paris-Sete
Largo de Santos, 14-D Lisboa
Tel. 21 393 3170
www.paris-sete.com
Seg a Sex 10h às 19h30 e Sáb 10h - 14h
A partir de € 10

02 setembro 2010

a caminho do 'bom inverno'



nos dias em que reconheço a importância da exelência humana nos amigos talentosos, faço das palavras do melhor cronista do Jornal i as minhas palavras, enquanto espero ansiosa o novo livro do brilhante Prémio Saramago.

qual Roma qual quê?


A minutos de fechar os conteúdos do Porto e que partilharei em breve numa das minhas páginas sobre a cidade, não queria deixar de iniciar o dia com a alegria deste postal. Já sabem que abomino 'franchisings' e que a presença de um Caffè di Roma incomodou a minha passagem pelo Rato nos últimos anos. E observando a fatia da minha biblioteca, dedicada a cafés desaparecidos, não aceito nas minhas cidades cafés nem de Roma nem de lado nenhum. Fomos em tempos um país de tertúlias e a manutenção dos cafés desaparecidos manteria ainda mais viva um dos mais importantes legados culturais do nosso país, a literatura. Na salvação das memórias seria injusta se não agradecesse o postal do dito café italiano, em plena Rua Sá da Bandeira, em frente ao hotel onde tive o privilégio de ficar no Porto. Vá lá... desta vez houve o bom senso de modernizar 'a coisa'. E remato com a palavra de ordem, no caso de dúvida, o melhor é não fazerem nada.

01 setembro 2010

to blossom

31 agosto 2010

à fatia



lembram-se deste post que lancei na altura do Príncipe Real Live? para quem é amante das pizzas que abraçam o Tejo depois da praia, agora também o pode fazer de passagem pela lindíssima e cada vez mais poderosa Rua Dom Pedro V. mais aqui.

30 agosto 2010

PersonalTime Newsletter | Setembro 2010



De regresso à cidade, a inauguração do aclamado Pedro e o Lobo um restaurante que estende a outras cidades do Mundo. A nossa sugestão para hidratar os cabelos soltos ao vento ou um serviço que promete ser o melhor cúmplice na volta das crianças às aulas. O testemunho de Mafalda Pinto leite num tempo dedicado aos amigos e família e uma agenda onde se destaca o Fashion's Night Out Lisboa, uma iniciativa da Vogue que leva Lisboa às compras numa noite inesquecível. Ainda uma escapadela a terras de Florença e um elogio ao amor nas palavras de William Butler Yeats.

mergulhe na PersonalTime aqui e explore a newsletter deste mês aqui.

Porto alto


regresso à minha cidade inundada da excelência a que o Porto me elevou. tudo isso e a extensão de um orgulho maior, não apenas pelas novas moradas que trago comigo, mas pela dádiva das margens da ribeira, onde num postal de fim de tarde poderia morrer abraçada a um dos cenários mais bonitos do mundo.

no rasto do menino dourado II


já todos sabem que sou defensora do eixo Norte Sul para jantar na Quinta dos Frades. (não, não é tão longe como pensa e pelo eixo é porta à porta). mas o menino dourado agora está em Cascais, no Hemingway e continua mais talentoso que nunca. mais uma vez em breve numa das minhas páginas sobre a cidade.

26 agosto 2010

é cool é


esta cidade comove-me. nesta terra de cinzentos visionários, 'a cidade é um grande, um vasto objecto das emoções dos sonhos, ternuras e desperos que fazem a vida'.
em breve numa das minhas páginas sobre a cidade.

25 agosto 2010

é o cruzes credo

a extensão da Baixa está maior. num caminho iluminado até à Sé descobri o Cruzes Credo. ideal para pequeno almoço ou brunch, em breve numa das minhas páginas sobre a cidade.

24 agosto 2010

GQ l pelas ruas da cidade


No elogio do Chiado antigo
Não, não gosto de me repetir, mas há moradas que merecem um elogio mais extenso. A exclusividade é mais do que merecida, mas quando escrevo sobre o Chiado, confesso, a emoção alarga. Tudo porque em tempos fui uma menina de tranças pretas e há memórias que constroem a enorme paixão, que todos os dias me move a partilhar esta cidade. Nesses tempos Portugal estava longe de comprar brinquedos em grandes superfícies de centros comerciais dantescos, onde apenas entro para satisfazer algum capricho impossível nas ruas de Lisboa. Por momentos percorro a memória das tardes passadas na loja de brinquedos Bénard, hoje ocupada pela Du Pareil au Même (alguém se lembra?) ou por descer o Chiado com os meus pais até à Pastelaria Ferrari, onde me rendia ao batido de morango e às bolachas de framboesa que imortalizaram a montra desaparecida. Ainda os lanches de panquecas na Caravela, os milhares de brilhos e missangas da Casa Batalha ou a magia da perfumaria da Moda, que hoje seria uma das mais bonitas lojas do Mundo. Estas linhas não permitem todas as minhas lembranças, mas no elogio ao meu Chiado antigo e na extensão dos aromas inconfundíveis da Casa Pereira, a invasão das marcas espanholas deram espaço ao elevado Santini privilegiar também a capital. Único como apenas o Santini sabe ser, confirmo a excelência depois de ver a D. Lucília e a D. Larysa cortar a fruta no laboratório onde se fazem os gelados referência de tantas gerações portuguesas. Não vale a pena desistir da fila de espera (outra coisa não seria de esperar dada a qualidade dos ingredientes que nos leva a comer um gelado de olhos fechados) que é eficiente e vale os minutos para provar não apenas o famoso limão, morango, nata ou caramelo, mas também os novos sabores de limão com framboesas, doce de ovo com pinhão, laranja amarga com chocolate, limão com fios de chocolate, maracujá roxo ou pêssego paraguaio. Para o Inverno há surpresas quentes com direito ao melhor bolo de chocolate do mundo (sempre adorei a ousadia do nome) e a certeza da continuação das minhas pétalas por se enaltecer com histórias portuguesas, as memórias do meu querido Chiado antigo.
Santini Chiado
Rua do Carmo, 9 Lisboa
http://www.santini.pt/
Todos os dias das 10h às 24h
Gelados a partir de €2,5

