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30 junho 2011

Vogue l Saída de Emergência l receber de mãos abertas





abra a Saída de Emergência aqui.

28 junho 2011

24 junho 2011

22 junho 2011

eu conheço o teu canto



não. jamais poderia colocar nesta morada o som que a Leica registou. a morada cénica, a imortalidade do claustro, a presença das gaivotas de veludo, que me libertavam de novo a um caminho que apenas se vive em frente.

o homem. (a verdade da distância mas também) a prensença e a entrega de um homem 'com quem aprendi a ver aquilo que dentro de nós existe e não sabia'. a beleza do sagrado, o toque puro do divino numa noite que nada mais me retém, senão no abraço do previlégio.

as palavras abrem portas
e nelas toco com 'o poder ainda puro das tuas mãos
um caminho que passa e não passa por aqui'.

o tempo é uma palavra de mãos abertas e por isso te peço que o uses para me contares dos lugares por onde viajaste e foste feliz, muito feliz.´

conta-me, eu sei quanto amaste a luz, o vento, o sal nas pontas dos dedos, o muito silêncio que trazia a madrugada. senta-te aqui comigo e dá-me a única coisa que não perderemos e que é a penumbra, o veludo e o sol que habitam essa voz que conheço como um rio e à qual regresso.
eu escuto, conta-me o que emudeceu a tua alma, o que a fez transbordar, o que abandonaste, o que guardaste contigo.
conta-me, abre devagar a porta. eu espero. eu conheço o teu canto.


hoje
da minha janela alcanço todo o azul do Mediterrâneo que me foi dado. é um azul de barcos, gaivotas de asas abertas, cheiro de pinheiros e cigarras no silêncio do anoitecer. é um azul cálido, de ondas ocultas, canções antigas, encontros e desencontros de amor.
se nos calarmos, veremos emudecer o mundo.


e então seremos apenas o essencial.

17 junho 2011

mais um Wallpeople Lisboa



dia 2 de Julho das 17h às 19h. explorem aqui, aqui e aqui

arraiais ao rubro



sempre adorei bailinhos e arraiais mas não é todos os dias que se conhece o Roberto Leal. no meu lado mais vernáculo é um espanto ver a minha cidade acontecer em forma de alegria contagiante num dos mais bonitos jardins do Principe Real. a culpa é de um senhor que há muito tem a partilha como estandarte de vida, recebe como niguém (deu direito a pipoca, fartura e sardinha e imagine-se ao tão sonhado algodão doce) e tem um sorriso do tamanho do mundo. hajam mais lisboetas assim. miss Lisboa agradece.

Vogue l Saída de Emergência l No limbo da genialidade




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16 junho 2011

se faz favor de não perder



um dos estandartes das Festas de Lisboa.
Rui de Luna, uma referência da música clássica e uma das grandes vozes mozartianas da atualidade, apresenta o seu novo projeto ALMA LATINA, uma viagem muito especial pelo mundo da música lírico/popular de cariz latino, num espetáculo nos fabulosos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, no dia 21 de Junho às 21h30.

Partindo de um original projeto, este concerto, único, vai enriquecer este lugar mágico, cruzando uma magnífica voz de barítono com a sonoridade da guitarra portuguesa. No espetáculo vai ser dada alma ao património musical latino, com especial destaque para as Canções Napolitanas, os Tangos de Carlos Gardel e de Piazzolla, passando por uma merecida homenagem aos artistas nacionais, tais como Tomaz Alcaide, Alexandre Rey Colaço, Amélia Muge, Luís Tinoco, e Xutos e Pontapés, entre outros.

Esta viagem musical terá como suporte o ensemble Alma Latina, constituído por sete destacados músicos do panorama nacional e internacional, com origens e experiência em áreas musicais tão diversas como o fado, o jazz, o tango ou a música clássica. No espetáculo e na digressão que se seguirá serão dirigidos pelo pianista Hélder Godinho, com a participação especial do argentino Ramón Maschio.

E porque a Alma Latina também é feminina, o concerto conta com a participação especial da fadista Mafalda Arnauth, em dueto com Rui de Luna, e da atriz Sofia Aparício que dará voz a obras de poetas portugueses.

Compre aqui.



um dos temas a ser tocado dia 21 de Junho nos Jerónimos. Ramon Maschio na direcção dos Tangos Argentinos, Libertango de Astor Piazzolla.

15 junho 2011

alfaite lisboeta em chinês, sim em chinês



'solta o cabelo e olha mais longe', disseste-me.

assim como quem te observa de perto no orgulho ferido dos que ainda não reparam em ti como mereces, ou num espaço imenso onde te vejo abrir as asas.

vejam a nova versão do Alfaiate Lisboeta aqui.

14 junho 2011

A cidade na ponta dos dedos l o verão em estado líquido




Na chegada do tempo quente, pontos de encontro com o chá na baixa do Porto, um esconderijo de gelados em Lisboa e uma bebida iluminada.

Muito mais que a hora do chá
Abriu em forma de salão de chá mas também serve almoços e jantares no final da semana. Com assinatura de Paulo Lobo, o design dos interiores suaves é destacado pela irreverente biblioteca com lombadas ao contrário e pelos enormes blocos suspensos no fundo da sala para as crianças desenharem à vontade. Nas sugestões da casa existem sempre dois pratos quentes que passam pelo peixe, carne ou vegetariano, sandes e saladas. Para o lanche não falta o homenageado chá quente ou gelado (também com uma opção de takeaway ao estilo de copo americano), scones e bolos caseiros. É ainda possível comprar infusões ou tisanas ao quilo ou bolachas artesanais de gengibre, laranja, alfazema ou alecrim. Ao domingo abre para brunch.
Tea Point
Largo de São Domingos, 78 Porto
Tel. 22 093 4077
Seg a Qui das 12h – 19h
Sex e Sáb 12h – 00h
Dom 12h30 – 16h30