Meu querido mês de Agosto
Sempre gostei de Lisboa no mês oito, onde navego com mais espaço na minha cidade. ‘Blow Up’ de Michelangelo Antonioni, ‘Uma Comédia Sexual Numa Noite de Verão’ de Woody Allen ou ‘Belleville Rendez-Vous’ de Sylvain Chomet fizeram algumas das noites quentes de Agosto, no cinema ao ar livre do Sky Bar. A morada não é nova mas foi remodelada e não poderia ter sido melhor companhia para quem ficou a aproveitar os fins de tarde de Lisboa. Numa varanda em ‘deck’ e muitos confortáveis almofadões onde nos encantamos a apreciar a Avenida, o Tejo, o Castelo, a Sé ou a Igreja de São Vicente de Fora, há ainda a desejada carta a preços convidativos: Vichissoise de rucola com iogurte, Salada de camarão com sabayon de manga (a minha preferida) ou de frango tandoori com ananás. Para aficionados, o Prego do lombo em bolo do caco, manteiga de alho (acompanhe com mostarda de Dijon). Há ainda Wraps recheados e nos quentes, Noodles de frango com gengibre. Para acompanhar de vinho a copo, o exclusivo Nectar on ice (Moet & Chandon Néctar Imperial e lima), Port Tonic (Porto Seco, tónica e limão) ou a Caipirinha frutos vermelhos (Porto seco, Martini Rosato, Cachaça e frutos vermelhos). Sem álcool os cocktails Cranberry Sour (Sumo de arando, lima e menta) ou o T Natura (Morango, ananás, laranja, lima e hortelã). Aproveite o Verão até ao final do tempo quente e prepare-se para o ano, já que a promessa é grande: o Sky Bar vai entrar em obras para continuar a surpreender as noites mais douradas de Lisboa.
Sky Bar
Restaurante Terraço, Tivoli Lisboa
Av. da Liberdade, 185
Tel. 21 319 8934
http://www.tivolihotels.com/
Todos os dias das 17h às 2h
Saladas a parir de € 10, SkyMenu €25

Tudo o que comemos conta
É o lema do novo livro de Geninha Varatojo, que tanto tem acompanhado as aventuras na cozinha do meu andar atlântico. Na procura de uma fusão vital com o universo, a sabedoria da Natureza num livro de receitas que nos ensina as dádivas desta gastronomia macrobiótica. Para tirar dúvidas haja também tempo provar os familiares e nutritivos almoços da autora, servidos numa deliciosa e informal casa de jantar do coração do Chiado.
Instituto Macrobiótica Portugal
Rua Anchieta 5 2ºE, Lisboa
Tel. 21 324 2290
http://www.e-macrobiotica.com/
Ariana Editores 34,80 €
Almoço completo €8 (é preciso reservar)

20 agosto 2010

koni store ao Chiado



Vamos por partes. 'Franchising' é uma palavra que me arrepia. Ao serviço da criatividade portuguesa não a aceito muito bem. Capricho da criação de conceitos do meu empreendorismo patriótico? Talvez. A Koni Store abriu no antigo espaço do florista Atmosphere. A loja era linda e se o Christophe voltar um dia talvez lhe dê qualquer coisa menos boa, ao ver no que foi transformada uma das mais bonitas lojas do Chiado. O espaço na minha opinião está mal conseguido e pormenores como o frigorífico ou as máquinas de cerveja à vista são impensáveis no meu conceito estético. Mas vamos aos 'konis'. Já sabia que iam atravessar o Atlântico (é a mais famosa loja de temakis do Brasil), mas a querida Time Out fez-me o favor de me lembrar e segui o conselho, porque não um lanche de temakis? Assim aconteceu na companhia do amigo mago (haja mais amigos destes com liberdade de tempo como eu). Com a desilusão que tive ao ver a transformação da Atmosphere confesso que fiquei de pé atrás... mas resolvi dar crédito à satisfação 'que é sempre igual à realidade menos a expectativa'. Os konis são excelentes nas versões que eu provei: o Hot Steel (steelhead salmon, cream cheese e palha de alho-francês em massa crocante de harumaki), o Roast Tuna (rosbife de atum crocante ao molho teriyaki) e o Krips (salmão, peas crocantes ao wasabi e palha de alho francês). Os ingredientes eram frescos, os temperos certos. Aconselho vivamente a prova urgente (também há konis de Nuttela e morangos frescos), nem que seja numa noite de Bairro Alto. E se o espaço incomoda o bom gosto do Chiado, a simpatia de quem lá trabalha e o horário até às duas da manhã, compensam com alguma condescendência a exigência que me move ao partilhar todos os dias esta cidade.

19 agosto 2010

é o Pedro e o Lobo


querem sentir um bocadinho de Nova Iorque escandinava em plena cidade atlântica? O novo restaurante Pedro e o Lobo abriu esta semana na antiga Lidja Kolovrat e já está a dar muito que falar. já fui duas vezes e adorei, não apenas pela arquitectura do espaço, mas também pela qualidade dos ingredientes, o amor que sai da cozinha e pela paixão com que somos recebidos. preparem-se para sabores memoráveis, como o tartare de manjericão, o gelado de iogurte grego, o crumble de gengibre ou o gelado de lima. prove, feche os olhos e diga com todas as letras: 'esta cidade é um espanto'.

nota
somos uma cidade de oportunidades, 'com muitos espaços a preencher' e muito ainda por fazer. aqui fica a minha gratidão a quem eleva a minha Lisboa ao nível de outras cidades do Mundo. obrigada.

mais em breve numa das minhas páginas sobre a cidade.

16 agosto 2010

A cidade na ponta dos dedos l Enquanto Lisboa se incendeia


clique na imagem ou se é assinante aqui.

O sonho realizado da extensão do Santini à capital, um encontro de amigas num pecado que mora ao lado e uma cadeira para realizar os desejos cénicos dos dias quentes que se fazem sentir.

publicado a 7 de Agosto na Revista Única do Expresso.

14 agosto 2010

mais perto de Istambul


um museu da inocência ou o intenso amor de Kemal por Füsun através de um cão de porcelana que encima a televisão, dedais, brincos, bilhetes de cinema, frascos de perfume, vestidos, garrafas de refrigerante, maços vazios de cigarros, sapatos, fotografias, lenços e 4213 beatas de cigarro fumadas em muitas páginas (na minha opinião páginas a mais) de um amor em vias de extinção.

02 agosto 2010

PersonalTime Newsletter | Agosto 2010



Retenho-me na velocidade das palavras de António Gedeão, enquanto libertamos com entusiasmo a nossa newsletter de Agosto. De ‘lambreta’ ou não, é tempo de provar os maravilhosos gelados do Santini que assentou finalmente arraias no Chiado e de conseguir comprar os bilhetes para o tão aclamado concerto dos U2. Brilhos Bobby Brown para peles douradas e o testemunho do chefe que faz acontecer todos os dias a fama da Bica do Sapato. Ainda uma agenda privilegiada, uma escapadela às areias da arábia e ainda as palavras de Pessoa num poema que se elogia os fins de tarde de Verão.

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28 julho 2010

GQ l pelas ruas da cidade



E Madrid aqui tão perto
António Requeni, Virginia Woolf, José Ángel Valente, Cui Xingzong, Juan Rulfo, Júlio Cortazar ou Michel de Montaigne. Com a mesma transversalidade viajante das palavras de escritores espanhóis, franceses, ingleses ou argentinos, param neste hotel da avenida de excelência de Madrid, muitos outros viajantes do mundo. Mais do que um cartão-de-visita de uma das capitais mais animadas da Europa, este hotel do grupo Habitat edificou-se na reconstrução de um edifício de 1917 originando uma morada obrigatória, não apenas para dormir ou sonhar, mas para viver uns dos mais famosos drinks after business da ‘la movida’. O hotel transpira lindíssimos ferros forjados, o mobiliário é contemporâneo e no bar com montras grandes existem cadeiras de baloiço da Eames, cor de fogo. Por estar na zona dos teatros o De Las Letras é uma morada que abraça a cultura da cidade, a arte e a literatura e na hora do descanso há ainda direito a dormir com o abraço dos poemas de Pablo Neruda. Para continuar a testemunhar bom urbanismo na cidade, não perca o Mercado de San Miguel – e aqui imagino que bom seria fazer o mesmo do Mercado da Ribeira - um antigo mercado transformado numa das moradas mais vivas da cidade, onde as antigas bancas do peixe e das hortaliças dão espaço a bancas de ‘tapas’. O bom gosto lembra-me o que a Catarina Portas tem feito por cá e na experiência onde até há espaço para uma livraria, há ainda tempo para uma banca onde nos estendemos além fronteiras, com a possibilidade de beber um café do nosso Sr. Nabeiro ou as estrondosas bolachas portuguesas da Casa Fina.
De Las Letras
Gran Via, 11 Madrid
Tel. 21 390 71 70
www.atmospherehotels.pt
A partir de €113