Aqui há gelados com coração líquido
Tem sido um segredo bem guardado e se ainda não deu por ele, não deixe de saborear os gelados no Secret Sensations Lounge. Entre o Príncipe Real e o Bairro Alto goze o ultimo fim de semana da esplanada com direito a redes e uma piscina de almofadões com vista sobre o rio, num cenário de música e projeção de imagens ao ar livre. A ideia foi da Häagen-Dazs que decidiu mimar Lisboa no lançamento dos sabores ‘crème brûlée’ com pequenos e crocantes pedaços de caramelo e o ‘chocolat fondant’ com pequenos e delicados pedaços de biscoito de chocolate, ambos com corações de caramelo e chocolate líquido respectivamente. Há ainda direito a cafés e chás, batidos e cocktails originais feitos com gelado.
Secret Sensations Lounge
Jardim do Palácio Braamcamp,
Pátio do Tijolo, 25, Lisboa
Sáb e Dom 15h – 23h

A primeira Bebida cosmética no mundo
A Sunlover tem zero calorias há quem lhe chame a primeira bebida cosmética do mundo. Não apenas refrescante e saudável, promete também revolucionar a luminosidade da pele. Com a função de vitaminar e hidratar também combate o stress oxidativo e as rugas. Mas há mais, acelera o bronzeado com a garantia de intensidade, uniformidade e longa duração e tem ainda a propriedade de reduzir os danos da poluição do fumo e do tabaco.
Sunlover
Fontana Parque Hotel
Rua Eng. Vieira da Silva, 2 Lisboa
Tel. 210 410 600
www.fontanaparkhotel.com
Forte de São João
Avenida Brasil
4480 Vila do Conde
Tel. 252 240 600
www.forte.com.pt
P.V.P recomendado € 1,90

09 junho 2011

Vogue l Saída de Emergência l No elogio da Atlanticidade




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07 junho 2011

GQ l o homem que mudou o Porto


O marcante percurso de Paulo Lobo conta já com vinte cinco anos de carreira e é com certeza também à sua assinatura que se deve a velocidade do bom crescimento de muitos dos espaços de lazer do Porto. A ele se devem muitos dos interiores extraordinários de restaurantes como o Buhle – aclamado pela revista Wallpapper – o Shis ou o Cafeina. Ainda o Porto Palácio Hotel, o recente bar Twin’s na Baixa, o Faz Gostos ou o recém inaugurado Solar do Vinho do Porto em Lisboa.



O céu rasgava-se a tons de cinzento e azul sustentado pela beleza da Alfandega do Porto. Mesmo em frente ao edifício com o mesmo nome e que receberia o Portugal Fashion nesses dias, Paulo Lobo recebeu-me no seu novo atelier. O chão move-me os passos sobre as pedras da rua e toco à campainha. A porta abre-se sobre as arcadas e descubro a imensidão do antigo armazém de químicos que Paulo Lobo recuperou em imaculados tons de branco. Os tijolos de alvenaria postos a salvo mantêm o pulsar do edifício e nesta grande entrada somos captados pelo espaço vazio mas que nos convida a um outro mundo, onde todas as formas terão liberdade para se desenvolverem sem mácula. Uma parede de toros de madeira do lado direito contrastam com a pureza do espaço e se numa primeira impressão poderíamos imaginar uma sensação de frio, os troncos terão o seu fim destinado à lareira da sala de estar do primeiro andar, onde Paulo Lobo tanto gosta de estar sempre que pode entregar-se aos seus momentos mais serenos.
As escadas conduzem-me à sala de estar. Um canapé de artesanato urbano tailandês salta à vista na imensidão do branco. Em folhas de ananás de várias cores o canapé pelas suas formas e explosões de cores enche o espaço que contrasta com os candeeiros Royal da marca espanhola Dad, que já fazem parte da assinatura do designer. Um espelho, uma poltrona um sofá e um candeeiro da holandesa Moooi cobrem o espaço de peças únicas, singulares.
Paulo Lobo recebe-me com a simplicidade discreta que define a sua personalidade e é na sua sagrada sala de reuniões que iniciamos a viagem aos seus vinte e cinco anos de carreira, folheando revistas que atravessam continentes e que em caracteres asiáticos falam bem do seu trabalho. A equipa projecta e trabalha numa sala forrada a livros e catálogos presentes na luz que chega da margem do rio.

Os telefones não param de tocar. Paulo Lobo foi convidado para tomar conta dos interiores do lindo edifício da Alfandega que inaugurará nessa noite o Portugal Fashion. Gruas espreitam às janelas para descarregar materiais para a grande noite. Continuamos a nossa conversa atravessando a rua. “A entrada é resistente até a Muammar Kadafi” confessa-me a rir enquanto me explica todo o conceito da entrada com muros de sacos de serapilheira. “Tínhamos pouco tempo e foi o possível para criar forte impacto a baixo custo”. O resultado é surpreendente e as luzes à noite iluminarão o mais importante evento de moda na cidade do Porto. Percorremos vários espaços até chegar à sala do primeiro andar que exibirá o desfile da dupla Alves Gonçalves nessa noite. O efeito é cénico. Simplicidade e materiais ligados à natureza constroem a boca de cena. Desta vez e por irreverência “irei sentar os VIP’s em sacos de serapilheira e darei as almofadas às filas comuns”. O mesmo irá acontecer na passerelle, que “será de madeira tal como as estruturas que cruzam os troncos ao alto”. Observo a equipa imensa de um lado para o outro e questiono sobre as horas que faltam para a inauguração. “Vai estar pronto, esta equipa trabalha bem”.

Numa manhã que se transforma em chamadas de Sol rasgamos agora as ruas do Porto até ao seu novo projeto, a Lobo Taste. No caminho Paulo vai partilhando a sua cidade, a qual defende que “é uma morada onde se sabe receber, sabe-se trabalhar e sabe-se fazer”. No Palácio das Artes - Fábrica de Talentos, num edifício histórico da Baixa um enorme selo de Paulo Lobo estampa o edifício. Em co-autoria com a sua mulher Paula, Paulo Lobo eleva o design português com produtos que além da sua assinatura nos transportam ao valor do artesanato português aplicado a formas minimalistas. Mais um bom exemplo do projeto humanidade, espalhados num edifício de dois pisos de pé direito muito alto e que transpira uma nova dimensão do nosso artesanato. Trazidos de todo o país, de Norte a Sul, nos produtos é possível ver os tradicionais cestos de palha agora com uma tampa metalizada. A coleção completa-se com chapéus de feltro e de palhinha, mantas, tabuleiros, candeeiros, jarras de vidro em vias de extinção da Marinha Grande, caixas de madeira, ou os famosos candeeiros de estante Bibliotek à espera de nova reedição, tal foi o sucesso que tiveram. Ainda há espaço para peças internacionais como o Wooden Rádio da Indonésia. “It takes 16 hours to create a fine rádio” que ajudam a população de Temaggung no centro de Java. Na sua companhia um candeeiro de leitura dinamarquês que respira a simplicidade de todo este projeto ao gosto de Paulo Lobo.