A cidade contagiante
A beleza serena do Hospes Madrid ocupa um edifício de 1883 e acolhe como vizinho um dos restaurantes mais desejados da energia desta cidade, o Ramsés, um restaurante com a assinatura de Philipe Starck. Como ponto de partida para a aclamada vibração madrilena, nesta morada há sorrisos escondidos e uma localização fora de série. O descanso no coração da cidade merece a sublimação das cores suaves com as madeiras antigas e momentos rasgados pelo mobiliário contemporâneo. Os quartos são enormes e fui surpreendida pelos ‘amenities’ da marca grega da Korres, que tanto usei nos meus dias vividos em terras de Helena. Na senda das cores suaves há ainda um Spa e um terraço onde corre a brisa mais fresca dos fins de tarde, ideal para uma bebida antes da noite cair. Na partilha das minhas sugestões não deixe de provar as ‘tapas’ Juana La Loca em frente à igreja da Latina, ou de jantar no bonito, bom e barato Bazar na Calle Libertat, uma das melhores experiências que tive nesta cidade. Se lhe pedirem dez minutos de espera aproveite e beba uma ‘caña’ e uma ‘croqueta’ no Bocaíto, um balcão obrigatório dos petiscos madrilenos. Para uma experiência mais sofisticada não perca o exuberante restaurante Le Marquis, ou o recente espaço do grupo Tragaluz, o restaurante Bar Tomate, o mais novo e desejado spot da cidade.
Hospes Madrid
Plaza de la Independencia, 3 Madrid
Tel. 21 390 71 70
www.atmospherehotels.pt
A partir de € 150

Os melhores que alguma vez provei
A moda pegou e está para durar. Depois da Tease ou da Cupcakes Bazar em Lisboa rendi-me ao ‘cupcake’ de cenoura biológica e ‘dolce de leche’ que provei nesta cafetaria em Malazaña. Além dos badalados bolos há ainda cachorros quentes, batidos frescos e para quem gosta a rara coca-cola de baunilha. Mas a nota mais alta vai para a genialidade do espaço uma autêntica viagem no tempo onde as fardas e os detalhes remontam aos anos cinquenta, com tanto sucesso que as filas de espera acompanham as curvas de uma das ruas mais sexys da cidade movida.
Happy Day Bakery Coffee
Calle Espiritu Santo, 11 Madrid
Tel. +34 667 201 169

GQ l ainda em terras árabes



Armani, um hotel do mundo
Conhecendo as minhas gavetas mais líricas e o crescente abraço a um estilo de vida mais orgânico, muitos foram os que me perguntaram sobre a minha visita ao Dubai. Mesmo sem a causa que me transportou aos Emirados Árabes Unidos - a de escrever sobre o novo hotel Armani - a resposta foi simples: ‘tomar conhecimento do mundo’. As viagens enaltecem a nossa erudição e a nossa extensão de universo por isso é sempre abençoada, qualquer que seja a partida do aeroporto da Portela. Por mais que não tenha sentido a a mais pura energia vital, não posso negar a visão da família Maktoum e capacidades do Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum - o Primeiro-Ministro e Vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos. Concordâncias culturais, sonhos de betão e trabalhadores do mundo inteiro bem ou mal pagos à parte, a mais alta torre do mundo, onde habita o hotel Armani Dubai foi inspiradas numa flor do deserto, a Hymenocallis que transpira tanta elegância como o primeiro hotel do designer italiano. Inovação em hospitalidade, design, estética e estilo são os ingredientes do hotel mais desejado do Dubai, o primeiro de uma rede que se irá estender já em 2011 a Milão, Marrocos e Egipto. E dizia-me um viajante português que se rendeu ao mundo árabe, na tarefa de construir aeroportos, que no Dubai tomamos a consciência de que o mundo é pequeno. A menção homenageia as muitas nacionalidades que habitam a cidade e que testemunho enquanto percorro o hotel, as quais não enuncio para poupar as linhas deste texto. 701 viajantes do mundo, com vestes esvoaçantes negras, cor de bronze ou marfim, servem 160 quartos e suites, fazendo da hospitalidade do hotel um cartão de visita de luxo. Além de uma hospitalidade fora de série onde a recepção é substituída por um ‘lifestyle manager’ pessoal, testemunhei um hotel com tecnologia de ponta em tons suaves e elegantes, o qual tenho a certeza será uma referência da história hotelaria dos próximos anos.
Armani Hotel Dubai
Tel. +971 4 303 4222
www.armanihotels.com
A partir de €375

Mediterrâneo
Como um elogio à palavra descrição, o primeiro hotel Armani é uma referência de convívio para os emiratis ou estrangeiros que vivem na terra dourada. Além do clube nocturno Armani Privé, o Armani Spa, o bar Armani Lounge com vista para a fonte do Dubai, a boutique de acessórios de alta-costura exclusivos Armani Galleria, a loja com selecção de doces e chocolates Armani Dolci e uma boutique com arranjos de flores frescas a Armani Fiori, há ainda uma família de restaurantes para todos os gostos. O restaurante indiano Amal, o japonês Hashi e o Peck complementam as duas grandes estrelas do hotel, o Mediterrâneo e o Armani Ristorante. O Mediterrâneo tem o privilégio de ter como chefe e subchefe os portugueses Pedro Baroso e Jorge Costa, ambos vindos do Hotel da Penha Longa, restaurante também responsável pelo pequeno-almoço mais bonito que alguma vez vi. Linhas direitas, minimalismo, frascos transparentes de vidro rectilíneos, muitos produtos orgânicos, pastelaria e padaria caseira e de extraordinária qualidade juntam-se à bebida de boas vindas, um sumo de manga, laranja e gengibre e os pedidos à carta, como as panquecas ou os melhores e mais bonitos ovos ‘Benedict’ que alguma vez provei.

Armani Ristorante
O restaurante de assinatura, o Armani Ristorante é uma experiência que vale as horas de avião para chegar à cidade que abraça as águas arábicas. O chefe Alessandro Salvatico e o chefe de sala Lorenzo transpiram charme italiano, no meio de uma equipa de empregados que mais parece saído de uma passagem de modelos. Com grandes janelas e mesas circulares fui surpreendida por um menu degustação, o ponto alto da minha experiência Armani. Ravioli de carne assada e molho de trufas, ‘Burratina’ de queijo com legumes e manjericão, Risoto de açafrão com osso buco, Robalo com ‘caponata’ tradicional sicilana e azeite balsâmico. Para meu espanto - e confesso que seria difícil surpreenderem-me já que a qualidade da prova tinha já alcançado o céu - uma sobremesa que se apresentava quase como uma pérola gigante, conseguida por uma massa de açúcar soprada com a mesma técnica do sopro do vidro. Divinamente recheada e baptizada de ‘Baverese recheada de creme de baunilha, violetas e sorvete de cassis’, justifica a arrojada folha de ouro como cereja no fim do bolo.
Armani Hotel Dubai
Tel. +971 4 303 4222
www.armanihotels.com
Pequenos-almoços partir de €30
Almoços e Jantares a partir €40

O Dubai em formas árabes
O hotel The Palace Old Town vale as cinco estrelas que o categorizam. Além de ser um dos mais charmosos hotéis do Dubai, é uma celebração perfeita do estilo árabe nos Emirados Árabes Unidos. O carisma do Spa e o sucesso do restaurante Asado que faz as delícias dos locais tem um pequeno-almoço transversal que eleva as culturas que constroem esta cidade. Além do pequeno-almoço continental, com direito a muesli orgânico sem glúten (nunca tinha visto em nenhum hotel do mundo) as especialidades árabes desdobram-se na descoberta dos sabores do Queijo Sambousek, a Sopa de lentilhas castanhas, o Cordeiro Kibleeh, variados doces árabes ou o delicioso pudim de pão A experiência é elevada quando ousamos experimentar a Masala ou a Paratha indiana, um género de panqueca de massa de arroz recheada com os condimentos escolhidos no momento. O Bolo de tâmara faz e o mel retirado directamente da colmeia fazem acontecer uma das moradas mais movimentadas do centro da cidade.
The Palace Old Town
Emaar Boulevard, The Old Town Island, Downtown, Dubai
Tel. +971 4 4287888
www.theaddress.com

O japonês do mundo
Conhecido como um dos melhores e mais bonitos japoneses do mundo, o Zuma nasceu em Londres pela ideia do alemão Rainer Becker e hoje marca também presença na cidade de Hong Kong, Istambul, Miami e Dubai. Volto a confirmar a irreverência do japonês que alia à tradição e sem medo muitos sabores ousados. As especialidades passam pela entrada ‘Ika no kari kari age’, um prato de crocantes lulas fritas com pimenta e lima, Sushi e Sashimi variados, com leves toques de cozinha do mundo, os famosos pratos de assinatura, para finalizar sempre com a selecção de doces Zuma, uma taça de madeira coberta de gelo e com pequenas sobremesas que atravessam os sabores do bolo de chocolate derretido, o doce de banana ou o sorvete de framboesa. Com a informação de que o Zuma querer estender-se à Europa, não me despedi sem deixar a provocação de que seria bem-vindo ao espaço do antigo Vírgula, um dos mais privilegiados espaços da restauração, à beira do nosso Tejo.
Zuma
Gate Village, 6 Dubai
Tel. +971 4 425 5660
www.zumarestaurante.com
A partir de €50

26 julho 2010

gelatatui


para ter o privilégio de entrar no laboratório (sim, de fábrica nada tem) do Santini faço quase tudo. inclusivamente levantar-me antes das sete da manhã, para vestir o belo modelinho, num dia em que nem a brisa salva o andar atlântico.

brevemente numa das minhas páginas sobre a cidade.