À hora de almoço atravessamos a rua. No largo de São Domingos espera-nos o seu mais recente projeto, o Tea Point, um ponto de encontro para o chá mas também para refeições do dia. Como filha de um alfarrabista a pergunta salta-me à vista: “porque estão a lombadas dos livros nas prateleiras ao contrário?” São estes pormenores, sempre inesperados e provocantes que constroem a assinatura de Paulo Lobo. A imagem reflecte-se num tom de marfim imaculado pelas folhas das páginas na curiosidade de procurar as lombadas escondidas, assim como nos enormes cadernos para as crianças desenharem e escreverem no fundo da sala. Há chá e scones mas há também sopa do dia, tarte de batata com chévre e salada e mousse de chocolate caseira. A trezentos quilómetros e a celebrar sessenta e cinco anos de existência, o Solar do Vinho do Porto, em Lisboa. Um azul forte abraçam os azulejos do século XVIII na sala de provas ou um verde inglês no salão principal foram as escolhas para fazer deste espaço à beira do Chiado também uma morada para encontro entre amigos.

Muita coisa inspira as criações de Paulo Lobo, “música, moda, craft e handmade, mas sobretudo a cidade”. No grande sentido de missão é urgente “renovar, actualizar, saber utilizar a mão-de-obra e as técnicas artesanais sem nunca descuidar a essência da alma original”. Talvez por isso se sinta fascinado com “a tranquilidade do Douro ou da Costa Alentejana”. Sobre os seus projetos “contidos, charmosos mas sempre provocantes” confessa-me que o “envolvimento é sempre emocionante, e há projetos perfeitos… quando o cliente é perfeito”. Os seus momentos mais puros vive-os em Paço no Norte de Portugal, enquanto os seus espaços de Lisboa e Porto, se inundam de pessoas que se encontram para testemunhar a imensidão prodigiosa da sua criatividade.



artigo Publicado na GQ de Julho 2011

06 junho 2011

descubra as diferenças



nos dias distantes do lançamento da Saída de Emergência no Príncipe Real Live, a surpresa com o envio de uma fotografia aquática. aos criativos que imortalizaram em formas líquidas a montra viva, o meu imenso obrigada.

apanhada pelo Diário de Lisboa



a Saída de Emergência foi apanhada aqui pelo Diário de Lisboa

02 junho 2011

Vogue l Saída de Emergência l Um Sushi fora da box




abra a Saída de Emergência aqui.

31 maio 2011

Vogue l Saída de Emergência l open day


para ler aqui.

um ano de Chivas Club



Passou um ano desde que lançamos o Chivas Club, o clube dos cavalheiros dos tempos modernos. Foram meses de partilha de ‘living’ e ‘lifestyle’, momentos especiais de convites VIP para eventos seleccionados, a garrafas exclusivas e edições limitadas ou mesmo ofertas de fins-de-semana em locais únicos. Meses onde tivemos a alegria de partilhar os valores de tantos rostos que constroem as nossas cidades. A consistência do chef José Avillez, as mágicas palavras do Prémio Saramago João Tordo, a vivacidade e alegria de Eduardo Carvalho da Silva, o empreendedorismo e amor pelo mar Gonçalo Esteves, o melhor chefe do ano Igor Martinho, a criatividade de Lidja Kolovrat, a excelência do chefe Nuno Mendes em Londres, a luz e concretizadora de sonhos de Sónia Balacó, a frontalidade genial de Ljubomir Stanisic ou a distinção de Luís Baena, um chefe cavalheiro por excelência.

O país mudou nos últimos meses e os viajantes andam mais tristes pelas ruas da cidade. O Club Chivas eleva-se em valores essenciais aos desertos que muitas vezes atravessamos. Valores como a Honra, a Galanteria e a Fraternidade que nos mantém centrados no caminho mais certo, de que deve ser a nossa vida no mundo.

Por isso e sempre perto do céu o primeiro ano de vida vai ser celebrado num evento realizado no Sky Bar, no terraço do Hotel Tivoli na Avenida da Liberdade.

Pelas palavras mais certas e pelos valores que distinguem certos seres humanos de todos os outros, mas acima de tudo pela partilha e liberdade onde quer que a encontremos, esta quarta feira a partir das 18h30 no Sky Bar.


28 maio 2011

Vogue l Saída de Emergência l Quem não se lembra?




entre na Saída de Emergência aqui.

25 maio 2011

Vogue l Saída de Emergência l a Pharmácia




a partir de hoje vou andar também por aqui.

24 maio 2011

smart.studio. em Lisboa l Making Of

lembram-se disto?

antes de seguirem para Amesterdão, aqui ficam os últimos Smart Studio em Lisboa





23 maio 2011

a minha cidade é um espanto



esqueçam o filme calminho em baixo. o que aconteceu ontem no Jardim da Estrela fez-me adormecer de sorriso rasgado. pelas seis da tarde, o jardim incendiou-se pelas mãos poderosas de André Henriques que levantou o jardim inteiro numa enorme dança coletiva de fazer emocionar quem tanto escreve sobre esta cidade.

é um orgulho nacional ver o Out Jazz crescer nos últimos quatro anos. devemos muito ao José Filipe Rebelo Pinto e ao seu amor pela música que através da equipa da NCS conseguem encher magicamente os jardins da cidade. são momentos como o que vivi ontem que espantam as energias maléficas da palavra 'crise' e me fazem não querer abandonar Portugal.

pelas minhas pontas dos dedos o meu imenso obrigada por elevarem ao máximo a potencialidade da minha cidade atlântica.

18 maio 2011

smart.studio. em Lisboa l Macacos do Chinês



'Chinese monkeys that make music? Portugal's where it's at! Macacos do Chinês is the name of the four-man band whose music is distinguished among other things by the use of classical Portuguese fado guitars. Find out on Wednesday what went down when our host Pete Nottage met up with the four off-the-wall musicians! Here are a couple of sneak previews'.

14 maio 2011

A cidade na ponta dos dedos l Lá vai Lisboa



‘Com a saia cor de mar, nos bairros desta cidade encantada em casa não há quem fique.’ A culpa é da inovação do Sushi Café, do novo Esperança na Sé e das sardinhas da José Gourmet.

A nova ‘barra’ da Avenida da Liberdade
O conhecido Sushi Café das Amoreiras abriu as asas à liberdade da Avenida. A arquitectura do atelier Saraiva & Associados estreia-se na restauração com nota alta, oferecendo à cidade um dos mais descontraídos e sofisticados restaurantes de Lisboa. Em quatro ambientes distintos - o bar (a ‘barra’), o sushi bar, a sala de jantar e a sala japonesa dividem o espaço em tons de dourado, branco e paredes que mudam de cor. Os chefes orquestrados pelo chefe Daniel Rente têm formação superior e experiências profissionais em hotéis de cinco estrelas ou em restaurantes japoneses do mundo, como o Kabuki, o Armani, o Hashi ou o Midori. A inovadora gastronomia eleva-se agora no ‘Wagyu Carpaccio’ (um o diamante negro das carnes bovinas) com neve de foie gras e chocolate, no Guindara Goma (bacalhau de pele negra com molho de sésamo) ou no Buta Shoga (barriga de porco cozinhada a baixa temperatura). Para finalizar com o já famoso 'Chocolato', um bolo de chocolate com sete texturas, ganache flexível em solo de chocolate.
Sushi Café Avenida
Rua Barata Salgueiro, 28 Lisboa
Tel. 211 928 158/914 859 526
www.sushicafe.pt
Seg a Sáb 12h30 às 15h30 e 19h30 às 24h, Sex e Sáb até 02h

Onde há Sé há Esperança
Conhecida como a pizzaria de excelência do Bairro Alto, o Esperança abriu portas na rua que contorna a muralha direita da Sé de Lisboa. O espaço desta vez não nasce de uma antiga mercearia e taberna lisboeta, mas do antigo restaurante Viagem dos Sabores. O ambiente continua a privilegiar a simplicidade, sempre em luzes ténues. Os pratos permanecem de influência italiana com saborosas pizzas de massa fina, desta vez com as portas abertas para uma das ruas mais apetecíveis da cidade.
Esperança Sé
Rua São João da Praça, 103 Lisboa
Tel. 218 870 189
Ter a Dom 13h – 16h e 19h30 à 24h, Sex e Sáb até 24h30

Elas vêm aí
As melhores conservas tradicionais fizeram furor, pelo talento Manifesto de Luís Baena na recente edição do Peixe em Lisboa. Com duas receitas em cada lata – uma receita para crianças na cozinha (little chef) e outra para adultos gourmet – a missão da José Gourmet é mostrar o que de melhor e mais característico se produz a nível gastronómico em Portugal. Ao lado de azeites, vinagres, vinhos, licores, aguardentes ou compotas, as conservas apresentam-se em carapauzinhos ou filetes de truta em molho de escabeche, filetes de cavala ou de atum em azeite, ovas de sardinha em azeite, polvo em azeite e alho ou mesmo lulas de caldeirada. Para as esperadas festas de Lisboa, as sardinhas dão o ar da sua graça em forma de petingas picantes, sardinhas em tomate, em azeite e limão, ou num suculento azeite virgem biológico.
José Gourmet
Tel. 918 994 369
www.josegourmet.com
Sardinhas com limão €2,55
Ovas de sardinha €10,35

artigo publicado na Revista Única do Expresso a 7 Maio 2011

12 maio 2011

Lisboa eleva-se em Santa Catarina



abriu e é uma das maiores revelações de Lisboa de 2011.

em breve numa das minhas páginas sobre a cidade.

11 maio 2011

mais Vogue



a Vogue tem uma nova morada a partir de hoje aqui.

10 maio 2011

smart.studio. em Lisboa l V ! tor



'Cool colours and clear cuts: with his "Sao Paolo" collection designer V!TOR goes back to the basics. The only playful element: the jewellery collection by Inês Nunes, which depicts the outlines of the districts of the Brazilian city which the Brazilian-born designer named his collection after. See for yourselves - in the smart. studio. on the world's smallest catwalk!'

05 maio 2011

smart.studio. em Lisboa l RAM



'A work of art in quick motion - in Lisbon street artist RAM (Ram Miguel) is presenting the smart. studio. as part of a unique graffiti artwork. Here you can see how a colourful image of the world's smallest TV studio is created on a grey wall'

montra da semana II

ao descer a Rua do Alecrim, há saldos na montra da semana.

04 maio 2011

montra da semana



estava marcado por oitenta e cinco mil milhões de euros. mais aqui.

Lisboa na ponta dos pés



Foi em 1949, que Kihachiro Onitsuka fundou a Onitsuka Tiger, uma irmã da ASICS. Com a missão de promover uma vida saudável desempenhou um papel importante na maioria dos Jogos Olímpicos. A lenda vive nos dias de hoje a fusão da herança japonesa e do design contemporâneo.