22 julho 2010

a palavra liberdade

apanhei isto numa navegação matinal e acho importante partilhar. também já dei para este peditório e aprendi que sem medo de sermos donos do nosso tempo, o ouro vem sempre. hoje vivo segundo alguns 'no limbo da insegurança' (?) e fico triste pelos que não percebem que o melhor contrato que se pode ter é o nosso empenho e qualidade. não me sacrifico por subsídios de férias, nem prisões das nove às sete e isso não tem qualquer preço na qualidade da minha vida. sorte porque a vida me tem corrido bem? eu prefiro chamar-lhe trabalho e confiança. a verdade é que não ambiciono um BMW, não tenho nada contra as escolas C+S's, o Belmiro destruiu o comércio das ruas da cidade e quanto aos 300 m2 chegam-me os 95, mas não dispenso a vista sobre o Tejo. no final de tudo haja saúde, o mais importante. :-)

21 julho 2010

pessoas e palavras



vá, não vale a pena trabalhar tanto. largue tudo e corra que ainda tem cinco minutos para ouvir Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Castro Alves, Sophia de Mello Breyner,Vinicius de Moraes, João Guimarães Rosa, Amália Rodrigues, poetas africanos, Manuel Bandeira, Padre António Vieira, Clarice Lispector ou Mário de Andrade entre outros na voz de Maria Bethânia. Sim leu bem. Maria Bethânia.

começa às 17h30, a entrada é livre, no limite dos lugares disponíveis. mais aqui.
se não conseguir ir compense aqui.

17 julho 2010

'elas'



'Consideram agora vossas excelências que a ordenação de mulheres é uma das ofensas mais graves e que merece excomunhão. No documento enviado a todos os bispos, incluem a mulher ordenada na mesma lista de crimes do padre pedófilo. Ter uma vagina enquanto se dá missa torna-se tão condenável como violentar crianças. Bem sabemos que vossas excelências embirraram com a mulher desde o início – a costeleta do macho, a mordedora de fruta com o bicho da curiosidade, a instigadora da desgraça masculina. Daí em diante a mulher ou é santa ou é para a fogueira. Esse vosso medinho das fêmeas, essa repressão nas virilhas, essa pulsão para controlar e proibir, tudo isso corrompe mais que um trio debochado numa cama de água. Vossas excelências deveriam sair mais de casa. Conheçam mulheres, falem com elas, observem como os gestos prosaicos se tornam imensos na beleza e na bondade. Olhem para o cabelo de morango ruivo da Rita Hayworth, para a graciosidade de um pulso, para as mãos das vossas mães que, embora amachucadas pela velhice, são ainda a vossa casa. Oiçam a viciosa Billie Holiday, cobicem o sorriso menor de idade de Mariel Hemingway no filme “Manhattan”, admirem a mulher que passa na rua com espanto e gratidão, jamais com pedras, com baba ou amargura. Esqueçam os medos, a mordaça e o bairro de nuvens celestiais e vida eterna, porque aquilo que teremos de mais próximo do paraíso está numa só frase, numa mecha de cabelo, num ataque de cócegas, no lençol branco lançado sobre a cama, no mais importante mistério da fé: elas'.

'uma carta ao Vaticano' de Hugo Gonçalves para o jornal i. mais aqui.

invictus


out of the night that covers me,
black as the pit from pole to pole,
i thank whatever gods may be
for my unconquerable soul.

in the fell clutch of circumstance
i have not winced nor cried aloud.
under the bludgeonings of chance
my head is bloody, but unbowed.

beyond this place of wrath and tears
looms but the horror of the shade,
and yet the menace of the years
finds, and shall find, me unafraid.

it matters not how strait the gate,
how charged with punishments the scroll.
i am the master of my fate:
i am the captain of my soul.

14 julho 2010

o sonho das cerejas


'sabem uma coisa?
deste-nos florestas enormes, campos infinitos, horizontes sem fim,
e por isso tudo, nós, vivendo aqui,

devíamos ser autênticos gigantes'

07 julho 2010

A cidade na ponta dos dedos l A cidade a céu aberto


clique na imagem ou se é assinante aqui.

A nova esplanada da Bica do Sapato, uma homenagem à natureza no coração de Santos-o-Velho e uma bebida que promete revolucionar as hormonas da cidade em tempo de verão.

publicado a 3 de Julho na Revista Única do Expresso.

na senda do deserto

para quem acompanha este blog já sabe que não gostei, não gosto e jamais gostarei do Dubai. Se por um lado admiro a capacidade de concretização da família Al Maktoum não posso deixar de achar que o que acontece por lá é a antítese do que eu acho ser a nossa vida na terra: uma fusão com a natureza. de qualquer maneira, viajar serve para estendermos a nossa erudição e conhecimento. não tem de ser a viagem da nossa vida. sobre o hotel Armani, que me levou aos Emirados Árabes Unidos, a certeza de que será uma grande referência da hotelaria mundial. aqui fica o testemunho escrito para a revista Fora de Série do Diário Económico.