Por isso entre 26 de Abril e 10 de Maio os Onitsuka Tiger terão um desconto de 20% e poderão ser personalizados pelo ilustrador Pedro Moutinho, colaborador assíduo das customizações exclusivas da Onitsuka. O artista vai estar presente nas sapatarias Loop Footwear numa 'Quinzena Onitsuka' e promete fazer as delicias dos coleccionadores de ténis e de quem procura modelos de ténis icónicos com um 'look' exclusivo. Os registos voam pelo imaginário infantil, povoados de figuras como os Marretas, o Homem-Aranha, o Astérix, o Jack Pumpkinhead, o Miyazaki, ou Tim Burton. Tudo à vontade do freguês, com Lisboa incluída se for esse o desejo.

personalize os seus nos dias:
Dolce Vita Tejo a 30 de Abril
Leiria Shopping a 1 de Maio
Dolce Vita Douro a 7 de Maio
Dolce Vita Porto a 8 de Maio

28 abril 2011

nasceu o mais bonito sushi de Lisboa



mas não é tudo. não há nenhum que bata a sua qualidade e inovação.
e o estrondoso atum, alguém tem dúvidas?

em breve numa das minhas páginas sobre a cidade.

26 abril 2011

smart.studio. em Lisboa l Storytailors



'Admittedly, we did have to pull a few tricks in order to get the magnificent dresses from the designers Storytailors to fit into our smart fortwo. But see for yourself – a catwalk in the smart. studio. with 'Storytailors'. Truly awesome'.

mais aqui e aqui.

21 abril 2011

esta miúda vai longe



mais Emmy Curl aqui

as corridas da lua estão de volta



lembram-se disto e disto?

é já hoje que o Largo Camões recebe às 20h30 as Luna Runs. ideal para conhecer melhor a cidade, fazer amigos ou provar os prometidos cachorros quentes no final da corrida, aqui fica o convite para começar a correr pelas ruas da cidade.

a última novidade para rasgar a cidade sãp os Nike Free XT Everyday Fit+ que por serem muito versáteis oferecem flexibilidade, comodidade e suporte excepcionais para todo o tipo de actividades.

a sola dos ténis está desenhada para melhorar a tracção numa grande variedade de superfícies e o exclusivo padrão multidireccional da sola foi criado seguindo um processo de "corte a quente", que permite obter umas ranhuras de flexão mais profundas. conta ainda com uma ligeira sola de dupla que combina um amortecimento suave com outro mais firme na parte inferior do pé, para uma maior durabilidade e suporte, mas é graças à palmilha OrthoLite que os ténis se adaptam ao pé e conseguem um ajuste e toque distinto em cada utilização. ah e são compatíveis com a tecnologia Nike+, para memorizar os treinos.
para experimentar logo à noite numa das mais bonitas cidades do mundo.





20 abril 2011

smart.studio em Lisboa l Emmy Curl



'Emmy Curl wrote her first song at the age of 15, and since then she has added a further 40. The singer's debut album will soon be released – and not only does she want to conquer passengers in Lisbon's classic cable car, but also people around Europe.'
a voz é linda, por segundos lembra-me a norueguesa Ane Brunn. mais aqui e aqui.



o estado da nação IV

não deixar de ler a brilhante coluna 'Insanas Confissões' de Henrique Monteiro do Expresso e o filme em baixo que roubei ao 31 da Armanda.'vergonha' dos homens e do governo dos últimos anos é a palavra.

19 abril 2011

vai uma sardinha?



elas vêm aí, veja como.

o estado da nação III

não, a dita poção mágica não faz bem à saúde, já o anúncio é um toque de Midas nos dias que correm.

18 abril 2011

à conversa com Luís Baena



Com provas dadas em quatro continentes, Luís Baena dá a mão ao Manifesto em Lisboa no bairro de Santos. Mais do que um testemunho exemplar de sustentabilidade e de enorme respeito à Natureza, o seu empenho no projecto das Penhas Douradas ou na recuperação dos valores tradicionais dos Açores mostram únicas as suas qualidades. é sempre um enorme privilégio conversar com o chefe das causas humanas.

O que vê quando observa os seus trinta e dois anos de carreira?
Olhando para trás houve várias fases na carreira. Uma primeira fase de aprendizagem de absorver conhecimento, seguida da de uma outra de orientar a carreira: que país, que destino… e de repente dou por mim e passaram mais de trinta anos.
Ter tido o ponto de partida em Bruxelas (país de excelência gastronómica) foi importante?
Antes de Bruxelas vivi dois anos na Holanda. Bruxelas é uma cidade extremamente burguesa no bom sentido da palavra, inundada de conforto, uma cidade fantástica para aprender. O meu primeiro chefe ensinou-me imenso, devo-lhe muito. O Luís sempre soube que ia ser chefe?
Estive na dúvida entre essa opção e a de estudar Belas Artes. Quando viajo adoro entrar em livrarias, em museus, em galerias de arte e rapidamente senti que a cozinha era mais do que o simples facto de alimentar. Desde essa decisão que tenho vindo a estudar cozinha… é um estudo sempre contínuo.
Como os médicos?
É a melhor imagem que pode ter (risos) já que nunca paramos de procurar informação. O seu percurso já passou por quatro continentes, ficou algum país por descobrir? Quando saí do Brasil, na altura da grande inflação estive para ir para a Austrália. Por razões pessoais não fui e logo depois surgiu um convite para ser chefe executivo num cruzeiro norueguês.
Arrependeu-se te nunca ter ido para a Austrália?
Nunca me arrependi, mas fica sempre a curiosidade. Nunca se sabe como vai ser a nossa vida, ‘o caminho faz-se caminhando’ e quando tomamos a opção da direita nunca saberemos como teria sido a da esquerda. A condição geográfica perto da Ásia e do Pacífico dão-me a certeza que teria sido mais uma experiência fascinante na minha vida.
Além do chefe há um homem que é um chefe viajante do mundo…
Também. Há o chefe que vai a São Paulo ou a Xangai fazer um jantar, mas que fica sempre mais uns dias para conhecer as cidades. Concilio sempre as viagens pessoais com a minha profissão.
Regressa como chefe do melhor italiano de Hong Kong em 1998, o que o faz regressar?
Razões familiares e os ciclos escolares dos meus filhos. Habituado a um percurso em restaurantes topo de gama, teve algum receio nesse regresso? Tive algum receio, mas depois de uma experiência nos barcos da Expo 98 e porque não tinha aparecido nenhum projeto de restauração que me entusiasmasse, abracei um projeto como director geral de uma empresa que me permitiu desenvolver uma grande componente de gestão empresarial. Tínha a cargo espaços como o Centro Cultural de Belém, a Padaria da Lapa ou o Golf da Aroeira. Só depois apareceu a Quinta de Catralvos em Azeitão, que me permitiu criar um personagem para desenvolver uma nova cozinha, dando assim asas à ousadia.
'A expressão de um prato tem de ser sempre magnífica'?
Depende do contexto. A expressão plástica é importante, mas não tem de ser sempre sofisticada. Se estou no meio do Alentejo, num restaurante com três produtos no prato, a sofisticação estará na simplicidade. O despojamento tem de ser coerente com o espaço e com a ideia. Dou-lhe o exemplo de numa história, num romance, num filme ou argumento ter de haver uma progressão da narrativa. Numa carta de restaurante também tem de haver essa coerência. Não faz sentido no meio de migas despojadas colocar um caviar do Irão. A coerência é muito importante.
Mas num ato de criação entre a simplicidade e sofisticação, o tal vanguardismo pode juntar as duas…
Sem dúvida. A contemporaneidade das suas criações reflecte o facto de gostar de viver no presente? Todos vivemos no presente, às vezes não temos é muita consciência disso (risos). Eu tenho um pé no passado, vivo no presente e penso no futuro. Eu não quero estar à frente de ninguém, não quero ser o primeiro mas interessa-me projetar o futuro, pensar como vai ser e de que forma é que eu posso contribuir para ele. O seu sentido de missão passa pelo amor ao seu país ou por um projeto de humanidade?
Sem dúvida está ligado às causas sociais e às causas ecológicas.
Como fez no seu notável empenho no projeto das Penhas Douradas (que deu uma nova dinâmica à população de Manteigas) ou dos produtos tradicionais dos Açores? Sim, sempre que posso envolvo-me, mas há muita coisa ainda para ser feita. Trabalhando com alimentos todos os dias custa-me pensar que há pessoas a morrer à fome? Quem melhor que um chefe de cozinha para ajudar os projetos de desenvolvimento nesta área? Porque não usar os recursos naturais subaproveitados. Porque não ensinar a usar as urtigas, as beldroegas, ou as castanhas espalhadas nas montanhas das Penhas Douradas? Há ainda muita gente a desprezar os alimentos do próprio quintal.
Mas a crise, felizmente vai mudar essa atitude de desperdício…
Sem dúvida. Dou-lhe o exemplo dos Açores e das algas que encontrei lá, ninguém trabalha com elas. É urgente ler a Natureza, percebê-la, senti-la, explora-la no bom sentido, conjugando a nutrição os ciclos ecológicos fazendo bom uso das suas dádivas. Se os produtos existem naquele sítio específico é por alguma razão. Sente-se mais motivado para criar sabendo que está a usar produtos ‘perdidos’ e que vai devolver trabalho a produtores locais que tanto precisam? Como despertou para essa importância?
Foi muito importante o testemunho da palestra Engenheira Ana Soeiro num congresso, muito associada à certificação dos produtos portugueses certificados. Independentemente do produto ser certificado ou não, a nossa ação como pessoas a trabalhar com a cozinha tem o dever de divulgar os produtos da região. O grande interesse é dar a conhecer os produtos, fixar as populações no interior evitando a desertificação do país. Não faz sentido os restaurantes do Alentejo estarem a usar azeite italiano. Veja este exemplo: o que se faz no Alentejo com as beldroegas? Pouca gente sabe que é o única erva com Omega 3. É preciso olhar para tudo de uma forma mais lata, perceber qual o papel da região e explora-la no bom sentido novamente.
Há um enorme nível de consciência humana nestes seus projetos específicos… Sim, é muito importante. Há muita coisa que me influencia e felizmente não é apenas a minha vida profissional. Dou-lhe o exemplo de um retiro que fiz de monges tibetanos feito em França nos Alpes de Aute Provence. Nessa experiência filosófica guardei para sempre um nível de consciência muito grande. Tal como a frase do ‘aqui e agora’m- que está numa das paredes do meu restaurante Manifesto e que não é minha - ter consciência é fundamental. Concordo, mas dá muito trabalho estar ao serviço…
Estou completamente de acordo. As pessoas menos conscientes não têm as mesmas angustias, mas há mais genuinidade e tal como na cozinha há momentos ácidos e momentos doces.
De onde lhe vem a sua elegante provocação?
Gosto do clássico mas também gosto do inovador, gosto do equilíbrio de opostos. Qual decisão mas certa que tomou na tua vida?
Ter tido os meus seis filhos.
A sua vida já deu alguma volta de 180º?

Sim quando sai dos barcos noruegueses e estava a ganhar bastante bem e achei que não podia ter uma atitude mercenária perante a vida. Tive consciência que era o momento para iniciar o percurso que tenho vindo a fazer. Podia ter lá ficado mais cinco ou dez anos e ficava bem para o resto da vida, mas mais do que o dinheiro o que me interessava era desenvolver um projeto exemplar.
O dinheiro está cá para nos servir?
Completamente. Não o desprezo, mas não faz parte das minhas ambições ter muito dinheiro. É uma ilusão, as necessidades mudam conforme a quantidade, se temos um temos necessidade de gastar um se temos dez gastamos dez. Devemos ver o dinheiro da forma mais simples: serve para tratar de transações. O dinheiro não compra a honestidade não compra a honradez e os valores mais importantes da vida não fazem parte do mundo dinheiro. O dinheiro não compra amor, não compra felicidade. Como é que a palavra ‘honra’ se define na sua vida?
É fundamental. Para respeitar os nossos limites e os limites dos outros. O que o faz ser uma pessoa frontal?
Apurei a minha frontalidade nos meus dias de Holanda. No início como latino estranhava, mas aprendi a dizer em dez segundos o que em Portugal muitas vezes se diz em dez minutos. Onde encontra os seus maiores momentos de liberdade? No contacto com a Natureza.
E quais os seus momentos mais ‘chivalry’?
Ao final de tarde ou à noite a conversar ou na companhia de um bom livro.

14 abril 2011

eu sei quanto tempo duram as fréseas IV

as fréseas não duram para sempre, mas bastam-me apenas trinta dias para ter a certeza de que o perfume inconfundível de tudo o que devemos recolher neste tempo, deve ser colhido com mãos de veludo. obrigada ao Pedro d’Anunciação pelo artigo.