Viajar para terras de areia transporta-me sempre para o ‘Chá do Deserto’ de Bernardo Bertolucci. A imensidão do silêncio, os desenhos construídos pelo movimento da terra ou as cores quentes que me enaltecem os sentidos levaram-me ao deserto, com a certeza de que não assinaria por baixo o diálogo de Debra Winger e John Malkovich, com Campbell Scott. No destino da viagem às areias da Arábia, o encontro com o primeiro hotel Armani, situado no Burj Khalifa, o mais alto edifício do mundo. O Hotel Armani Dubai - o primeiro de uma rede que se quer estender em 2011 a Milão, Egipto e Marrocos - foi desenhado pelo Skidmore, Owings, & Merrill, os mesmos que desenharam as Sears Tower em Chicago e a Freedom Tower em Nova Iorque. Inspirado numa flor do deserto, a Hymenocallis, o Burj Khalifa que ultrapassou o edifício Taipei 101, tem uma altura de 828 metros, possíveis de serem percorridos pelo elevador mais rápido do mundo, a 18 m/s (65 km/h, 40 mph), sem qualquer sensação de movimento durante a viagem.

‘Stay with Armani’
Inovação em hospitalidade, design, estética e estilo são os lemas do conceito ‘Stay with Armani’, que acompanha toda a imagem do hotel, com morada nos primeiros oito pisos, assim como no trigésimo oitavo e nono andares do Burj Kalhifa. A segurança é garantida pela paragem de qualquer carro ou peão que faça o percurso que separa as ruas da cidade, da entrada do hotel. Abrem a porta do carro dois homens vestidos com calças e camisolas pretas que pelos cânones de beleza, parecem saídos de um catálogo de Giorgio Armani. Seguem-se mais dois para abrir as portas de entrada e impressiono-me com a elegância do ‘lobby’. Antes de ter tempo para me dirigir a qualquer recepção, sou surpreendida pela simpatia de uma recepcionista, vestida de Armani (todas as fardas foram desenhadas pelo designer italiano) que me pede para aguardar num dos sofás estofados a seda. Espero três minutos e enquanto olho para um dois balcões do lado direito e esquerdo, verifico que o conceito de recepção é inexistente, quando sou novamente cumprimentada, desta vez pela minha ‘lifestyle manager’, a Anne, uma francesa que me leva directa para uma suite no sétimo andar. Apercebo-me do conceito instituído pelo ‘Mr. Armani’, como lhe chamam as muitas nacionalidades que trabalham neste hotel. A minha suite é a número 725 e além de duas casas de banho, um quarto, uma sala e ainda um terraço onde posso dar festas privadas. Numa das mesas da sala esperam-me flores e morangos frescos com opção de os provar com açúcar em forma de neve ou natas batidas que parecem veludo. A Anne explica o conceito de ‘lifestyle manager’ - que tem como intenção um serviço mais personalizado e próximo do cliente - enquanto me ensina todas as funções de um comando que exibe o logotipo Armani. Será a partir deste comando que farei quase tudo dentro da suite: abrir e fechar as cortinas, fechar e acender luzes ou carregar num botão para o ‘lifestyle manager’ vir ao quarto ou ligar-me de volta. O quarto exibe cores que se estendem ao chocolate dos armários, ao bronze das sedas usadas nas paredes forradas a tecido, nos estofos e cortinas até à cor de areia que impera o ambiente das casas de banho. Tudo é sóbrio, tudo é muito simples e elegante. Na casa de banho reparo nos cotonetes invulgarmente negros serem mais compridos do que o normal e na forma do sabonete, uma pedra cor de fogo que nos transporta ao fundo do mar. Diferente do habitual, todo o serviço de bar - bebidas, aperitivos e chocolates Armani - é para o cliente usufruir sem qualquer custo. As bebidas alcoólicas são apenas possíveis por ‘room service’, altamente compensado com vários tipos de água como a norueguesa Voss ou a qualidade dos sumos biológicos. Há ainda Nespresso e chá à descrição e chocolates onde impera a marca Armani.

Setecentos e um empregados para cento e sessenta quartos
Mais de quatro empregados por quarto estendem-se por nacionalidades que atravessam países como Suécia, Itália, Índia, Bangladesh, Egipto, França ou Paquistão entre tantos outros. Nas áreas comuns destaca-se o Armani Lounge com vista para a aclamada fonte do Dubai, ideal para um aperitivo ou ‘drink after business’ sempre servido por empregadas elegantes, que se movem com um vestido que facilmente usaria num cocktail em Portugal. O mesmo acontece na elegância dos vestidos de modelo quimono das discretas e também bonitas empregadas de limpeza, sempre presentes já que os Emiratis são obcecados pelo brilho. (pode-se ver às seis da manhã homens a limpar os carris do metro com a mesma facilidade que confirmamos os setenta por cento de humidade do ar). Neste piso térreo há ainda a Armani Galleria, uma boutique de acessórios de alta-costura exclusivos, a Armani Dolci, uma loja com selecção de doces e chocolates e a Armani Fiori, uma boutique floral com arranjos de flores frescas pensados por Giorgio Armani.