1931-2011 O Bibliófilo que descobriu primeira impressão em português

Descobriu o Tratadode Confisson, foi poeta, alfarrabista e último presidente da Câmara de Alcobaça antes do 25 de Abril. Morreu dia 14, aos 79 anos, de Parkinson.

Tarcísio Trindade, o bibliófilo que descobriu, em 1965, o mais antigo livro em português e impresso em Portugal, o Tratado de Confisson, revolucionando então a História nacional neste aspecto; poeta de um só livro, Os Meninos e As Quatro Estações, a quem a História da Literatura de António José Saraiva e Óscar Lopes previu futuro risonho; último presidente da Câmara de Alcobaça antes do 25 de Abril; proprietário da Livraria Campos Trindade na R. do Alecrim em Lisboa, transformada em centro de tertúlia literária, morreu 3ªfeira da semana passada, de Parkinson.

Tarcísio já tinha publicado o seu livro de poemas em 1960. Já cultivava amizades como a de Almada Negreiros, ou de António Tavares de Carvalho (que ele empurraria também para a actividade de alfarrabista), Francisco Hipólito Raposo, Francisco Pinto Leite, etc. Amigos dos tempos em que viera para Lisboa estudar Direito.
Mas só em 1965 é que se destacou realmente, com a descoberta do Tratado de Confisson. Era ele então um homem maduro de 34 anos, e estava a preparar-se para o casamento com a lindíssima Mafalda Oriol Pena. Aquela descoberta foi, de resto, um bom impulso de vida, já que o livro seria vendido a Miguel Quina por 400 contos – quantia elevadíssima na época. O preço seria dado como indicativo por um na altura jovem assistente universitário de Letras, José Pina Martins, que divulgou a sua existência em artigo do Diário de Notícias (espevitando a atenção de Quina), e depois baseou na descoberta a sua tese de doutoramento, apresentada em 1974.

Tarcísio pertencia a uma família de antiquários de Alcobaça. Nasceu na ala Sul do Mosteiro de Alcobaça, residência comprada pelo avô, numa altura em que o Estado vendeu bens da Igreja. A opção por Direito deu-lhe conhecimentos de latim, que o ajudavam a esquadrinhar as escritas mais antigas. Deixou o curso a meio, e começou a funcionar como um marchant de antiguidades, e sobretudo de livros antigos, por conta própria e sem estabelecimento. Vasculhava feiras, acorria a zonas do país em que se vendiam patrimónios ainda pouco explorados, e arranjava clientela. Assim descobriu, na Feira do Rastro, em Madrid, o Tratado de Confisson – que terá mostrado ao alfarrabista lisboeta Américo Francisco Marques à procura de cliente.Pina Martins conta a história num texto publicado no site do Instituto Camões. Este Tratado de Confisson, impresso em Chaves em Agosto de 1489, antecipa 6 anos a entrada da tipografia de língua portuguesa no País. Até então era oficialmente dado como livro mais antigo impresso em Portugal o Vita Christi (Lisboa, 1495). Pina Martins conta que, alertado por rumores, foi indagar à livraria de Américo Marques o que se passava. Este pô-lo em contacto com Tarcísio (que voltara a viver em Alcobaça), e com a obra. Atestada a sua autenticidade, saiu o artigo no DN, e Quina comprou-a discretamente, através de uma secretaria que dera morada falsa. Depois, perante o perigo de saída para o estrangeiro, a Polícia pôs-se a investigar, e Quina acabou por deixar a Biblioteca Nacional ficar com o precioso livro.

Em 1969, com o ‘marcelismo’, Trindade acedeu à presidência da Câmara de Alcobaça – o que lhe valeu estar preso alguns meses, depois do 25 de Abril, acusado de ‘fascista’. Foi então que se mudou para Lisboa, estabelecendo-se em frente do antiquário do seu irmão António, na R. do Alecrim.
A vida lisboeta tornou-se-lhe saborosa. Tinha uma boa casa na Lapa, onde ouvia a sua música clássica preferida (Handel e Vivaldi), e passava o dia no Chiado. A livraria Campos Trindade não era apenas um marco de livros antigos (acolheu raridades, como uma primeira edição da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto e do Dom Quixote de Cervantes, constando que esta última está hoje na biblioteca particular do Rei de Espanha, para não falar na biblioteca de Cister), mas uma tertúlia de literatos, como António Valdemar, António Pedro Vicente, Artur Anselmo, Luís Bigotte Chorão ou Pais de Brito.

E, finalmente, descobriu-se que nunca fora ‘fascista’. A imprensa regional de Alcobaça celebrou os seus tempos de presidente da Câmara, em que melhorou o ensino no concelho, fez estradas, e teve politicas sociais. Um vereador do PCP lembrou que, quando jovem, ali lançou um centro cultural, e recebeu de Tarcísio todo o apoio.
De novo a cidade o acolheu como provedor da Misericórdia, ou na direcção dos Bombeiros e do Ginásio Clube. Sampaio condecorou-o em 2003. E, em 2009, os amigos dedicaram-lhe um Catálogo, onde, a par das referências extraordinárias da biblioteca, se destaca a sua vida. Mas não voltou a ter ali casa. Tinha-a, sim, na vizinha S. Martinho do Porto, onde já os pais passavam férias, e ele e a mulher davam brado, como belo casal que faziam, nos seus melhores tempos.

12 abril 2011

A cidade na ponta dos dedos l Ainda há motivos para sorrir



Ainda há motivos para sorrir
Um elogio à praça mais bonita do mundo, um café vitorioso nas ruas mais antigas do Porto e um guia de conversação que promete largas gargalhadas nos dias que correm.