Os olhos também comem
Com a certeza que foi o ‘buffet’ de pequeno-almoço mais bonito que alguma vez experienciei, os produtos são de extraordinária qualidade e toda a padaria e pastelaria (aspecto fora de série e continuamente reposta, por uma sombra da equipa Armani) é feita dentro de portas. O restaurante ‘Mediterraneo’ onde também são servidos os pequenos-almoços têm assinatura portuguesa, pelo talento de Pedro Baroso e Jorge Costa, chefe e subchefe (ambos ex-Penha Longa) que fazem as honras da casa e confirmam o charme lusitano além fronteiras, enquanto cumprimentam alguns clientes habituais. Empregados de calças esvoaçantes cor de estanho trazem como bebida de boas vindas, um delicioso sumo de manga laranja e gengibre, chá ou café e ainda um tabuleiro cromado, com torradas acabadas de fazer protegidas por um pano de linho. No objectivo de comer tudo o mais fresco possível, estrondosos ovos ‘Benedict’ ou panquecas com doce acabadas de fazer, pedem-se à carta.
Do outro lado do Armani Lounge está o Armani Ristorante a comando do carismático italiano Alessandro Salvatico. Com grandes janelas e mesas circulares, foi a melhor refeição que fiz no Dubai com nota vinte para a sobremesa, ‘Baverese alla vanilla, crema alle viole, sorbetto al cassis’ talvez a mais bonita e melhor que alguma vez provei na minha vida. O restaurante indiano Amal, o japonês Hashi e o Peck complementam a oferta de restauração do hotel. Há ainda espaço para um Spa e para o club Armani Privé, uma discoteca aberta até às três da manhã e com entrada directa a partir do exterior, onde emiratis e estrangeiros gozam momentos de libertação através da música e o maior ecrã do mundo, alguma vez colocado num local nocturno.

Na profundidade de uma cidade construída sobre as areias do deserto, a cumplicidade do olhar dos que constroem esta cidade é retida nos sorrisos de povos simples que contrastam com o que as inimagináveis ambições do homem. Na beleza da simplicidade e sem qualquer dúvida que a nova aposta de Giorgio Armani será uma referência de qualidade extraordinária na hotelaria mundial, retenho ainda nesta experiência arábica, as palavras do poeta José Tolentino Mendonça, que tanto me acompanhou nestes dias de visita ao Dubai. ‘Perdemos repentinamente, a profundidade dos campos, os enigmas singulares, a claridade que juramos conservar, mas levamos anos a esquecer alguém que apenas nos olhou’.
Armani Hotel Dubai
Tel. +971 4 303 4222
www.armanihotels.com
A partir de €375

Na pureza da experiência arábica
A quarenta e cinco minutos da cidade, situado nos duzentos e vinte e cinco quilómetros da Reserva do Deserto do Dubai, o Al Maha Desert Resort & Spa é uma fuga privilegiada na fusão com a natureza. O paraíso pertence ao ‘The Leading Smal Hotels of the World’, com morada num antigo campo Beduíno foi galardoado com inúmeros prémios internacionais, incluindo o importante National Geographic Traveller & Conservation International. As suites espaçadas umas das outras com piscina privada e com vista para as dunas ou para as montanhas Hajar, parecem tendas montadas num oásis do deserto e permitem a observação de mais de trinta e três mamíferos e répteis e mais de cem espécies de pássaros. Todas as refeições são feitas dentro de portas, as quais podem ser feitas no restaurante‘Al Diwwaan’, no ‘deck’ privado das suites ou no meio na beleza das dunas se o calor permitir. A bênção deste oásis estende-se ainda as caminhadas no deserto, passeios a cavalo ou de camelo, observação de falcões, ou a uma revigorante aula de ioga ao nascer do Sol.
Al Maha Desert Resort & Spa
Tel. +971 4 303 4222
www.emirateshotelsresorts.com/al-maha
A partir de €650

Não deixe o Dubai sem observar os locais no Dubai Mall, sentado no restaurante Switch decorado pelo designer egípcio Karim Rashid, visitar a zona de Deira através de abras (pequenos barcos que os passageiros usam para atravessar o estuário de Dubai, entre as estações abra em Bastakiya e Baniyas Road), jantar no restaurante argentino do The Palace Old Town ou no internacionalmente conhecido japonês Zuma uma das moradas mais emocionantes da restauração do Dubai. Os melhores meses para não apanhar temperaturas elevadas são de Outubro a Abril.

05 julho 2010

PersonalTime Newsletter | Julho 2010



Num mês em que José Saramago parte do nosso mundo retenho as suas palavras, quando dizia que o seu empenho está em não separar o escritor da pessoa que era. Com a partilha de uma das suas grandes mensagens, na última página desta newseltter de Julho estendemo-nos ainda na margem do Tejo com a nova esplanada de um dos cartões-de-visita da cidade. Ainda, todos os seus desejos em tempos de praia, uma linha de cosméticos que homenageia a natureza, uma viagem mais perto do céu ou o testemunho intenso em tempos de verão de um chefe viajante. Uma agenda que retém o concerto de Maria Bethânia no Cascais CoolJazzFest e ainda uma viagem que promete sonhos no maior edifício do mundo.

mergulhe na PersonalTime aqui e explore a newsletter deste mês aqui.

01 julho 2010

o anjo mudo



percorro-a há anos, como se esperasse não sei bem o quê - como se nessa espera, um dia acabasse por se me relevar uma outra cidade, ou um outro rosto se me incendiasse nos dedos, ou uma ruela apercebida ao fundo de um sonho se chamasse Travessa da Espera, ou uma paixão qualquer, ali ao Príncipe Real.