Afinal há vida no Terreiro do Paço
A Praça do Comércio tem um novo restaurante graças ao Grupo Lágrimas. Com a promessa de brunch’s e noites de fado, a carta gerida por diferentes chefes - Miguel Oliveira dos restaurantes do Casino Lisboa, Albano Lourenço com uma Estrela Michelin no restaurante Arcadas da Capela, em Coimbra, Luís Casinhas da Cantina da Estrela, ou Joachim Koerper do Eleven – tem como resultado uma cozinha simples e acessível. Nas sugestões, Raviolis negros de bacalhau com broa, Rissoto de Balsâmico com cogumelos e foie, os famosos Pissaladières (uma especialidade francesa tipo piza folhada) ou o “melhor pão-de-ló do Universo” nas versões de ovo ou chocolate. O espaço divide-se em duas esplanadas (uma para o Terreiro do Paço, outra para o Pátio da Galé), uma sala de jantar e duas salas para almoços que se revelam num ambiente ‘português kitch’ onde os almoços buffet custam apenas onze euros. Aos fins de semana há ainda direito a DJ e um bar que promete animar a mais iluminada praça de Lisboa. Terreiro do Paço
Pátio da Galé, Terreiro do Paço
Tel. 21 099 5679
http://www.lagrimashotels.com/
Seg a Sáb 12h30 - 15h/ 20h - 24h, Qui a Sáb até às 02h
Esplanada 12h30 - 24h

Mais luz na Baixa Portuense
O Café Vitória fica na freguesia do mesmo nome e mais do que um café, um bar, um restaurante ou uma esplanada a morada eleva as aberturas sempre surpreendentes da cidade do Porto. Ideal para um copo entre amigos depois do trabalho, para refeições ligeiras ou um café no jardim interior, o ambiente é intimista e acolhedor. Além dos pratos do dia para o almoço há sempre Salada de bacalhau, Ovos mexidos com farinheira ou Massa chinesa com cogumelos shitake. Nas sobremesas a Tarte de grão-de-bico, feijão e amêndoa, ou Gelado de castanha. A hora do jantar é homenageada pela sala do primeiro andar onde as iguarias se dividem entre as Chamuças de Chèvre, Salmão vidrado com Porto, Bife do lombo com frutos secos ou Javali salteado com castanhas. Nas sobremesas noturnas Salada de citrinos com gelado de caramelo, Espetada de pera e queijo das ilhas ou Toucinho-do-céu, não fosse este um café onde também se pode ver as estrelas.
Café Vitória
Rua José Falcão, 156 Porto
Tel. 22 013 5538
http://www.cafevitoria.com/
Dom a Quar 12h – 24h, Sex a Sáb 12h – 02h, Encerra à Ter ‘Com a pronuncia figurada das palavras inglesas’
A edição limitada da editora Atlas Projectos, sediada entre Lisboa e Berlim apresenta uma re-impressão ‘verbatim et literatim’ do primeiro guia de conversação Português–Inglês. Originalmente editado em 1855, este guia de José da Fonseca e Pedro Carolino dá mais azo a riso do que a sentido. A lacuna causada pela literalidade – o que se perde na tradução – leva-nos a reavaliar e refletir sobre a linguagem e as estruturas linguísticas que tomamos como garantidas. Uma forma de contornar o que aconteceu ao guia, até hoje a circular em países de língua inglesa como livro de humor – especialmente na famosa re-edição de Mark Twain, 1883 – e trazê-lo para uma condição próxima do original, tanto no conteúdo como na forma impressa que assumia quando foi criado.
‘O Novo Guia de Conversação, em Portuguez e Inglez, em duas partes’
Fabrica Features
Rua Garrett, 81 – 4º Lisboa
Tel. 21 32 56 764
http://www.fabrica-features-lisboa.blogspot.com/
Seg a Sáb 10h – 20h
Livros e Edições de Autor
Rua da Boa Nova, 168 Porto
Tel. 22 609 5537
http://www.inc-livros.pt/
Qua a Sex 16h – 20h e Sáb 15h – 20h
Também pode encomendar online www.atlasprojectos.net ou fazer o download no Google Books
PVP Recomendado €18

11 abril 2011

our 'creamy, flaky custard tarts'


o artigo do The Guardian colocou os nossos pasteis de Belém em 15º lugar na lista'The 50 best things to eat in the world, and where to eat them'.

'Creamy, flaky custard tarts – served warm with cinnamon – are one of Portugal's great culinary gifts to the world. The original pasteis café in the Belém district of Lisbon, next to the monastery where the dessert was invented, is still the best: their secret recipe has been guarded since 1837. Sit down with a plateful, and a strong coffee, and you'll understand why more than 10,000 tarts are baked here every day.' mais aqui.

08 abril 2011

o estado da nação II

o ar anda pesado, mas confesso que quando a brisa atlântica me atravessa imagino que um dia ainda possa ser possível. ser possível voltar a acreditar no país que insisto em não abandonar.

hoje limito-me a abrir uma pequena janela, enquanto me responsabilizo em agarrar todos os antídotos fulcrais aos dias que correm. afinal de contas, tristezas não pagam dívidas.

07 abril 2011

Lisboa no ranking das 10 cidades mais bonitas do Mundo



'Lisboa tem uma atmosfera singular, difícil de encontrar noutras cidades.Estando num local tão espantoso, não admira que muitos dos maiores exploradores do mundo se interrogassem sobre que outras belezas estariam para lá do horizonte quando daqui partiram no século XV, acrescenta o ucityguides.com'. mais aqui.

Peixe em Lisboa

O Peixe em Lisboa começa hoje e vai animar Lisboa até 17 de Abril , aumentando de nove para onze o número de dias de duração deste evento gastronómico que regressa ao Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, com mais novidades. Este ano estão já confirmados três jovens chefes de origem portuguesa a trabalhar no mundo da alta cozinha, respectivamente em Londres, Nova Iorque e França: Nuno Mendes (uma estrela Michelin), George Mendes (uma estrela Michelin) e Serge Vieira (uma estrela Michelin). mais aqui.

06 abril 2011

Lisboa nos dez mais



apanhada pela Time Out nos dias em que a Smart Studio andou por Lisboa, com os pés assentes num país escalavrado, numa cidade em obras e sorrisos que temem rasgar-se mesmo nos dias que se mostram mais quentes. MAS hajam boas notícias como a que Lisboa ter sido incluída na lista dos dez melhores destinos de turismo de negócios de 2011 da cadeia 'Great Hotels of the World'.